Same Old Love (HIATUS)

4 Blaine, o que acha de sair comigo?


Notas iniciais
Oii! Espero muito que gostem do capítulo *---* Apenas saibam que tudo que acontece nessa fic é rápido mesmo, viu? Não estou me precipitando, é que a fic não será muito longa mesmo... Boa leitura! ♥

— O que foi isso? – Blaine perguntou no momento em que ele e Kurt se separaram. Ele pareceu acordar de um transe.

— Olha, me desculpa por ter te beijado. Eu juro que eu... – Blaine levantou irritado e saiu em disparada de onde estava com Kurt indo atrás dele. – Não precisa ficar desse jeito também.

— E como você quer que eu fique? – O moreno encarou Kurt, que parecia um pouco arrependido. – Escuta, vamos apenas fingir que isso não aconteceu.

Kurt apenas assentiu e Blaine tornou a ir em direção a sala. Informou aos filhos que eles estavam indo embora e chamou Marie também. Se despediram das meninas e de Sebastian e foram embora.

No carro os pensamentos de Blaine estavam o corroendo. Ele tinha gostado do beijo, era óbvio que tinha. E ele queria repetir. Mas era tão difícil aceitar os seus próprios desejos.

Blaine só saiu do orfanato quando completou dezoito anos e estava bem óbvio para ele desde seus doze anos que ele preferia os meninos do que as meninas. Uma vez, aos quatorze anos, foi repreendido por uma das coordenadoras por estar observando os meninos na hora do banho.

Foi chamado de todas as coisas pejorativas que se pode imaginar e sentiu seu coração se partir em milhões de pedaços. Quando Kurt o disse hoje que ele tinha sido o seu primeiro amor, sentiu vontade de dizer que Kurt também havia sido seu primeiro amor, mas o medo da repreensão o atingiu e falou mais alto.

Era sempre assim. Blaine sempre foi aquele que era comandado por qualquer pessoa e, ao conhecer Marie e levar ela para sua cama em uma noite em que estava bêbado e queria se sentir “normal”, ele a engravidou e nunca mais pôde se afastar. Seus três filhos nasceram por acidente, mas agora era tarde demais para reclamar.

Além do mais, seu amor por aqueles três meninos falava mais alto do que qualquer outra coisa. Era como se eles tivessem sido a única coisa que Blaine fez de bom em sua vida.

O percurso até sua casa nem pareceu passar, pois estava totalmente absorto em pensamentos. Quando chegou foi diretamente para debaixo do chuveiro para tomar um banho. Estava perdido nos próprios pensamentos e sentimentos. Era um turbilhão de novas sensações e o toque macio dos lábios de Kurt não o deixava esquecer do quanto a vida poderia ser melhor.

Resolveu não pegar seu celular e foi após o banho para a sala e se atirou no sofá com os filhos para assistir a uma animação que eles queriam ver. Acabou que aquilo o distraiu e ele se divertiu no momento em família. Uma família que conseguia ser completa mesmo quando Marie não estava com eles, como era o caso de agora.

Blaine acabou dormindo na sala com os três filhos praticamente em cima dele, mas ele não reclamava, amava momentos como aquele.

Na manhã seguinte, Blaine foi para a universidade para trabalhar e deu sua aula de maneira aérea. Não estava se sentindo muito à vontade, estava muito disperso. Mas, mesmo com certo sacrifício, ele conseguiu chegar ao fim de suas aulas ainda sem ter cometido suicídio. Isso já era algo para se considerar como uma vitória.

Quando estava em seu carro parou para checar se havia alguma mensagem em seu celular. Haviam três, de números diferentes.

Amor, você disse que hoje à noite precisava planejar suas aulas, então resolvi que vou levar as crianças e jantar na casa dos meus pais, tudo bem?”Marie.

Blaine digitou um breve “tudo bem” para a esposa e foi abrir as outras mensagens.

Tio Bee, espero que eu possa te chamar assim. Acho bom você checar seu e-mail, professor Anderson, porque eu acabei de te mandar o convite do aniversário meu e da Nat. Esperamos você!” – Melanie.

Duas coisas estavam na mente de Blaine agora: Como elas tinham o número dele? E como elas tinham o e-mail dele? Bom, isso não importava, ele apenas a respondeu que iria no aniversário delas sem problema algum, desde que pudesse levar a esposa e os filhos. Elas o responderam em seguida, dizendo que a condição para adicionarem esses convidados na lista era se ele aceitasse o convite de cantar e, mesmo sabendo que era uma chantagem falsa, Blaine aceitou.

A última mensagem levou um certo receio de Blaine para abrir, mas abriu mesmo assim.

Blaine, me perdoa pelo o que eu fiz. Como pedido desculpas, você aceita jantar comigo? Tem um restaurante com karaokê incrível que abriu faz pouco tempo e eu fui lá algumas vezes. Seria legal se fôssemos. Prometo que é um jantar de pedido de desculpas, ok? Por favor, aceite!” – Kurt.

Blaine soltou um alto suspiro e respirou fundo umas três vezes antes de responder a mensagem. Acabou que ele respondeu um simples:

Me mande o endereço. Te encontro lá às oito!

Era melhor do que negar, não era?

[...]

Exatamente oito horas em ponto Blaine já estava no restaurante, sentado em uma mesa e aguardando Kurt. O moreno estava um pouco casual, não havia se arrumado muito. Estava apenas de calça jeans e uma camisa social vermelha. Nada demais, certo? Porém quando colocou seus olhos em Kurt se achou extremamente horrível, pois o castanho estava lindo. Uma calça social preta, uma camisa azul escura e um blazer preto.

— Demorei? – Perguntou o castanho. Recém era oito e dois, então estava bem óbvio que ele não estava atrasado, porque dois minutos nem podem ser considerados como atraso.

— Não... – Respondeu Blaine brevemente, sorrindo em seguida. – Podemos já pedir, se quiser...

— Tudo bem, então. – Kurt sorriu, decidindo o que escolheria.

Blaine tinha perdido seus pensamentos ao ver Kurt. Ele pensou que seria um jantar simples com direito a música, já que haviam algumas pessoas cantando no pequeno palco, mas nunca lhe passou pela cabeça que Kurt se produziria tanto para um jantar que era, supostamente, para amigos.

— Mel me disse que te mandou o convite do aniversário dela e da Nat. Você viu? – Kurt iniciou a conversa depois que eles já haviam feito seus pedidos e já estava jantando.

— Oh, sim. – Afirmou o moreno. – Fiquei me perguntando como elas tinham conseguido meus contatos...

— Seu número eu mesmo dei, me perdoe... ou era isso ou elas roubariam meu celular para conseguir. – Riu o Hummel. – Seu e-mail elas foram no site da universidade para procurar. Elas são teimosas.

— Puxaram ao pai delas, então. – Suspirou Blaine. – Você sempre foi teimoso.

— Você sabe que elas não são mesmo minhas filhas, certo?

— Não sou tão idiota como pareço, Kurt. Elas são suas filhas, mesmo que não de sangue.

— Não foi isso o que eu quis dizer. Elas são minhas filhas, é óbvio. – Kurt revirou os olhos. – E eu as amo mais do que tudo.

— Até mesmo mais do que ama Sebastian? Eu suponho que sim, já que você me beijou.

— Esse jantar era para ser um pedido de desculpas, não uma briga. – Kurt falou de maneira calma. – Além do mais, eu já disse que não vou fazer de novo.

— Desculpa. – Pediu Blaine. – Só estou estressado... e o que eu quis dizer com elas serem teimosas como você, é porque mesmo que elas não sejam suas filhas de sangue, convivem há muito tempo com você e Sebastian, é normal que elas os tenham como espelho.

— Espero que não, porque se tiverem elas estão indo para o lado errado... veja bem, elas sabem que Sebastian está me traindo e provavelmente sacaram a maneira que eu te olhei. Eu não queria ser elas nesse momento. Dois pais traidores, isso é péssimo. – Kurt disse cabisbaixo e Blaine posicionou sua mão sobre a do castanho.

— Olha, eu não faço parte dessa família e durante vinte anos eu estive longe de você, mas se tem uma coisa que eu tenho certeza é de que você não fez por mal. Além disso, elas querem ver os pais felizes. Tenho certeza absoluta que se vocês se divorciassem elas os apoiariam, desde que isso os deixasse melhor.

— É, eu acho que sim.

— Vai ficar tudo bem. – Sorriu o moreno, voltando a comer.

Os dois desenrolaram uma conversa agradável enquanto comiam. Era tranquilo estarem na companhia um do outro, mesmo com o quase desentendimento que tinha acontecido. Estava feliz por estarem ali juntos. Após terminarem de comer, Kurt ficou implorando para Blaine para que eles cantassem algo no palquinho que ali havia sido montado.

Mesmo contra sua total vontade, Blaine foi com Kurt para cima do palco que tinha ali e o ajudou a escolher uma música. Escolheram juntos, mesmo que cada um quisesse uma diferente da outra. Demorou para chegarem a uma conclusão, mas conseguiram.

Os dois riram sem parar enquanto cantavam, era uma música animada a que tinham escolhido. Quando terminaram seu dueto, foram para o lado de fora do restaurante. Kurt andava ao lado de Blaine até o carro do moreno, que segurava o seu blazer.

— Acredito que isso seja seu. – Blaine disse, se escorando em seu carro e observando Kurt se aproximar um pouco dele.

— Obrigado! – Agradeceu o castanho ao pegar seu blazer da mão de Blaine.

O leve contato que ocorreu entre as mãos deles fez um arrepio percorrer seus corpos. Blaine não se aguentou, ele puxou Kurt pela cintura e selou os lábios dos dois em um caloroso beijo. Ele nunca se perdoaria se perdesse aquela oportunidade.

Kurt se entregou ao beijo sem pensar, entrelaçando suas mãos no pescoço de Blaine e aprofundando ainda mais o beijo. Nesse mesmo momento, começou a chover, mas tão pouco poderiam eles se importar. A chuva apenas fez eles colarem ainda mais seus corpos.

O calor que emanava deles não podia ser apagado nem mesmo com aquela chuva gelada.

Pelo menos era o que o coração de ambos mostrava.

Notas finais
Awwwn, que amor *--* Achei um doce esse capítulo kkkkkkk Me digam o que acharam ♥ Bjo ♥