Same Old Games
23 All I know is I love you too much...
Notas iniciais
PDV Gabriela
Eu gosto de sábados porque geralmente eu posso dormir até mais tarde. Geralmente. Infelizmente, as vezes eu sou arrancada da cama por uma campainha totalmente irritante.
Eu esperei pra que Marleine ou Victória atendessem, mas percebi que ninguém ia sair do quarto, então me levantei e fui até a porta, parecendo um zumbi. Infelizmente, era o Liam.
– O que você está fazendo aqui essa hora? – eu perguntei enquanto ele entrava e me olhava de cima a baixo.
– Vejo que você simplesmente apagou depois da festa de ontem.
Foi só então que eu percebi que ainda estava com o vestido da balada e se eu estava com o vestido, eu ainda deveria estar...
– AI MEU DEUS, EU TÔ PARECENDO UM PANDA. – eu gritei me olhando no reflexo da TV e vendo minha maquiagem preta completamente borrada.
Liam começou a rir e me abraçou.
– Continua linda. – ele disse
– Não precisa mentir, Liam. Eu vi o meu reflexo – eu disse me afastando – Mas, enfim... o que aconteceu ontem?
– Ressaca é triste né, minha filha?
– Ai credo, você falou igual ao Harry.
Ele riu de novo.
– Desculpa. Bom, você e Leticia beberam só um pouquinho mais do que deviam, então nós trouxemos vocês pra casa. Eu pedi pra Vick te ajudar a trocar de roupa, mas acho que ela dormiu e você acabou dormindo também.
– Ah, claro. Eu... paguei algum mico?
– Não, relaxa. Eu estava por perto pra evitar que você matasse alguém.
Nós rimos e eu bati no braço dele.
– Mas, enfim, bom dia, amor. – ele me deu um selinho.
– Bom dia. E então, o que o senhor quer na minha casa a essa hora da manhã?
– Bom, são sete horas e eu preciso que suas malas fiquem prontas até as dez.
– Malas? Pra quê?
– Nós vamos passar o fim de semana na casa dos meus pais, em Wolverhampton.
Eu pisquei diversas vezes.
– I-i-isso quer dizer q-q-que...
– Que eu quero te levar pra conhecê-los, sim. – Liam completou.
Eu fiquei estática, enquanto Liam abria um sorriso bem devagar. Eu sorri de volta e pulei em seu pescoço.
– Você tá falando sério? Eu vou conhecer seus pais?
– Vai sim, princesinha, mas eu preciso que você fique pronta até as dez. Acha que consegue?
– É claro que eu consigo.
...
– GABI, SÃO DEZ E MEIA, NÓS VAMOS CHEGAR LÁ ATRASADOS PRO ALMOÇO. – Liam gritou da rua.
– SÓ UM MINUTO, JÁ VOU DESCER. – eu disse, indo até a sacada para vê-lo.
Liam revirou os olhos e entrou no carro que tinha pegado emprestado de Louis.
Me olhei no espelho uma última vez. Tinha escolhido um vestido simples e sapatos não muito altos. Prendi uma parte do cabelo pra trás e coloquei umas pulseiras. Respirei fundo. E se eles não gostassem de mim? A garota no espelho de repente me pareceu o mais diferente possível de quem eu realmente era.
Liam businou mais uma vez e eu decidi descer antes que ele acordasse as meninas. Sério, como elas dormiram tanto? Deixei um bilhete pra elas na cozinha e saí. Liam estava parado ao lado da porta do carona, esperando.
Ele sorriu quando me viu e abriu os braços. Fui até ele e o abracei o mais forte que podia.
– Quem te vê vestida assim pensa que você é a pessoa mais fofa do mundo. – ele disse
– Tá tão ruim assim?
Ele riu e me soltou para olhar para o meu rosto.
– Tá linda.
Eu sorri, mas logo olhei em seus olhos, preocupada.
– E se eles não gostarem de mim?
– Impossível. Qualquer um gosta de você logo à primeira vista. Eu sou testemunho disso.
– Liam, é sério. Vai saber se... se eles me acham desastrada demais, ou feia demais, ou burra demais ou sei lá.
– Impossível porque você não é nada disso. Desastrada talvez, mas o resto? De jeito nenhum. Ei, não fica assim. – ele levantou meu queixo pra que eu olhasse em seus olhos – Eu amo você, não importa o que eles digam. Isso nunca vai mudar.
Ele me beijou e eu consegui me acalmar muito mais. Senti como se tudo pudesse dar certo naquele fim de semana. Se eu estivesse com ele, tudo sairia perfeito.
– Eu te amo. – eu disse quando nos separamos.
Ele sorriu e passou a mão pelo meu braço.
– Sem bolsa? E o seu celular?
– Anh... eu decidi não levar celular.
– Sério? Mas, e se sua mãe ligar?
– É exatamente por isso. Não queria ter alguma discussão com ela e depois ficar mal lá. Esse fim de semana somos só eu, você e seus pais.
– Bom... a gente pode dar um jeito nessa última parte. – nós rimos – Agora vamos, antes que minha mãe fique louca de curiosidade pra te conhecer.
...
Nós fomos cantando durante todo o caminho. A mãe de Liam ligou algumas vezes apenas pra confirmar que ele não tinha se perdido.
– Ela mandou um beijo. – Liam disse pra mim.
– Manda outro – susurrei de volta
– Ela mandou outro, mãe... Não, já estamos chegando. Tchau. – ele desligou o celular e voltou a prestar atenção na estrada – Minha mãe é muito protetora.
– Ela parece ser fofa.
Ele sorriu.
– E ela é. Bom, espero que esteja preparada para conhecê-la.
– Por que?
– Porque nós chegamos.
Ele parou em frente a uma casa muito bonita. Não era grande, era apenas espaçosa. Era perfeita.
– Por que você se mudou mesmo, hein? – eu perguntei quando nós saíamos do carro.
Liam riu e passou o braço pelos meus ombros.
Nós passamos pelo jardim através de um caminho de pedras e subimos os três degraus de pedra branca. Liam tocou a campainha e eu respirei fundo.
– Calma, vai dar tudo certo. – ele disse e beijou minha testa.
Uma mulher loira dos olhos azuis atendeu a porta sorrindo.
– Liam, que saudades, filho. – ela disse sorrindo e o puxou para um abraço apertado.
– Oi, mãe. Tudo bem?
– Estamos ótimos. – ela o soltou e me olhou – E você deve ser a garota da qual eu tanto ouvi falar.
– É, acho que sim. – eu disse, sorrindo.
– Mãe, essa é Gabriela. Gabi, essa é minha mãe, Karen.
– Muito prazer, senhora Payne. – ela me abraçou.
– O prazer é meu, querida. Mas, não precisa de formalidades aqui. Pode me chamar de Karen.
– Tudo bem, Karen.
Ela sorriu e olhou para Liam.
– Você tinha razão, ela é linda.
Eu olhei para o chão, envergonhada e Karen riu.
– Entrem, o almoço acabou de ficar pronto.
...
Depois de meia hora almoçando e conversando com os pais de Liam, eu já estava bem melhor. Karen era muito simpática e sorridente e Geoff, o pai de Liam, era igualmente gentil. Eles me trataram muito bem e eu pude ver que estavam sendo sinceros.
– E então, meninos, o que acham de uma ida ao parque? – Karen perguntou – Você trouxe uma mala, certo?
– Sim, claro. Parece uma ótima ideia.
– Então, vão se arrumar que nós saímos em uma hora. Mostre o quarto pra ela, filho.
– Claro, mãe. Vem, Gabi.
Ele se levantou e estendeu a mão pra mim. Eu a segurei e nós saímos da cozinha. Subimos as escadas e Liam me levou até o quarto do meio. Ele abriu a porta e disse:
– Seja bem-vinda.
O quarto era simples, mas muito bonito, como o resto da casa. As paredes eram brancas e os móveis eram pretos, um dos meus contrastes de cor favoritos. Minha mala já estava ao lado da cama.
– Meu quarto é aqui do lado se precisar de mim, tá? – ele segurou meu rosto e me deu um beijo rápido – Fica bem linda pra mim.
– Missão impossível.
Ele deu um tapa na minha cabeça.
– Chata.
– Grosso. – eu disse massageando o lugar onde ele tinha batido.
– Eu te amo. – ele disse me abraçando e bagunçando meu cabelo.
– Você é muito irritante, mas eu te amo também.
Ele me beijou e depois disse:
– Eu sei.
– Ah, convencido.
Ele riu.
– Agora vai se arrumar. Venho te ver em meia hora.
Ele saiu do quarto e eu comecei a procurar qualquer tipo de roupa que eu pudesse usar em um parque. Decidi colocar um shorts, uma camiseta e um tênis. Fiz um coque bagunçado e me olhei no espelho. Respirei fundo mais uma vez. Conhecer a família de Liam estava sendo... diferente.
– Ainda nervosa?
Eu me virei assustada. Liam estava encostado no batente da porta, usando uma camiseta preta e uma bermuda cáqui. Ele não cansava de ser lindo?
– Um pouco. Não é normal.
Ele veio andando até mim e segurou em minha cintura, olhando nos meus olhos.
– Por que não é normal?
– Não sei, Liam. É diferente, é estranho. Quer dizer, eles são ótimos e você é o filho perfeito. E quem sou eu? Uma menina problemática que não fala direito com a mãe e de repente aparece na sua vida e...
Eu não consegui terminar porque ele me beijou. Era calmo, como se quisesse me dizer que eu não precisava me preocupar, porque nada daria errado. Durante aquele tempo em que ele me beijava e passava as mãos pela minha cintura, eu acreditei.
– Eu não te amaria se você fosse de outro jeito. – ele disse olhando nos meus olhos.
Eu o abracei e encostei a cabeça em seu peito. Me senti mais tranquila, mas ainda estava insegura.
– Me sinto como se não fosse a pessoa certa pra você, Liam.
– Como assim? – ele me afastou pra olhar em meus olhos novamente.
– Quer dizer, olha só pra você. É o melhor aluno da classe, sua família é perfeita, você se dá bem com todo mundo, superou várias dificuldades quando era criança e além de tudo canta muito bem. Quem sou eu? Eu pareço errada aqui. É como se eu fosse uma intrusa pra atrapalhar tudo. Eu não presto, Liam.
Eu estava a ponto de chorar. Como tinha pensado que eu podia ser a garota certa pra ele?
Liam me abraçou por trás e me virou de frente pro espelho.
– Olha pro seu reflexo. O que você vê?
Eu ri sem humor.
– Vejo uma garota com várias cicatrizes no braço esquerdo, um vazio no peito vindo da parte familiar e uma roupa linda em um corpo horroroso.
Liam respirou fundo e encostou a cabeça no meu ombro.
– Sabe o que eu vejo?
Eu balancei a cabeça.
– Vejo uma menina que passou por dificuldades e não tinha ninguém que pudesse ajudá-la. Eu me sinto um inútil por não tê-la conhecido antes. Podia ter evitado tudo isso. – ele passou a mão no meu braço esquerdo, onde as cicatrizes já estavam muito fracas – Ela é tão inteligente quanto eu e tem uma voz linda. Eu odeio ver ela chorando, isso me deixa em pedaços e eu me sinto mais inútil ainda por não poder colocar um sorriso no rosto dela. E eu amo ela de qualquer jeito, porque foi exatamente por isso, com todas as dificuldades e a vontade de superar, que eu me apaixonei por ela.
Ele me virou de volta pra ele, enquanto algumas lágrimas já desciam pelo meu rosto. Liam secou minhas lágrimas e passou uma parte do meu cabelo pra trás.
– Você realmente não sabe que é bonita, né? – ele sorriu fracamente – E é isso que te torna linda.
Ele meu deu pequenos beijos várias vezes, me fazendo rir.
– É esse sorriso que eu quero ver todos os dias, a cada minuto.
Então ele me beijou de verdade, fez com que toda minha insegurança fosse embora só de passar as mãos pelas minhas costas e me puxar pra mais perto. Liam tinha esse poder sobre mim, conseguia fazer com que eu me acalmasse assim, de uma hora pra outra. Nós nos separamos e ele encostou sua testa na minha. Disse baixo e com a voz ligeiramente rouca:
– Quando eu te dei esse anel – ele segurou minha mão direita e passou o dedo sobre o anel – não foi em vão. Eu tinha certeza de que queria que você fosse minha, só minha. E essa certeza aumenta a cada dia mais. Enquanto você tiver a sua aliança e eu a minha – ele levantou a mão direita, onde também tinha um anel prateado – eu sei que vou ser o homem mais feliz do mundo, e vou sorrir só de olhar pra ela e lembrar que ainda tenho você.
– E por quanto tempo nós vamos ter essa aliança?
Ele me beijou mais um vez, suavemente, e depois sussurrou no meu ouvido.
– Até que elas sejam substituídas por outras... na mão esquerda.
Eu estava tão emocionada que só pude abraçá-lo. Liam me abraçou tão forte que eu fiquei sem ar. Depois, ele me soltou e levantou meu queixo.
– Não quero que você pense nisso nunca mais, tudo bem?
Eu balancei a cabeça, sorrindo e ele me beijou uma última vez.
– Agora vem, nós temos um parque pra ir.
...
Era um dia ensolarado e nós arranjamos um lugar perto de uma quadra de vôlei, que estava vazia.
– E então, quem quer jogar? – Geoff perguntou
– Tô nessa. – Liam quase pulou de felicidade.
– Ok, então... eu e Gabi contra você e seu pai, pode ser? – Karen perguntou.
– Com certeza.
– O time das meninas vai arrasar – ela disse e eu ri.
– É o que vamos ver. – Geoff disse beijando Karen rapidamente.
E então o jogo começou. Nós perdemos o primeiro set, mas Karen era ótima. Karen.
– Amor, você é um desastre, sinto dizer. – Liam disse segurando em minha cintura, quando íamos trocar de campo. – Vocês vão perder muito fácil.
– É o que vamos ver, Payne.
Nós começamos o set e adivinhem? Eu fiz o primeiro ponto direto de saque. Eles nem se preparam.
– Agora sim, essa é minha garota. – Karen disse estendendo as mãos pra que eu batesse. Eu ri e bati.
– Que história é essa de sua garota? – Liam disse batendo o pé
– Ela está no meu time, namorando o meu filho. Ela é minha garota. – Karen passou o braço pelos meus ombros.
Eu tive que sorrir. Me senti três mil vezes melhor. Ela tinha gostado de mim, afinal.
Nós voltamos a jogar. Eu bloqueei, cortei, dei passes e marquei pontos. Nós ganhamos por dez pontos de diferença.
– Último set pra desempatar? – Geoff perguntou
– Claro.
Enquanto nós trocávamos de campo novamente, eu disse pra Liam:
– Quem é um desastre agora?
Ele mostrou a língua e começou sacando. Pra fora.
– Acho que eu sei a resposta pra minha pergunta. – eu disse rindo.
Nós ganhamos o último set apenas por um ponto. Foi difícil.
– Ok, admito que eu te deixei ganhar. – Liam disse me abraçando de lado enquanto saíamos da quadra.
– Ah, claro. Não precisa ser competitivo todo o tempo, senhor Payne.
– É claro que preciso. Principalmente quando se trata da senhora Payne. E eu não estou falando da minha mãe.
Eu sorri e o beijei.
– Quer sorvete? – ele perguntou
– Uhum. Chocolate.
– Boa menina.
Liam e Geoff foram comprar sorvetes pra nós e eu me sentei na grama ao lado de Karen.
– Eu realmente gostei de você, Gabi. Acho que vai ser uma ótima namorada pro Liam.
– Obrigada, Karen. Eu também gostei muito de você e quero que saiba que eu realmente amo seu filho.
– Eu percebi isso só de olhar pra você ao lado dele. – ela sorriu – Sabe, Gabi, acho que você conhece a ex do Liam, Megan.
– Sim. Não gosto nada dela.
– Pois é, eu também não. – nós rimos – Ela queria nos conhecer, sabe? Mas, Liam achava que não era o momento certo. Nós nos conhecemos na última festa de aniversário dele, no ano passado. Não gostei daquela menina desde a primeira vez que a vi. Era claro que ela não o amava, apenas estava com ele pela beleza e inteligência que ele sempre teve. Ela tentou conversar conosco, mas era tão artificial como uma boneca Barbie que você compra por aí. Eu ainda me pergunto o que Liam viu nela. Quando eles terminaram, ele passou uns dias aqui em casa. Ele a amava, mas Megan? Essa garota nunca vai saber o que é amor.
Desviei o olhar para o sol poente. Então, Liam tinha definitivamente amado Megan? Ele já tinha me dito isso, mas era diferente quando falado por outra pessoa.
– O quanto ele a amava? – perguntei incapaz de me conter.
Karen olhou pra mim e sorriu.
– Nem um milésimo do quanto ele ama você. Se realmente quer saber, Gabi, você é a primeira garota que Liam trouxe pra casa pra nos conhecer.
– Isso é bom, não? – eu perguntei, incapaz de conter um sorriso.
– É mais do que bom. – ela riu – Sabe por quê?
– Não. Por que?
– Porque quando ele tinha 13 anos, ele nos prometeu que só traria uma namorada em casa quando ele tivesse certeza de que essa seria a garota com quem, um dia, ele se casaria.
Eu não sei qual foi minha reação. Eu queria correr até Liam, abraçá-lo e não soltá-lo mais, queria gritar de felicidade, queria chorar. Na verdade, eu nem sabia o que queria fazer. Só sabia que tinha ficado completamente estática, tentando absorver o que Karen havia dito, enquanto ela mantia um sorriso acolhedor em seu rosto.
Senti um beijo na minha bochecha e Liam me entregou o sorvete, me trazendo de volta à realidade. Ele abriu as pernas e me abraçou por trás, e nós ficamos sentados vendo o por-do-sol chegar ao fim aos poucos.
– Eu te amo, sabia? – ele disse olhando nos meus olhos.
– Eu te amo ainda mais.
E nós nos beijamos ali, durante o por-do-sol e com os pais dele do lado. Tinha gosto de chocolate, admito, mas foi diferente pelo fato da revelação que eu tinha recebido. Foi um dos melhores.
...
Nós jantamos em casa e eu dei boa noite para os pais de Liam. Ele me levou até o quarto e fechou a porta, depois deitou ao meu lado na cama.
– E então, gostou de conhecê-los? – ele perguntou se apoiando em um braço pra me olhar.
– Adorei. Seus pais são ótimos, Liam. E eu estou totalmente tranquila agora.
– Que bom. – ele sorriu, passando a mão pelo meu rosto.
– Ei, posso te perguntar uma coisa?
– Uhum.
– Sua mãe me disse uma coisa hoje... eu queria saber se era verdade.
– O que ela te disse? – ele se sentou e eu também.
– Bom... foi algo sobre uma promessa que você fez quando era menor.
O rosto de Liam se iluminou com a compreensão do que havia acontecido e ele sorriu, sorriu mesmo.
– Acho que você já percebeu que eu te disse hoje, duas vezes, que eu quero me casar com você. Minha mãe apenas confirmou a história. É verdade, Gabi. Eu te disse no dia em que começamos a namorar: quando você se casar, eu vou ser o homem de preto no altar. E que fiquei bem claro que eu não pretendo ser padre.
Eu ri, ri mesmo. Estava mais feliz do que nunca agora.
– Como você consegue ser tão perfeito, hein? – eu disse colocando a mão em seu rosto e o trazendo mais pra perto.
Nós nos beijamos mais uma vez. Começou como qualquer outro, doce e suave, mas foi se tornando mais intenso conforme nos aproximávamos mais. Liam me deitou na cama e ficou por cima de mim. Ele beijou meu pescoço para que ambos pudessem tomar fôlego.
Ele voltou a me beijar e passou a mão pela base das minhas costas, na parte de dentro da blusa. Eu fiz carinho em seus cabelos e arranhei sua nuca de leve. Liam parou o beijo e olhou nos meus olhos:
– Ei, se não quiser nada hoje, eu...
– Shh. Eu amo você e se precisa ser, eu não quero que seja com outra pessoa.
Ele sorriu e mordeu meu lábio, passando a mão pela minha perna.
Acho que vou deixar os detalhes guardados apenas entre mim e ele, mas posso garantir que foi a melhor noite da minha vida.
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