Same Old Games

24 Every little thing is gonna be alright...


Notas iniciais
ooi, quero pedir desculpas por demorar, tava com um pouco de preguiça de escrever, rs. mas, espero que gostem *-*

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PDV Gabriela

Acordei com a claridade repentina da manhã. Levei um tempo pra acostumar meus olhos com a luz e senti uma respiração em meu pescoço. Liam ainda estava dormindo, mas mantinha o braço ao redor da minha cintura.

Me virei com cuidado, tentando não acordá-lo, e fiquei olhando para o seu rosto. Ele parecia um verdadeiro anjo dormindo. Meio brega isso, mas é a verdade.

Liam respirou fundo e abriu os olhos. Demorou um pouco pra focalizar meu rosto e logo em seguida sorriu.

- Bom dia, princesa.

- Bom dia, amor.

Ele se aproximou e me beijou.

- Não me lembro de ter acordado melhor. – ele sussurrou. – E nem de ter dormido também.

Nós rimos.

- Acho que nós precisamos levantar, né? – eu disse

- Ah, não. – ele me puxou pra mais perto – Quero ficar o dia todo aqui com você.

Ele fez um bico muito engraçado e fofo, então eu tive que rir. Dei mais um beijo nele.

- Eu adoraria ficar aqui também, mas estamos na casa dos seus pais, lembra?

- Nossa, verdade. – ele fez uma pausa dramática e depois disse – Gabi?

- Hm?

- Será que eles escutaram alguma coisa?

Eu ri alto e dei um tapa nele.

- Idiota.

Ele riu também e passou a mão por uma mecha do meu cabelo, até parar com os olhos no meu pescoço.

- O que é isso?

Baixei os olhos para ver do que se tratava, até que ele pegou o pingente na mão.

- Essa corrente é do Harry?

Me senti meio desconfortável porque nunca tinha contado que Harry havia me dado uma de suas correntes e nem o porquê.

- Era. Ele me deu algum tempo atrás.

- E você usou isso a noite toda?

- Acho que sim, né?

- Ficou doida? – ele se sentou de repente – Você tem ideia do quanto o Harry é pervertido? E se tem uma mini câmera aí ou algo do tipo?

Peguei um travesseiro e joguei no rosto dele, rindo mais ainda.

- Meu Deus, Liam, como você fala merda.

Ele riu e me empurrou na cama, ficando por cima de mim e sorrindo.

- Eu tô feliz, algum problema?

- Nenhum, mas felicidade é controlada, né?

- Não quando eu tô com você.

Ele ia me beijar, mas eu o empurrei para o lado e ele caiu na cama.

Só então eu percebi que nós dois estávamos usando apenas as roupas íntimas, o que significa que o abdômen lindo e perfeito do Liam, estava a mostra. Eu ri lembrando de que essa foi a primeira coisa que eu reparei quando nos conhecemos.

- Por que está rindo?

- Nada. Lembrando de algumas coisas.

- Que tipo de coisas? – ele disse se apoiando em um braço e segurando minha mão.

- Tudo o que eu já passei desde que cheguei em Londres. Nunca pensei que me faria tão bem.

- É, e nem eu. Vem cá.

Ele me pegou minhas duas mãos e fez eu sentar no seu colo, me abraçando em seguida e me beijando. Era estranho estar me sentindo assim, tão apaixonada por alguém, mas era bom.

- Hm – ele disse se afastando de repente – Eu preciso ir ao médico hoje a tarde, você vem comigo?

- Médico? O que aconteceu? – eu perguntei preocupada

- Nada demais, é só um exame pra ver se está tudo bem, sabe? Eu sempre preciso fazer por causa do problema que eu tenho em um dos rins e tudo o mais. Vai ser rápido, prometo.

- Claro que eu vou com você.

- Eu estou com um pressentimento diferente. Como se fosse receber uma notícia boa dessa vez.

- E você vai. – beijei ele mais uma vez e saí do seu colo, me levantando – Mas, agora nós precisamos realmente levantar, Liam. MEU DEUS, QUE FRIO.

Eu tive que gritar porque estava realmente congelando, mas não tinha me dado conta disso ainda. O típico frio da Inglaterra.

- Tem dois moletons na porta do meio, pega um pra você e me dá o outro.

Fui até o guarda-roupa e peguei os dois moletons, como Liam me pediu.

- Qual dos dois você quer? – perguntei

- O roxo.

Joguei o cinza pra ele e vesti o roxo.

- Ei, esse é o meu favorito.

- É por isso que eu posso usar.

Ele fez uma cara emburrada e eu me inclinei pra lhe dar um selinho. Encontrei meu shorts ao lado da cama (é) e o vesti também.

Liam se levantou, também já vestido, e me abraçou pela cintura, me olhando nos olhos.

- Obrigado por fazer minha vida ter sentido novamente. – ele disse

- Eu que agradeço, por ter salvado a minha.

Nós nos beijamos uma última vez e ele entrelaçou seus dedos nos meus, enquanto descíamos as escadas.

O cheiro de comida se espalhava por toda a casa, o que me fez pensar em que horas eram.

- Bom dia, dorminhocos. Pensei que só fossem acordar na hora do jantar. – Karen disse quando entramos na cozinha.

- Desculpa, mãe. É que ontem foi um dia cansativo. – Liam disse olhando pra mim e se esforçando pra não rir.

- Que horas vocês irão embora, filho? – Geoff perguntou quando nos sentamos

- Logo depois do almoço. – Liam respondeu

- Tão rápido? Já é quase mieo-dia, não vai ficar nem para o café da tarde? – Karen perguntou colocando uma travessa na mesa.

- Precisamos ir, mãe. Eu marquei mais um exame pra hoje. – Liam disse se servindo.

- Sério? Espero que esteja tudo bem, então. – ela se sentou para comer também – E você, Gabi? Tem planos pra hoje à tarde?

- Na verdade, só vou acompanhar Liam mesmo. O único problema é a quantidade de deveres de casa da escola.

Ela sorriu e disse:

- Bom, almocem direito, então.

Nós conversamos bastante durante o almoço e logo depois, Liam me ajudou a arrumar as coisas pra voltarmos pra casa.

- Tem certeza de que precisam ir agora, meninos? – Geoff perguntou

- Sim, pai. Nós realmente precisamos ir.

- Vou sentir saudades, filho.

Geoff e Karen nos abraçaram e Karen se voltou pra mim.

- Espero que tenha gostado, Gabi.

Eu sorri.

- Eu simplesmente adorei. Vocês são pessoas muito boas. Tenho sorte de conhecê-los.

- Somos nós que temos sorte, filha. – Geoff pôs a mão no meu ombro – Por termos você na família.

Meus olhos se enxeram de lágrimas instantaneamente. Ele me chamou de filha e disse que eu fazia parte da família. Eu nunca tinha me sentido assim antes.

Não aguentei e o abracei mais uma vez, enquanto impedia que as lágrimas caíssem.

Nós nos despedimos e entramos no carro.

A volta pra casa foi a mesma coisa do caminho até a casa dos pais deles. Música alta, dois retardados cantando e rindo e coisas assim.

Chegamos no hospital, que era perto de casa, duas horas depois. Liam parou o carro e respirou fundo, olhando para a entrada.

Peguei seu rosto e o forcei a olhar pra mim. Seus olhos transmitiam preocupação.

- Ei, vai ficar tudo bem, tá?

Ele fechou os olhos e balançou a cabeça afirmativamente.

Nós saímos do carro e demos as mãos.

O processo dos exames foi lento. Depois de uma hora e meia, o doutor chamou o nome de Liam para nós vermos o resultado final. Ele segurou firme na minha mão e nós entramos.

- E então, doutor? O que os exames dizem? – ele perguntou nervoso.

O médico leu os exames rapidamente e depois olhou para nós sorrindo.

- Liam, parece um milagre, mas por algum motivo o seu rim tomou o formato normal.

- E isso significa?

- Significa que agora você tem dois rins funcionando. Parabéns.

Liam ficou sem reação por um momento. Ele apenas olhou para o médico, com a boca entreaberta e o olhar surpreso. Eu olhei pra ele e o chamei.

- Hey, parabéns. – eu disse sorrindo.

Ele pareceu se dar conta do que tinha acontecido e abriu o maior e mais lindo sorriso do mundo. Liam se levantou, me abraçou a girou comigo no ar, rindo.

- Eu não acredito. É como se eu fosse normal de novo. – ele disse.

- Mas, não vai exagerar. – o médico disse – Não pense que você pode fazer tudo o que quiser agora. Continue cuidando da sua saúde, Liam. Isso é muito importante.

- Claro, doutor.

- E você – ele se virou pra mim – cuide bem dele pra que não faça nenhuma besteira.

Eu ri.

- Pode deixar, doutor.

- Bom, é só isso. Parabéns novamente, Liam. – ele apertou nossas mãos.

- Muito obrigado.

Nós saímos do consultório e Liam se voltou pra mim, radiante. Eu o abracei o mais forte que pude. Sua felicidade não podia ser maior.

- Acho que agora eu posso confirmar que você é o anjo que eu estava esperando. – ele disse, sorrindo pra mim. – É bom ser normal novamente.

- Você sempre foi normal, Liam. Você só foi criado pra ser assim, perfeito, como você é.

Ele me beijou rapidamente e disse:

- Ok, vamos embora. As pessoas estão começando a olhar.

...

Quando Liam finalmente estacionou em frente à minha casa, o sol estava começando a se pôr.

- E então? – ele perguntou desligando o motor – O que achou da família Payne?

- Seus pais são ótimas pessoas, Liam. Eu simplesmente amei os dois.

Ele sorriu.

- Devia ter conhecido Ruth e Nicola, minhas irmãs, mas elas estão passando uns meses na Austrália, então.

- Tenho certeza de que eu ia adorá-las. A Austrália parece um lugar legal.

- É. Eu gostaria de conhecer. Quem sabe um dia?

Ele se voltou pra mim. Nunca tinha visto Liam assim, tão feliz, tão em paz.

- Estou feliz por você. – eu disse segurando em sua mão.

- E eu estou feliz por ter você como parte da família. Mais alguns anos e isso vai ser oficial, eu prometo.

Não era a primeira vez que ele me falava em casamento. Era um tanto estranho, pelo fato de estarmos namorando à alguns meses, mas era bom. Me trazia a esperança de um futuro melhor.

Ele se inclinou pra me dar um último beijo de despedida.

- Preciso ir agora, amor. – Liam disse – Tenho que devolver o carro pro Harry.

- Tudo bem. Vai lá então e toma cuidado na estrada. – eu disse brincando com seu cabelo.

- Gabi, o Harry mora aqui do lado praticamente.

- Eu sei, mas toma cuidado.

Ele riu.

- Ok, vou tomar. Até amanhã, anjo.

- Até.

Peguei minha mochila e saí do carro. Fiquei esperando até que ele sumisse de vista da rua e entrei em casa.

Mal coloquei os pés pra dentro e já fui bombardeada por Marleine e Victória.

- E aí, como foi lá? – Victória me perguntou.

- Os pais dele são legais? – Marleine perguntou.

- Eles gostaram de você? – Victória voltou a perguntar.

- Gente, calma. – eu disse, tentando entrar em casa direito e jogando a mochila no chão – Eu vou contar tudo pra vocês.

Nós sentamos no sofá e eu contei exatamente tudo o que tinha acontecido nas últimas 24 horas (tirando alguns detalhes, claro). Depois de quase uma hora contando toda a história, elas resolveram voltar a falar.

- Ah, então vocês... awn. – Victória disse

- E ele disse que quer casar com você, aaaaaaaaaawn. – Marleine continuou

- Cara, vocês são o casal mais perfeito do mundo, vocês precisam casar um dia.

- Se Deus quiser, isso vai acontecer. Porém, no momento, eu só quero ir para o meu quarto, arrumar as coisas e depois tomar um banho bem demorado. – eu disse me levantando.

- Tá bom, né? Vai lá.

Peguei minha mochila e subi as escadas para o meu quarto.

Vocês podem imaginar o tamanho do meu susto quando eu abri a porta e vi uma pessoa deitada na minha cama, lendo um dos meus livros.

- HARRY. – gritei

Ele se virou pra mim e levantou da cama de um pulo.

- GABI. QUE SAUDADE. – Harry veio correndo e me deu um abraço de tirar o fôlego.

Deixei a mochila cair no chão e o abracei forte pelo pescoço. Quando nos separamos, ele estava sorrindo.

- Nossa, quem vê pensa que eu passei um mês longe de você. – brinquei

- Ah, é que você faz falta. E nem se despediu, isso é muito feio, sabia? – ele fingiu estar bravo.

Eu ri e olhei para o livro em cima da cama.

- Harry Potter? E já leu mais da metade? Desde quando você está no meu quarto, lendo meus livros?

- Mais ou menos depois do meio-dia. Mas, não fala muito alto, as meninas não sabem que eu estou aqui.

- Como você entrou?

- Caso você não saiba, a casa do seu vizinho tem uns negócios engraçados que servem como degrau para uma pessoa experiente em escalar paredes. Então, é só subir na sacada deles e pular pra sua. Você tinha deixado a porta de vidro aberta, então.

- Qual é o seu problema com visitas normais, hein?

Ele riu e me abraçou mais uma vez.

- Que saudades que eu senti da minha conselheira amorosa.

- Minha missão na vida. Ajudar Harry Styles. Por falar nisso, o que anda acontecendo entre vocês dois?

Harry se jogou na cama, cruzando os braços por detrás da cabeça e respirando fundo. Me sentei ao lado dele e fiquei encarando seus olhos verdes.

- A situação tá meio complicada. Eu levei ela pra patinar esses dias e nós tivemos uma conversa. Ela disse que ia pensar direito em tudo isso e que me daria uma resposta.

- Mas, e quanto a você? – perguntei – O que sente por ela?

- Eu não sei. Quer dizer, talvez saiba, mas eu preciso dela, entendeu? Cada momento que nós temos passado juntos até então foi perfeito, é algo que eu quero levar adiante, mas não depende só de mim. Eu realmente quero namorar com ela, passar mais tempo com ela, descobrir aos poucos o que é esse sentimento dentro de mim, mas ela não ajuda. Eu vou acabar cansando, Gabi.

- Você acha que consegue ficar com outra menina agora?

- Como assim? – ele se levantou

- Sabe, consegue se imaginar indo pra algum lugar e ficando com outra garota?

Ele pensou por um tempo.

- É meio difícil.

Eu sorri.

- Você gosta dela, Harry. Gosta mesmo. Mas, tem toda a razão em ficar impaciente. Dá mais um tempo pra ela. Se você ver que não aguenta mais esperar, conversa com ela mais uma vez. Se nada der certo, é porque não era pra ser.

- É, você tá certa. Obrigado mais uma vez, Gabi. – ele beijou minha bochecha — Mas, enfim, como foram as coisas com a família do Liam? Tudo bem?

- Tudo ótimo. Eles são ótimas pessoas.

- Que bom. Eu tentei te ligar, mas você não atendia e...

- Ai meu Deus, meu celular. – eu me levantei de um pulo e fui até a escrivaninha, onde meu celular se encontrava.

- O que foi? – Harry perguntou quando eu voltei a me sentar do lado dele.

- Eu desliguei meu celular e deixei ele em casa, não queria ninguém incomodando. – eu respondi enquanto o religava – Agora eu preciso ver se recebi alguma ligação importante.

Quando ele finalmente ligou, o visor mostrou 15 chamadas perdidas. Da minha mãe.

- Ah, não. – eu disse

- Gabi, o que aconteceu? Você está branca feito papel. – Harry perguntou preocupado

- Olha isso.

Mostrei o visor do celular pra ele e logo em seguida Harry me olhou assustado.

- Você precisa ligar pra ela.

- Eu sei, mas eu estou com medo. Não pode ser coisa boa.

- E por que não?

- Porque eu não contei pra ela que eu estava namorando. Provavelmente agora ela sabe.

- Liga pra ela. Eu vou estar aqui caso você precise de ajuda depois.

Ele me incentivou com um aceno de cabeça e eu disquei o número da minha mãe, respirando fundo.

- Alô?

- Mãe? Sou eu, Gabi.

- Gabriela, onde você se meteu? Tem noção do quão preocupada eu fiquei?

- Eu sei mãe, me desculpa. Por que não ligou aqui em casa?

- Eu liguei. Pensei que seu celular estivesse sem bateria ou algo do tipo e imagine qual foi a minha surpresa quando Victória me disse que você tinha viajado com o seu namorado.

Ela deu ênfase à palavra “namorado” e eu prendi a respiração.

- Olha mãe, eu posso explicar...

- Não precisa perder seu tempo, é natural que você não tenha sentido vontade de me contar. Eu não tenho sido a melhor mãe do mundo ultimamente.

- Você tá falando sério?

- Sim. Mas, enfim, eu preciso falar com você.

- Diga.

- Como estão as coisas quanto ao seu problema de auto-mutilação?

- Ótimas. Nenhuma recaída desde que cheguei em Londres.

- E você deve isso à esse seu novo namorado?

- Em parte.

- É bom saber disso, filha. Londres foi a melhor decisão, no final das contas.

- Parece que sim. Eu estou bem aqui. E como vão as coisas aí no Canadá?

- Não muito bem. Paul e eu... as coisas não estão indo do jeito que eu esperava, mas vamos ver no que vai dar.

- Eu sinto muito.

- Não sinta. É bom saber que pelo menos você está se divertindo aí. Só liguei pra saber mesmo de você, filha. Boa noite, eu te amo.

- Boa noite, mamãe, também te amo.

E ela desligou.

- E aí? – Harry perguntou

- Tudo bem. Por incrível que pareça, ela só ligou pra saber como eu estava. Mas, disse que as coisas com o meu padrasto não vão bem. Não era de se esperar, eu odeio aquele cara.

- Acho que eu vou indo, então. – Harry disse se levantando – Só vim te dar as boas-vindas e matar a saudade. Te vejo amanhã na escola?

- Com certeza.

Ele me abraçou forte mais uma vez e eu baguncei seus cachos.

- Saia pela porta, tá?

- Sim, senhora.

Harry saiu do quarto e eu fui tomar um banho. Esse fim de semana tinha se saído perfeito, afinal.

Notas finais
e aí, gostaram? espero que sim, eu achei meio sem graça, mas sla :/ O PRÓXIMO CAPÍTULO VAI SER FODA, NA BOA. ok, parei. Bom, eu comecei uma fic de American Horror Story, o nome é Make Me Wanna Die, se vocês quiserem ler, fiquem a vontade (: DEIXEM REVIEWS ou mandem a opinião de vocês no @ProudByLiam beeeijo :*