Samantha Roberts - Guerra Fria

4 Quando os pais estão longe, festa!


Notas iniciais
Espero que gostem!

Eu não sei bem qual era o sentimento que predominava em mim: alívio por ver Zack ou medo. Se ele entrou em contato, a guerra estava muito próxima.

Jenny ficou muito feliz ao vê-lo. Ela sempre se queixava comigo que estava preocupada com seu irmão. Ela tinha visões e sonhos não muito agradáveis ultimamente, muitos sobre Zack.

– Garotas! – Zack se manifestou. – Nossa, finalmente eu consegui falar com vocês.

– Zack, o que fizeram com você? – perguntei.

– Me descobriram. – ele respondeu. Meu coração gelou, eu fiquei sem reação nenhuma. – Escutem bem. Daqui a duas semanas, Sócrates irá mandar parte de suas tropas identificarem e recrutarem mais semideuses. O nosso acampamento vai ficar bem vulnerável. Essas missões de recrutamento duram, no máximo, três semanas. Estamos no Alaska, na Península de Kenai. O acampamento dele foi construído entre as montanhas dos Montes Kenai, para sua localização ser impossível para os mortais e difícil para vocês. Mas, os que sobraram, são semideuses eficientes. Cuidado.

Um estrondo veio de trás de Zack. Quando ele olhou para trás, pudemos ver que estavam tentando arrombar a porta do tipo de um dormitório que ele estava.

– Mais uma coisa. – Zack arregaçou a manga de sua camiseta e mostrou uma tatuagem, o desenho era o mesmo da bandeira. – Chalé 9. Procurem quem tem essa marca no chalé 9.

A porta foi arrombada e caiu no chão. Ele olhou para a gente desesperado e acenou se despedindo.

– Ah, garotas! Que bom que consegui ligar pra vocês! – ele disse, como se a nossa conversa nunca tivesse acontecido. Foi muito esperto da parte dele. Se soubessem que Zack já havia contado a sua localização, iriam vetar essa viagem de recrutamento. Dois semideuses, com armadura completa, o pegaram pelo braço. Ele tentou lutar, mas ainda era dois contra um. Os semideuses o arrastaram para fora do quarto. – Foi uma honra lutar ao lado de vocês, garotas! Não desistam. Adoro vocês!

A imagem tremeu e Zack desapareceu.

– Zack! – Jenny gritou. – Zack!

Jenny correu em direção a M.I., mas ela tinha acabado. Mesmo tentando segurar suas lágrimas, ela começou a chorar. Vê-la assim sempre parte meu coração. Eu a abracei bem apertado.

– Eles vão matar meu irmão, Sam. – ela choramingou.

Eu nem sabia o que dizer. Também era um grande choque para mim, Zack era um grande amigo e perde-lo era muito doloroso também. Mas ele pediu para não desistirmos, eu não iria fazer isso.

Sequei as lágrimas de seu rosto com meus polegares.

– Vamos tentar fazer algo. Chame os Conselheiros-Chefes. Eu vou até a Casa Grande e acordo Quíron para podermos fazer um Conselho de Guerra.

Jenny assentiu e correu em direção aos chalés. Fui em direção a Casa Grande. Nem precisei acordar Quíron, ele estava tomando uma xícara de chocolate quente em frente à lareira, e, como sempre, estava pensativo. Ele não hesitou um segundo quando eu pedi uma reunião de emergência e se levantou para tocar a trombeta de concha de caranguejo.

Em poucos minutos, todos os conselheiros-chefes estavam reunidos na mesa de tênis de mesa. Sr. D. estava bocejando e com a cara emburrada. Só não vou falar o que ele estava pensando de terem o acordado por que isso vai contra meus padrões morais. Os restos das pessoas estavam muito tensas com a situação.

Quíron pigarreou.

– Então, Samantha, qual é a razão desta reunião? – ele me perguntou.

– Jenny e eu recebemos um M.I, Quíron. Uma M.I do Zack.

Um leve ‘’Wow’’ escapou da boca de todo mundo.

– Ele nos informou sua localização. – continuei. – Está no Alaska, na Península de Kenai. Disse que o acampamento de Sócrates estará vulnerável daqui a duas semanas e temos que nos preparar para a viagem. Eles descobriram Zack e o pegaram. Não sabemos o que podem estar fazendo com ele agora.

– Sócrates, de fato, é muito inteligente. – Quíron disse. – A escolha do lugar é realmente perfeita para se refugiar. Lá não podemos ter ajuda, além disso as condições climáticas não nos ajudam.

– Por que não podemos ter ajuda no Alaska? – Matt perguntou.

– O Alaska é a terra além dos deuses, não é? – indaguei. Eu havia ouvido alguma coisa assim.

Quíron e Sr. D. assentiram, o diretor de atividades feliz por eu saber do fato.

– Os deuses não podem fazer nada naquele território. Eles também não poderiam fazer muito, mesmo não sendo no Alaska.

– Por quê? – Gabriel perguntou.

– Eu venho orando para minha mãe todas as noites. – contei eles, para responder a pergunta do Gabriel. – Muitos pedidos de orientação, muitas perguntas. Nenhuma resposta. Não estou brava com ela, minha mãe não tem culpa. Estou lutando contra meu irmão, minha mãe não pode demonstrar favoritismo entre seus filhos me favorecendo com sua sabedoria. E vocês também lutarão com seus irmãos nessa guerra, eles fazem parte do exército de Sócrates. Mesmo que não estivéssemos indo para o Alaska, eles não poderiam fazer nada. É um lugar sem regras, eles não podem nos proteger lá, é um lugar bruto, onde os monstros correm a solta e totalmente a vontade para nos matar.

– Estamos por conta própria, então. – Haley concluiu.

Uma série de discussões do que deveríamos fazer começou. Me encolhi no meu canto, silenciosa. Pensei um pouco antes de falar. Talvez, agora seja mais difícil com o local do acampamento deles, mas e ideia que eu tivera a pouco tempo não era totalmente idiota.

– Estive pensando... – comecei a falar. Todos pararam de discutir o prestaram atenção no que eu iria dizer. — Os deuses não podem nos favorecer por conta do favoritismo. Mas, e as deusas virgens? Minha mãe não conta, claro. Ártemis poderia nos fornecer a ajuda das Caçadoras de novo, não? E Héstia também. Ela poderia nos manter aquecidos e juntos nesse momento, até chegarmos no território do Alaska.

– Falando nisso – Alex se manifestou. -, o frio é outra dificuldade que teremos.

– Verdade. – Queen concordou. – Os ferimentos e batidas doem demais no frio. O Alaska é o estado mais frio dos Estados Unidos. As condições visuais também não serão as melhores, prevendo uma tempestade de neve. A gente pode morrer mais pelo frio do que pela luta.

– Acho que esse não seja o caso. – discordei. – A Península de Kenai fica bem ao sul do Alaska. Creio que, por estar localizado no litoral, as correntes marítimas dão uma aquecida no local. Dou uma temperatura de, no máximo, menos um ou menos dois graus célsius no inverno.

– Não é melhor adiarmos essa viagem? – propôs Victor.

– E esperar eles ficarem mais fortes? Nem pensa. – Matt cortou a ideia. – Pare de ser molenga, seu gayzinho.

– Cale a boca, seu troglodita! – Victor se levantou da cadeira com tudo. – Eu não sou gay e isso é um desrespeito com os filhos de Afrodite.

– Quem garante?

– Eu garanto. – Jenny se meteu. – E acho melhor você calar a boca antes que uma flecha minha atravesse sua cabeça.

– Pode tentar se quiser. – Matt a desafio.

– Basta! – Quíron bateu com sua mão na mesa. — Por que todo conselho tem de haver brigas? Vocês, crianças, não veem que essa discórdia entre vocês só podem acabar em guerra, como está acontecendo agora? Vocês tem que ser unir.

Ele estava certo em relação a isso. O estresse é tanto! Amizades e relacionamentos foram desfeitos devido a situação em que nos encontramos. Eu queria dar um jeito para voltarmos ao clima de acampamento. Nós vamos para lá todo o verão para duas coisas: aprender como a sobreviver e para se divertir.

Uma ideia meio maluca entrou em minha cabeça. Sorri com o canto na boca pensando nisso. Meus olhos se encontraram com os de Ally, a Conselheira-Chefe do chalé 12. Pode falar comigo depois?, perguntei em sua mente. Ela ficou um pouco assustada. Para variar, ela não devia ter muito conhecimento de nossos poderes. Só pense com vontade que eu ouvirei, falei em sua mente. Hã claro, ela pensou.

– Certo, certo. Vou constatar Ártemis assim que possível, Samara. – Sr. D. disse.

– É Samantha. – corrigi. – Pela milésima vez, senhor, o meu nome é Samantha.

– Tanto faz. Mais algo a declarar, Selena?

– É Sa-man-tha. – disse bem devagar, para ver se desse jeito ele entendia. Ele não compreende por que ele gosta de errar nossos nomes de propósito. Quero dizer, o que ele ganha com isso? Argh. – O último infiltrado de Sócrates. Ele tinha outra pessoa aqui para passar informações do acampamento. Nicholas só serviu para passar informações do conselho e para tentar me desestabilizar. O último se encontra no Chalé 9.

Austin arregalou os olhos. Não era ele, claro. Estava usando uma camisa regata, dava para ver que ele não tinha a marca no ombro. Mas a ideia de um ter um irmão que está traindo o Olimpo e bem por baixo de seu nariz deve ser bem terrível.

– Austin, não fale dessa reunião com ninguém assim que chegar ao seu chalé. – eu pedi. – Vamos procurar esse infiltrado de manhã. Ele deve ter uma marca, um tipo de tatuagem, cujo desenho é um contorno de uma coruja com duas espadas cruzadas. É o símbolo da rebelião.

Nesse momento eu percebi o quanto me ofendia o fato de meu irmão usar a coruja, o animal sagrado de minha mãe, como símbolo de uma causa repugnante como aquela.

– E meu irmão? – Jenny perguntou. – Ele deve esta sendo torturado agora porque o enfiamos lá dentro! Não podemos fazer nada?

Quíron balançou a cabeça tristemente.

– Jennifer, querida, não podemos...

– Por favor, me dê uma missão. Eu posso ir até lá agora e resgata-lo. Aproveito e já falo como é exatamente o acampamento deles, os pontos fracos, tudo.

– Não, Jennifer.

Ela cruzou os braços, indignada.

Fiquei aliviada por Quíron ter vetado essa missão. Do jeito que ela é, Jenny acabaria fazendo algo imprudente e arcando com consequências que, na melhor das hipóteses, seria o seu próprio cárcere.

O silêncio predominou por certo tempo no salão de jogos. Não se tinha mais o que falar. Estávamos na fase inicial da guerra e ponto. Não há o que discutir.

– Acho que não temos mais nada a fazer aqui. – concluiu Sr. D. – Agora vão dormir, tenho mais o que fazer. Reunião encerrada.

Todos se levantaram e saíram da Casa Grande, para voltarem para seus chalés. Tentando ser discreta, acompanhei Ally até seu chalé. Ele era do mesmo tamanho dos outros, mas, por ter poucos moradores, aparentava ser mais espaço. Ele era pintado em vinho. Mais a cima, folha verdes de vinhedo cresciam. Um leve aroma de uva era percebível quando você chegava perto.

Ally encostou suas costas no guarda-corpo da varanda e apoiou seus cotovelos.

– Então, o que você quer?

– Bem, acho que, por você ser filha do Sr. D., deve adorar uma boa festa, não?

Um sorriso malicioso se formou no rosto dela. Acho que ela já sabia onde eu queria chegar com aquilo.

– Sim, eu amo festas. – ela afirmou.

Andei até o guarda-corpo. Peguei impulso com as mãos e me sentei em cima dele.

– Estava pensando em quebrar esse clima pesado, sabe? Uma coisa para nos divertir, mas só nossa.

Ele olhava diretamente para frente, visualizando tudo. Eu sempre achara os olhos dela muito bonitos. Eram da cor do mais escuro vinho, da cor que ele fica quando está na taça. Só que, quando eles refletiam a luz da lua, pareciam ser até roxos.

– Qual é seu plano? – ela foi direta e perguntou.

– Esse sábado, depois de amanhã, vamos virar no Anfiteatro. Vamos pedir para os filhos de Hécate darem um jeito que o som não vaze, para que nem seu pai e nem Quíron acorde. A música pode ser por conta dos filhos de Apolo. A decoração pode ficar com os filhos de Deméter e Afrodite. A gente pode organizar e coordenar tudo. Mas, depois da festa, quero todo mundo empenhado duas vezes mais nos treinamentos.

Ally deu risada.

– Claro, chefe. Isso é bem como as coisas funcionam comigo. Primeiro a diversão, depois a obrigação. Ok, estou nessa. Espalhe para campistas que vai rolar a festa. Amanhã cuidamos de tudo. Agora, vou dormir. Estou cansada. Boa noite.

– Boa noite.

Tudo o que eu queria fazer era cair na cama e hibernar. Fui para meu chalé.

A maioria de meus irmãos estava dormindo, exceto por alguém que estava no covil. Por seu beliche estar vazio, deduzi que era a Bella. Se eu não olhasse para baixo, eu tropeçaria em Mia. Ela dormiu em cima do tapete, desenhando.

Eu a peguei no colo. Ela era um pouco mais pesada do que parecia, quase que cai junto com ela. Deitei ela em seu beliche o a cobri com o cobertor. Mia gemeu por eu ter mexido muito nela e virou para o lado.

Sorri com o canto da boca, ela era bonitinha dormindo. Coloquei sua franja para trás da orelha e dei-lhe um beijinho rápido na testa. Depois me arrastei para o beliche ao lado e me joguei em minha cama.

Que saudades da época que eu dormia no sofá e acordava na cama. Minha vida era tão boa naquela época e eu ainda conseguia reclamar. Desde que me entendo por gente eu reclamo, credo. Acho que, desde aquele quizz na escola, eu mudei demais.

Enfiei meu travesseiro na cara e fechei os olhos. Mas a noite de sono que eu tanto esperava não foi concedida a mim.

Em meu sonho, para variar, eu estava vendo Nicholas. Ele estava vestindo a parte de cima da armadura, o peitoral. Estava usando uma camisa preta por baixo e calça jeans. Ele estava calçando um All Star, com o bico todo rabiscado por mim.

Nicholas estava segurando seu tridente e atirando em alguém com ele. A luta era com outro garoto que, só depois de me esforçar para me lembrar, o reconheci como Michel, aquele semideus que contou a Sócrates que estávamos vivos depois da queda do avião (e por quem Queen ficou caidinha).

Eles estavam em um tipo de arena aberta. O chão estava coberto de neve, o clima era glacial. Se eles parassem de lutar e deixasse o sangue esfriar novamente, iriam passar muito frio. Algumas pessoas estavam assistindo a luta entre os dois, todas de camisas pretas e, em sua maioria, agasalhados. Mas não parecia uma luta por maus motivos. Do jeito que as pessoas comentavam, apostavam e estavam alegres assistindo, a luta deveria ser algum tipo de entretenimento ou treinamento.

Os dois estavam ofegantes e deram um tempo na luta para descansar. Depois de alguns segundos, Michel empunhou sua espada novamente e Nicholas se pôs em posição de luta. Michel correu em direção de Nicholas com extrema rapidez, e pulou em sua direção. Nicholas esperou até o último segundo Michel descer a espada contra ele, então, com os dentes do tridente, parou a lâmina de espada.

Quando a espada ficou presa nos dentes, Nicholas girou o tridente e deixou Michel desarmado. Nicholas deu uma rasteira com o tridente em Michel, que caiu de costas nos chão. Nicholas pisou em seu peito e pôs a ponta do tridente em seu pescoço.

Para a alegria de muitos que apostaram, Nick venceu a luta.

– De onde você arranja tanta energia assim? – Michel perguntou, tirando com a mão a ponta do tridente de seu pescoço.

Nicholas sorriu e chutou neve na cara dele.

– Da água.

Ele estende o braço e Michel agarrou em seu antebraço para se levantar. Os dois foram andando para uma área cheia de mesas de pedra, que, a meu ver, parecia ser o refeitório.

Eles se sentaram em uma das mesas. Nicholas se agachou e pegou um punhado de neve no chão e depois esfregou em um ferimento em seu braço. Ele ficou encarando a neve e, em poucos segundos, ela virou água e fechou o seu ferimento.

– Você tem sorte. – Michel comentou. – Se de fato lutarmos mesmo aqui, será praticamente invencível.

Nicholas balançou a cabeça.

– Se a guerra for aqui, eu terei de ficar na fortaleza ao lado de Sócrates.

– Desculpe aí, senhor tenente.

Os dois riram um pouco. Acho que a tamanha apatia que Nicholas tinha por ele deve ter passado. Os dois pareciam muito amigos. Perguntei-me como Nicholas estaria vivendo lá, tão longe de casa.

– O que vocês fizeram com Zack? – Michel perguntou.

– Não sei. Agora ele é brinquedinho do mestre. Ele deve está tentando fazê-lo falar.

– Falar o que?

– O que ele quer ouvir: que foi a Sam que o enviou para cá. Sabe, ele não caiu muito nessa não de que ele não conseguiu falar com as garotas. Só que Zack é forte, ele não cede a nenhuma tortura. Está resistindo.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, pensando no pior. Uma garota chegou ao lado deles e serviu duas canecas de chocolate quente. Nicholas inalou bem o aroma gostoso do chocolate. Muita fumaça saia da caneca.

Ele tomou alguns goles e pousou a caneca novamente na mesa. Nicholas respirou fundo e apoiou a cabeça nas mãos.

– Você parece meio para baixo. — notou Michel.

– Eu estou.

Os dedos de Michel tamborilavam na mesa. Ela parecia ponderar se deveria falar algo.

– Sabe, você não é obrigado a fazer isso. Não mais.

– Não vou dar para trás agora. Seria nossa derrota. Não vou fazer isso com a gente.

– As coisas depois disso nunca mais serão as mesmas.

Nicholas olhou para baixo, os olhos tristes.

– Sei disso. Mas ainda prefiro dar continuidade ao plano.

– Você que sabe. – Michel disse enquanto de levantava da mesa. – Agora, vou treinar mais. Eles devem estar vindo para cá a qualquer momento. Quero estar pronto.

Nicholas apenas assistiu a ida de Michel. Eu nunca vira esse semblante nele antes. Nick não parecia para baixo. Ele parecia infeliz.

Não importava. Ele dissera que iria estar ao lado de Sócrates na hora H. Eu não conseguia engolir a covardia que isso era. Recrutar tantos semideuses e infla-los com a euforia da revolução para depois ficar sentado?

Isso não iria ficar assim. Eu iria invadir essa tal fortaleza e fazer todos lá dentro lutar.



Notas finais
Reviews??