Salém

7 O Segredo dos Montgomery


Notas iniciais
Agora sim veremos a nossa Suprema loira e linda se conectando com Joanna. Demorou, mas chegou. E no final mais uma revelação, porque história minha é um plot twist atrás do outro!!

BOSTON, 2017

Luuk, um jovem de 24 anos, policial e estudante, entrou num tipo de loja de antiquário depois que fizera um pedido de um produto via internet. Chegando na loja, o loiro cumprimentou o velho dono e pediu para ver o objeto.

— Aqui está, meu jovem. Uma autêntica espada medieval. O espigão contém filigrana de ouro, pouca espessura e lâmina de aço. O manuseio é muito fácil.

— E quanto está dando por ele?

— Trinta mil.

— Quinze.

— Vinte e cinco mil e não se fala mais nisso.

A compra da espada ocorreu com sucesso. Luuk retornou para o condado de Essex, para a cidade de Salém. O jovem policial voltou para a sua casa e guardou o valioso objeto.

A espada que já cortou muita coisa, mas o sangue que escorria era único.

Depois de esfaquear os dois guardas e jogá-los na cova, Luuk fez uma reanimação em Joanna. O pano que cobria o corpo dela a fez ficar com pouco ar. Depois de um minuto, ela abriu os olhos de uma vez só, tomou fôlego e se sentou.

— Graças a Deus que você está bem...

— CANALHA! — gritou, tentando bater nele. O loiro ficou segurando seus punhos. — Assassino! Maldito assassino!

— Tenha calma. Se eu sou assassino, por que você continua viva?

— Oh, é mesmo. Estou viva! Mas... espera... por que estou viva?

Ele não deu muita explicação sobre a pergunta da moça. Sentou-se no chão da floresta, com pouca força para se levantar. Joanna cruzou os braços e deu as costas para ele ainda com muita raiva por ter matado os guerreiros elfos naquela cidade portuária.

— Que dose...

— Eu não te perdoo. Mesmo que você tenha se arrependido e não ter me matado, não posso conviver com um assassino que mata pessoas inocentes.

Ele riu dela. A única coisa que fez foi desmaiar logo em seguida, assustando a garota.

— O que aconteceu? — ela segurou Luuk e tentou colocá-lo sentado.

No meio das árvores, Skywalker observava a moça com o rapaz. Decidiu segui-lo, pois sempre desconfiou de algo nele. Vendo Thanatos matar os guardas e salvar a moça chegou à conclusão de que ele era um traidor. Sempre havia desconfiado dos interesses dele, mas nunca tinha uma prova.

— Vou te matar — quando foi tentar puxar a espada, viu pessoas pulando pelos galhos até chegarem perto de Joanna. Logo Skywalker se escondeu.

Um grupo de cinco homens mascarados apareceu. Joanna pegou a espada de Luuk e ameaçou cortar quem se aproximasse.

— Eu não faria isso se fosse você — ele retirou a máscara.

— Você? — o homem era o mesmo elfo que havia ajudado a moça a escapar. Os outros eram os mesmos que supostamente foram mortos na cidade portuária.

— Como pode?

Eles correram na tentativa de salvar Luuk. Um deles pegou no pulso do humano e revelou que ele estava muito fraco.

— Entregue-me a espada, senhorita.

— Não me leve a mal, mas prefiro segurá-la como proteção.

— Você que sabe. Precisamos sair desta floresta antes que mais subordinados da Condessa surjam.

Um dos elfos segurou Joanna nos braços e subiu na ávore. Os demais correram pela floresta.

— O quê? Eles são muito rápidos. Maldito Thanatos traidor. — murmurou o cavaleiro, correndo atrás dos elfos.

Joanna praticamente gritava de medo ao ser carregada. Teve uma parte da floresta em que os cinco homens pularam num penhasco de uns cem metros para a parte baixa da floresta. A moça desmaiou de medo enquanto os guerreiros se seguravam nos galhos e cipós.

Dentro da floresta, bem longe de qualquer parte da civilização, havia uma cidade com casas de árvores. O povo era dissidente do império da Condessa e viviam escondidos.

— Eles chegaram — avisou uma elfa.

Os moradores saíram de suas casas, outros olharam pelas janelas. Os cinco guerreiros com os dois jovens nos braços.

Minutos desacordada, Joanna abriu os olhos e se levantou imediatamente. Rodeada por elfas, ela perguntou sobre onde estava. Viu que o seu vestido branco ensanguentado fora trocado por um simples verde de camponesa.

— Onde estou? Quero sair agora.

As elfas acalmaram-na. O elfo guerreiro apareceu na porta da casa de cogumelo gigante.

— Boa noite, senhorita. Dormiu por umas duas horas. Está se sentindo bem?

— Que lugar é esse? Quem são vocês?

— Queira me acompanhar enquanto conversamos? — ela aceitou o convite e saiu da casa para a parte de fora da pequena cidade. Viu como era diferente, principalmente porque uns cogumelos gigantes serviam como casas e outras ficavam na copa das árvores.

— Vai me dizer logo?

— Eu me chamo Scar. Sou desertor do exército da Condessa e líder desta parte dos revolucionários. Você está no meu lar, a cidade Forthree. Espero que aproveite o seu tempo aqui. A propósito, o seu amigo está sendo tratado lá no topo daquela árvore.

— Não quero vê-lo. Não posso perdoá-lo depois de tudo o que ele fez. Mesmo não sabendo como vocês sobreviveram... mesmo que me peça eu não o desculpo.

Scar puxou uma espada da cintura e mostrou a ela. A arma pessoal de Luuk era conhecida pela jovem Bates.

— Fale-me, senhorita. Qual a sua explicação racional para continuares viva? Qual a tua explicação racional acerca de eu estar vivo? Sabes me explicar?

— Não.

— O segredo está nesta espada — ele segurou o cabo perto do rosto. — Você sabia que este objeto possui uma maldição? Não? Vou explicar. Nesta espada há magia negra feita por uma bruxa. Agora tente adivinhar qual o poder que ela tem.

Joanna se recusou a adivinhar.

— Eu não sobrevivi, pois nunca fui ferido. Você não sobreviveu, pois nunca foi ferida. Dê-me a sua mão, por favor, juro que não a machucarei.

Inicialmente Joanna relutou com medo. Scar, porém, convenceu-a a abrir a palma da mão direita. Com a ponta da espada, ele cortou a mão dela.

— O que está sentindo?

— Formigamento... dormência. Não sinto dor. Oh! Cadê o corte? Desapareceu, apesar de ter saído o sangue.

— Luuk é o nosso herói. Há um ano ele se infiltrou no meio do círculo mais íntimo da Condessa para saber os segredos do império. Mas, para dar uma aparência quase real, comprou uma simples espada numa loja. O objeto foi banhado em magia negra por uma bruxa para que fosse usado em Gaia. A maldição é simples: a espada não mata quem ela corta. O corte sara instantaneamente, mas derrama sangue. O sangue que as vítimas dela derrama é o próprio sangue de Luuk.

— O quê?! Tá brincando, não tá?

— Esse sangue que saiu da palma de sua mão, que encharcou seu vestido, que saiu de mim na cidade portuária... todo esse sangue foi de Luuk. Essa é a maldição desta espada. E Luuk nunca foi de matar pessoas inocentes, porque na Terra ele é um jovem policial que luta por justiça, mas precisava de um álibi. Infelizmente, perdeu 60% do seu sangue hoje, teve anemia e quase morre. Ainda bem que está sendo cuidado. Agora a senhorita quer vê-lo?

Aos prantos, Joanna pediu para ver Luuk. Subiram pelo elevador dentro do tronco da árvore e foram para a enfermaria da cidade. Uma enfermeira elfa pediu para que não fizessem muito barulho, pois o paciente estava medicado.

— Ele quase se matou. Por que sou tão especial assim?

Ele estava deitado numa cama, soro na veia e uma dose de sulfato ferroso também na veia. Dormia tranquilamente depois de quase morrer de anemia.

— Você é filha da antiga rainha de Winchester. A mãe de Luuk que tem um interesse em ti. Foi ela quem arquitetou todo esse plano.

Um barulho forte na parte de baixo chamou a atenção de Scar. Os elfos guerreiros foram derrubados de um por um.

— E então, podem me convidar para festa? Fiquei com inveja do Thanatos — falou Skywalker ao invadir a cidade.

Enquanto isso no Palácio de Netherland, Abigail foi informada que William estava a caminho de Camp David e poderia não encontrá-la lá. Saiu apressadamente, deixando Rutherford sozinho.

— Se quiser voltar para a Terra, volte. Mas não pode ir pra Maryland comigo. Vá para Boston e cuide da empresa.

— Alguém sabe onde Thanatos e Skywalker estão?

— Não sabemos, alteza.

Rutherford ficou desconfiado de que alguma coisa poderia ter ocorrido com os dois.

...

AEROPORTO DE BOSTON

Linda Locklear, a bruxa manipuladora de fogo, ajudou Younnan por todo o aeroporto. Pela primeira vez na sua vida ele pisava em um local tão grande. Quando foram embarcar no avião, o moreno travou.

— O que foi? Anda.

— Eu já assisti Premonição.

Linda deu um empurrão nele, obrigando-o a entrar na aeronave.

— Jesus...

— Mantenha a calma, cara. Viajar de avião é como andar de carro. Não seja covarde. Sua mulher deve ter viajado várias vezes, e ela ficaria decepcionada com o noivo cagão que tem.

O avião decolou.

— Fica tranquilo.

— Eu estou tranquilo. Eu estou tranquilo.

Minutos depois, o avião pegava altitude. Younnan descansou um pouco. Linda perguntou à aeromoça o tempo de viagem.

— Faremos escala em Madri, de lá vamos para Riade. Umas dez horas ou mais de viagem.

Algumas poltronas afastada dali, Cordelia, disfarçada, observava os dois. Desde que soube da missão de Younnan em viajar ao Oriente Médio, arquitetou para segui-lo e assim ficar perto dele.

Dentro da escola de bruxos, Fiona foi a única que ficou sozinha na sala para descansar. Todos os outros se ausentaram.

Com o corpo deitado no sofá e a cabeça sobre uma almofada, Fiona pôde testemunhar algo no mínimo bizarro. Havia um jarro com flores na mesinha de centro, um ponto preto no meio de uma margarida, o ponto preto era um microfone minúsculo. Imediatamente deduziu que alguém naquela casa estava escutando as conversas naquela sala, deduziu também que a pessoa era uma traidora, haja vista todos naquela casa se diziam amigos.

— Algum problema? — perguntou Donzel aparecendo repentinamente, assustando Fiona.

— Não, tudo bem. Já terminou as suas aulas?

— Ainda não. Tá tudo bem mesmo? Talvez eu possa ajudá-la em algo.

— Não, obrigada.

Donzel subiu para o quarto enquanto Fiona guardava o microfone no bolso do seu short. A única pessoa de confiança ali era Desirée, portanto resolveu esperar até que chegasse do outro mundo.

PRÉDIO DA POLITEC, QUARTEL GENERAL DA HUNTER

— Tudo bem, este celular é criptografado. Agora me diga o seu preço... quinhentos dólares? Meu filho, seu pênis é revestido a ouro?

O telefone tocou, interrompendo a sua conversa com o acompanhante de luxo. A secretária avisou para que Baron se apressasse por causa de uma reunião que logo teria.

— Não me interrompa mais assim ou vai pro olho da rua.

— Sim, senhor.

No térreo do prédio, Lilith caminhou tranquilamente pela recepção. Passou por várias pessoas sem ser vista até entrar num banheiro feminino. Uma mulher se maquiava no espelho enquanto a bruxa disfarçava que era apenas uma empregada da empresa.

— Que lindo batom. Adoro essa marca.

— Gostou? Foi caríssimo. Eu tive que importar, porque aqui na América não existe.

O celular dela tocou. A mulher entrou numa cabine do banheiro e conversou sobre a reunião que teria com Rutherford. Assim que ela saiu, Lilith golpeou a sua nuca. Ela caiu imediatamente no chão e foi arrastada para dentro da cabine. A bruxa pegou uma poção e deu para a outra beber.

Minutos depois...

— Tome, você sabe o que tem que fazer — entregou um copo descartável com um líquido dentro. A mulher trabalhava como secretária no andar de Rutherford.

A reunião começou. A secretária abriu a porta e ficou parada ao lado da secretária de Baron.

— Você demorou. — A outra não respondeu.

Rutherford se aproximou delas para falar sobre o trabalho. A moça manipulada empurrou a empregada e jogou o ácido no rosto do homem. Baron teve os olhos completamente cegados.

Lilith saiu altiva. Era a sua vingança por ter sido atacada na noite anterior.

...

Na pequena cidade de Forthree, Skywalker destruía as casas dos moradores. Os guerreiros elfos puxaram as suas espadas, mas não foram páreos para o cavaleiro.

— E então, vai aparecer aquele traidor ou não? Quantas mortes terei de fazer para que ele apareça?

— Droga. Ele deve ter seguido Luuk e ter visto a gente e nos seguido até aqui — deduziu Scar.

— O que podemos fazer? Luuk não tem condições de lutar — disse Joanna.

Scar saiu da árvore e foi lutar contra o assassino.

— Eu acho que já te vi naquela cidade. Soube que os "corpos" dos elfos desapareceram, mas nunca havia cogitado que estavam vivos. Bom truque de mágica, mas eu não sou bobo.

— Pode vir, Skywalker. Eu te derrotarei.

Os moradores se esconderam quando a luta começou. Scar era habilidoso com a espada, mas logo foi superado pelo cavaleiro. Skywalker fez um corte na altura do ombro do elfo e o chutou para longe.

— Um fraco como você deveria estar segurando outra coisa, menos uma espada.

Naquele momento, Joanna era a única pessoa entre o vilão e o Luuk. Ficando emfrente a entrada do tronco da árvore, ela tentou obstruir a passagem do homenzarrão.

— Então foi por causa dessa beldade que Than... Luuk se apaixonou?

— Do que você está falando? Somos apenas amigos. Eu não vou deixar um cara asqueroso como você encostar um dedo nele.

— HAHAHAHA. Agora sei porque ele gostou de você. Tem coragem para enfrentar um inimigo mil vezes mais forte. Mas é melhor ser uma gatinha viva do que uma leoa morta. — Ele pegou Joana pelo pescoço e a escorou no tronco. Era notável a diferença de altura. Sky tinha quase dois metros e era musculoso, enquanto Joanna sequer chegava aos 1,65 de altura.

Assim que ele ameaçou tirar seu vestido e estuprá-la, um poder fez com que todo o seu corpo enrijecesse.

— Seu sofrimento acabou, senhorita. A partir de agora deixe conosco.

As duas bruxas de Salém chegaram a tempo de evitarem uma tragédia. Com suas roupas pretas e maquiagens góticas, Desirée e Crisântemo destacaram-se do resto dos moradores. Ambas foram aplaudidas por eles.

— Parece que aquele cara é da Hunter. Fez um estrago. — observou Witzel.

— Prazer, senhorita Bates. É uma honra reencontrá-la depois de quatorze anos.

— Conhece-me?

— Sim, claro. Eu servia a sua mãe, a rainha de Winchester. Seu pai, William, trabalhou pra mim em Salém. Mas agora não é o momento para falarmos do passado.

— Bruxas? Eu já ouvi falar de você. Dizem que é a mais poderosa das bruxas. Mesmo assim seria impossível usar seus poderes aqui. O que há comigo?

A Suprema pediu para Crisântemo segurar uma sacola que havia trazido, aproximou-se de Skywalker e mostrou o bracelete mágico em seu punho.

— Você tem razão quando diz que meu poder não funcionaria aqui. No entanto, não estou usando meus poderes, e sim deste bracelete que a primeira-dama tanto quer.

— Não é possível... como achou antes de...

— Ah, cala a boca! — o bracelete soltou uma luz contra Skywalker. Ele desapareceu.

— O que houve? — indagou Joanna.

— Infelizmente aquele bosta continua vivo, ou não. O bracelete abriu um portal para um lugar aleatório da Terra. Se tivermos sorte, ele poderá cair na boca de um vulcão.

Crisântemo ajudou Scar, que sangrava devido ao ferimento do corte.

— Na hora certa como Luuk havia dito. A senhora suprema é muito forte.

— Scar, meu querido, pode falar mais que eu estou gostando. A propósito, posso ver o jovem guerreiro?

Joanna levou Desirée e Crisântemo para a casa da árvore onde Luuk estava descansando. Coincidentemente, ele havia acordado poucos minutos e ficou olhando para a sala.

— Ele acordou — disse a moça ao entrar primeiro.

— Jo-Joanna? Eu quero explicar...

— Não fala nada. Já sei sobre a sua espada.

— Eu sinto vergonha de ter falado aquelas coisas horríveis para você, mas tudo fazia parte do plano para conquistar a confiança da Condessa e descobrir os seus segredos.

— Eu te compreendo. Agora você precisa conhecer as duas bruxas que veio nos salvar. Desirée e Crisântemo...

— Não pode ser! Eu... havia me esquecido.

As duas entraram no quarto e viram o rapaz sentado na cama. Luuk ficou um pouco nervoso ao ver Desirée. A bruxa se aproximou dele, seu olhar intimidador encarava o humano.

— OH, meu bebezinho. Meu totozinho. Você sofreu demais com essa missão que te dei — ela literalmente abraçou o rapaz e encheu de beijos no seu rosto.

— Luuk nunca me contou que tinha uma namorada.

— Namorada? — Desirée riu da cara dela.

— Senhorita Bates, Luuk é filho da Desirée. O nome dele é Luuk Montgomery.

— O QUÊ?!

— Ownt. Meu bebezinho. Dá vontade de segurar no colo.

— Para, mãe. Está me envergonhando.

— Por causa da Joanna? Gostou dela? Quando vão vir meus netos?

Os dois ficaram avermelhados por causa do comentário da bruxa.

— Olha o que a mamãe trouxe — pegou a sacola da Crisântemo. — Torta de chocolate com morango. Não dê pra ninguém, pois eu fiz SOMENTE para você. Ah, o seu quarto deixei trancado esse tempo todo. Umas visitas queriam entrar, mas já deixei claro que ali só tem um dono.

— Não sei o que é pior, se minha fraqueza por ter perdido sangue ou esse vexame... AH! — Desirée literalmente segurou Luuk nos braços. Joanna riu daquela cena, pois era um homem sendo levantado por uma mulher.

— Esse é meu bebezão. E ai de quem mexer com ele, porque eu mato.

— Com certeza é o filhinho da mamãe — ironizou Joanna.

Notas finais
Faz um tempo que uma moça mostrou uma imagem no grupo com 2 fotos. A primeira era uma bruxa segurando o bebê, a segunda era a bruxa ainda jovem segurando o homem no braço, que era o bebê só que crescido. Eu me inspirei naquela tirinha pra fazer esse final XD.