Salvetion

2 Ciclo de Amizades


Notas iniciais
Tipow, isso fico MUITO Harry Potter meu ._. se tiver erros desculpem T__T eu odeio ler e escrever (((entao pq to escrevendo? )) entao pratica 0 XD + vou tentar melhorar meus erros eu juro o/

Ela estava de sobreaviso. Iria para o mundo dos Humanos, quer quisesse quer não. Aquilo lhe dava medo. Humanos não poupavam filhotes como ela. Não poderiam descobrir que ela não era humana.

Amity não sabia NADA sobre os humanos. Como viveria na superfície deles? No meio deles. Com os jovens deles?

Estava com medo. Muito medo.

Aquele corredor pelo qual seguiam agora lhe dava mais medo ainda. Por que ela tinha de mudar sua forma? Por que seus olhos não podiam conter aquele traço dourado entre o azul límpido de sua íris? Por que sua pele não podia refletir a luz do fogo? Por que seus dentes não podiam ser pequenos e pontudos? Ela era linda, mesmo na sua forma Demônia. Por que tinha de mudar?

Fallen caminhava em silêncio ao seu lado. Os olhos dele ainda tinham o traço dourado. Ainda bem, ela não seria totalmente apagada!

O Fogo crepitava na lareira, produzindo um som característico. Havia um spot de luz acima de uma maca dura. O pai pegou-a no colo e colocou-a sobre a cama. A luz artificial ofuscou-a.

-Eu tenho medo, papai...Disse simplesmente, olhando a figura paterna, que lhe sorriu brandamente.

-Eu sei querida. Não vai doer nadinha, eu prometo. Você nem vai ver passar.

Então um velho Demônio apareceu em seu campo de visão. Seus cabelos eram prateados e seus dentes pontudos, como os dela.

O que a assustou foi a tesoura que ele trazia. Seus olhos se arregalaram, e o velho soltou um gemido. Fallen bradou seu nome, e ela percebeu o que fazia. Tentou controlar o próprio poder. O velho empertigou-se enquanto ela murmurava desculpas.

Sem uma palavra sequer, o velho cravou em seu braço a agulha de uma seringa.

Quando ela acordou estava sobre uma cama macia, mas desconhecida. O mundo agitou-se, e ela agradeceu por não ter comido nada antes. Arrastou-se de forma penosa até a beirada da grande cama e pôs os pés no chão. Viu uma garota olhando-a da porta, e se aproximou. A garota na porta aproximou-se também.

-Olá – Amity cumprimentou, e a garota falou algo que ela não ouviu. – Sou Amity. – Conforme ela falava a menina também falava, mas Amity não ouvia nada. Aproximou-se até parar em frente à menina.

Havia o traço dourado em seu olhar que destacavam seus olhos azuis. Era uma Demônia, como ela. Mas sua pele era clara e não refletia a luz, e seus dentes eram parelhos e retos. As unhas da menina eram de um delicado cor de rosa, e não o ardente vermelho natural das unhas de Demônios. Seus cabelo era castanho e liso que fazia pequenas voltas a medida que se aproximava das pontas. Amity ergueu a mão e tentou tocar a garota. A menina tocou-a também, sem interromper o contato visual.

E Amity entendeu. Aquela era ela.

Apenas uma lágrima de cristal caiu por seu rosto e pelo rosto da menina do espelho.

...

Crueldade Humana.

Patrícia Gallizi, a suíça que ganhou o concurso de miss universo foi encontrada morta em sua casa logo após revelar que era um demônio. Os humanos que a mataram afirmaram que pelo motivo dela ser um demônio esse era o seu destino. Eles foram condenados a 8 meses de cadeia.

Vampira no poder.

Noite passada a câmara debatia a eleição do Ingrid Mal’azar, uma vampira que virou a vice presidente da Suécia. Victorio que jogou acusações contra ela, sendo essas acusações o estopim para a iniciação desse debate, foi encontrado morto em sua casa enforcado, um possível suicídio. Depois de muito bafafá, Ingrid acabou ganhando o ódio de muitos humanos e o amor de poucos que ainda acreditam que eles possuem alma.

Mais uma ‘deles’ no poder.

Aproveitando que estamos falando sobre política. O Juiz da Suprema Corte do Tribunal da Inglaterra, Edward Gregory foi nesta segunda feira acusado de manipulação de decisões em benefício próprio e poderá ser destituído de suas funções nos próximos dias. Em declaração à Revista The End!, o Juiz acusa o Governo de estar intervindo de maneira despótica e arbitrária e afirma que suas acusações “Falsas”. Segundo o Juiz não passam de difamações sem sentido ou provas merecedoras de consideração. Ainda em declaração Edward acusou os Vampiros, chamados por ele de “corja de vermes” de atentarem contra a liberdade de planejarem um Golpe de Estado.

Eram as noticias da capa da edição do meio-dia do Nova Era que Salvetion estava lendo, seus olhos leram e leram varias vezes as noticias. Ficou triste pela morte de Patrícia e alegre por Ingrid estar no poder da Suécia. Salvetion nunca acreditou que vampiros e demônios fariam mal a alguma mosca. Acreditava que eram como os humanos, tinham suas falhas. Seu argumento era: “O homem para sobreviver mata a vaca, o vampiro para sobreviver mata o homem.”

— Ah! Desculpa. – Salvetion estava tão distraído relendo as noticias que esbarrara em uma garota. – Tudo bem? Eu te ajudo. – As malas que ela carregavam haviam caído no chão.

— Ah... não, não, brigada deixa que eu pego. – Ela estava aparentemente com medo.

— Aluna do Fromreu? – Salvetion viu na mala da garota o brasão do colégio. Uma cobra e uma borboleta.

— Ah... sim, Amity Black, prazer.

— Prazer. Golucki, Salvetion Golucki.

— Salvetion Golucki... não é um nome muito comum de se ouvir.

— Uhum, eu acho feio. Minha mãe que me deu. Segundo ela, minha bisa falou que ela teria um filho e que ele deveria se chamar Salvetion.

— Ah, boa historia. Golucki, acho que já ouvi antes.

— Eu nunca, só eu e minha mãe mesmo. De onde você é?

— É... lá de baixo sabe. – ela estava sem graça e Salvetion entendeu que deveria ser uma das cidades baixas, cidades altamente destruídas pela guerra e de pessoas pobres.

— Já comprou seus materiais? Estou indo comprar os meus. Quer vir junto?

— Claro... Porque não.

Amity estava feliz, para ela aquilo significava que ela havia feito um novo amigo, e amigo na sociedade demoníaca é fazer amizade com qualquer um independe do que ele for por fora ou por dentro e aceita-lo como for. Logo ela via que Salvetion aceitaria ser seu amigo mesmo ela sendo uma demônio.

Salvetion era um garoto de dezesseis anos igual Amity. Humano. Era um pouco alto para um garoto da sua idade, 1,82 de altura. Cabelos negros e medianos, magro e de pele levemente morena. Seus olhos eram tão negros como os seus cabelos.

Mesmo sendo 2083 as estradas eram feitas de pedra e as casas eram modestas. Era como se tivéssemos regressado ao final do século XIX para o século XX. Conseqüência da guerra entre as raças que durou anos. E ainda dura por culpa dos humanos rebeldes; humanos foragidos que caçam demônios e vampiros por conta própria e os matam sem piedade.

A primeira parada dos garotos era a famosa Dio Magazine. Dio é um rapaz homossexual que abriu uma loja de roupas. Suas criações são fantásticas o bastante para ninguém querer usar, é por isso que ele as mantém em uma sala contígua à loja e as mostra apenas para “clientes especiais”. Mas, para Dio, todos os clientes são especiais. Em seu Magazine, você pode comprar roupas normais, uma de suas criações ou então o uniforme de Fromreu. A loja era toda decorada por dentro, como se já não fosse o suficiente por fora. Era algo muito feliz para a realidade em que os jovens viviam.

— AAAAAI!!! Sejam bem vindos

— Dio. – Salvetion já conhecia a figura, mas Amity ficou com um pouco de medo do gritinho.

— Quem é a garotinha ai? Nunca vi a fruta aqui antes você... – ele olhou diretamente nos olhos dela e mudou de expressão. – Amity Black. Conheci seu pai.

— Você é...

— Não tenha medo, Salvetion é um ótimo garoto.

Amity sorrira para Dio, ele tinha os traços dourados em seus olhos. Era um reconhecimento, demônios reconheciam demônios porque eles viam traços dourados em seus olhos. E vampiros reconheciam vampiros porque viam traços azulados em seus olhos.

— ENTÂO! Vocês vieram na hora certa, acabei de criar uma nova peça.

Dio nem terminou de falar e saiu puxando os dois jovens pelas mãos. Pobres almas infelizes. Os dois foram guiados ate uma sala de costura redonda onde Dio criava suas FANTASTICAS obras de arte. No centro da sala havia uma cortina vermelha.

— Rápido, rápido você é a garota que eu precisava.

Dio jogou Amity dentro da cortina vermelha. Dio agora encarava Salvetion que ficou corado, Dio adorava fazer aquilo, ele achava Salvetion um garoto inocente e fofo. O corpo do jovem fora arrastado a força ate o de Dio que o abraçou.

— D-Dio...

— Shh... Salvetion me deixe tocar seus lábios. – passou sua língua de leve nos lábios e se preparava para beijar o garoto que já estava cedendo. – AAAAAAAAAAI!! – largou o corpo do garoto e o deixou cair no chão. – Essa roupa é tão, tipo, Brilho Gloss Rosa Chiclete Bee!

Amity estava assustada com a roupa que vestia. Eram pequenos fios negros que tampavam o mamilo e desciam ate a cintura, onde havia uma gaiola de pássaro que fazia uma saia. Uma gaiola... realmente, essa roupa prende a periquita. As grades da gaiola eram douradas com bolinhas negras. E atrás... bem, atrás não havia grade, a gaiola prende a periquita não a reta guarda. Atrás havia apenas duas faixas que se enrolavam no pescoço e faziam um laço enorme rosa.

— Salvetion o que você acha?

— Ah? Quem? Eu? É né, sua cara Dio.

— Amity?

— Er... eu.. eu...

— TADINHA! Ela gosto tanto que esta ate sem palavras pra descrever o que sente. Quer levar?

— Dio, eles vieram comprar os uniformes, não atormente os coitados.

Todos os olhares se voltaram à passagem por onde eles haviam entrado. Havia um homem que aparentava ter uns dezoito anos, mais alto do que todos que estavam ali, seus cabelos eram negros, só que mais claros do que os de Salvetion. Sua pele branca contrastava bem com o cabelo e seus olhos azuis que chamavam a atenção. Salvetion nunca havia visto ele antes na cidade, mas mesmo assim ele tinha a impressão de já ter visto.

— Altaire, deixe de ser estraga prazeres. Olhe só, minha nova criaçã... Nossa Amity, que bundão você tem. Delicia, se eu fosse hetero. Mas eu tenho meu Salvetiozinho. – O pobre garoto que ainda estava no chão novamente ficou corado.

— Passe logo o uniforme a eles e passe o meu.

— Uai, você ainda não tem o uniforme do ano passado? Você continua igual, e você repetiu o primeiro ano, não mudou de uniforme. – Dio deixou as palavras bem pronunciadas, aquilo era a vingança dele por Altaire ter atrapalhado seu “desfile.”

— É repeti, mas você sabe que os uniformes sofrem dano, e os únicos uniformes que não rasgaram ate hoje na prova do final de ano, foram os de Sath Anic e Diah Abba.

— Aquela prova é difícil, eu quase morri quando terminei o terceiro ano. É um exagero.

— Uniforme – a palavra saiu de sua boca como se fosse uma musica.

...

— Bem, vejamos. – Dio se virou, todos já haviam saído da sala de costura e estavam na loja. – Uniforme feminino primeiro ano. E dois masculinos do primeiro ano. – Dio apenas olhou para as prateleiras com marcações. As roupas que estavam protegidas por plásticos voaram ate o balcão da magazine. – Salvetion e Amity apenas 45rons, e Altaire... 70rons.

Os jovens pagaram e saíram da loja.

— Altaire, você vai fazer o primeiro ano? – Salvetion perguntou enquanto Amity tentava ver como era o uniforme dentro do plástico.

— Sim, e como devem ter ouvido, pela segunda vez.

— Ah... bem... prazer em te conhecer.

— ... – Altaire não sabia o que responder, as pessoas normalmente o achavam estranho e nem chegavam perto. E o jovem sempre teve um desejo por Salvetion. – Então nos vemos pelos corredores do instituto. – ele riu e fez carinho nos cabelos de Salvetion. – Ate mais menina do bundão. Belo brilho que você possui nos olhos.

— Ah, ate. HEY! Eu não tenho bundão! – a ficha dela demorou um pouco a cair. – Como ele...

— Ele oque?

— Ah, nada! Vamos aonde agora?

Altaire era um garoto um pouco excluído pela sociedade. Assim como Dio e Amity ele era um demônio. Quando era pequeno não controlava seus poderes com habilidade. Diferente de todos que os poderes começam a se manifestar aos dezesseis anos, época em que os jovens entram no Fromreu, Altaire teve seus poderes com apenas sete anos. Incendiou três casas e causou a explosão de uma loja. Seus pais eram assassinos que foram mortos na fogueira. Por causa desses pequenos motivos as pessoas não gostavam dele.

— Vamos a Loja de Macumbarias

Não se deixe enganar pelo nome. A Tia Wilma, dona da loja, é uma bruxa velha que sempre fica no caixa, olhando com olhos de águia para todos os que entram ali. No entanto, não existe o que não se possa achar na Loja de Macumbarias. Doces, travessuras, presentes, canetas, papeis, vassouras, livros, tudo. O que você quiser de objetos utilitários pode encontrar na Loja da Tia Wilma.

Essa loja já era diferente da de Dio, era empoeirada e sombria. Havia objetos estranhos espalhados. No balcão havia vidros com doces e só. O interior da loja era um completo vazio. Só o balcão com doces e a Tia Wilma que ficava atrás dele.

— Tia Wilma, você já deve saber o que desejamos.

— Claro meu jovem. – sua voz era como as historias de bruxas malvadas retratavam. Mas tia Wilma era uma boa mulher. – Cadernos, penas, os livros de estudos, luvas, as pedras de Mystri entre tantos outros, como poderia me esquecer, esses pirralhos vem sempre aqui no inicio das aulas e não tem educação de me cumprimentar, já chegam falando os milhares de nomes e eu fico calada ouvindo tudo. Saco, saco, saco, saco, saco... – Tia Wilma pelo menos repetira a palavra ‘saco’ umas trinta vezes enquanto sua mão tremia por causa das doenças da idade avançada. – Vou pegar seus materiais.

— Ela é meio resmungona, né Salvetion?

— Nada, ela é um amor de pessoa, eu gosto dela.

— Aqui. – Wilma vinha carregando caixas e caixas coisas que alguém que tivesse em plena saúde e em um ótimo porte físico, teria dificuldade de carregar. – Para a garota nova 900rons e para você 900rons. – colocou as caixas no chão sem nem uma gota de suor.

— 1000rons, quero 100rons de pirulitos.

— Espero que morra com carie.

— Nossa Tia Wilma, eu te gosto tanto e você fala isso.

Os garotos abriram as caixas e iam colocando os itens que precisavam dentro de sacolas. Tia Wilma confiava nos seus compradores e também qualquer um que tentasse passar a perna nela, no mínimo e se for muito sortudo, só ficaria em coma por uma semana. Os garotos se despediriam e saíram cada um com quatro sacolas cheias de itens.

— E agora? – Amity estava ansiosa ela estava amando aquilo, o contato com humanos, eles não eram como ela sempre imaginara, seres com armas que matavam por pura diversão, eles ate que eram civilizados.

— Agora vamos ao Premisso.

Premisso era uma espécie de correio. Mas não para a cidade ou outros lugares, era um correio que somente mandava coisas ao Instituto. Cartas de pais, dinheiro, presentes e como no caso dos dois jovens, as compras do material escolar direto aos seus dormitórios.

- Então, acho que vou embora. Te vejo no colégio? – Amity havia adorado aquele dia, ainda era cedo, deveriam ser umas 5h da tarde.

— Quer ir no Café Greg Express? Você é nova na cidade então seria uma boa.

— Ah jura? Vamos

Quem não conhece o Greg, sempre atrás do balcão do Greg Express? Um homem alto e entroncado, de expressão simpática que atende à todos com um sorriso e parece nunca esquecer o nome de ninguém. Sua esposa Sally, o completo oposto ao marido, sempre de expressão fechada, é a garçonete. Greg Express é o melhor, e único, café de Syed. Os jovens adentraram a loja, Amity olhava tudo boquiaberta. Aquele era o lugar mais famoso da cidade. O pub mais badalado, pelo que seu pai lhe dissera.

Ela olhou pro lado meio insegura. Tinham poucos humanos, mas se sentia insegura por algum motivo. Eles pareciam encará-la. Os dois se dirigiram ao balcão onde Greg estava.

— Greg!

— Salvetion, deixa-me adivinhar. Um pedaço de torta de morando e chá gelado. E para sua amiga?

— Que? Eu? Bem... é...

— De a torta do dia a ela, ela vai gostar. Você bebe café?

— Claro. – Ela nem sabia o que era café.

33rons Greg?

— 33 a sua torta mais o chá, e o da moça fica por conta da casa.

— Eu pago o dele.

Salvetion virou para trás vendo quem havia falado aquilo. Era Diego, um jovem alto e forte. Cabelos brancos levemente azulados e uma barba em seu maxilar de fios negros faziam seu rosto ficar com uma expressão mais machista. Seus olhos mel expressavam uma calmaria e gentileza. Sua pele era branca, quase um papel de tão branco.

— Não se assuste, sou novo na cidade. – ele se aproximou do garoto e lhe tocou o rosto com suas mãos quase frias. – Eu pagarei pra você, você já gastou muito dinheiro hoje nas compras de materiais. Ah, que rude que eu sou. Diego, Diego Michalis.

— Sal-sal-salvetion. – ele sentia a mão que ele tocava o rosto. – Como você sabe que comprei materiais?

— Prazer Sal Sal Salvetion, mas já te conhecia. Pelo visto você não se lembra de mim certo? Que coisa feia. – ele retirou a mão do rosto do garoto. – Passamos tanto tempo juntos.

— Já nos conhecemos? Ah eu não... desculpa.

— Calma. Tudo bem. Faz muito tempo, você não iria se lembrar mesmo. Gregory, aqui os rons pela torta. Agora Salvetion eu preciso ir, tenho uns assuntos a resolver.

Ele pagou pela torta do garoto e foi embora.

— Você parece ser bem popular aqui na cidade. – Amity o olhava admirada pelos muitos amigos que ele possuía.

— Serio? Nem eu sabia que eu era.

...

Os dois estavam sentados na mesa olhando suas tortas. Amity olhou seu café e o encarou, experimentou um gole e fechou a cara com nojo. Salvetion riu e apontou pra um sache de açúcar. Ela abriu e colocou seu dedo. Os pequeninos grãos de açúcar que ficaram grudados em seu indicador sentiram o toque de sua língua. Ela simplesmente amou aquilo, no mundo demoníaco não havia nada com um sabor igual aquele.

— Amity?

— SIM? Isso é uma delicia. – seus olhos estavam arregalados enquanto ela comia o sache.

— Sim é, mas você não vai por no café?

A garota colocou tudo o que restava no sache dentro do café, misturou e experimentou. Colocou mais quatro saches no café. E o café ainda estava ruim pra ela, quando mais doce melhor seria. Chegou a hora da torta, pegou o garfo e partiu a torta em uma fatia pequena, pegou com o garfo e levou a boca. A maciez da torta e o doce derretiam em sua boca. Ela amava aquilo.

Salvetion comia sua torta bem devagar, seus pensamentos estavam perdidos em Altaire e Diego. Ele nem conhecia os dois, mas os dois não saiam de seus pensamentos. Diego falou que os se conheciam, mas Salvetion nunca ouvira esse nome antes. Altaire, os dois nunca se viram mas o jovem o conhecia. Os dois estavam presos em sua mente, seus nomes e rostos rondavam sua cabeça.

— Salvetion

— Sim, o que foi?

— Eu posso comer a sua torta? – As bochechas dela estavam inchadas, ela ainda tinha a outra torta na boca.

— Claro – ele respondeu rindo.

...

— Nos vemos amanha no instituto? – Amity havia adorado conhecer Salvetion.

— Claro. Amigos? – ele estendeu sua mão

Os olhos de Amity arregalaram. Ela tinha medo.Seu pai já havia lhe alertado:

“Existe um cumprimento humano, Amity. Algo que pode ou não te ferir, mas que não o faz na maioria das vezes. Enfim, jamais faça-o com Sath Anic, o diretor da escola, se ele estiver sem luvas. Acho que hoje em dia ele as usa quase direto. Alguns humanos possuem protos, esses protos queimam ao entrar em contado com um demônio ou vampiro.”

Sem hesitar, apertou a mão do garoto, olhando-o nos olhos e exclamou. – Amigos!

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O dia seguinte finalmente chegou...

— Ah, só mais um pouco. – Dizia uma mulher de grandes coxas e seios.

— Não, Diah, os alunos já chegaram. – Os cabelos de Sath estavam desalinhados.

— Que se danem eles, eu preciso me satisfazer. – Cabelos castanhos e longos, olhos castanhos e uma boca carnuda que se destacava na pele morena pecaminosa da diretora Diah.

— Diah, eu prometo que farei o que você quiser, mas eu não agüento três seguidas. – Sath, um homem forte e de aparência bem máscula era o outro diretor do Instituto.

— Ta bom... Mas – ela pegou na virilha do diretor por cima da calça. – Tem uma outra coisa que sei fazer que me satisfaz. – sua língua passava em seus lábios.

— Ta com as algemas?

— Sempre

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Salvetion admirava o monumento, o Instituto era um castelo que se localizava em uma pequena ilha perto de Syed. Eram apenas três barcos, três grandes barcos. Haviam muitos estudantes.

SALVETION!

— Amity

Os dois se abraçaram e ficaram conversando a viagem inteira. Os barcos pararam e dos mesmos, pontes surgiram ate o chão. Ao entrar no castelo tiveram que subir uma pequena escadaria ate o salão principal. O castelo inteiro era feito de pedras, bem, era o que você via por fora. Por dentro o teto era vermelho e as paredes tinham uma cor branca azulada brilhante. Eram tantos alunos que eles nem cabiam ali. Salvetion olhou para o lado e se assustou ao ver Altaire que o olhava.

— Altaire. – Salvetion batia no pescoço do mais velho

— Salvetion, o que achou da viagem?

— Ah foi boa.

— Sal-ve-ti-on – Diego chegou por trás soletrando seu nome e lhe mordeu de leve a orelha fazendo Salvetion soltar um gemido.

Diego o abraçou, ele era mais alto que Altaire, a cabeça de Salvetion batia em seu peitoral. Altaire olhava aquilo e podia se perceber uma expressão de raiva em seu rosto. O jovem se soltou do mais velho e ficou parado. Os diretores estavam atrasados.

Diah chegou correndo seminua e descabelada onde os alunos estavam. Parou e olhou os alunos. Seus olhos arregalaram e ela voltou correndo por onde havia vindo. Os alunos não sabiam se riam ou fofocavam. Só os novatos, os outros já estavam acostumados com as estripulias da diretora. Quando pararam de cochichar e rir o silencio voltou, os alunos ouviam as vozes baixas dos diretores. Sath parecia estar brigando com Diah que se desculpava.

O diretor chegou junto com a diretora, os dois estavam arrumados como se nada tivesse ocorrido. No caso de Diah isso significava tomara que caia, bota e mini saia. Como seu ditado diz: Se a galinha é boa o pinto cresce.

Os dois sentaram em suas cadeiras e olharam fixamente na mesma direção. As luzes do instituto perderam um pouco de sua força deixando o ambiente mais escuro. Os dois estavam fazendo uma encenação completamente falsa.

Do mesmo lugar onde os diretores haviam saído veio um aluno do terceiro ano que se ajoelhou no meio da sala. Uma luz vermelha surgiu do lado do rapaz. – Apresentação de poderes – Explicava Altair ao jovem. Enquanto aquela luz de fogo crepitava ao lado do garoto, uma garota um pouco mais nova se aproximou. Flechas negras surgiram atrás do seu corpo. Todas voaram em direção ao garoto que estava ajoelhado. A luz se expandiu e engoliu todas as flechas.

Duas garotas que aparentavam serem gêmeas se juntaram a apresentação. De suas mãos saiam luzes azuis que pareciam chamas. Chamas azuladas que iluminavam todo o salão. Os dois alunos se apresentavam fazendo varias luzes como se estivessem lutando. Os mesmos correram um contra o outro e quando se encontraram um forte clarão iluminou todo o salão.

Quando a luz se abaixou podia-se ver o garoto segurando-a em seus braços como se fossem dois namorados. E atrás deles havia uma serpente negra e uma borboleta de fogo, os animais que eram o símbolo do colégio.

Todos os alunos aplaudiram entusiasmados com a apresentação. Aquilo dava um pouco de medo em Amity, muitos humanos com poderes. Mas por onde ela olhava, ela via que também haviam demônios no colégio e aquilo a acalmava. Salvetion estava adorando, queria um dia ser capaz de fazer aquilo mesmo seus poderes não permitindo. Seus poderes não eram visíveis.

— Sejam bem vindos ao Instituto Fromreu. – Sath Anic como sempre adquiria a palavra.

— Vocês estudarão aqui durante um ano inteiro, na verdade dez meses, porque vocês terão dois sem aula, mas do mesmo jeito é um ano. – Formalidade e seriedade nunca foram o foco da diretora, na verdade ela era completamente o oposto do diretor. – De qualquer maneira sejam bem vindos.

— Fico feliz em ter tantos rostos conhecidos conosco esse ano. E triste em perder os alunos do terceiro passado. Faremos de tudo para fazer vocês atingirem seus pontos extremos no controle de seus poderes, como o falecido Anakin Fromreu fazia quando era diretor. De qualquer forma, os estudantes do terceiro ano levarão vocês aos dormitórios. Amanha cedo o ano letivo de vocês começa. Boa sorte e estudem.

...

De paredes beges e teto vermelho escuro, os dormitórios masculinos de todos as séries são exatamente iguais. As camas são simples e aconchegantes, e existe um baú ao pé de cada uma delas, por que sempre existe algo a ser guardado fora da mala. A cada aluno novo que chega ao Instituto, uma nova cama é adicionada, sem que o quarto fique menos espaçoso ou que alguém veja a nova cama sendo posta no quarto. Um dos mistérios do instituto.

Tanto Salvetion quando Altaire e Diego, ambos eram do primeiro ano. Salvetion estava cansado e foi apenas deitar na cama que adormecera. Os outros jovens se entreolharam e foram dormir.

Amanha começa o ano letivo.

Notas finais
Deixem Rews falando oq acharam please???
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