Saint Seiya - Águia Dourada
45 Águia Dourada
Notas iniciais
O salão tremia sob cada golpe.
Prometheus avançava como uma força inevitável. O cetro cortava o ar, símbolos flamejantes explodiam no caminho de Marin. Cada defesa era um esforço sobre-humano. Sua armadura estava em frangalhos: só o ombro esquerdo e parte do peitoral ainda resistiam.
Prometheus ergueu o cetro.
— Verbo Silenciado!
A onda rubra atingiu Marin. Som, visão, calor… tudo desapareceu. O mundo virou um vazio.
(“Não… não posso… cair… agora…”)
Prometheus se aproximou, cada passo ecoando como um martelo.
— É inútil, Águia. A chama de Héstia se apagou. O tempo dos humanos acabou.
Marin tentou erguer o braço, mas o corpo não respondeu.
— Talvez… para você… — ela falou com esforço, quase num sussurro — …mas para mim, enquanto houver um só humano capaz de se levantar, o tempo deles continua.
O Titã girou o cetro, pronto para o golpe final.
Escuridão.
No meio do vazio, uma luz suave brilhou. Marin sentiu um cosmo ardente, puro.
(“Athena…”)
A sensação percorreu seu corpo, lembrando-a de quem era.
(“Sou uma amazona de Athena. Luto pela justiça, não pela vitória. Luto… para que os outros possam viver.”)
Então, algo brilhou dentro do peito dela. Uma chama dourada, discreta, pulsando.
(“Zeus…”)
Ela não entendia, mas sentia que aquilo sempre esteve ali, como uma promessa silenciosa.
Por fim, algo tocou seu rosto. Leve, quase imperceptível.
Uma pena.
Mesmo sob a máscara, Marin sentiu o toque.
*(“Irmão…”)
(“Você está comigo. Sempre esteve.”)
O mundo voltou.
O cosmo de Marin explodiu, elevando-se além de qualquer limite. Chamas douradas se ergueram como asas abertas, preenchendo o salão.
Fragmentos de luz formaram-se ao redor dela. A armadura prateada da Águia se reconfigurou, placas douradas moldando-se sobre seu corpo.
O elmo assumiu formato afiado, as ombreiras ergueram-se. As asas douradas abriram-se com força.
A Armadura Dourada de Águia despertara.
Prometheus recuou um passo, surpreso.
— Zeus… Ele realmente…
Marin abriu as asas, a voz firme e carregada de propósito.
— Não é por Zeus. Não é por Athena. É pelos humanos… que você julgou incapazes. Pelos que morreram lutando, e pelos que ainda acreditam.
Ela avançou, tão rápida que o ar pareceu sumir.
— Meteoro Dourado da Águia!
Prometheus ergueu o cetro para bloquear, mas o impacto fez colunas ruírem. O chão tremeu.
O Titã recuou, sentindo o peso pela primeira vez.
— Impressionante. Talvez eu tenha…
Marin pousou diante dele, as asas abertas.
— Ainda há tempo, Prometheus. Deixe seu orgulho. Veja o que eles fizeram… Jasão, Hesíodo, Ésquilo, Goethe… Eles foram derrotados, mas o fogo deles acendeu outros.
Prometheus manteve o silêncio por um momento, os olhos fixos nela.
— Talvez…
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A Armadura de ouro de águia
A Armadura Dourada de Águia é uma versão divina da armadura prateada original de Marin, mantendo seu formato elegante e aerodinâmico, mas elevada à essência de um dom olímpico. Agora inteiramente dourada, suas asas são maiores e mais detalhadas, com plumas metálicas que irradiam luz como relâmpagos silenciosos.
A nova armadura dourada foi criada com um propósito sagrado: Nos tempos antigos, Zeus presenteou Atena com a Armadura de Águia, imbuindo-a com um dom especial: em momentos de verdadeiro confronto contra Prometheus, ela brilharia em ouro, revelando seu verdadeiro poder.
Marin não a despertou por força ou acaso, mas porque chegou a hora. Diante da ameaça de Prometheus, o cosmo de Marin se alinhou ao destino traçado pelos deuses. A armadura reagiu ao chamado da profecia — e se transfigurou em ouro puro, como previsto desde os tempos do Olimpo.
Isso torna a armadura de prata de águia uma armadura especial dentre as 88 constelações, possuindo propriedades especiais ou mitologia própria, como na armadura de Taça ou Ofiúco.
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