Saint Seiya Omega- O Mito dos Cavaleiros Lendários
2 A Investida de Marte
Notas iniciais
O guerreiro marciano surgiu de repente. Sua chegada, junto com as tropas, gerou uma névoa de poeira e depois se dissipou.
Era um sujeito estranho. Cabelo médio cor de palha, jogado para trás devido ao elmo. Tinha olhos castanho-avermelhado, e uma cara de quem estava pronto para desafiar o primeiro que aparecesse. Sua armadura, preta e vermelha, tinha um nível de proteção parecido com as Armaduras de Ouro.
–Maldito! Quem é você?- perguntou Seiya
–Ora, ora, ora. Se não é o Seiya de Pégaso. Ou devo dizer... Sagitário? Eu sou Igor, um Alto Marciano, que veste a Galáxia de Manticora! E eu irei derrotá-lo!
–Isso jamais!-retrucou Seiya.
–Tropas, atacar! Ordenou Igor.
Os Marcianos atacaram com toda a força. Os outros cavaleiros presentes detiveram as tropas, enquanto que Igor se dirigiu a Seiya. Os dois se afastaram, enquanto Seiya foi digladiar com o Marciano.
Ambos se analisaram friamente por uns segundos. Seiya havia notado que a proteção daquela vestimenta era praticamente no corpo inteiro, e parecia ser bem resistente. A cara de psicopata dele deixava Seiya intrigado.
–O que foi? Está impressionado?
–Nunca vi um oponente como você. Vamos começar?
Os dois partiram para o ataque. Com rápidos movimentos, Os dois começaram uma intensa batalha de golpes físicos. Ambos trocaram socos e, quando Igor abriu uma pequena brecha, Seiya desferiu um gancho que acertou Igor. Ele tentou partir para um segundo golpe, mas Igor rapidamente se recuperou. Ele levantou uma das mãos e gritou:
–Ferrão da Manticora!
Inúmeros projéteis parecidas com adagas de cosmo foram em direção a Seiya. Foi tão repentino que ele teve que usar sua velocidade para poder desviar. Foi então que ele ouviu:
–Esqueceu-se de um. -disse Igor
Rapidamente, Seiya olhou para trás e tentou desviar, mas o ataque o pegou nas costas. Ele sentia uma dor insuportável, mas se levantou.
–Estou impressionado. Nunca vi alguém se levantar depois do Ferrão do Manticore. Só poderia ser um Cavaleiro de Ouro.- disse Igor.
–Ainda é cedo pra se impressionar. –respondeu Seiya
O Cavaleiro de Ouro avançou com velocidade. Em seguida, deu um soco no estômago do adversário. Afastando-se um pouco, Seiya posicionou seu punho. Uma aura de cosmo dourado encheu o corpo do cavaleiro. Ele moveu as mãos treze vezes, o número de estrelas da constelação de Pégaso. Quando Seiya ergueu seu punho para frente, ele gritou:
–Meteoro de Pégaso!
Os cem socos por segundo atingiram Igor com intensidade. O Marciano voou longe, e colidiu com uma grande rocha ali presente. A rocha quebrou e afundou com o impacto. Igor caiu no chão. Contudo, ele se levantou.
–Esse é o famoso Meteoro de Pégaso? AINDA NÃO É O SUFICIENTE PARA ME PARAR!- gritou Igor.
Igor levou suas mãos para trás, e seu cosmo vermelho e maligno se elevou. Ele as levou para frente e uma energia cósmica se acumulou.
–Morra Sagitário! RUGIDO DA MANTICORA!
Uma enorme energia foi liberada e Seiya sentiu uma onda energética e sonora o atingirem. Ele tentou lutar contra o impacto da técnica, mas foi jogado logo em seguida. Ele estava atordoado com aquela situação. Como alguém sobreviveria ao Meteoro de Pégaso?
–Estou impressionado. Nunca vi alguém se levantar depois de um golpe desses. — disse Seiya.
–Estou vendo que ainda não me impressionei. Eu sempre gostei de lutar contra oponentes fortes. Por isso, o mestre Marte viu meu potencial e me acolheu como um de seus Altos Marcianos. E me deu esta Galáxia de Manticora, tão resistente quanto as Armaduras de Ouro!
–Admito que eu não esperava um adversário como você. Eu diria que você é alguém peculiar.
–Chega de falar... Vamos lutar.
Os dois posicionaram-se em batalha. Igor avançou novamente, mas com movimentos extremamente rápidos. Pelo menos aos olhos comuns. Seiya via cada movimento dele, mesmo naquela velocidade. Seria consequência do Sétimo Sentido despertado permanentemente? Quando Igor tentou um gancho de direita, Seiya viu a brecha e o chutou no meio do peito, deixando Igor quase sem ar. Ele cambaleou para trás, e respirando com dificuldade, ele perguntou:
–Como... Você... Viu... Uma brecha?- perguntou Igor, se esforçando para levantar.
–Um cavaleiro de ouro move-se na velocidade da luz. Aos meus olhos, você se move em câmera lenta. — respondeu Seiya.
–Impossível... Eu sou o mais rápido dos Altos Marcianos! Como você viu os meus golpes?!
–Pra mim, você parecia estar se movendo lentamente. — responde Seita, com um sorriso de lado.
–Engraçadinho... Vou tirar esse sorriso tosco da sua cara!
Igor avançou com toda a fúria, mas não adiantou. Seiya desviou do golpe com tamanha precisão que Igor chegou a ficar surpreso. Seiya, então, deu um gancho de esquerda, e, enquanto o inimigo estava no ar, ele desferiu um soco na barriga do Marciano, que o jogou em direção ao chão. Porém, Igor, extremamente irritado, se levantou e começou a elevar seu cosmo.
–Agora já chega... Eu irei derrotá-lo com minha técnica mais poderosa! Prepare-se!
–Será mesmo?
Seiya movimentou novamente as mãos na posição do Meteoro. Porém, Igor o interrompeu:
–Sabe muito bem que essa técnica não vai funcionar comigo!
–Está enganado.
–Como?!
–Naquela hora, achei que meu poder estava no máximo. Foi quando percebi seus movimentos de forma rápida, que notei que meu cosmo precisava de algo. A prova de que sou um cavaleiro de ouro.
–E o que seria?
–O Sétimo Sentido... Despertado total e permanentemente!
–O QUÊ?!
–Exatamente. Agora que despertei esse poder, eu vou acabar com você!
Seiya continuou a movimentar as mãos. Igor bateu os punhos e uma aura elétrica se formou. Os dois concentraram seus ataques e se prepararam. Seiya levou seu punho a frente e Igor disparou a rajada de energia vermelha com as duas mãos para frente.
–ASCENSÃO DA MANTICORA!
Seiya, de prontidão, rebateu:
–METEORO DE PÉGASO!
Os dois ataques se chocaram, dando uma onda de impacto. O local ficou iluminado com as energias azul e vermelha. Porém, o Meteoro de Seiya parecia estar levando vantagem, empurrando e dissipando a Ascensão da Manticora.
–I- Impossível! Essa é a minha técnica mais poderosa! Como estou perdendo?!
Foi então que o Meteoro dissipou a técnica do Marciano e o atingiu. Inúmeros golpes o atingiram em velocidade impressionante e em um impacto muito maior que o primeiro. Em seguida, o meteoro tomou aspecto de espiral, como se fosse um único golpe. Seiya tinha formado um pequeno Big Bang, e o ataque concluiu-se com um impacto muito maior que o primeiro e destruindo a Galáxia que Igor vestia. O guerreiro foi jogado para longe, e estava completamente acabado.
–Impossível... A minha Galáxia... Foi... Destruída... Mas... Eu gostei de enfrenta-lo... Seiya...
Igor arranca uma pequena joia do pescoço de sua vestimenta, e a joga para o alto, e esta começa a flutuar.
–Vá... Até... O mestre... Marte...
E finalmente, o guerreiro cai morto. A pequena joia voa rapidamente e desaparece. Os outros companheiros de Seiya vieram cumprimentá-lo.
–Seiya! Você está bem?- perguntou Shiryu.
–Sim, eu estou.
–Esse Meteoro foi muito forte. – disse Hyoga.
–Ainda parece com o antigo... Mas... Tem algo diferente nele.
“Não notou Seiya?” pensou Hyoga. “O seu Meteoro de Pégaso de agora foi mil vezes mais rápido do que o antigo. Se antes ele se movia na velocidade do som, agora ele se move na velocidade da luz. Sem contar que você gerou um pequeno Big Bang, coisa que você só conseguiu fazer contra Aldebaran de Touro”.
–Vamos pessoal. Devemos relatar a batalha á Atena.
Antes de avançarem, Ikki foi em direção á Seiya. O cavaleiro o abordou e disse:
–Não pense que você é superior a nós. Somos todos companheiros, no mesmo nível.
–Não me diga o que eu não sei, Ikki. Também não gosto de dar ordens, até porque, vocês são meus companheiros desde muito tempo.
Então os cavaleiros dirigiram-se á escadaria, que levava ao Templo de Atena, para relatar a batalha.
Norte da Alemanha.
O castelo do mortal conhecido como Ludwig era digno de um nobre. Era ali que ele, sua antiga esposa Miisha e sua filha mais velha Sonia viviam. Mas a morte de Miisha levou Ludwig a querer levar o mundo á paz, e consequentemente o despertar de Marte.
Na câmara central, ele observava um orbe que mostrava exatamente o Santuário. Ao lado direito de seu trono, estava uma mulher de vestido preto, com um manto roxo sob os ombros, com vários colares no pescoço. Tinha um anel em forma de serpente na mão esquerda. Seus cabelos eram longos e verdes, e seus olhos eram lilás. Ela usava sombra e batom roxo escuro. Ela suspirou e disse:
–Pelo visto, Igor foi derrotado.- disse Medeia.
–Não é à toa. Seiya foi um cavaleiro de bronze muito forte. Enfrentou o temido Hades, e escapou da morte. Agora, eu sinto que ele está no auge de seu poder.- disse Marte, esboçando um sorriso maligno.
–Desculpe interromper, mestre Marte.- disse um soldado.- Mas este orbe de observação chegou. Parece ser do Igor.
–Certo. Me entregue.- ordenou Marte.
O soldado entregou o orbe para Marte e saiu em seguida. Medeia se curvou para Marte em sinal de respeito.
–Vou verificar o movimento das estrelas.
–Certe, vá.- disse Marte.
A feiticeira se dirigia ao templo principal, construído á parte do castelo. Até que ela é abordada por uma misteriosa figura na escuridão.
–Ora, veja só. Se não é a minha querida Medeia.
O homem sai das sombras e se revela. Ele vestia uma blusa verde musgo de algodão, e calças de nylon beges. Usava um cachecol negro no pescoço e usava botas que iam até parte da coxa. Tinha pele clara, cabelos curtos loiros e olhos azuis.
–Meu irmão, Amor.
–Vai para o Templo ver as estrelas?
–Sim.
–Ultimamente tenho notado uma presença estranha naquele lugar. Irei com você para garantir que nada aconteça.
–Por mim, tudo bem.
Os dois seguiram para o templo principal, que na verdade derivava de uma antiga caverna. Diferente dos templos gregos, este não apresentava os pilares estilizados. Sua entrada apresentava uma cabeça de uma górgona virada de ponta cabeça. Era bem grande, e havia inúmeras pontes de pedra que ligavam a um caminho único, feito de mármore. No final, havia um altar, com pedras pontiagudas juntas e uma esfera verde flamejante. Medeia e Amor se dirigiram ao altar, aonde Medeia levantou as mãos e uma abóboda celeste se abriu, mostrando as estrelas.
–Não há nada de novo. A rota do destino se mantém intacta, por hora.
Sem ela notar, Amor sentiu uma presença se formando. Ele ficou na frente de Medeia, em posição de ataque.
–Medeia, para trás! Tem algo se aproximando.
Uma onda de trevas se formou e tomou forma. Era um ser indefinido, feito das mais puras trevas. Tinha cabelos prateados esvoaçantes, e seus olhos pareciam duas estrelas brilhantes. Era alado e emanava uma aura maligna e divina. Amor recuou diante de tal presença.
–És Medeia, a feiticeira de Marte? – Perguntou a misteriosa figura.
–Eu mesma. Quem é você?
–Eu sou o deus das trevas, Apsu. E necessito de você para meu objetivo.
–Por que a mim?
–Você e vosso irmão nasceram com os cosmos mais sombrios que já presenciei. Usarei este poder a meu favor. Eu desejo mergulhar este mundo falho e corrupto nas silenciosas trevas para sempre. Mas meu corpo não está em condições de batalha e preciso me recuperar.
–O que quer que eu faça?- perguntou Medeia.
–Deixe que Marte envie seus asseclas e permita que ele confronte diretamente Atena e seus cavaleiros. Quando isso acontecer, deverás me invocar das profundezas do espaço.
–Espera aí. Porque você mesmo não os confronta?- Perguntou Amor.
–Estou muito enfraquecido. Não posso lutar por enquanto.
–E então, Medeia?- perguntou Amor.
–Certo. Eu o farei.- ela respondeu.
–Conto com você.– A figura misteriosa desapareceu.
Medeia sabia que a aparição de Apsu mudaria os rumos da batalha. E logo, os do futuro também.
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