Kanon está caminhando pelo Cabo Sunion, ele esta usando a escama de Dragão Marinho e segurando o Tridente de Poseidon. Logo ele entra nas ruínas do antigo templo de Poseidon.

— Construirei um templo em minha homenagem bem aqui… Eu vou me tornar o deus da terra e do mar. Vou governar tudo e a todos! Heheahaheaha — Nesse momento ele escuta uma voz ao longe pedindo por socorro.

— Tirem-me daqui! A água está subindo!

— De onde está vindo esta voz!?

— Tirem-me daqui! A água está subindo!

— N-não pode ser… será que tem alguém preso lá embaixo? Mas quem pode ser?

Kanon desce o penhasco e vai até a cela que um dia ficou preso.

— Tirem-me daqui! A água está subindo! — Gritava uma sombra agarrada nas grades da cela.

— Essa voz… não pode ser… — Pensou Kanon se aproximando, quando ele estava diante da cela, ele vê um corpo putrefato usando a armadura de Gêmeos que estava aos pedaços. — N-não, não pode ser… Saga!?

— Kanon, você finalmente veio se juntar a mim, irmão?

— D-do que você está falando!?

— Você pode achar que enganou Poseidon, mas está enganado! O seu pecado jamais será perdoado! agora mesmo a fúria dos deuses está caindo sobre o seu corpo, assim como recaiu sobre o meu!

Nesse momento os olhos de Saga saltam pra fora das órbitas, o Tridente começa a derreter, ele larga o Tridente, suas mãos começam a formigar intensamente e logo depois elas começam a apodrecer, Kanon se desespera e começa a gritar. Rapidamente todo o seu corpo começa a apodrecer e sua escama a se quebrar.

— O-o que? O que aconteceu? — Perguntou Kanon arfando e confuso.

— Esta última parte foi só um bônus do meu Golpe Fantasma de Fênix… mas agora está tudo esclarecido. Saga também tentou algo parecido, mas ambos fracassaram.

— Cale a boca seu maldito. — Gritou Kanon partindo pra cima de Ikki, no entanto o bronzeado facilmente desviou da investida.

— Eu disse que o meu golpe afetava a mente e o sistema nervoso. Você foi parcialmente afetado…

— Maldição! Durante treze anos eu esperei por esse momento! Atena nunca foi uma ameaça! Graças a traição de Saga que culminou na batalha das doze casas onde os cavaleiros de ouro foram reduzidos a metade! Com isso tinha certeza que o poder dos cavaleiros tinha acabado! Realmente achei que conseguiria usar Poseidon para conquistar a terra ! Quem poderia imaginar que um milagre aconteceria novamente e simples cavaleiros de bronze conseguiriam chegar longe!

— Nada disso estava em seus planos, não é? Você errou em menosprezar a nossa força…

— É verdade, mas você também cometeu um grave erro…

— Como é!?

— Seu Golpe Fantasma deveria ter acabado comigo, mas você preferiu amenizar os danos… Perdeu a única chance de me vencer! Não vou permitir que moleques como vocês arruinem os meus planos! Vou acabar com você agora mesmo!

— Não fale bobagens! — Bradou Ikki partindo para cima de Kanon com uma sequência de socos, conseguindo derrubar o Marina facilmente.

— Maldição! Eu vou… — Nesse instante Kanon arregala os olhos. — Não pode ser! Tem um rato indo perturbar Poseidon!

— Do que você está com medo?

— Você não entende… enquanto Poseidon estiver dormente dentro de Julian ele ainda pode ser controlado, mas se ele for desperto, o seu verdadeiro poder de é aterrorizante!


[Templo Principal]

— Se eu conseguir derrotar o receptáculo de Poseidon, posso acabar com essa guerra e quando os dois pilares restantes forem derrubados poderemos salvar Atena! — Pensava Shina enquanto corria pelos corredores do templo.

O templo era grande e Shina estava meio perdida, ela enfrentou alguns poucos soldados que faziam a guarda do templo. Depois de algum tempo ela começa a sentir uma presença poderosa que nem a de Saori, mas essa era extremamente opressora, ela decide seguir essa presença, e rapidamente achou os portões do salão principal onde Julian estava.

— Essa deve ser a sala do trono de Poseidon! Deus ou não, ele não possui qualquer treinamento em combate! Eu mesma vou derrotá-lo! — Disse ela abrindo os portões.

Ela vê Julian sentado em seu trono com os seus dois sacerdotes, um de cada lado, ela vai caminhando pelo salão.

— Você tem muita ousadia em vir aqui amazona ou isso seria desespero? — Questionou Plínio.

— Vamos, quem você pensa que é? Ajoelhe-se diante do Deus dos Mares! — Bradou Apolodoro.

Shina ignorou os dois sacerdotes pois ficou pasma com o cosmo que agora emanava de Julian.

— Que cosmo gigantesco… a única vez que senti algo parecido foi com o cosmo de Atena!

— Quem é você? Responda-me! — Disse Poseidon e a sua voz soou como um trovão e ecoou pelo salão fazendo a máscara de Shina se quebrar.

— O poder que emana dele vai muito além de um ser humano! Será que ele virou mesmo um deus!? — Pensou Shina aterrorizada.

— Presumo que você seja um dos cavaleiros que invadiram meu templo submarino para resgatar Atena, não é?

— Is-isso mesmo.

— Não perca seu tempo, nesse exato momento a câmara onde Atena está presa já está completamente inundada. — Disse Plínio.

— Esta batalha já foi decidida, o Senhor Poseidon é o vencedor! — Falou Apolodoro.

— Nã-não pode ser!

— Em pouco tempo a vida de Atena cessará, não há mais nada que vocês possam fazer. — Falou Plínio.

— Eu não vou permitir que isso aconteça! Eu vou tomar a cabeça de Poseidon! — Gritou Shina correndo na direção de Julian.

— Tola, ousa enfrentar um deus como eu? — Os olhos de Julian brilharam e Shina parou de correr e ficou imóvel.

— Urgh… não consigo me mover… estou paralisada…

— Na nova era que está por vir não há lugar pra gente da sua laia! Mas eu sou benevolente, se você se retirar agora irei permitir que veja o amanhecer de um novo tempo.

— Eu cheguei até aqui! Não posso voltar até que tenha acertado ao menos um golpe!

Os olhos de Julian brilharam ainda mais forte e esse brilho iluminou todo salão, em seguida Shina caiu de joelhos.

— O-o que aconteceu… toda minha força está sendo sugada… não, não foi apenas minha força, é como se toda a minha vida também tivesse sido sugada… então este é o poder de um deus? — Shina desmaia em seguida.

— O que devemos fazer com ela, meu senhor? — Perguntou Plínio.

— Prenda-a em uma das celas! Depois ela será devidamente julgada pelos seus crimes.

— Sim, meu senhor. Vou chamar os guardas. — Disse Plínio retirando-se.

— O que faremos com os cavaleiros restantes, aqueles que sobreviveram, imperador dos mares? — Perguntou Apolodoro.

— Não se preocupe, eu mesmo os punirei. Eles vão receber o castigo divino.


[De volta ao Pilar do Atlântico Norte]

— O cosmo que eu senti no Templo de Poseidon acabou de ser extinto. Provavelmente foi o próprio Poseidon que exterminou o rato… — Sorriu Kanon, com um sorriso amarelo.

— Não se iluda Kanon, seu plano não irá se concretizar.

— Maldito Fenix! Eu vou acabar com a sua vida! — Gritou Kanon indo pra cima de Ikki.

No entanto, todos os golpes de Kanon foram bloqueados por Ikki que revidou com seu Ave Fênix! Kanon estendeu as duas mãos para conter o golpe, mas foi sobrepujado pela técnica de Ikki que rachou o peitoral e as ombreiras da escama de Dragão Marinho e o Marina foi jogado violentamente pra longe.

Ele saiu rolando pelo chão por vários metros e quando finalmente parou não conseguia se levantar.

— Ikki! Ikki! — Gritou Kiki acenando para o bronzeado.

— Bem na hora! Me dê a urna de Libra!

— Fênix… o que pretende? A caso, vai vestir a armadura de ouro?

— Não, mas ela vai me emprestar o seu poder. — Disse Ikki abrindo a urna de ouro, o cosmo dourado envolve o bronzeado e dessa vez o escudo se desprende e voou em direção a Ikki que estende as mãos para pegá-lo.

Ikki sente o peso do escudo, mas consegue segurá-lo sem muitos problemas. — Agora esse pilar vai cair! — Gritou Ikki lançando o escudo contra o pilar que rachou com a força do golpe e desmoronou em seguida. Um grande estrondo ecoou por todo o templo e uma chuva forte começou a cair.

O escudo voltou e Ikki o segurou, ele cambaleou, mas conseguiu se equilibrar e firmar o pé.

— Ikki! Você conseguiu de novo! — Gritou Kiki.

Mii conta a Ikki sobre o que Isaac tinha revelado e Ikki conta o que descobriu.

— O que vamos fazer com ele? Ele é o culpado de tudo! — Perguntou Mii.

— Deixe-o aí por enquanto! Ele foi completamente derrotado. além do mais ainda precisamos salvar Atena! Vocês devem ir destruir o último pilar e eu vou ao encontro de Poseidon, mas antes preciso conversar mais um pouco com Kanon, talvez ainda exista uma chance de derrotar Poseidon! Vamos, se apressem.


[Pilar do Atlântico Sul]

Nesse momento o estrondo do Pilar do Atlântico Norte caindo, ecoou e uma forte chuva começou.

— O Atlântico Norte…. Não é possível… — Falou Sorento incrédulo.

— Agora só falta um pilar! — Disse Seiya.

— Veja, essa batalha já não precisa mais acontecer… — Disse Hyoga.

— Você está errado. Mesmo que existisse um traidor entre os Marinas, agora já não é mais possível descobrir quem era… No entanto, o meu senhor Poseidon despertou e eu seguirei com a minha missão de proteger este pilar até que a vida de Atena chegue ao fim.

— Mesmo sabendo da verdade, vai insistir em lutar!? — Questionou Seiya.

— Não me entenda mal, mas quem se colocou nessa posição foi a própria Atena. Tudo isso por se opor ao plano de purificação do senhor Poseidon…

— Será mesmo? E se isso também for parte do plano de outra pessoa? — Questionou o Cisne.

— Na-não… isso… isso não é possível… — Respondeu Sorento um pouco hesitante. — E-essa é a vontade do meu senhor Poseidon. Ele deseja criar uma nova era de paz e harmonia, igual na era mitológica. E eu o seguirei fielmente.

— Tsc… e agora o que faremos, Hyoga?

— Como eu disse, você vai direto até Poseidon e eu assumo esta luta. Devemos destruir esse último pilar a todo custo.

— Não vou permitir que vocês incomodem o meu senhor! Se vocês insistirem nisso, eu irei eliminá-los! E dessa vez não haverá ninguém para salvá-los!

— Eu já disse que irei enfrentá-lo. Por isso prepare-se! — Disse Hyoga e a imagem de um majestoso Cisne surgiu, ele abriu suas asas e voou na direção de Sorento.

Hyoga partiu pra cima de Sorento com um sequência de socos, mas o Marina bloqueou todos usando a palma da mão intercalando com a sua flauta. Sorento então contra-atacou com a sua flauta, Hyoga cruzou os braços para se defender, ele conseguiu mas foi jogado pra trás pela força do golpe.

— Hyoga! — Bradou Seiya.

— Sinto muito, mas nenhum dos dois tem condições de me vencer.

— Seiya… o que ainda está fazendo aqui? — Perguntou Hyoga se levantando. — Eu pensei ter dito que iria lutar com ele e destruir o pilar… você precisa seguir em frente e deter Poseidon…

— Não irei permitir! — Disse Sorento levando a sua flauta à boca.

— Seiya, agora! Pó de Diamante!

Hyoga lançou sua técnica contra Sorento que estendeu a mão para bloquear a rajada de ar frio, mas ao bloqueá-la ele foi surpreendido pela intensidade daquele ar frio.

— Seu ar frio é mais intenso do que eu imaginava, no entanto, não irá me derrotar com ele!

— É o que veremos! — Hyoga aumentou o fluxo do seu ar frio e envolveu o Marina, congelando-o completamente. Sorento se tornou um grande bloco de gelo.

— Vamos Seiya, apresse-se e vá ao encontro de Poseidon, esse bloco de gelo só deve segurá-lo por alguns instantes!

— Está bem Hyoga, mas você tem que me seguir depois! — Disse Seiya acenando com a cabeça e partindo rumo ao Templo de Poseidon.

— Eu queria evitar essa luta, mas agora já é tarde… preciso segurá-lo até que os outros cheguem com a urna de libra… — Pensou Hyoga encarando o bloco de gelo que prendia o Marina.

O bloco de gelo que prendia Sorento começou a rachar e rapidamente desmoronou.

— Como eu disse antes, seu ar frio não me afeta, mas se insiste tanto em lutar, lhe mostrarei a minha melodia mortal! — Falou Sorento, no entanto ao tentar levar a sua flauta a boca não conseguiu se mover. — Mas o que está havendo? O que são esses cristais de gelo?

Círculo de Gelo. — Disse Hyoga que estava com o dedo indicador apontado para o Marina. — Não vai conseguir mais se mover livremente.

— Isso não vai funcionar. — Disse Sorento abrindo as asas da sua escama para forçar todos os círculos de gelo que o prendiam.

Sorento começou a romper os círculos de gelo um por um e quando estava finalmente livre levou a sua flauta à boca e começou a soprar sua melodia mortal, a Sinfonia Final da Morte!

Hyoga se apressou e lançou novamente o seu Pó de Diamante, porém o alvo desta vez não era o General Marina, o bronzeado estava lançando seus ataques para o céu.

— Pra onde pensa que está apontando os seus punhos? — Perguntou Sorento através do seu cosmo.

— Eu fiquei no lugar do Seiya pois se você insistisse em lutar, eu seria o mais apto a enfrentá-lo. — Enquanto Hyoga falava os cristais de gelo se espalhavam por todo lugar, até afetando a chuva que estava caindo, fazendo cair granizo.

— Oh, então você acha que pode escapar da minha melodia? Quanta ingenuidade… você já foi afetado por ela e nem percebeu…

— Eu até posso estar ouvindo a sua melodia, mas ela não está me afetando como deveria.

— Como é?

— Eu já sei sobre os efeitos dela sobre o cosmo dos seus oponentes, escutei você explicando ao Seiya.

— Saber sobre minha melodia não é um problema, todos que a escutam tem um único destino, a morte.

— Sua melodia ainda obedece às leis da física… ela se propaga pelo ar, entretanto quanto mais denso e frio o ar, pior é a propagação do som. Então ela não está chegando até mim como deveria.

— Tsc… mesmo que você tenha encontrado um meio de atrasar os efeitos da minha melodia, você ainda sofrerá os efeitos dela! Veremos se você tem uma morte reconfortante ou agonizante.

— Eu não escolho nenhuma das duas! Turbilhão de Gelo! — Hyoga avançou contra Sorento e conseguiu aplicar um gancho no estômago do Marina, em seguida ele liberou um turbilhão de ar congelado contra Sorento que foi jogado diagonalmente pra cima na direção do pilar.

O Marina chocou-se violentamente contra o pilar, a escama de Sirene que havia sido parcialmente congelada se quebrou com a força do impacto e Sorento foi congelado ao pilar.


Notas finais
Mais um capítulo finalmente pronto, espero que gostem. Nós estamos caminhando para o fim do arco de Poseidon, ele foi mais desafiante do que eu imaginava. Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^