Notas iniciais
Pessoal, decidi por umas imagens para fazer tipo uma ligth novel kkk, porém com imagens que tenham alguma coisa do capitulo, espero que gostem e obrigado por estarem acompanhando! Me ajuda muito a continuar! Comentem caso queiram! Boa Leitura

— Vai pagar para ver

A armadura de morcego havia despertado e saído da urna, o brilho que a armadura de cor negra fez ao sair da urna era notável a uma grande distância dali sendo notável por alguns aprendizes de cavaleiros que começavam a se perguntar o que estava acontecendo naquela região. Em um instante a armadura se uniu ao corpo de Kazuya que mesmo estando preste a entrar em batalha, não fazia nenhuma pose de ataque ou defesa, esbanjando confiança

— Vocês não devem fazer isso! Atena acabou de chegar e acha que ela gostaria de ver vocês lutando? – Insistia Marin tentando se colocar entre os dois

— Saia da frente Marin, um novato cavaleiro de bronze não poderia me derrotar, isso vai ser rápido – Disse Shaina se afastando e se preparando para atacar – Quando for derrotado, entendera que nenhum cavaleiro tem o direito de renegar a deusa Atena!

Shaina partiu para cima de Kazuya com uma velocidade enorme característica da amazona, em questões de décimos de segundos ela já estava na frente do cavaleiro se preparando para atingir seu primeiro golpe, ela fecha os punhos e tenta acerta-lo com um soco em sua face, porém a velocidade de Kazuya também era muito rápida e conseguiu bloquear o soco da amazona facilmente com apenas uma das mãos.

Shaina se surpreendeu ao ver a facilidade que seu golpe havia sido defendido, ela então recuou e dessa vez atacou com vários socos simultâneos em direção ao corpo de Kazuya que conseguia se esquivar de todos sem muito esforço.

Alguns aprendizes de alunos começavam a aparecer e estranhavam a figura do cavaleiro de morcego que nunca havia sido visto no santuário, por outro lado eles conheciam bem Shaina e sabiam o quão forte era a amazona de Ofiúco e estavam impressionados com aquele estranho que estava se saindo tão bem naquela luta contra ela.

Os golpes da amazona continuavam, mas seus braços começavam a cansar e Kazuya aproveitou a oportunidade para começar o contra-ataque. Com a velocidade de Shaina diminuindo o cavaleiro aproveitou as brechas e tentou ataca-la com vários socos, agora era ele que estava atacando e Shaina se defendendo. Os golpes não eram apenas rápidos, mas eram fortes e a amazona tentava se defender bloqueando os socos com seus braços. Shaina estava em desvantagem e com um chute rodado, Kazuya acerta o corpo da amazona que voa longe.

— Eu não acredito nisso .... – Disse ela enquanto se levantava ofegante – Muito bem cavaleiro, você teve a sua chance, mas agora eu acabarei com você e farei com que você não se levante mais!

Shaina começou a elevar seu cosmo e sua energia começava a ser notada por todos que estavam ali, sua pose demonstrava que ela estava prestes a utilizar a sua melhor técnica e estava visando terminar o combate naquele momento.

— Shaina! Não é pra tanto, não use essa técnica! – Marin tentava impedi-la inutilmente com suas palavras, mas já era tarde, ela estava decidida a terminar tudo ali naquele ataque

Kazuya estava impressionado com o poder da amazona, se ela conseguisse acerta-lo em cheio ele com certeza ele iria ser derrotado na mesma hora. Ele olhou para todos os lados e notou um grande morro rochoso atrás de si mesmo, ele estava cercado. O cavaleiro deu alguns passos para a frente, fechou os olhos e começou a elevar seu cosmo se preparando para atacar com as presas demoníacas.

Quando o cosmo de Kazuya começava a concentrar na palma de sua mão, Shaina já havia pulado no ar iniciando sua técnica especial.

— Garras de trovão!

Shaina pulou e ergueu sua mão imitando a pose de uma cobra se preparando ao abate, em suas garras afiadas haviam cargas elétricas de 10.000 volts que iam diretamente para a direção de Kazuya, a velocidade era muito superior aos golpes anteriores e não tinha muito o que Kazuya poderia fazer, ele olhou para atrás e se posicionou defensivamente esperando bloquear o ataque com os braços. Shaina acertou e o jogou em direção ao morro que não resistiu e foi abaixo em cima do corpo de Kazuya. A amazona foi ao chão ao acertar o golpe e estava muito cansada, porém satisfeita com o resultado

— Essa não ... – Sussurrou Marin para si mesma sabendo que Kazuya com certeza estava muito ferido

— É isso que dar lutar com a Shaina – Dizia um dos aprendizes que estavam por lá

— Mas até que ele foi bem, fez com que ela utilizasse toda a sua força para derrota-lo— afirmou um de seus colegas

Só espero que ele esteja vivo – dizia outro

Shaina estava cansada e com as pernas bambas, mal conseguia ficar em pé, sua respiração estava ofegante demonstrando que ela tinha utilizado quase toda sua energia no último golpe.

— Não sinto mais seu cosmo, como eu disse, eu não perderia para um novato – Disse ela antes de se apoiar com um dos joelhos no chão para não cair – Mas confesso que nunca achei que ele poderia ser forte assim ....

Shaina estava tão confiante de si que baixou a sua guarda, ela começou a sentir o chão tremer e dele vinha um enorme cosmo energia, o solo aos poucos começava a rachar e uma luz saía de dentro dele. Shaina não podia e nem conseguia acreditar naquilo, Kazuya havia saído do solo com garras afiadas nas mãos similares a de Shaina, aquela era uma de suas técnicas, as presas demoníacas. Kazuya saiu do chão a metros de distância do solo, passando reto por ela.

Por algum motivo o golpe não acertou o corpo da amazona, o que ela não conseguia entender já que ele poderia acerta-la facilmente.

Kazuya desceu ao chão e ficou encarando Shaina esperando sua reação, ela até tentou realizar uma nova pose de ataque, mas ela estava muita cansada para isso. De repente algo começou a rachar. Shaina ficou desesperada temendo de onde vinha aquele barulho. Kazuya apenas a encarava com seu típico olhar frio e calmo, sabendo que sua vitória estava chegando.

— Não .... – Disse a amazona antes de sua máscara ser partida ao meio.

Marin que estava perto dos estudantes e um pouco longe dos dois que lutavam, logo percebeu o que aconteceu e teve que agir.

— Todos vocês, saiam daqui agora! – Disse ela virando para os aprendizes- Caso não me obedeçam irão treinar por 1 mês sem parar!

— Mas eu queria terminar de ver a luta!

— É, agora que está ficando bom!

— Por favor nos deixe apenas ver o final!

Os aprendizes insistiam e Marin continuou

— Se não saírem daqui agora, farei com que a Shaina treine vocês a partir de agora!

Foi o bastante para fazer todos se assustarem, Shaina era a amazona que mais cobrava no treinamento duro de todo o santuário e os aprendizes não pensaram duas vezes antes de sair correndo dali para irem terminar os seus respectivos treinamentos.

Do outro lado Shaina estava com o rosto exposto mais uma vez para outro homem, pela segunda vez ela sentiu a pior sensação que uma amazona poderia ter e aquele foi o motivo de Kazuya não ter acertado o corpo de Shaina, ele mirou de propósito na máscara para que ele sentisse não apenas derrotada, mas humilhada.

Ela continuava ali, paralisada, enquanto Kazuya começava a andar em sua direção e depois passando reto por ela.

— Quando você utilizou seu ataque e me jogou no morro, não foi você que me acertou – Dizia enquanto continuava deixando Shaina para trás – Quando eu elevei meu cosmo não foi apenas para atacar, mas para jogar meu próprio corpo no morro e fazendo você achar que tinha me acertado e assim ele despencar em cima de mim, para fazer com que você baixasse a guarda. Esperei a hora certa para abrir um buraco no solo e ataca-la no momento certo. Sua confiança foi a razão da sua derrota – Por fim ele a deixou para trás indo até Marin

Shaina continuava ali paralisada, ela serrou o punho de raiva com tanta força que acabou lesionando a palma da mão saindo um pouco sangue.

— Eu, não vou te perdoar ... – Disse ela susurrando

Marin esperou até que Kazuya viesse a seu encontro, mas não deixava de olhar para Shaina, ela sabia o que aquilo significava e achava que ele deveria saber também. Ao vê-lo chegando, ela o encarou por trás da máscara com uma expressão de preocupação, que mesmo ele não podendo ver por seu rosto estar coberto, ele a sentiu.

— Você sabe o que isso significa né? – Perguntou ela assim que Kazuya se aproximou

Kazuya a encarou e suspirou, sua armadura saiu de seu corpo e voltou a urna de bronze novamente. Ele pegou a alça e a colocou sobre os ombros, ignorando a pergunta de Marin.

— Será que dar para me levar aos aposentos dos cavaleiros agora? – Perguntou impaciente

— Bem eu .... – Disse ela olhando para Shaina que saia dali correndo para não ser vista por mais ninguém – Tudo bem, vamos por aqui – Disse guiando até uma pequena vila de casas

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O céu já havia ficado escuro e a noite agora era iluminada pelas milhares de constelações que habitavam o céu. Saori estava em seu templo onde havia passado o resto dia pensando sobre os próximos meses que viriam, o que ela mais temia era que desse início a uma nova guerra entre deuses na própria terra, onde o planeta e os humanos estariam ameaçados de extinção.

A brisa do vento batia em seu rosto e balançava seus cabelos que pareciam dançar a cada vez que o vento os tocasse.

— Vovô, o que será da terra e dos humanos no futuro? – Perguntava olhando para a própria estátua – Pela primeira vez .... Estou com medo ....

Daquela vez era diferente, se o pior acontecesse, não seria uma guerra como as passadas. Poseidon no fundo do mar, a batalha de Asgard, ou no submundo contra Hades. Seria na terra, onde aconteceu a última vez entre eles a muitos anos atrás.

— Saori!

Uma voz a chamou atenção, quando olhou para trás era Seiya, junto com os cavaleiros de Bronze, todos ali, até mesmo Ikki. Ao ver os cavaleiros se aproximarem, Saori sorriu como resposta e caminhou em direção a eles para recebe-los.

— É muito bom ver vocês! – Disse ela com um sorriso simpático no rosto

— Saori, sentimos muito por demorar, mas estávamos realmente longe – Disse Hyoga

— Não se preocupem com isso, o importante é que vocês estão aqui, tenho certeza que Seiya já explicou a situação certo? – Perguntou ela olhando para ele

— Claro que sim Saori! – Respondeu Seiya

Ikki se aproximou dela e carregava algo consigo, um livro de capa preta, com escrituras que possuíam uma língua muito diferente de qualquer uma que já tinham visto antes. O livro era velho e parecia ter centenas de anos, ele se aproximou e entregou para ela.

— Não podíamos voltar de mãos vazias, eu encontrei este livro e sei que ele esconde algo muito importante, só não sei oque é

Saori pegou o livro e o abriu. A poeira era tanta que ela tinha que remover a sujeira com uma das mãos. Havia muitas caricaturas, mas principalmente escrituras, escrituras de uma língua que talvez tivesse sido extinta a muitos anos

— Ikki, aonde você achou isso? – Perguntou ela

— Em uma tumba no Egito, estava sepultada dentro de uma pirâmide, junto com um faraó, provavelmente guarda um segredo que nem mesmo nós cavaleiros sabemos

— Mas porque acha que isso é importante? – Perguntou curiosa

— Porque foi Pandora que me disse onde estava – afirmou sério

Os outros cavaleiros ficaram surpresos com aquela afirmação, com exceção de Shun, que confiava em seu irmão.

— Ikki, como pode confiar nela? Não lembra o que ela fez conosco no mundo de Hades? — Perguntou Shiryu

— Porque eu a vi morrer e vi o que ela sentiu nos últimos momentos de sua vida antes de ser morta por Thanatos! – Afirmou em alto tom – Seu espirito veio falar comigo e achei melhor dar ouvidos a ela

— Acho que não temos escolha, seria melhor guardar esse livro por enquanto Saori, ele deve ter alguma informação sobre Ares – Disse Shun

Saori concordou e levou o livro até um pequeno baú com um cadeado dourado e o guardou ali, não sabia o que estaria escrito naquelas anotações, mas se Ikki disse que a própria pandora o levou até lá, é porque deve ser algo importante.

— Atena eles chegaram!

Saori ouviu o alarme de Seiya e olhou para a entrada do templo, onde 3 cavaleiros com armaduras douradas haviam adentrado e feito sua reverência a sua deusa. Aioria de Leão, Dhoko de Libra e Camus de Aquário.

— Mestre! – Disseram Hyoga e Shiryu ao mesmo tempo e indo até o seu encontro.

Saori também os reverenciou com abaixando sua cabeça e os recebendo com um simpático sorriso, ela se sentiu melhor ao vê-los ali, principalmente por Hyoga e Shiryu que agora estavam com seus tutores para ajuda-los com os preparativos para o encontro com Ares.

Aioria acenou para Seiya e os outros com a cabeça e em seguida mirou sua atenção a Atena, ambos se encararam por alguns instantes, até que o cavaleiro se curvou perante sua Deusa e a fez um pedido:

— Atena, Shaka e Saga nos contaram tudo. Então eu lhe peço .... – Disse Aioria fazendo uma pausa – Nos deixe treinar os cavaleiros de bronze para que nos ajude a deter Ares

Os cavaleiros de bronze se assustaram, Seiya por sua vez já sabia do plano de Saga e apenas concordou com Aioria, os outros por sua vez não esperavam aquele pedido do cavaleiro de Leão que continuava curvado esperando a resposta de seu pedido. Camus e Dhoko apenas esperavam pela resposta de sua deusa, pois também estavam esperando aquele momento.

Saori olhou para todos os cavaleiros que ali estavam e como já havia combinado com Saga, sua reposta não poderia ser outra.

— Claro Aioria, por favor treinem esses cavaleiros como se fosses seus sucessores.

— Sucessores?! – Perguntou Seiya que dessa vez até ele ficou surpreendido

Aioria sorriu com a resposta e se levantou, se juntou aos cavaleiros de ouro que ali estavam e encarou todos os cavaleiros de bronze, assim como Camus e Dhoko.

— Escutem cavaleiros, vocês foram escolhidos pela Deusa Athena para nos sucederem um dia, saiba que ser um cavaleiro de ouro é a maior honra para um cavaleiro – Disse Dhoko

— A partir de amanhã aqueles que já estiverem com algum tutor, irão começar o treinamento mais difíceis de suas vidas, o que não vai ser nada se realmente tivermos que lutar contra Ares – Disse Camus

— Ikki de fênix! Você treinará comigo! – Disse Aioria

— Hyoga, prepare suas coisas, amanhã partirmos – Avisou Camus

— Shiryu, você também, voltaremos aos 5 picos antigos – Falou Dhoko – Shun de Andrômeda ...

— A? Sim senhor Dhoko? – Perguntou Shun

— Shaka o estará esperando na casa de virgem amanhã, e me pediu para avisa-lo

— Sério? Isso é .... Muito obrigado – Agradeceu Shun se curvando em agradecimento

Todos ali já sabiam o que iam fazer, no entanto havia alguém ali que estava se sentindo sem rumo. Quando todos se deram conta, Seiya estava de braços cruzados e com uma cara de poucos amigos olhando para os cavaleiros de ouro. Os três ficaram sem entender por um tempo, até que depois de alguns segundos a ficha finalmente havia caído

— Ah Seiya, me desculpe – Disse Dhoko em meio a risadas dos outros cavaleiros

— Qual é! Não tem graça nenhuma! Quando eu começo a treinar?

— Se acalme Seiya, o cavaleiro de ouro que vai lhe treinar ainda não chegou – Disse Aioria tentando acalmar os nervos do Pégaso

— E quem é? – Perguntou curioso

— Meu irmão, Aioros de Sagitário

Seiya mal conseguia segurar a emoção e até Saori ficou feliz ao ouvir aquilo, ela nunca teve a oportunidade de agradecer a seu salvador que a impediu de ser morta por Saga quando estava com sua personalidade maligna a controlando. Seiya serrava os punhos e o jogava para o alto demonstrando sua pura felicidade em poder treinar com o cavaleiro de Sagitário.

— Mas acredito que ele demore um tempo para chegar

E a felicidade acabou.

Seiya bufou e coçou a nuca, não sabia o que iria ficar fazendo até lá, pois não podia pedir ajuda da Marin já que ela estava muito ocupada com os novos aprendizes.

— Seiya tenho uma ideia – Disse Saori

— Que ideia Saori? – Perguntou curiosa

— Porque você e Kazuya não treinam juntos até Aioros e Máscara da morte voltarem?

— OQUÊ?!

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O submundo estava um verdadeiro caos, após a terrível batalha entre Atenas e Hades, as coisas estavam uma bagunça por aqui, precisei de muitos dias até que eu pudesse refazer a ordem no lugar de meu tio, mas valeu muito a pena, pois agora eu tinha mais guerreiros para o meu exército além dos berserkers, guerreiros de Hades, espectros, que iriam servir a mim a partir de agora. Me pergunto se minha querida irmã está me esperando também com um exército para tentar me deter de fazer alguma coisa. É claro que ela está! Mas não irei lá ameaça-la logo no nosso primeiro reencontro, isso não é da classe de um Deus.

— Espero do fundo do meu coração Atena que você aceite minha proposta para a mais nova paz no mundo dos humanos. Mas por outro lado, também torço para não aceitar ....