Saint Seiya - O Deus da Guerra
6 Louvando Atena e odiando Saori
Notas iniciais

A noite havia chegado ao santuário, mas mesmo após o sol desaparecer por completo, o céu não ficava totalmente escuro graças a milhares de constelações que iluminavam o local. Já havia se passado dias desde que Aioros e os outros cavaleiros de ouro tinham chegado e iniciaram seus treinamentos com os outros cavaleiros de bronze. Contudo Seiya e Kazuya ainda não tinham ninguém para ajuda-los, e por mais que Saori pedisse a Seiya para treinarem juntos, o cavaleiro de Pégaso se recusava a ideia. Saori não tinha outra escolha a não ser tentar convencer o próprio Kazuya, mesmo sabendo que as chances eram mínimas ela tinha que tentar.
Saori saiu de seu templo e foi até o alojamento onde os cavaleiros ficavam mesmo sendo quase meia noite, ela precisava falar com Kazuya o mais rápido possível, pois a cada dia que se passava, era um dia a menos de preparação para um encontro com Ares. Ela batia na porta de várias casas, mas em nenhuma delas o cavaleiro de bronze estava hospedado.
— Atena, está precisando de ajuda?
Saori ouviu uma voz familiar por ali e ao se virar percebeu que era Marin, provavelmente ela sabia aonde Kazuya estava, já que ela era uma das responsáveis por recebe-los por ali.
— Boa noite Marin, por favor poderia me dizer aonde Kazuya esta?
— Claro, ele preferiu ficar na casa de pesca perto do mar. Já que o antigo dono se mudou e a casa ficou abandonada, ele preferiu trocar o conforto pela privacidade – Disse Marin apontando para uma casa à beira da praia, que era bem pequena e estava praticamente caindo aos pedaços.
— Muito obrigada – Saori agradeceu e seguiu caminho até o local onde Marin havia mostrado.
O local era realmente precário, era uma casa de madeira velha, com a janelas quebradas, o piso da frente da casa estava rachado e a porta parecia tão danificada que qualquer um poderia entrar ali quando quisesse, não era à toa que estava abandonada e ninguém quis se hospedar ali. Saori se aproximou e bateu na porta três vezes, mas não houve resposta, ela chamou pelo nome de Kazuya, mas mesmo assim ninguém respondia. Decidiu então entrar e logo viu que não tinha ninguém ali, apenas a urna da armadura de morcego que estava ao lado da cama perto de uma lareira velha. Ele não em casa agora e ela não podia ficar esperando ali.
Saori fechou a porta e saiu de perto da casa andando pela areia a beira do mar enquanto apreciava a vista e o procurava, até que começou a sentir um cosmo que se elevava cada vez mais. Na hora ela reconheceu que se tratava do cosmo de Kazuya pela sua agressividade e força. Ela andou por mais alguns metros até que a uma certa distância, ela pode ver alguém treinando na beira da praia atacando as ondas do mar. Realmente era ele, elevando seu cosmo a um nível muito alto enquanto atacava com suas presas diabólicas a agua do mar partindo-o em 2 até uma enorme distância.
— Ainda não está bom ... – Dizia ele ofegante enquanto se preparava para tentar outra vez
Saori tentou se aproximar e notou que o cavaleiro de bronze estava sem camisa, a visão que ela teve de seu corpo foi surpreendente, não por seu porte atlético que já se era esperado de um cavaleiro, mas suas diversas cicatrizes que haviam em seu corpo. Ao ver aquilo ela logo imaginou por quais treinamentos e batalhas terríveis ele havia passado enquanto estava com Máscara da Morte sobre sua tutela.
— Kazuya? – Chamou ela em baixo tom para que percebesse sua presença
O cavaleiro parou de elevar o seu cosmo e virou levemente o rosto para ver quem estava ali, ao notar que era Atena ele logo diminui sua energia e desfez sua posição de ataque e um silencio logo ficou entre os dois enquanto se fitavam. O olhar de Kazuya já demonstrava que sua presença ali era um incomodo e nem mesmo se sentiu obrigado a responder ao chamado.
— Já esta tarde, por que não descansa um pouco e treina amanhã? – Perguntou ela quebrando aquele silencio
— Sei que não veio até aqui por estar preocupada comigo, o que você quer Atena? – Perguntou em um tom calmo, porém agressivo
— Eu preciso que você e Seiya colaborem para treinar juntos, já conversei com ele, mas ele é muito teimoso
— E acha que vindo até mim vai ser mais fácil? Pelo visto mesmo sendo Atena, não me conhece ainda
Kazuya deu as costas para Saori e começou a sair andando para sua casa, naquele momento nem mesmo Atena conseguia entender o porquê era tratada daquela forma, mesmo sem ter feito nada para ele. A gentileza de Saori deu lugar a um sentimento de frustação e então ela correu até ele e tomou a sua frente o impedindo de continuar
— Kazuya, eu não sei o porquê desse seu ódio que você tem por mim, mas o que estou pedindo não por é mim e sim pela terra! – Disse ela com firmeza enquanto abria os braços o impedindo de seguir seu caminho
O cavaleiro apenas a encarava sem responde-la, seus olhos mais uma vez se encontravam e mesmo vendo o olhar frio e Kazuya, Saori não estava disposta a deixa-lo ir.
— Saia ....
— Eu o deixarei ir, mas primeiro quero que me diga, porque odeia tanto sua deusa Atena? Porque não quer me ajudar a salvar a terra?
Kazuya suspirou, fechou os olhos e se virou para o mar olhando o horizonte, Saori por fim abaixou os braços sabendo que finalmente ouviria a razão por trás dos sentimentos do cavaleiro de morcego em relação a ela e o porquê de não querer servi-la diferentemente de todos os outros cavaleiros. Mais uma vez o silencio ficou entre os dois e o som das ondas que quebravam perto da praia, junto com o vento que ele trazia era a única coisa que poderia ser escutada. Saori continuava a encara-lo enquanto esperava sua resposta que logo a surpreenderia.
— Não, eu não odeio Atena .... – Ele disse sincero voltando a olhar para ela – Mas eu te odeio Saori Kido!
Saori ficou sem conseguir dizer nada ao ouvir aquelas palavras, não sabia o que dizer ou mesmo imaginar o porquê daquilo, ela apenas o encarava e via que sua expressão era verdadeira, então de tanto ódio que ele sentia, tanto ódio que o rodeava parte dele era relacionado a ela
— O que quer dizer com isso? – Perguntou ela sem graça
— Atena é a deusa que desde os tempos mitológicos cuidou e tratou de todos os humanos, seria impossível para até mesmo o mais cruel tentar odiá-la. Quando meu mestre foi morto, eu decidi que deveria encontra-la e conhece-la pessoalmente, então descobri que você Saori Kido era Atena.
Saori apenas escutava calada, pelo tom de voz do cavaleiro tudo aquilo que ele dizia era real. Kazuya a encarava novamente com seus olhos agressivos e até mesmo seu cosmo já aparentava alguma alteração após ele começar a contar sua história.
— Antes de me aproximar eu tentei saber mais sobre você, quem era e a qual família pertencia, até que descobri que você era a neta de Mitsumasa Kido e então foi quando eu descobri o seu passado ....
Naquele momento Saori já estava começando a prever aonde ele iria chegar, um passado que até mesmo a própria Atena renega para si mesma, um passado de quando ela ainda era uma pequena criança.
— Eu soube de tudo, sobre os órfãos que seu pai acolheu para treina-los para defender a você e mesmo assim soube que os tratava como lixo, pobres crianças sem pais que serviam a você e viveram seu próprio inferno para te defender e mesmo assim por suas próprias palavras eram seus escravos! E para terminar, por acaso você se lembra do nome daqueles que não voltaram de suas jornadas? Aqueles que morreram e tiveram sua existência apagada?
Saori ficou sem resposta, aquilo foi seu ponto fraco, seu único pecado na vida foi ter tratados os próprios cavaleiros como brinquedos e bonecos a sua disposição, onde até mesmo Seiya e acabava machucado quando desobedecia alguma ordem dela. Saori desviou o olhar de Kazuya e passou a mirar as areias da praia, não conseguia dizer nada.
— Imaginei que não .... Você não sabe o que é essa dor de perder toda a sua família e cair na escuridão desse mundo, nem mesmo seu avô era seu parente verdadeiro .... Agora você sabe o porquê de eu te odiar
Aquelas foram suas palavras finais antes de Kazuya partir e deixar Saori sozinha novamente. Quanto mais ele se afastava mais suas palavras atingiam a fundo de seu coração, ninguém nunca havia dito aquelas palavras a elas antes, muito menos um cavaleiro e por mais que a machucasse, não deixava de ser verdade. Ela tentou segurar, mas lagrimas insistiram e caíram de seu rosto, lagrimas por alguém ter atingido seu ponto fraco, mas mesmo assim apesar de tudo, ela não conseguia ter nem um mínimo de raiva de Kazuya.
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Perto dali estava Seiya procurando alguém para que o ajudasse a treinar enquanto Aioros ainda não chegava no santuário, já havia pedido ajuda a vários cavaleiros de ouro, mas ou eles já estavam treinando alguém ou simplesmente o negavam. Seiya já estava ficando impaciente e já que Marin estava ocupada com os outros aprendizes, Seiya não teve escolha e teve que pedir a outro alguém.
— Por favor Shaina! Você é a minha última esperança!
— Seiya, não acha que seria melhor pedir para outra pessoa, no seu atual nível de força eu não poderia te ensinar praticamente nada
Seiya procurou por Shaina e ouviu de alguns aprendizes que ela estaria em uma caverna treinando sozinha. Após sua luta contra Kazuya ela descobriu que não era párea nem para ele e provavelmente menos ainda para o exército de Ares, sendo assim ela decidiu melhorar sua força para tanto enfrentar os Berserkers e ter sua vingança contra o cavaleiro de morcego.
Seiya a procurou e a encontrou em uma caverna escura iluminada apenas por algumas pedras furadas que eram atravessadas pelas luzes das estrelas.
— Não é verdade, você e Marin são as mais fortes amazonas de todo o santuário então com certeza posso aprender algo com você – Insistia Seiya
— Atena não pediu para você treinar com ninguém?
Naquele momento Seiya bufou e colocou as duas mãos atrás da cabeça enquanto fazia uma cara de garoto mimado.
— Ela pediu para treinar com aquele cara, mas fala sério, acho que íamos acabar se matando ....
— Quem Seiya? – Perguntou curiosa
— Kazuya de morcego
Shaina cerrou os punhos ao ouvir aquele nome, desde de sua última luta onde propositalmente ele arrebentou sua máscara, ela não conseguia pensar em outra coisa a não ser se vingar, mas por agora todos os cavaleiros e amazonas estavam proibidos de lutar entre si, a não ser que seja com a finalidade de um treinamento.
— Acho que ele seria um melhor companheiro de treino do que eu ...
— Por que diz isso? – Perguntou curioso – não precisa ser tão modesta assim Shaina
— Ele é mais forte que eu – confessou ela
Shaina se aproximou de Seiya e retirou sua máscara expondo novamente seu rosto ao cavaleiro de Pégaso, Seiya novamente viu seu belo rosto que expressava uma emoção triste que antes estava escondida atrás da máscara.
— Shaina ....
— Seiya, acho que deveria obedecer Saori dar uma chance a ele
— O que aconteceu com você? – Perguntou ele sabendo que havia acontecido algo com ela
— Ele viu meu rosto ....
— Oque? Quem?
— Kazuya, eu lutei com ele e minha mascara foi partida e ele viu meu rosto – Disse a amazona triste e se sentindo envergonhada
— Droga, aquele maldito! Eu vou acabar com ele! – Seiya afirmou e deu meia volta caminhando para fora da caverna
— Espere Seiya! – Disse Shaina enquanto o abraçava por trás o impedindo de ir
— Mas Shaina, ele te desonrou, ele não deve ter feito isso por acidente, pelo pouco que o conheci eu pude ver que ele tenta não apenas derrotar mas humilhar seu oponente – Seiya afirmou enquanto estava envolto dos braços da amazona
— Ele tem um poder maligno dentro dele, mas ainda assim você não pode lutar com ele agora, por favor não faça nada por minha causa ...
— Você por acaso terá que escolher uma daquelas duas opções Shaina?
Mata-lo ou ama-lo. Era uma dessas duas opções, e uma delas estava fora de questão, o coração da amazona já pertencia a alguém, pertencia ao próprio cavaleiro que ali estava com ela em seus braços, mas não sabia se aquilo era uma benção ou uma maldição, pois seu amor nunca havia sido correspondido, pois no coração de Seiya já havia alguém em especial, alguém que Shaina já sabia quem era, alguém que ela nunca poderia se comparar.
— Sim Seiya, mas isso não vem ao caso agora, apenas me prometa, que não irá arrumar nenhuma confusão
— Tudo bem Shaina, eu prometo ...
Shaina o liberou de seus braços e Seiya apenas seguiu em direção a saída da caverna, a amazona não conseguia deixar de olha-lo por nenhum momento e sabia que ninguém poderia tomar o lugar daquele cavaleiro que preenchia seu coração.
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Não muito longe dali Saori caminhava em direção ao templo de Atena, já era madrugada e ela precisava descansar para o dia de amanhã, onde vários cavaleiros de prata iriam se reunir com ela para receberem suas respectivas missões durante o tempo em que Ares não chegava ao santuário. O templo parecia longe enquanto ela subia cada degrau das escadas que a levavam para as casas do zodíaco e tudo piorava com seu estado emocional atual, algumas lágrimas ainda caiam de seus olhos enquanto ela seguia seu caminho, lágrimas que constantemente ela era obrigada a limpa-las com as mãos.
— Saorii!
— Hã?
De longe Saori conseguiu ouvir a voz de Seiya, que vinha correndo em sua direção, ela rapidamente tentou disfarçar suas lagrimas com um sorriso simpático ao vê-lo esperando que Pégaso não percebesse que ela havia chorado a pouco tempo atrás.
— Saori, o que faz aqui a essa hora?
— Bem .... Eu precisava pegar um pouco de ar, para pensar sobre o futuro sabe? Então decidi dar uma volta – Disse ela tentando disfarçar
— Mas essa hora? Você normalmente não sai de seu templo tão tarde assim – Disse ele se aproximando
— Bom eu ....
Seiya chegou perto e tocou o rosto de Saori com suas mãos a forçando a encara-lo. Seiya conhecia Saori a muito tempo desde que eram pequenos, e sabia quando ela estava incomodada com algo, ao ver seu rosto o corpo de Seiya logo se estremeceu de raiva, não era tão fácil fazer com que Saori se emocionasse e o cavaleiro de bronze sabia que algo havia acontecido.
— Saori, seus olhos .... O que houve?
— Não foi nada .... Só estou preocupada – Disse ela pegando suas mãos e voltando a sorrir falsamente
— Saori, o que você estava fazendo, aconteceu alguma coisa?
— Por favor Seiya não se preocupe
— Não, você veio até aqui para falar com aquele Kazuya não foi?
Saori tentava esconder, mas não conseguia por mais que tentasse, Seiya sabia quando suas palavras e quando seus sorrisos eram falsos. Seiya não aguentou, cerrou os punhos e deu meia volta para encontra-lo. Por mais que tivesse prometido a Shaina, machucar Saori era inaceitável.
— Seiya! Por favor não! – Ela insistia, mas era ignorada pelo cavaleiro de bronze – Seiya isso é uma ordem! Fique aqui!
— Sinto muito Saori, mas isso é inaceitável para mim!
Seiya seguiu andando, até que sentiu uma força enorme o puxando para trás, uma força fora do comum que o levou ao chão, fazendo-o cair perto de Atena. Nenhum dos dois conseguiu ver de onde que vinha aquela energia, mas de repente, um cosmo dourado aparecia perto deles, alguém trajando uma armadura dourada.
— Seiya, deveria saber que a vontade de Atena é absoluta, jamais deveria desobedece-la
— Quem é? – Perguntou Seiya
Diante dele, aparecia um cavaleiro com uma armadura dourada, um cavaleiro de ouro, mas não era um cavaleiro de ouro qualquer. Era Aioros, o cavaleiro de Sagitário.
— Aioros! É muito bom te ver! – Disse Saori
— Senhorita Atena – Aioros se curvou em sinal de reverencia – Desculpe pela demora, mas como pode ver, não estou sozinho
De repente, outros dois cavaleiros se juntam a eles, Mu o cavaleiro de Aries e seu grande amigo Aldebaran de Touro, haviam finalmente chegado junto a eles.
— Atena desculpe a nossa demora – Disse se reverenciando o cavaleiro de Touro
— Por favor não se desculpem, estou muito feliz por vê-los aqui – Afirmou Saori
— Atena, sei que acabamos de chegar, mas precisamos que você saiba de algo – Disse Mu – Não fomos os únicos cavaleiros seus que foram revividos por Ares
— Não são os únicos?
— Alguns de seus cavaleiros mortos antigamente, foram revividos em troca de jurarem lealdade para Ares e alguns deles estão agindo sobre suas ordens.
Saori e Seiya se espantaram com aquilo, Ares havia dito que só chegaria daqui a meio ano, mas pelo visto isso não conta para alguns de seus guerreiros, o que ela não sabia era com o que esses cavaleiros estavam trabalhando. Mas o que ela sabia era que Ares já estava agindo e ela não podia ficar parada.
— Saori, me deixe sair do santuário para descobrir alguma coisa sobre eles, pelo menos assim eu posso ajudar! – Afirmou Seiya
— Relaxa aí Pégaso, já se esqueceu que você tem de treinar comigo? – Perguntou Aioros – Nesse caso você vai comigo para descobrirmos o que esses cavaleiros recrutados por Ares querem, esse será o seu treinamento
— Sério? Isso é ótimo! – Seiya já estava mais animado que antes
— Aioros, posso te pedir um favor? – Perguntou Saori
— Claro Atena, o que você quiser!
— Quero que leve outro cavaleiro com você .... Leve Kazuya o cavaleiro de morcego
— Saori, por favor .... NÃO! – Seiya havia odiado a ideia
— É necessário que ele vá com vocês, no momento ele não confia em ninguém aqui, muito menos em mim .... Preciso que deixe seu orgulho de lado Seiya e tente se aproximar dele para que ele nos ajude – Insistia Saori – Por favor, por mim ....
Seiya suspirou fundo enquanto levava a mão a nuca, ele não queria de jeito nenhum se aproximar de Kazuya, mas sabia que Saori não iria parar de insistir até ele aceitar, Aioros por sua vez já demonstrava que havia aceitado a proposta sem problema, logo todos ali eram a favor e Seiya se viu obrigado a aceitar
— Aff! Que seja então .... Quando partirmos? – Perguntou ele
— Amanhã de manhã, tentem encontrar algum desses cavaleiros renegados e tentem descobrir alguma coisa – Disse Saori
— Não se preocupe Atena, iremos encontrar algo. Venha Seiya vamos buscar seu amigo Kazuya – Afirmou Aioros rindo enquanto o pegava pela gola da camisa e o arrastava saindo dali
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Já fazia tempo desde que Kazuya havia voltado de treinamento, sua última conversa com Saori o fez pensar se realmente era necessário ele ter dito aquelas coisas a ela, por um lado ela era sua Deusa que queria o bem da humanidade e da Terra, por outro lado para Kazuya o passado de Saori a condenava. Só de imaginar o que os órfãos sofreram em suas mãos ele já sentia uma angustia por dentro, pois ele também era um.
Kazuya tirou suas roupas e decidiu ir deitar, a cama era velha e cheia de buracos, com as molas do colchão quase aparecendo superficialmente, mas aquilo tudo era luxo se comparado ao que ele já havia passado em seus treinamentos com Máscara da Morte. Kazuya deitou e logo foi puxando o cobertor para se cobrir, porém quando finalmente tinha deitado, ouviu um barulho de alguém batendo na porta. Kazuya levantou com raiva de sua cama e foi atender e logo se surpreendeu ao ver que se tratava de um cavaleiro de ouro.
— Olá Kazuya! Muito prazer me chamo Aioros de Sagitário
Kazuya ficou paralisado por um tempo, era a primeira vez que estava vendo um cavaleiro de ouro que não fosse seu antigo mestre, ele o encarou e percebeu que a expressão de seu visitante era calma e amigável, Aioros sorria um sorriso simpático demonstrando que queria apenas conversar.
— Posso ajudar? – Perguntou Kazuya
— Pode sim e muito! – Respondeu rindo – Preciso que venha comigo e com ele....– Aioros apontou para Seiya que estava longe com cara de poucos amigos para Kazuya — Para que possamos descobrir algo sobre alguns possíveis soldados de Ares que já invadiram a terra
— Isso foi ordem da Atena? – Perguntou sério
— Na verdade foi um pedido dela, assim eu aproveito para treinar vocês de uma só vez
— Sinto muito, mas devo esperar meu mestre aqui, deixa pra outra hora – Kazuya respondeu e ia fechando a porta na cara de Aioros, mas o cavaleiro impediu que se fechasse
— Seu mestre é Mascara da morte certo? Escute enquanto ele não chega eu te ajudarei, e assim que voltarmos e ele tiver chegado, você poderá ficar livre de nós, que tal?
Aioros insistia, pois sabia que seria importante a presença de mais alguém na jornada, se fossem apenas dois cavaleiros e houvesse um grande número de soldados de Ares, as coisas poderiam complicar.
— E eu devo treinar com aquele cara ali? – Kazuya apontou para Seiya
— Sim, assim ambos melhoraram juntos, acho uma proposta boa para ambos
— Eu poderei socar a cara dele?
— Bom isso faz parte do treinamento também ....
— Nesse caso, acho que pode até valer a pena
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