Saint Seiya - O Deus da Guerra
7 Seiya vs Kazuya
Notas iniciais

O alarme do lado da cama estava despertando pela terceira vez, Seiya finalmente havia despertado de seu curto sono e parecia não ter força o suficiente para sair da cama, o único esforço que lhe era possível ser feito no momento era de pegar o alarme e atira-lo ao chão, tentando novamente pegar no sono numa tentativa que era frustrada pela luz do sol que batia na janela de seu pequeno alojamento.
— Droga, mas que horas são? – Perguntou ele olhando para um relógio de parede que ficava perto da lareira – Essa não! Atrasado!!
A força de Seiya surgiu como uma explosão de milhares de cosmos, rapidamente o cavaleiro saiu da cama e foi até o banheiro para tomar um rápido banho de poucos segundos e rapidamente se vestir e pegar a urna de sua armadura antes de sair. O cavaleiro de bronze descia os degraus do santuário correndo tentando não deixar a urna cair, seguindo em direção ao local de encontro onde havia combinado no dia anterior com seu Mestre Aioros e Kazuya. Sua velocidade era tão rápida quanto o seu desespero fazendo com até com que os aprendizes que treinavam ali se espantassem, Seiya temia que os dois já tivessem partidos quando chegasse no lugar.
— Como fui me atrasar logo no primeiro dia? – Perguntava ele sobre seu primeiro dia como aluno de um cavaleiro de ouro, que para sua sorte ainda estava no local marcado o esperando
Aioros estava com um pequeno sorriso no rosto mesmo com Seiya chegando muito atrasado, já Kazuya estava com cara de deboche para o cavaleiro de Pégaso o negativando por sua primeira irresponsabilidade.
— Pessoal me desculpa, perdi a hora!
— Não se preocupe Seiya, tenho certeza que não atrasará da próxima vez – Afirmou Aioros se virando em direção a um carro de Safari velho que estava ali a sua disposição.
— Nós vamos a algum lugar? – Perguntou Seiya
— Atena pediu para investigarmos algo na cidade de Cairo no Egito, então temos que ir o mais rápido possível para lá, já estamos atrasados, então subam logo.
Seiya se sentou na frente junto com Aioros enquanto Kazuya foi atrás, o carro era velho, porém confortável, era um longo caminho até o aeroporto, mas até o momento a curiosidade de Seiya o deixava impaciente, enquanto Aioros dirigia pela estrada de terra e Kazuya permanecia em silencio, ele fez questão de saber um pouco mais sobre o que estava acontecendo
— Mas Aioros, o que a Saori realmente quer que a gente faça por lá?
— A fundação Graad recebeu informações de que havia alguns suspeitos naquele local, mais precisamente na região Necrópele de Gizé, aonde se localizam as grandes pirâmides
— As grandes pirâmides? Então deve ter sido lá aonde Ikki encontrou aquele livro misterioso – Afirmou Seiya confiante
— Livro? – Perguntou Aioros
— Sim, mas ninguém conseguia dizer o que estava escrito nele
— Nesse caso já podemos imaginar que algo deve estar acontecendo, Atena estava certa em nos mandar até lá
O caminho até o aeroporto era longe, mas Seiya e Aioros conversavam sobre os mais diversos assuntos, desde de o passado do cavaleiro de ouro até a vida atual de Seiya e suas últimas batalhas que tiveram, Kazuya por outro lado estava quieto desde o começo do dia e mesmo Aioros tentando puxar assunto ele não abria a boca e até mesmo fechava os olhos para nenhum dos dois tentar incomoda-lo.
Após chegarem no aeroporto, eles foram recebidos por dois assistentes da Graad, que lhes deram uma passagem de voo direto de primeira classe para o Egito, para a sorte dos três Saori havia planejado tudo e fez com que não precisassem despachar ou enfrentar filas, sendo assim o avião já estava no solo os esperando para decolar. Os dois assistentes lhe mostraram o caminho até o portão de embarque e mesmo do lado de fora já era possível ver o luxo do avião, era um Gulfstream G – 650, com poltronas confortáveis, TV e até três camas, Seiya riu ao imaginar que Saori havia comprado aquilo só para os três fazerem uma viajem. Aioros logo foi se acomodando e deixando a urna de sua armadura na sua cama e depois se sentou em uma das poltronas que ficavam para a janela, Seiya fez o mesmo e logo foi se apoderando do enorme banquete que tinha em uma das mesas e Kazuya deixou a urna no chão e se sentou na cama enquanto olhava todos os cantos do avião.
— Por favor preparem-se para decolar – Avisou o piloto
Foi tudo bem rápido, como se tivessem ido a um estacionamento e pegarem um taxi, o avião era confortável e rápido, logo eles estariam em terras africanas no Egito. Aioros estava sentado e observando os dois aprendizes que ali estavam, Seiya seu futuro sucessor estava distraído com a TV e Kazuya o antigo aluno de Máscara da Morte estava quieto na cama com os pensamentos longe. Estava na hora dos dois terem uma explicação sobre o que seria suas futuras lições como aprendizes.
— Vocês dois, quero que escutem o que tenho a dizer
Ao ouvir as palavras de Aioros os dois se despertaram e miraram sua atenção ao cavaleiro de Sagitário, a expressão de Aioros era séria e os dois sabiam que o que ele iria dizer seria importante. Aioros levantou da poltrona e foi até o meio da aeronave ficando entre os dois.
— Começa aqui a jornada de vocês para serem futuros cavaleiros de ouro, como já sabem todos os cavaleiros um dia irão ser substituídos por uma nova geração que tem o mesmo objetivo da geração anterior: Proteger a terra e Atena – Aioros olhava e encarava os dois seriamente e então continuou – Mas não pensem que só porque foram escolhidos por nós já são os futuros cavaleiros de ouro que irão representar nossa constelação e defender a deusa Atena, vocês ainda estão na fase de teste e a chance de vocês falharem é muito maior do que a de forem bem sucedidos.
Seiya havia perdido o seu humor característico e assim como Kazuya também estava sério e imaginando o que viria acontecer daqui para frente, não era um treino como o que fez com que se tornassem cavaleiros de bronze. Era algo muito acima daquilo.
— Para que você seja um cavaleiro de ouro, não adianta apenas ter força e poder .... – Aioros olhava para Kazuya – Ou coragem e força de vontade – disse dessa vez olhando para Seiya
Os dois cavaleiros de bronze se fitaram por um instante e depois voltaram a prestar atenção a Aioros, que começava a demonstrar seu cosmo, mas não de forma agressiva ou destruidora e ameaçadora e sim apenas demonstrativa, um cosmo diferente de todos, um cosmo de um verdadeiro cavaleiro de ouro, como se todo o universo estivesse dentro do poder de si.
— Seiya você é quem eu escolhi para ser o futuro cavaleiro de Sagitário, mas caso não leve isso a sério e continue a dar mancadas como o atraso de hoje, nunca conseguirá vestir essa armadura como dono dela.
Seiya naquele momento desanimou e até baixou a cabeça pela vergonha, vergonha aquela que o fez pedir desculpas em um baixo tom de voz.
— Kazuya, não sou seu verdadeiro mestre, mas caso não consiga fazer uma boa apresentação a mim, não pense que será diferente em relação a Máscara da Morte. E já lhe aviso, que o ódio não é o que vai te tornar forte
Naquele momento Kazuya se surpreendeu com o que acabara de ouvir, ao voltar a fitar Aioros ele percebe pelo olhar do cavaleiro de ouro que ele havia descoberto algo sobre ele, como se conseguisse ver o que se passava dentro das emoções que estavam escondidas dentro do próprio Kazuya. Ele o fitou com uma certa raiva que fez com que Aioros abrisse um pequeno sorriso, sabendo que ele havia acertado o cavaleiro de morcego em cheio com aquela afirmação.
— Se preparem para o pouso – Afirmou o piloto
A viagem havia sido rápida e confortável, o avião pousou no aeroporto internacional de Cairo e os três cavaleiros rapidamente desembarcaram e foram recebidos por um agente da fundação Graad que os guiou até a parte de fora do aeroporto os deixando a disposição de um taxi que os levaria até o melhor hotel da cidade. Aioros sentou na frente no banco do carona e Seiya e Kazuya foram no banco de trás.
— Boa tarde, sejam bem-vindos a Cairo! – Disse o taxista enquanto eles se acomodavam no carro
— Boa tarde, por favor poderia nos levar Necrópele de Gizé? – Perguntou Aioros
— Mas fui instruído a leva-los para o hotel e ...
— Não se preocupe — Interrompeu o cavaleiro – Precisamos ir até lá, por favor nos leve até as grandes pirâmides
O motorista viu que ele não tinha escolha e só pode concordar com a decisão de Aioros e então os levou até o ponto turístico mais visitado por todos que iam ao Egito. Para a surpresa de todos o lugar estava fechado e uma placa dizia que o lugar estava interditado por tempo indeterminado, mesmo eles sendo avisados disso pelo taxista, os três saíram do carro e o agradeceram, partindo em seguida para perto das grandes pirâmides que ficavam por ali, o lugar estava estranhamente vazio, sem guardas e seguranças para proteger o qualquer coisa valiosa que tinha ali perto, por mais que os três procurassem e olhassem para todos os lados, as únicas coisas que eles encontravam era as relíquias históricas e as areias secas do solo, não havia nada ali. Aioros retirou a urna das costas a colocando sobre a areia do chão e se sentando em cima dela.
— Bom, acho que aqui está bom – Disse o cavaleiro de ouro fazendo com que Kazuya e Seiya ficassem curiosos com o que ele queria dizer – Eu disse que o treinamento de vocês começaria hoje, sendo assim, porque não me mostram um pouco do cosmo de vocês?
Seiya se surpreendeu com aquilo e não entendeu o porquê daquela decisão de Aioros, eles haviam acabado de chegar de uma viagem e estavam em um ponto turístico da cidade onde qualquer um poderia aparecer a qualquer instante. Seiya olhou para todos os lados para ver se não tinha ninguém ali e mesmo sem notar qualquer presença estava preocupado.
— Mas Aioros, por acaso se aparecer alguém ou destruirmos alguma coisa, o plano de encontrarmos algum cavaleiro de Ares irá ser arruinado
— Não se preocupe com isso Seiya, deixe que eu tomo as responsabilidades aqui, apenas façam o que eu disse, lembrem-se que vocês dois estão em treinamento
Os dois cavaleiros de bronze se encararam por um instante e ambos colocaram suas urnas no chão pois não tinham a intenção de usar suas armaduras já que era uma simples demonstração, no entanto dava para se notar nos olhos dos dois que tanto Seiya quanto Kazuya queriam lutar um com outro. Aioros estava animado para ver o que cada um era capaz de fazer e apenas observava enquanto os dois se afastavam um do outro fazendo suas posições de luta.
Seiya encarava os olhos de Kazuya e notava que mesmo estando prestes a lutar, sua expressão se mantinha a mesma, mas com algo a mais em seus olhos, o olhar do cavaleiro de morcego era fixo nos olhos do cavaleiro de Pégaso, como se estivesse observando uma presa prestes a ser atacada, um olhar que no fundo além de uma frieza, havia uma grande quantidade de ódio por trás. Aquilo fez Seiya se lembrar de quando viu Saori com os olhos cheio de lágrimas da última vez que havia a visto, seus punhos se fecharam com força e agora era o olhar de Seiya que demonstrava raiva ao cavaleiro de morcego.
— Kazuya, saiba que eu não posso te perdoar pelo mal que você fez a Saori!
— Acho estranho logo você está me dizendo isso Seiya
— Oque?
— Eu ouvi dizer que antes de vocês partirem para buscarem as armaduras de bronze, você era o único que ia contra as ordens que a Saori direcionava a vocês
Era notável que Kazuya estava querendo provocar o cavaleiro de Pégaso e até mesmo Aioros havia percebido isso, por mais que os dois ainda não tivessem dado um passo para atacar seu adversário a luta de verdade já havia começado por meio das palavras de cada um.
— Isso faz parte do passado, você devia saber que quem vive do que aconteceu lá a trás não vive o presente! – Respondeu Seiya ironizando
— Me pergunto o que fez você mudar tanto, também soube que sua irmã havia desaparecido e mesmo assim você permaneceu do lado da Saori ao em vez de procurar por ela, patético!
A raiva de Seiya começou a tomar conta de seu corpo e impulsivamente o cavaleiro correu para atacar Kazuya. Ele tentou acerta-lo com um soco que foi facilmente defendido com apenas uma mão, Kazuya segurou seu braço e o arremessou para longe forçando Seiya a se esforçar para não cair de mal jeito no chão.
— Ficou nervoso? – Debochava o cavaleiro de morcego – Apenas estou curioso, por acaso deixou de ter raiva dela porque você .... A ama?
A pergunta surpreendeu Seiya que mais uma vez começava a se enfurecer, Kazuya estava brincando com seus sentimentos e isso ele não podia tolerar, realmente Seiya a amava e chegava a dizer para si mesmo que ele a amava e a protegia não por ser Atena, mas por ser Saori Kido. Ele não sabia dizer quando ou onde começou a se sentir assim, apenas tinha certeza que realmente a tinha dentro de seu coração e ver alguém debochando disso logo depois de ter feito ela chorar fez com que Seiya elevasse seu cosmo e se preparar-se para atacar com uma energia avassaladora. Aioros ao perceber aquilo o alertou:
— Ei, isso é apenas uma demonstração peguem leve!
Seiya sabia que não podia mais pisar na bola, mas naquele momento ele decidiu não dar ouvidos a seu mestre e se preparou para atacar com uma de suas técnicas especiais.
— Não deixarei que zombe dos sentimentos das pessoas assim Kazuya! Tome isso! Meteoro de Pégaso!!!
Rajadas de meteoros formados por seus punhos iam na direção do cavaleiro de morcego, sua força e energia eram tão grandes que as areias do solo chegavam a levitar por alguns segundos, os meteoros atingiram o corpo de Kazuya, mas estranhamente eles haviam desaparecidos.
— Oque?! – Seiya estava surpreso ao ver que seu golpe não havia causado nenhum dano
A velocidade foi muito rápida, mas Aioros conseguiu ver perfeitamente o que havia acontecido. Os golpes de Seiya foram tão rápidos que nenhum humano comum poderia acompanhar, mas Kazuya bloqueou todos os golpes com suas mãos perfeitamente de forma mais rápida ainda, tão rápido que mal deu para ver seus movimentos de seus braços.
— Esse é o seu golpe especial? – Perguntou debochando
Seiya sabia que não estava diante de um cavaleiro comum, não era qualquer cavaleiro que podia desviar de seus golpes com tanta facilidade, sua velocidade era enorme, talvez tão rápida quanto um cavaleiro de ouro. Seiya tentou se preparar para atacar novamente, mas foi surpreendido pelo cavaleiro de morcego que logo apareceu na sua frente em um piscar de olhos.
— Agora é a minha vez – Continuou antes de atacar
Kazuya acertou um soco tão forte no estomago de Seiya que fez com que o cavaleiro ficasse sem ar, seguido de uma forte joelhada em seu rosto e terminando com um chute rotatório no peito do cavaleiro de Pégaso que voou longe e bateu as costas em cheio em uma das pirâmides locais causando uma grande rachadura no monumento.
Seiya cuspia sangue ao cair no chão e notou que provavelmente havia fraturado algum órgão de seu corpo, mais uma vez ele se surpreendia com a força de Kazuya. Mas ele não podia se deixar abalar e mesmo com dificuldade ele se levantou e ficou de pé.
Seu olhar ainda era o mesmo do começo da luta, ele queria fazer com que Kazuya engolisse aquelas provocações, sendo assim não podia se dar por vencido. Era hora de pensar em algo.
— O que houve Seiya? É esse todo o poder de um cavaleiro de Atena?
O cosmo de Seiya começava a se elevar novamente e dessa vez era ainda maior que antes e até mesmo o cavaleiro de morcego ficou surpreso pela sua força de vontade, mas nada que o fizesse tirar sua confiança. Do outro lado Aioros continuava a observar e percebeu que Seiya estava tramando algo, não era certo elevar seu cosmo assim de uma hora para outra e Seiya sabia disso.
Kazuya andava em direção ao cavaleiro de Pégaso que ainda elevava seu cosmo esperando sua chance para atacar. O cavaleiro de morcego continuava se aproximando confiante sem temer o próximo ataque e então quando estava a menos de dois metros de distância, Seiya pulou no ar e atacou:
— Cometa de Pégaso!
Um enorme cometa foi em direção a Kazuya que estava a poucos metros para se defender, ele não sabia que mesmo machucado Seiya poderia atacar com tanto poder assim. O cometa foi ainda mais forte que os meteoros e Kazuya foi obrigado a utilizar e pôr os dois braços na frente para poder se defender e tentar segurar o golpe com as próprias mãos, mas a força era tanta que parecia que suas mãos iriam quebrar, agora o rosto calmo de Kazuya demonstrava preocupação. Ele não tinha escolha tinha que elevar seu cosmo a um alto nível para poder reverter a situação. Seu cosmo aumentava enquanto ele ainda segurava o cometa até que finalmente ele conseguiu repelir e manda-lo para os céus.
Kazuya olhou para as próprias mãos e viu que a palma estava muito lesionada e sangrando, o golpe de Seiya o havia ferido e aquilo tinha feito com que Kazuya se irritasse. Ele olhou para todos os lados a procura dele, mas não o enxergava em canto nenhum.
— Estou aqui atrás!
Seiya havia aparecido rapidamente atrás de Kazuya que agora era agarrado por trás sem poder se defender.
— Miserável esse era seu plano?
— Heh, eu nunca quis te derrotar com meu cometa de Pégaso, aquele golpe foi apenas uma distração, mesmo eu tendo utilizado uma boa parte de meu cosmo nele eu ainda tenho energia para mais um ataque ....
O plano de Seiya havia funcionado perfeitamente, o cometa de Pégaso nada mais era que uma simples distração para poder ter a chance de poder dar o último golpe para poder acabar com a luta. Naquela altura o cosmo de Seiya já estava quase esgotado e tudo dependia daquele último ataque, era questão de tempo até aquela luta terminar.
— Vamos acabar com isso, essa luta termina agora .... Turbilhão de Pégaso!
Aquele era o último golpe da luta, o turbilhão de Pégaso com certeza iria ser o suficiente para nocautear Kazuya, mas algo não estava certo, Seiya havia ameaçado, mas seu corpo não saiu do chão, ele estava parado no mesmo local e sem se mexer, como se estivesse paralisado. Kazuya retirou os braços de Seiya que envolviam o seu corpo com muita facilidade e pela primeira vez depois de muito tempo pode-se notar um pequeno sorriso de canto em seu rosto. Como se estivesse debochando da tentativa fracassada de Seiya em terminar a luta.
— O que houve Seiya? Parece paralisado – Debochava ironicamente
— O que você fez?
— Já se esqueceu? Eu pensava que um golpe não funcionava duas vezes contra um cavaleiro de Atena
— Droga, do que está falando?
— Você caiu nas ondas sombrias, agora qualquer célula nervosa de seu corpo está paralisada e sobre meu controle!
Aioros continuava observando tudo o que havia acontecido e sem dificuldade ele havia entendido o contra-ataque de Kazuya e aonde Seiya havia errado. No momento em que Seiya se aproximou e agarrou as costas de Kazuya ele havia ficado exposto ao golpe das ondas sonoras que atingiram o corpo do cavaleiro de Pégaso.
— Seu erro foi querer utilizar o turbilhão de Pégaso, graças a isso você ficou totalmente exposto quando apareceu atrás de mim e antes de você concluir seu ataque eu utilizei minhas ondas para te paralisar, agora eu faço das suas as minhas palavras .... – Kazuya se aproximava enquanto elevava seu cosmo a um nível muito alto. Uma de suas mãos levantava até o nível do peito de Seiya – Essa luta termina agora! Presas diabólicas!
A mão de Kazuya se transformavam em garras e estavam indo na direção de Seiya, mas rapidamente Aioros parou o golpe de Kazuya segurando seu punho com apenas uma das mãos, impedindo seu golpe de acertar o cavaleiro de Pégaso. Kazuya se demonstrou surpreso com a facilidade que suas presas haviam sido bloqueadas por Aioros como se não fosse nada, era a primeira vez que alguém o havia parado daquela forma.
— O que está fazendo?! – Perguntou Kazuya irritado
— Já chega Kazuya, já vi o que eu queria ver ...
Os olhos dos dois se encaravam, Kazuya abaixou suas mãos e diminuiu seu cosmo se encerrando assim o primeiro combate entre os aprendizes de Aioros. Pelos olhos do cavaleiro de ouro havia sido um bom teste para avalia-los, porém ainda havia coisas para serem corrigidas com urgência sobre os dois.
Seiya foi ao chão caindo de joelhos, ele estava muito cansado com sua respiração bem ofegante, sendo ajudado por Aioros, por um instante Kazuya e Seiya voltavam a se encarar demonstrando que para os dois, aquele combate não era apenas um teste, mas sim algo pessoal entre os dois e que ainda não havia terminado.
— Ei! Essa área é proibida para qualquer turista! Saiam imediatamente daqui!
Uma figura estranha havia aparecido entre eles, mas não era uma pessoa comum, não parecia ser algum segurança ou vigia que tomava conta do local que estava fechado no momento. Era um homem de estatura alta, cabelos loiros e ondulados com pele pouco morena e aparentemente de corpo atlético. Mas o que mais chamava a atenção era a armadura que ele estava trajando. Uma armadura de cor vermelha cor de sangue com um detalhe de algum desenho egípcio em seu peito. Ela era brilhante como diamantes e brilhavam refletindo a luz do sol que já começava a se por
— Desculpe, estamos apenas procurando por alguém – Disse Aioros tentando ser amigável
— Não vou pedir uma segunda vez, se não saírem daqui usarei a força!
— Por favor, somos cavaleiros de Atena, não queremos confusão
— Então são vocês que estão por trás de tudo isso! Seus desgraçados acabarei com vocês aqui mesmo! Eu Ramsés de Osíris irei pôr um fim no caos que vocês fizeram em nossas terras egípcias!
Nem Aioros ou Kazuya e Seiya conseguiam entender o que estava acontecendo ali, de repente um guerreiro misterioso havia aparecido entre eles e pelo o que Aioros pode notar, era um guerreiro de origens egípcias e com um cosmo agressivo que parecia ser tão grande quanto o de um cavaleiro de ouro.
— Irei acabar com vocês seus traidores! Morram em nome da terra e do Egito!!
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