Saint Seiya: New Classic Universe!

48 As Dúvidas Pairam no Ar!


Notas iniciais
Olá galera. Quero agradecer a todos que vem acompanhando a história, é muito gratificante. Estou precisando de desenhistas para desenvolver artes dos personagens das minhas histórias. Se alguém tiver interesse ou conhecer alguém, por favor, me mandem uma mensagem. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

ATENAS – GRÉCIA

Jonathan está sentado na cadeira de sua mesa numa sala de sua empresa, a Solo Comércio Marítimo. O novo prédio da empresa é amplo, tem dez andares e a sala presidencial é no último andar, onde Jonathan se encontra. Ele pega um jornal e lê sobre o Torneio Galáctico. Stefan se aproxima.

— Veja isso Stefan. O tal Torneio Galáctico promovido pela Fundação GRAAD já teve seu início. Que patético.

— Não consigo entender o intuito desse torneio, senhor Jonathan. O que será que significam essas armaduras? – Questiona Stefan.

Jonathan se levanta e olha para Stefan.

— Não sei. Já faz um bom tempo que eu não tenho nenhum tipo de contato com a Fundação GRAAD. Após eu discutir com o senhor Kido pouco antes de sua morte por ele ter enviado aqueles garotos para vários lugares sem me consultar, eu prestei solidariedade naquele momento, mas me mantive afastado. Quando ele veio a falecer, Tatsumi, o mordomo, ficou como tutor legal da pequena Saori e ainda mantinha uma certa aproximação. Quando a garota completou 14 anos, ela mesma tão jovem já dava as cartas em tudo na fundação, e não quis mais nenhuma aproximação comigo. Deve me culpar pela morte do avô por conta da discussão. Agora ela tem 16 e já é emancipada, com certeza nunca mais terei contato com aquela fundação...

Stefan respira fundo e olha para seu patrão.

— Mas sobre o menino... O senhor não vai mais procurá-lo? Será que ele não está no tal torneio?

Jonathan fecha os olhos.

— Talvez... Mas depois de tanto tempo não sei se é o melhor. Talvez eu queira...

A conversa dos dois é interrompida com a porta se abrindo. Eram Julian, filho de Jonathan, e Sorento, filho de Stefan.

— Desculpa entrar sem permissão meu pai, mas escutei o senhor falando no nome da senhorita Saori Kido. Teve alguma notícia dela? – Pergunta Julian.

— Não. Apenas li sobre o Torneio Galáctico. – Responde Jonathan sem muita empolgação.

— Eu li também sobre. Estranho essas vontades do avô dela, não? – Diz Julian.

Jonathan vira de costas.

— Mitsumasa não era um homem confiável, me enganou em um trato que tínhamos. Então o melhor é não ter contato nenhum com eles, já que a menina quis assim. Vamos falar do mais importante. Você está próximo de completar 19 anos, e após a sua festa, você assumirá com louvor a presidência da Solo Comércio Marítimo. E eu seguirei te apoiando como vice — presidente.

Julian se aproxima de seu pai.

— Perdão meu pai, mas eu pretendo chamar a senhorita Saori para meu aniversário. Quero ser bem relacionado com ela.

Jonathan volta a se virar de frente ao filho.

— Sem problemas, se você preferir assim. Você será a partir dessa data o presidente da empresa, só peço que tome cuidado com essa garota.

— O senhor não precisa se preocupar. No mesmo dia Sorento assume a diretoria da empresa, ele me dará ótimos conselhos. – Julian sorri olhando para o amigo. – E quero que quando eu assumir, Stefan siga como gerente.

— Como desejar senhor Julian. – Diz Stefan.

Jonathan e Stefan deixam a sala que em breve será de Julian, e deixam Julian e Sorento organizar o local.

— Pretende mesmo chamar a senhorita Saori para a sua festa? – Pergunta Sorento.

— Sem dúvidas Sorento. Eu desde pequeno sou apaixonado por aquela garota. Temos pouco contato, mas eu ainda tenho sinto algo forte por ela. As nossas famílias são tradicionais, e penso no dia do meu aniversário, fazer propostas de parceria com a Fundação GRAAD como se tinha antigamente. E uma proposta em especial.

Sorento fica curioso com o comentário de Julian.

— Que proposta?

— Vou propor casamento a ela.

Sorento ri e Julian não gosta.

— Não estou brincando!

— Em pleno século XXI acho difícil que uma garota case por causa de parcerias comerciais, Julian.

Julian se senta na cadeira da presidência.

— Sei que é difícil. Mas talvez ela sinta o mesmo que eu... Quando pequenos ficamos próximos, eu nunca a vi com nenhum namorado, sou um ótimo partido. Vou conquistá-la Sorento.

Sorento resolve não falar nada. Ele sai da sala com uns papéis na mão. Sorento pega o elevador para descer até o térreo. Ele pensa consigo mesmo.

— Poseidon deve estar próximo de despertar em Julian. Nesse momento, Poseidon e Julian serão uma pessoa só. Sei que essa garota Saori tem alguma ligação com Athena. Quando Julian sentir as vontades de Poseidon, não sei se ele irá querer tomar essa atitude, de casar com uma humana. Mas no momento é melhor aguardar...

SANTUÁRIO – GRÉCIA

Aioria regressa ao Santuário e se encaminha para as doze casas. Ele encontra Mu na primeira casa e entrega as armaduras danificadas para ele.

— Que bom encontrá-lo aqui Mu. Precisarei de sua ajuda na restauração dessas armaduras.

— Deu sorte Aioria. Eu já estava regressando a Jamiel para continuar os treinamentos de Kiki. Pois bem, me deixe vê-las.

Mu analisa as armaduras.

— Bom, dará para restaurá-las sem grandes problemas. O problema delas é falta gamânio, que as da resistência. Por isso foram destruídas tão facilmente pelo que posso ver. Elas ficarão mais resistentes, mas seus cavaleiros necessitam evoluir também.

Mu pega pós de estrelas e começa a restauração. Aioria o conta o ocorrido no torneio.

— Mu eu sei que esse torneio também foi pensado pelo seu mestre, nosso Grande Mestre. Mas penso se não é irresponsabilidade esse tipo de torneio. Parece exibicionismo e é muito perigoso, podendo atrair muita ganância.

Mu olha para Aioria e paralisa a restauração.

— Talvez a intenção seja essa, Aioria. Há algum inimigo agindo ocultamente, e precisamos descobrir.

Aioria fica pensativo e resolve ir para a casa de Leão, deixando Mu trabalhando em paz.

Na casa de Virgem, Shaka está meditando quando percebe alguém adentrando.

— Então é você que está aí?

— Sim Shaka, sou eu, Máscara da Morte.

Shaka para sua meditação e fica diante do cavaleiro de Câncer.

— O que deseja aqui?

— Vim perguntar se já sabe do tal torneio que está tendo no Japão.

Shaka confirma e Máscara da Morte diz sua opinião.

— Acho ridículo cavaleiros de Bronze lutar como fosse um espetáculo. Não acredito que Athena aprove esse tipo de conduta. Aliás, cadê Athena?

— Eu confesso que também não sou muito simpático a essa prática. Mas pelo que sei era uma vontade do Grande Mestre Shion. Athena estava sendo protegida para crescer sem sofrer risco. – Responde Shaka.

Máscara da Morte mira seu olhar para a saída da casa de Virgem e pensa na sala do Grande Mestre.

— Isso de ser vontade de Shion é Aioros quem diz, vai saber se é verdade. E Athena já está crescida, deveria voltar ao Santuário. Temos que tomar cuidado, Aioros está escondendo Athena e isso já está ficando estranho. Vamos ficar alerta.

Shaka fica pensativo com as palavras de Máscara da Morte. O cavaleiro de Câncer resolve retornar.

— Vou regressar a minha casa Shaka. Senti o cosmo de Aioria e não quero encontrá-lo passando pela casa de Leão. Prefiro encontrá-lo em minha casa, para ele não ficar falando bobagens. Com licença.

Shaka olha em direção a sala do Grande Mestre. Ele se mostra preocupado.

TÓQUIO – JAPÃO

COLISEU GRAAD

Amanhece um novo dia. No centro médico do Coliseu, Ikki está acorrentado a bolas de ferro, tanto as mãos como os pés. Shun se aproxima do irmão.

— Meu irmão... O que está acontecendo com você?

— Me tire daqui Shun. Me liberte, vamos!

Shun passa a mão na cabeça de Ikki e chora.

— Estava com tanta saudade Ikki. Me dediquei tanto para chegar esse dia.

— Chega de choro Shun, isso me irrita. Você tem que se unir a mim, vamos nos vingar de tudo o que nos fizeram passar. O maldito do Tatsumi me confessou que o lugar onde você foi treinar também era um inferno. Me conte, como sobreviveu?

Shun conta a Ikki os acontecimentos na Ilha de Andrômeda e Ikki conta para Shun o inferno que foi na Ilha da Rainha da Morte.

— Meu irmão... Eu sinto muito por tudo que você passou. Mas por favor, não deixe esse ódio contaminar você totalmente. – Pede Shun.

— Cale-se Shun. Vai deixar seu irmão preso aqui? Vamos, me solte.

— Tudo bem...

Na hora que Shun vai desacorrentar Ikki, Nikol chega.

— Não faça isso Shun de Andrômeda.

Os dois cavaleiros de Bronze encaram Nikol.

— Seu maldito. Se Shun não me soltar, eu mesmo me viro para sair daqui e acabo com você! – Grita Ikki.

— Não adianta. Essas bolas de ferro são armas de punição a prisioneiros de Athena. Enquanto tiver ódio e maldade dentro de você, não conseguirá se soltar.— Diz Nikol.

— Isso é o que pensa seu capacho. – Ikki resmunga.

Nikol se aproxima de Shun.

— Por favor, senhor Nikol...

— Shun, por favor, me deixe a sós com seu irmão. Preciso falar com ele.

Shun resolve se retirar com os olhos marejados. Nikol senta ao lado de Ikki.

— Conte-me seus planos, Ikki de Fênix. O que você e Guilty estavam planejando?

— Guilty? Hahahahahahaha.

Nikol olha sério para Ikki que gargalha.

— Seu idiota. Guilty já está morto há três anos. Ele morreu pelas minhas próprias mãos. Esse Santuário é mesmo incompetente.

Nikol se levanta e segue encarando Ikki.

— Agora consigo compreender. Foi a três anos que perdemos o contato com a Ilha da Rainha da Morte. Se Guilty morreu, a sua máscara, que o deixava selado na Ilha e a selava também perdeu o efeito. Com isso os rebeldes começaram a agir e o Santuário perdeu seu satélite.

— Então sabe me dizer por que o emprestável do meu mestre Guilty tinha aquela máscara horripilante? – Pergunta Ikki.

Nikol fecha os olhos.

— Se me disser por que matou seu mestre...

— Simples. Aquele imbecil era um assassino sórdido. Ele matou sua filha Esmeralda na minha frente. Explodi todo o meu cosmo e acabei com ele. – Explica Ikki.

Nikol volta a abrir os olhos e sentar.

— Você de fato tem um cosmo fora do normal para um cavaleiro de Bronze. Para matar assim um homem com nível de cavaleiro de Prata... E como conseguiu terminar seu treinamento sem seu mestre?

— Você pergunta demais. Não respondeu o que combinamos. – Ikki se irrita.

Nikol percebe o quanto Ikki é astuto.

— Pois bem. Seu mestre Guilty era um aspirante a cavaleiro de Prata, ele seria o cavaleiro de Prata de Fornalha. Porém ele desafiou o Grande Mestre e foi punido sendo mandado para cuidar da Ilha da Rainha da Morte. A máscara o deixava selado lá, selava a Ilha e protegida a ação de renegados.

— Entendi. Então quem se rebela contra o poderoso Grande Mestre é punido. – Ironiza Ikki.

Nikol fecha os olhos e respira fundo. Ele percebe o quanto o ódio de Ikki o domina.

— Não. Simplesmente Guilty tinha a ganância de dominar o mundo e queria primeiramente tomar o lugar do antigo Grande Mestre. Ele tinha planos malignos e com isso foi punido.

— E vocês mandam um aspirante para treinar com aquele monstro, seus malditos. — Ikki se altera, tentando em vão partir as bolas de ferro que o prendem.

Nikol volta a se levantar.

— A armadura de Fênix jamais havia sido conquistada. Infelizmente passar por aquele inferno era necessário para tirá-la de lá. Por sorte, nenhum ser maligno jamais a conquistou. E sei que no fundo você não é maligno. Se tivesse treinado esses seis anos com Guilty, talvez hoje seu ódio fosse maior.

— Você nada sabe a meu respeito, capacho do Santuário!

Nikol vira de costas.

— Você que pensa! Bom, diga quem o ajudou a concluir seu treinamento.

— Você é surdo. Já disse, consegui por mim mesmo. – Ikki eleva o tom de voz.

Nikol se afasta indo para a porta do centro médico.

— Muito bem. Pense em suas atitudes. Limpe sua mente, você ainda está no torneio e tem direito de lutar caso consiga se livrar desses pensamentos.

— Não sou um palhaço de circo daquela pilantra da Saori. – Grita Ikki.

— Pense cavaleiro, pense... – Nikol se retira. Ikki se debate, mas não consegue se soltar.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: New Classic Universe: "A Tabela da Segunda Fase do Torneio."