Saint Seiya: New Classic Universe!

49 A Tabela da Segunda Fase do Torneio!


Notas iniciais
Olá galera. Hoje tem capítulo novo. Espero que estejam gostando do conteúdo da história. Estou a procura de desenhistas que tenham interesse e desenvolver personagens das minhas histórias. Se alguém se interessar, só me mandar uma mensagem. Boa leitura.

Passam-se cinco dias após o ataque de Ikki. Seiya e Shun se encontram no corredor e começam a conversar.

— Seiya, meu irmão segue preso no centro médico. Já ouvi Nikol dizer que quer levá-lo a um local onde ficam prisioneiros do Santuário, não posso permitir!

— Ikki quer matar todo o mundo Shun. Você sabe a bronca que tenho da Saori, mas não será assim que resolveremos o problema. O que temos que saber é o que a Fundação GRAAD tem a ver com os cavaleiros de Athena. E Ikki tem que tirar as ideias malignas da mente dele.

Seiya e Shun percebem a aproximação de Hyoga. Ele está com um papel na mão.

— A segunda fase do torneio já está programada. Começa em dois dias. E a tabela já está pronta.

Hyoga entrega o papel na mão de Seiya. Ele encara Shun.

— É melhor se prepararem. Em especial você, Shun de Andrômeda! – Hyoga os deixa para trás.

Seiya começa a ler o papel e vê a tabela:

TORNEIO GALÁCTICO – SEGUNDA FASE

LUTA 1: PÉGASO X DRAGÃO

LUTA 2: ANDRÔMEDA X CISNE

LUTA 3: CAMALEÃO X FÊNIX

LUTAS DA REPESCAGEM

REPESCAGEM 1: HIDRA X LINCE

REPESCAGEM 2: LEBRE X URSA MAIOR

REPESCAGEM 3: LOBO X UNICÓRNIO

(Dos 3 vencedores da repescagem, os dois com maior pontuação se enfrentam em mais uma luta, conseguindo a vaga para a semifinal)

SEMIFINAL

VENCEDOR LUTA 2 X VENCEDOR LUTA 3

VENCEDOR LUTA 1 X VENCEDOR REPESCAGEM

Seiya entrega o papel para Shun ver.

— Eu vou ter que enfrentar... O Shiryu... – Diz Seiya, se mostrando descontente.

— E eu o Hyoga... Por isso ele veio falando daquele jeito. – Conclui Shun.

Seiya está pensativo, quando percebe que Shun soltou o papel no chão e deu um grito.

— Não!

— O que foi Shun? – Seiya se assusta.

Shun aperta os braços de Seiya, mostrando desespero.

— Seiya... O Ikki, se lutar, irá enfrentar a June... E se caso eu vencer o Hyoga... Enfrentarei um dos dois na semifinal!

— E eu vou enfrentar o Shiryu que era quem eu estava mais próximo. Parece que a Saori faz de propósito...

Shun se retira chorando. Seiya está irritado.

— Tenho que vencer para reencontrar minha irmã. Quanto mais longe chegar, mais próximo dela posso estar... Mas preciso fazer algo antes.

Anoitece e Seiya vai até o orfanato conversar com Mihu. A sua amiga de infância diz que por enquanto não tem notícias de Seika.

— Acalme-se Seiya. Você lutou apenas uma vez. Com certeza a segunda fase mostrará mais o desempenho de vocês. A chance de Seika ver é muito maior.

— Talvez você tenha razão Mihu. Eu vou ter que enfrentar o Shiryu... O Shun está arrasado, pois caso vença sua luta irá enfrentar ou o seu irmão ou a nossa amiga de infância, que se tornou ainda mais próxima dele por ser sua parceira de treinamento.

Mihu convida Seiya para ir ver a lua do lado de fora. Os dois olham a imensa lua cheia no jardim.

— Vi o Shiryu a pouco com a Shunrei. Ele parece gostar tanto dela... – Comenta Mihu.

— Ele gosta mesmo. Muito chato enfrentá-lo... – Seiya está com o olhar perdido no céu.

Mihu encosta a cabeça no ombro de Seiya. O cavaleiro de Pégaso só pensa no seu futuro.

— Quero muito descobrir o que acontecerá após o torneio. Se eu encontrar minha irmã, tenho vontade de sumir com ela e deixar a armadura para o Santuário. Mas ao mesmo tempo, todos esses anos treinando com Marin, eu sei que tenho uma missão... Quero tanto saber sobre Athena...

Mihu olha para Seiya.

— Então faça o que um bom cavaleiro faria Seiya.

As palavras de Mihu despertam um pensamento em Seiya.

— É exatamente isso que farei Mihu. Tenho que ir, depois nos falamos. Boa noite!

Seiya vai embora e Mihu fica triste com a partida dele.

Saori está caminhando perto do mar. Ela olha para as estrelas.

— Meu avô... Senhor Shion, por favor, me deem um sinal.

Porém o sinal que Saori vê não é nada bom. Uma estrela no céu fica vermelha.

— O que é isso?

A estrela parece cair. Ela se torna uma maçã dourada!

— Não pode ser... Éris!

Uma voz é emitida de dentro da maçã.

— “Não adianta Athena... Você não conseguirá evitar que eu tome o corpo que me pertence. Nada você poderá fazer.”

— Desista Éris. Eu não vou permitir que você faça maldades. – Responde Saori.

— “Hahahaha maldades? Quem é você Athena para dizer isso? Gosta de se vangloriar como deusa da sabedoria, mas não negue o que de fato você é. Você é a deusa da guerra Athena, você é a responsável por todo esse mal que há no mundo. E além de tudo é uma deusa machista, você desmerece as próprias mulheres que estão no seu exército, só valoriza as puxa-sacos das suas guarda costas.”

Saori muda seu semblante se mostrando bastante incomodada.

— Você está enganada Éris. Mas o que pode se esperar da deusa da discórdia? Sua maldade jamais me vencerá!

— “Sou a deusa da discórdia e você tem me representado muito bem. A diferenciação que você faz entre homens e mulheres causam imensa discórdia hahahaha. Você não é uma deusa preparada Athena. Não está preparada para comandar nada nessa geração que estamos.”

— Você é que pensa! – Saori eleva seu cosmo.

— “Nos enfrentaremos Athena.” — A maçã desaparece.

Saori deixa uma lágrima cair.

— Essa geração é totalmente diferente das anteriores. Eu me sinto apenas Saori... Preciso recuperar as memórias de Athena. Por quê? Por que esse é meu destino? – Saori fica pensativa.

Shiryu está próximo dali com Shunrei. Os dois namoram e conversam.

— A segunda fase está chegando Shunrei. Estou ansioso.

— Quem será que você vai enfrentar?

Shiryu olha para lua.

— Ainda não sei. Não peguei a tabela e...

— Você enfrentará o Seiya!— Hyoga os surpreende.

Shiryu e Shunrei se viram.

— Hyoga!

— Desculpe ter escutado a conversa de vocês. É que não resisti. – Se justifica Hyoga.

Shiryu se mostra incomodado. Hyoga o mostra a tabela.

— A June deve já ir para a semifinal. Ikki não aceita lutar pelo torneio. Então eu devo enfrentá-la na semifinal se ela vencer Shun, o que acho ridículo. Quem vencer entre você e Seiya irá enfrentar quem vir da repescagem.

Shiryu balança a cabeça negativamente. Hyoga resolve os deixar a sós.

— Vou ter que enfrentar o Seiya. Mas irei vencer. Sei que ele quer encontrar a irmã, mas eu tenho objetivos maiores. Ser um forte cavaleiro. – Diz Shiryu abraçando Shunrei.

Seiya está chegando à fundação e encontra Saori no jardim, olhando para a lua. Ele se aproxima.

— E então, está feliz com a segunda fase que criou? Fazer amigos lutarem, abrir a chance de parceiros de treinamento ou irmãos lutarem. Deve estar uma grande diversão para você hein?

Saori não reage às palavras de Seiya. Ele se irrita se sentindo ignorado.

— Não tem coragem de olhar nos meus olhos, não é? — Seiya vira Saori de frente a ele e percebe que ela está chorando.

Seiya e Saori se olham por alguns segundos. Seiya a questiona.

— Por que você está chorando?

— Me deixe Seiya, por favor! – Responde Saori se virando novamente.

Seiya volta a virá-la de frente.

— Fale o que está acontecendo.

— O que adianta te falar alguma coisa? Eu sou um monstro para você, não sou? Então você deveria estar feliz de ver um monstro chorando. — Saori sai correndo para dentro da fundação.

Seiya sente pena de Saori e fica cada vez mais confuso de qual o sentido do torneio. Ele resolve agir no próximo dia.

Um novo dia amanhece e Seiya vai até o centro médico. Todos os cavaleiros receberam alta e estão repousando em seus alojamentos, e apenas Ikki está lá preso. Seguranças barram Seiya.

— Garoto, aqui só tem um prisioneiro que irá ser levado logo daqui. Os outros já receberam alta. – Diz um dos seguranças.

— Eu sei. Mas é exatamente com o garoto que está preso que quero falar! – Responde Seiya tentando olhar para dentro do centro médico.

— Negativo. Retire-se!

Seiya finge ir embora, mas em uma grande velocidade derruba os seguranças. Todos perdem a consciência.

— Me desculpem. É só um tempinho para eu ver o Ikki.

Seiya se aproxima de Ikki, que está debilitado de tanto tentar se livrar das bolas de ferro. Ele avista Seiya.

— O que você quer aqui?

— Quero falar com você Ikki. Saiba que a sua bronca da fundação é a mesma que a minha. Quero entender o que aconteceu com você.

— Se é a mesma por que está participando desse circo? – Questiona Ikki.

— Por dois motivos. O primeiro é que quero encontrar minha irmã, e o torneio pode ser um chamariz. E o outro, assim como você e os demais, sou cavaleiro e quero descobrir minha função a partir de depois do fim do torneio.

Ikki começa a rir e Seiya segue sério.

— Você é um otário. Vai seguir as ordens de quem mandou você para treinamento? Ah, lembrei, você treinou no próprio Santuário, já está mancomunado com eles.

Seiya fecha os olhos.

— E o que você queria quando voltou para cá?

— Roubar a sagrada armadura, me vingar de todos, derrubar o Santuário e me aliar com quem for forte para fazer justiça. Seja bom ou mal, eu quero cada vez mais poder! – Responde Ikki convicto.

Seiya fica balançando a cabeça negativamente. Ikki se irrita.

— E você Seiya? Vai aceitar tudo do jeito que está? Seu treinamento deve ter sido muito tranquilo para você não se revoltar.

— Meu treinamento foi árduo Ikki. Assim como de todos aqui. Talvez sua grande desvantagem tenha sido viver em um lugar que mais parece um inferno com um mestre maligno. Eu entendo sua revolta. Mas acredito que não seja só ódio que tenha dentro de você! – Diz Seiya.

Ikki resolve contar a Seiya tudo o que aconteceu na Ilha até a morte de Esmeralda. Ele oculta quem o ajudou após a morte de seu mestre. Seiya fica perplexo.

— Eu compreendo seu ódio. Mas o que você pensa de seu mestre?

— Um maldito, desgraçado. A morte dele foi pouco perto do que ele merecia! – Ikki se altera.

— Acho que não. Eu acredito que você admire seu mestre!— Seiya vira de costas.

Ikki explode seu cosmo de raiva.

— Como você se atreve a falar uma barbaridade dessas?

— Ué, você quer se tornar igual ele. Você mataria naquele dia seu irmão, seus amigos de infância, pessoas comuns, todos que se colocassem no seu caminho. O que o seu mestre fez é pouca coisa pior do que você pretendeu fazer.

Ikki perde a fala com o comentário de Seiya. Ele começa a se lembrar de sua infância.

— A garota que seu mestre matou, a Esmeralda... Você acha que ela gostaria do que você está fazendo? – Instiga Seiya.

— Não se atreva a colocar Esmeralda nessa conversa.

Seiya fica novamente de frente a Ikki.

— Você e eu tínhamos objetivos parecidos quando fomos para os treinamentos. Regressar e reencontrar nossos irmãos. Só que você se esqueceu disso.

— A choradeira do Shun me irrita. E é normal esquecer algumas coisas vivendo no inferno. – Ikki responde no mesmo momento.

Seiya olha fixamente para Ikki, ficando ainda mais sério.

— Você esqueceu, mas ele não. Ele, na Ilha de Andrômeda, enfrentava temperaturas de 50 graus de dia e abaixo de zero a noite. Ficou acorrentando no fundo do mar. Viveu situações que o deixaram no limite de suas forças. Todo mundo aqui o considerava o mais frágil e ele enfrentou um dos piores treinamentos, talvez não só pior que o seu. E ele só queria te reencontrar. Mas parece que o Ikki que todos conhecemos morreu. Não só o Ikki que conhecemos como o Ikki que a Esmeralda tanto gostava também.

Ikki se lembra das últimas palavras de Esmeralda.

—“Ikki... Você vai se tornar o Fênix. Obrigada por tudo, você foi a melhor coisa da minha vida.”

Ikki deixa uma lágrima cair.

— Desde o dia que a perdi, deixei qualquer sentimento bom de lado.

— Eu entendo, mas você tem o Shun. E você está fazendo exatamente o que seu mestre queria. Odiar todos, enfrentar o Santuário, seguir o legado dele.— Diz Seiya.

Ikki se recorda de Guilty tramando com Jango. Ele sabia que sua presença na Ilha era apenas uma forma de Guilty conseguir se vingar do Santuário. E que se Jango não conseguisse a armadura de Fênix, que estava na cara que não conseguiria por sua mentalidade, fazendo Ikki cavaleiro de Fênix o faria ter alguma relevância no Santuário. E isso o faria tramar sua vingança. Era exatamente o que Ikki estava fazendo, e embora ainda sentisse ódio, ele sabia que não eram todos no Santuário responsáveis por tudo o que ele passou. O que Seiya havia dito era verdade, alguém precisaria enfrentar o inferno para conseguir a armadura de Fênix, e não foi à toa que Guilty foi selado lá, ele era capaz de treinar o sucessor. Ikki sabe que também teve outro grande responsável por ele ter conseguido a armadura de Fênix, e esse homem estava afastado do Santuário por se achar culpado pelo mal que um dia trouxe ao Santuário da deusa. Ikki cai em si, mas não entende o que Seiya quer.

— Seiya o que você quer aqui?

— Quero que você continue participando do torneio!

— O que? – Ikki grita.

Ikki e Seiya se olham em silêncio.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: New Classic Universe: "Pégaso x Dragão: O Combate Entre Seiya e Shiryu."