Saint Seiya - Kali Yuga Chronicles
1 Capítulo 1 - Presságios
–-Ah!
A amazona acordou de repente, e logo foi a procura de sua Pandora Box. Foi para fora do casebre que vivia, e sob o luar, abriu a caixa, revelando a figura em forma de taça. Sarah sentia que precisava usar os dons secretos de sua armadura.
Ela ergueu-se para olhar a água que a armadura de Taça continha, uma espiada para o futuro. E o que viu foi alarmante: a mais terrível guerra santa estava vindo.
Havia um mar de sangue naquela casa em Nova Déli. A jovem de pele bronzeada e longa cabeleira negra olhava para os corpos dos pais e da avó, sangrando ainda que sem vida já. Não, errado. O corpo era da parente, mas Parvati, a órfã, não estava mais ali. Olhos avermelhados e brilhantes, dos quais escorria as últimas lágrimas da hospedeira. Lágrimas de sangue.
–Kali-sama...
Um rapaz esguio, de traços orientais, não muito alto apareceu na porta do cômodo.
–Samraat Setsuna de Shiva, há quanto tempo.
O homem entrou e tocou de leve no ombro da jovem.
–Estamos todos reunidos aguardando pela senhora.
–Muito bem, começaremos a esmagar o Santuário. – Kali sorriu e começou a sair, sem se importar com aqueles que matara, limpando o sangue que Parvati chorara.
Setsuna a seguiu, como um cão fiel a seu dono e ambos sumiram no mapa, antes da chegada dos policiais.
Eram dias calmos aqueles no Santuário, todos dormiam, com exceção daqueles que faziam a ronda.
Uma jovem amazona, vestida com sua armadura prateada e levemente azulada corria em direção a primeira casa.
–Messura-sama! Messura-sama! Por favor, acorde!
Sarah de Taça parou bem na porta, esperando o guardião do primeiro templo, Messura de Áries, surgisse na porta.
Com tanto berros, o cavaleiro de ouro teve que aparecer, sequer vestira algo a não ser o pijama sobre o robe preto de seda.
O guerreiro espantou-se ao ver a amazona de pele morena.
–Sarah de Taça!? Faz tempo que não a vejo.
–Preciso falar algo para o Grande Mestre, estamos em perigo.
–Perigo? Desde que derrotamos Hades estamos em paz.
–Eu vi na água sagrada da armadura...
–Viu...?
–Kali despertou e irá nos enfrentar.
–Kali? Está dizendo que...?
Messara não podia acreditar, nunca antes Kali se erguera, apesar de atuar como deusa que era do mundo celestial dos hindus. Então se ela se levantou...
–Kali Yuga... A era dos demônios e fim do mundo... Vamos, Sarah, temos que avisar Atena! — ele ergueu sua mão e seu cosmo, invocando sua sagrada armadura dourada, que cobriu seu corpo.
–Atena despertou?
–Ela era a amazona de Altar, Stephanie. Parece que foi uma estratégia da deusa. Agora, vamos!
Os dois santos começaram a corrida rumo ao templo de Atena. Algo se movia nas sombras naquele momento.
Cabo Sunion, era onde o dourado Luiz de Touro montava sua guarda, como o era usual em noites assim. Temia que, assim como no passado, alguém descobrisse os caminhos para despertar o deus dos mares.
Então, sentiu um cosmo agressivo e ao se virar, viu um homem grandalhão, com traços rústicos e envelhecidos, mas bem se via que era forte, muito forte.
–Alto! Quem ousa profanar o solo sagrado do Santuário?
–Vocês são os seres que profanam algo! Renda-se e tenha uma morte piedosa pelas minhas mãos como Kali-sama nos ordenou.
–Kali? Como?
Quase o cavaleiro de Touro não se defendia do ataque veloz do intruso, tanto que só pode identificar a estranha espada, com várias lâminas formando um "chicote" metálico quando o mesmo recuou.
–Tenha a morte pelas mãos de samraat Bash de Ganexa, cavaleiro de ouro!
–Não mesmo! — Luiz se posicionou na forma de iai e já logo atacou. — Grande Chifre!
O dourado sorriu arrogante ao nada ver, crente que pulverizara o inimigo. Mas então sentiu algo mórbido pelas costas. Bash estava lá, terminando sua esquiva e pronto para atacar.
–Fraco demais, pecador! MORRA!
Foi quando o solo do Cabo Sunion soube o sabor do sangue dourado e da morte impiedosa de um cavaleiro de ouro.
–Entendo, Sarah... Precisamos nos preparar para os ataques...
Stephanie... Ou melhor, Atena, estava pálida. Assim como a amazona de Taça encontrara o cavaleiro de Áries, ela cobria a roupa de sono com um robe de seda, porém este era branco.
Weslley, o Grande Mestre parecia tão estarrecido quanto a deusa.
–Muito bem, Sarah. Ordeno que recrute cavaleiros de bronze e os envie como mensageiros recrutando todos os cavaleiros de prata e ouro para que se reúnam no Santuário. Não podemos perder tempo! -foram as palavras do grande mestre.
–Sim, senhor!
–Messura, contacte quem puder com seus poderes, isso adiantará e comece a preparar as armaduras. Se estamos na Kali Yuga, precisaremos de força pra mudar a roda do destino.
–Conte comigo, senhor!
Os dois santos saíram do salão para cumprirem sua missão. Uma guerra santa estava anunciada.
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