Saint Seiya - Dio Axia
4 Ato III - Mau Agouro
Notas iniciais
25 de Agosto
Atenas – Santuário
Subiram as escadas como se não tivessem fim, mas ao menos chegaram na entrada das Doze Casas.
Jan, Witells e Sirrah ao que parecem, estavam atrasados para a reunião com o Mestre Kourion, desta vez o atraso não se devia a Jan, a jovem Sirrah confirmara que estavam no horário combinado e o ponto de encontro seria a entrada da primeira Casa, Áries, mas no local não havia ninguém!
Pouco mais de quarenta minutos se passaram, impaciente, Witells recolocou a urna nas costas e começou a descer novamente, Sirrah pediu para aguardar mais um pouco, no entanto foi ignorada.
Momentos depois, Jan escutara passos vindo do templo de Áries, e o mesmo gritou para Witells que voltasse, esse que já estava há dois lances abaixo da grande escadaria.
A pessoa que se mostrou a frente dos demais era outro jovem, parecia ter a mesma altura de Jan, cabelos escuros e espetados, um manto branco cobria seu corpo, e pela aparência, não era Europeu.
Se apresentou:
– Bom dia irmãos, de última hora nosso Mestre resolveu mudar de local, ele solicita a presença de vocês na Casa seguinte.
– Mas o que? E quem é você? — disse Jan.
– Perdão aos meus modos, sou Hanguk da Constelação de Lince, vim do Leste Asiático, de Kaesong, uma cidade da Dinastia Goryeo, também sou Cavaleiro de Bronze como vocês.
– Eu não sou! — respondeu Wittels que já estava adentrando a Casa de Áries.
– Desculpe, não entendi.
– Ele quis dizer que é um Cavaleiro de Prata, perdoe seu temperamento. — falou Sirrah.
Minutos depois, todos a postos na Casa de Touro, na entrada, outro Cavaleiro se apresentou, era Orlean de Triângulo, Santo de Prata, proveniente da região Hispânica, este garoto de cabelos avermelhados até os ombros era amigo de Hanguk.
Mais ao fundo, sentados sobre as escadas, estavam dois jovens também da patente de Prata, o primeiro, cumprimentou com um bonne journée, era o francês Yugo Payens de Escudo, já o outro, e o único que vestia uma armadura, virou o rosto dizendo à um homem encostado numa coluna dórica para começarem a reunião.
Porém...
– Não vejo ninguém aqui como inferior ao outro, se não se apresentar não começaremos! — dissera o homem, que mesmo entre as sombras devido ao forte sol que se encontrava no momento, parecia uma pessoa de altura elevada.
– Hunf, pois bem! SOU JANO DA CONSTELAÇÃO DE CENTAURO, MUITO PRAZER!...Cavaleiros atrasados.
– Mas que tom de arrogância é esse, qual é a desse idiota?! — dissera em baixo tom o ruivo Orleans.
Passadas as apresentações "cordiais", o homem chamado Kourion e tutor de todos os Cavaleiros presentes ali, se mostrou visível a todos e explicou o chamado do Santuário:
– Há seis anos, enviamos muitos de vocês para diversos lugares afim de se tornarem Cavaleiros. Como todos sabemos, Athena se quer mostrou indícios de ter retornado à Terra ou ainda não despertou em algum lugar.
– Somos praticamente a primeira geração de Cavaleiros desta Era que se inicia, e devido a escassez de guerreiros me propus a ser mentor de todos vocês durante estes longos anos.
– Passaram por difíceis provações, lutaram contra os próprios amigos, neste treinamento muitos perderam suas vidas, no entanto, os que entenderam o real poder de um Cavaleiro sendo a base de tudo o Cosmo, saíram vitoriosos nesse processo, e foram vocês, novos Cavaleiros de Atena. Num futuro próximo, esperamos que todos vocês passem os fundamentos a novos aspirantes, sejam mestres e continuem o legado dos Cavaleiros.
Um breve suspiro e finalizou:
– Mas agora é pra valer!
Via-se algumas feições mudarem entre os Cavaleiros, umas mais sérias outras com expressões surpresas.
– De acordo com o Grande Mestre, suas previsões e consultas aos oráculos, algo iminente esta por vir, uma nova Guerra! — Exclamou Kourion.
– Senhor, seria outra batalha contra Ares? — Questionou Yugo de Escudo.
– Não, ele não deu indícios de um novo confronto contra o sangrento Deus da Guerra, assim como foi há 250 anos atrás, onde todos perderam suas vidas. Mas o Grande Mestre referia-se à uma nova entidade, algo talvez inédito nos confrontos terrenos, mas não aprofundamos em detalhes ainda.
– Então o que temos que fazer? — indagou Jano de Centauro, sentado sobres a escadas de frente para os Cavaleiros, mas atento as palavras do Mestre Kourion.
– Investigar! No Santuário, posterior a Casa de Peixes existe um Templo dedicado a artefatos sagrados, no seu interior há um grande Mapa Olímpiano alojado a uma parede cósmica, nele revela-se todos os objetos que estão fora do Santuário.
– E um artefato de grandes proporções fora localizado na Ilha Lemnos, pressentimos que algo de muito ruim acontecerá caso caia em mãos erradas.
Mestre Kourion dera um passo a frente, agora com um olhar centrado dirigido a todos ali, dissera:
– Por isso, estou convocando três Cavaleiros para esta missão!
Alguns ficaram surpresos, outros nem tanto, Jano que estava a frente de todos esperava a escolha...
Kourion disse:
– Os recém chegados Sirrah de Andrômeda e Witellsbach de Cães de Caça se apresentem a frente!
Jano de Centauro analisava os demais Cavaleiros imaginando que seria o terceiro escolhido...
– Vocês acompanharão Yugo Payens de Escudo, este jovem já possui experiência suficiente para uma missão como esta. Descansem o restante do dia, pois amanha no crepúsculo matutino uma caravela estará de partida para Ilha Lemnos.
– Sim senhor Kourion! — responderam os três.
De cabeça abaixada e braços cruzados, soltou um breve riso:
– E por favor, não me chamem de senhor, tenho apenas alguns anos a mais que vocês haha.
– Os demais aguardem segundas ordens — finalizou Kourion.
O Cavaleiro de Centauro não disse uma palavra, mas pensava em algo quando deixava a Casa de Touro. Seu ego era muito grande para aceitar não ser um dos incumbidos a esta missão.
Continua...
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