Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!

18 Shun e Shaka: A Ligação Cósmica!


Notas iniciais
Olá pessoal. Hoje é dia de novo capítulo. Espero que estejam gostando. Peço para quem puder deixar um comentário, incluir a história em suas listas e compartilhar com os amigos. Isso incentiva meu trabalho me ajudando a crescer aqui no Plus Fiction. Conto com vocês. Espero que gostem do capítulo de hoje. Boa leitura



SANTUÁRIO – GRÉCIA


No jardim das árvores gêmeas, Saga, Camus e Shura sofrem sem quatro de seus sentidos.

- Eu já disse. A única forma de me derrotarem agora é usando a Exclamação de Athena. — Diz Shaka.

- O que? – Camus se assusta. – Não, isso jamais! Esse é um ataque utilizado por cavaleiros de Ouro banidos por Athena.

Shaka abre um sorriso avistando a tensão dos renegados.

- Vocês não têm o que temer. Agora vocês seguem a Hades.

Saga se levanta com muita dificuldade e encara Shaka.

- Pois bem, Shaka. Nesse caso então iremos utilizar a Exclamação de Athena.


Na casa de Escorpião, Milo se mostra tenso.

- Shaka você está conduzindo aqueles três... Você está querendo mesmo morrer?


No Templo de Athena, mesmo exausta e protegendo os cavaleiros no Templo Submarino, Saori sente a intenção de Shaka.

- Shaka... Você está querendo se sacrificar...


Aioria e Mu chegam na casa de Virgem. Entre os escombros da casa, os dois não avistam ninguém.

- Eles não estão aqui. – Diz Aioria.

- Então Shaka os conduziu até o jardim das árvores gêmeas. Isso significa... Que Shaka pretende morrer!

- O que? – Aioria arregala os olhos.


No jardim das árvores gêmeas, Camus está contrariado quanto a utilizar a técnica citada por Shaka.

- Nós não podemos fazer isso.

- Eu também não acho viável. Se usarmos esse golpe nós poderemos... – Shura também se mostra contrário.

Saga vira de costas e se comunica com os outros dois renegados.

- Vocês não entendem? Desde que Shaka nos trouxe até o jardim das árvores gêmeas ele passou a buscar a sua própria morte e não uma vitória sobre nós. Por isso ele quer que usemos a Exclamação de Athena. Esse golpe que emana da união de três cavaleiros de Ouro e concentra o maior poder ofensivo em um único ataque. Esse golpe em pequena escala equivale ao big bang que deu origem ao nosso Universo. Por isso Athena proibiu esse golpe desde a antiguidade.

- Esse golpe é sombrio, os cavaleiros que utilizam nunca... – Camus não está aceitando a proposta.

- Vocês não têm mais nada a perder. – Shaka interrompe. – O tempo que estão hesitando pode ser fatal para os seus cinco sentidos. Eu já tirei quatro deles. Agora tirarei o último. Preparem-se.

Os três renegados ainda estão lamentando a situação.

- Cavaleiros de Athena lutam por justiça e tem que ser dignos até o fim. Athena proibiu a Exclamação de Athena onde três cavaleiros de Ouro se unem para derrotar um oponente só, já que para ele lutar assim não existe honra. Se fizermos isso seremos tratados como guerreiros da pior espécie. – Diz Shura por cosmo.

- Vocês já esqueceram por qual motivo viemos as doze casas após receber uma vida temporária de Hades? Temos que chegar até Athena. A honra de cavaleiro não é nada perto da alegria que teremos. – Diz Saga.

Shura e Camus são tocados pelas palavras de Saga.

- Temos que fazer isso pela justiça e pelo amor a Terra. Também é por Athena. – Diz Camus.

- Acredito que o Shaka... Ele já entendeu... E também tem a intenção... Eu entendo, Shaka. – Saga começa a chorar.

Shaka percebe os três cavaleiros se unindo. Ele começa a ter lembranças de quando era criança e orava a Buda.

- “Shaka... Shaka... Por que está tão triste? Você só tem 6 anos e passa todos os dias assim, por quê?” – Perguntava Buda.

- É que hoje vi muitos corpos no Ganges. Muito peregrinos vem de toda a Índia se banhar naquele rio. Com essa atitude eles demonstram muito mais vontade de morrer do que de viver. – Respondia Shaka.

Após um silêncio sem escutar nenhuma resposta Shaka, que vivia questionando tudo para Buda em suas conversas telepáticas, voltou com os “porquês”.

- Por que o país que nasci é tão pobre? Parece que essas pessoas estão na Terra para sofrer e serem tristes né?

- “Shaka, é por isso que você está assim?” – A voz de Buda o questionou.

- É normal levar uma vida só de sofrimento? – Perguntou o então jovem garoto, bastante triste. Ele estava de joelhos diante da estátua de Buda.

- “Shaka, não existem vidas feitas só no sofrimento. A alegria tem seu lugar, o Universo é assim. As flores nascem, ficam belas, mas também morrem. Tudo no mundo muda a cada instante. É como um movimento constante. Isso se chama incerteza. A morte aguarda a todos no final.”

- Mas não é a tristeza que vai dominar toda a vida deles? Por mais que a gente tente superar o sofrimento... Por mais que a gente busque o amor e a alegria, tudo vai terminar em morte... Então por que os homens nascem? De que adianta se a morte está esperando lá na frente? Ninguém escapa dessa coisa eterna e perfeita... – Desabafou Shaka.

- “Shaka, você se esqueceu...


Após suas lembranças, Shaka olha para os renegados.

- Estou ferido, mas tenho poder suficiente para enfim extrair o último sentido de vocês.

Saga está de pé diante de Shaka. Ele o diz:

- Shaka, daremos a você o que tanto deseja: A Exclamação de Athena!

- Até que enfim vocês entenderam, mas não sei mais se conseguirão. Com um golpe retiro o último dos cinco sentidos de vocês. – Responde Shaka. – Se não me matarem antes disso irão morrer, então terão que dar tudo de si nesse próximo golpe.

- Sua morte não será em vão, Shaka. – Diz Shura por cosmo.

Os três renegados se unem. Saga fica ao centro, Shura à direita e Camus à esquerda. Os três ficam com as mãos abertas juntas.

- Agora! – Grita Saga.

Shura e Camus unem seus cosmos ao de Saga.

- “Exclamação de Athena.”

- “Extração do Quinto Sentido.”

Shaka recebe o ataque e fecha os olhos. Uma grande explosão ocorre no Santuário. Milo se assusta.

- Isso não é possível!


TEMPLO SUBMARINO


No pilar do Atlântico Sul, Shun está novamente de pé diante de Sorento.

- Vai mesmo se levantar? Sua vida foi prolongada graças ao canto de Athena, mas isso não muda nada. Seu fim está próximo.

Shun fica em silêncio e pensativo. Ele olha para cima.

- Eu senti um cosmo explodir agora... Shaka... O que está acontecendo? Você que me auxiliou mesmo a distância...


Shun se recorda de quando despertou do coma e foi a Ilha de Andrômeda se recuperar e aprimorar. Após sua rápida passagem, ele regressou e encontrou Seiya, Shiryu e Hyoga. Todos seguiram para a China para falar com o Mestre Ancião, mas no caminho Shiryu os revelou onde era Jamiel, na fronteira entre a China e a Índia. Como chovia muito no local, eles tiveram que se abrigar, pois uma tempestade estava prestes a ocorrer. Adentrando solo indiano, Shun avistou um templo budista e resolveu adentrar. Lá, ele viu uma estátua de Buda e respirou fundo.

- Eu já não suporto mais guerras. Quero tanto paz. Esse lugar transmite paz...

- “Shun, às vezes as guerras são inevitáveis.”

- Essa voz... Shaka!

- “Shun, você ter despertado do coma só mostra o quanto está em ampla evolução. Nunca deixe de queimar seu cosmo. Acumule seu cosmo, mesmo sendo pacifista é necessário. Graças a sua grande força interior, você conseguiu superar Afrodite. Guarde seu cosmo como se fosse em uma flor de lótus. No momento certo você a abre e ela emana toda a sua energia. Nunca se esqueça disso...”

- Shaka...

Após isso, Shun se juntou novamente aos amigos. Tais palavras de Shaka nunca saíram e sua cabeça.


Após as lembranças, Shun avista Sorento lançando a flauta contra ele. Shun se defende com as correntes.

- Apesar de sua aparência frágil você é bem resistente.

- Eu não vou me render, Sorento, pois preciso derrubar esse pilar. Vou vencer por Athena!

Shun investe com suas correntes, mas Sorento salta e se livra facilmente.

- Eu não tenho tempo a perder. A sala do trono do Imperador Poseidon foi invadida e isso me preocupa. Cosmos estão infectando o local. Tenho que me juntar a ele, com isso vou te eliminar com a minha melodia.

- Não vou me deixar ser acertado: “Defesa Circular.”

- Que ingenuidade. Suas correntes não podem fazer nada. As ondas sonoras invadem seu cérebro diretamente.

- Mas o ruído se propaga pelo ar. Eu posso conter essas ondas com as minhas correntes. O som da flauta não chegará a mim.

Sorento com a flauta na boca se mostra convicto.

- Não tenha certeza disso. O som da minha flauta não é fácil ser contido. Chegou seu fim: “Sinfonia Final da Morte.”

- Aaaaaaaaaahhhhh... Está me atingindo... Argh... Até a minha corrente se rachou... O som dele é extremamente poderoso. Minha armadura ressuscitada com o sangue dos cavaleiros de Ouro se rachou! Que dor horrível na minha cabeça. Essa sensação... Parece que ela vai explodir... Argh...

- Já te disse, nem Aldebaran conseguiu se livrar disso furando os tímpanos. O som não precisa passar pelos ouvidos para chegar diretamente ao cérebro. E você que quer impedir que Poseidon cause o dilúvio para purificar a Terra não passa de um ser terrível que será consumido por uma dor mortal causada pela melodia da flauta de Sirene.

Algo trava Sorento. Ele sente uma sensação terrível e para de tocar.

- Será novamente o cosmo de Athena? Ela parece ainda sentir muito a morte de Aldebaran que causei... Argh, não só isso... Meus músculos parecem enfraquecidos. Isso foi consequência... Não é possível. Naquele momento o Grande Chifre... Como ele conseguiu? Era para estar com sua energia totalmente selada pelo efeito da melodia...

Sorento precisa de muita energia para se livrar da trava que o cosmo de Athena o causou anteriormente. Ele sente muitas dores nos músculos, mas volta a tocar. Logo, uma corrente de ar envolve seu corpo.

- O que é isso?

- É a corrente nebulosa. Agora você não pode mais se mexer.

- O que? Foi você, Andrômeda? Meu corpo está travado. Impossível...

- Você não poderá tocar mais a flauta.

Sorento balança a cabeça negativamente.

- Que tolice. Sua vida vai acabar quando eu tocar a última nota. Eu superarei essa corrente de ar. Sua energia já foi reduzida.

Sorento passa a ter seu corpo apertado em cada movimento que faz, o fazendo sofrer.

- Impossível. É como se a melodia não tivesse reduzido sua energia. Assim como foi com o Touro. A melodia costuma se tornar agradável para pessoas de coração puro. Isso significa que esses guerreiros são considerados justos?

- Sorento, meu objetivo é apenas destruir o pilar para ajudar Athena e conter o dilúvio. Não quero que morra, apenas recue e reconheça sua derrota.

- Derrota? Acha mesmo que vou perder para você? – Sorento se irrita. – Acha que um general de Poseidon recua em uma batalha? Já perdi tempo demais, mesmo que você use toda a sua corrente de ar não será bastante para evitar que eu toque a última nota, aquela que vai tirar sua vida como fez com Aldebaran.

- Eu não quero mais lutar com você. Você é uma pessoa boa. Uma pessoa má jamais poderia tocar tão maravilhosamente essa flauta. Os sons de sua flauta encantam qualquer pessoa.

Sorento é tocado pelas palavras de Shun. Ele vê grande pureza no cavaleiro de Athena.

- Esse garoto tem algo de diferente, mas não vou me deixar levar por suas palavras. Te eliminarei nesse instante.

- Pare! Mesmo lutando por justiça não gosto de ferir ninguém.

- Adeus, garoto: “Clímax Final da Morte.”

- Haaaa... Shaka, eu acumulei meu cosmo como me orientou. Agora explodirei tudo que está dentro de mim: “Tempestade Nebulosa.”

Sorento é acertado pela violenta tempestade e sai rodopiando e bate de cabeça no pilar, caindo com imensa velocidade no solo.

- Argh... Impossível... Esse rapaz parece até protegido por um deus... Mas sinto que como se atrás de um coração puro possui alguém que quer se aproveitar dessa pureza... Um cosmo forte e totalmente diferente de Athena e até do Imperador Poseidon. Quem será... Argh...

Sorento perde a consciência. Shun também vai ao chão, inconsciente. Kiki chega nesse momento.

- Shun... Reaja, Shun!

Kiki tenta reanimar Shun. Os dois oponentes estão desmaiados.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina: "A Trama Maligna de Kanon."