Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
19 A Trama Maligna de Kanon!
Notas iniciais

Shun conseguiu superar Sorento com a Tempestade Nebulosa após se lembrar das orientações de Shaka. Ele perdeu a consciência, mas Kiki chegou para acodi-lo.
- Shun, por favor, reaja. Eu trouxe a armadura de Libra.
- Mmmmm... Kiki... A armadura de Libra... As barras triplas deixaram a urna.
Shun percebe Sorento fora de combate. Ele pega a arma.
- Que assim seja. Caia, pilar do Atlântico Sul!
Shun atira a barra tripla contra o pilar, que se racha. Shun desmaia enquanto o pilar vai ao chão.
Na sala do trono, Poseidon e Seiya percebem a queda do pilar do oceano Atlântico Sul.
- Esse barulho vem do pilar do Atlântico Sul. Shun ou Ikki devem ter conseguido destruí-lo. Agora só resta um pilar que sustenta esse Pilar Principal. Sua ambição será detida, Poseidon. – Grita Seiya.
Poseidon não se abala com o seu sexto pilar sendo derrubado.
- Agora pouco importa. O Pilar Principal já se encheu de água e dará início ao dilúvio. As águas subirão o Mar Mediterrâneo e destruirão o Santuário de Athena, tomando sua vida. É o início da nova Era das águas.
Seiya se revolta. Ele aponta a flecha de Sagitário, armada no arco, em direção ao deus dos mares.
- Quer disparar a flecha? Vamos, dispare. Te garanto que ela retornará e vai cravar em seu coração. – Avisa Poseidon.
Seiya fica cismado. Shiryu e Hyoga seguem no chão. O deus dos mares demonstra tranquilidade.
No pilar do Atlântico Norte, Kanon começa a se preocupar com a ação dos cavaleiros na sala do trono.
- Parem com isso, cavaleiros cretinos. Vocês não devem despertar a ira de Poseidon. Se ficar ameaçando Poseidon com aquela flecha, ele pode despertar por completo. Isso será terrível se acontecer!
- Que informação interessante você me passou agora! Agora me conte o que você tanto teme, Kanon de Dragão Marinho, irmão de Saga de Gêmeos!
Kanon fica surpreso ao ouvir a voz. Ele vê alguém surgindo no local.
- Então o cosmo intenso que havia sentido aqui era seu, Ikki de Fênix?
Ikki surge diante de Kanon com o cosmo ainda mais poderoso.
- Parabéns por voltar do triângulo das Bermudas em outra dimensão. Isso não é para qualquer um. – Diz Kanon.
- O cosmo de Athena me guiou! – Responde Ikki. – Aliás, eu já voltei uma vez de outra dimensão que Saga havia me enviado. Comparando a dimensão que Saga me levou, esse seu Triângulo de ouro não é de nada! Mesmo vocês sendo irmãos gêmeos, seu poder é muito inferior ao de Saga.
Kanon se revolta com as palavras de Ikki e fala em tom mais alto.
- O que disse? Atreve-se a dizer que sou inferior ao meu irmão?
Ikki balança a cabeça positivamente.
- Exatamente. Você deve saber disso melhor que ninguém.
- Cale-se, cretino! Agora acabarei com você de uma vez por todas: “Explosão Galáctica.”
Ikki ergue os braços e consegue deter a potência do golpe. Kanon não acredita no que está acontecendo.
- Isso é impossível. Ele conseguiu bloquear a minha Explosão Galáctica!
- Eu já te disse. Você é bem menos poderoso que Saga, de quem já conhecia essa técnica.
Kanon está revoltado. Ele ergue seu punho com ódio, mas com bastante rapidez Ikki ataca com seu dedo diretamente no cérebro de Kanon. O elmo de Dragão Marinho cai.
- O que foi isso? – Kanon se sente travado.
- Esse é o golpe fantasma de Fênix. Você disse que estava preocupado em Poseidon despertar totalmente. Agora você me contará tudo o que está por trás dessa guerra! – Exige Ikki.
Kanon é dominado pelo golpe mental de Ikki. Ele começa a contar como tudo aconteceu há mais de uma década. Saga já era cavaleiro de Ouro de Gêmeos e surrava Kanon.
- O que você está dizendo, Kanon? Quer que eu mate Athena e o Grande Mestre?
- Exatamente. O Grande Mestre escolheu Aioros e não você para sucedê-lo. Ninguém no Santuário sabe da minha existência e com isso eu posso te ajudar no domínio da Terra.
Saga se revoltava ainda mais empurrando Kanon.
- Você enlouqueceu? Eu sou um cavaleiro de Athena, e você também deve ser. Nós devemos protegê-la. Se algo acontecer comigo, você, Kanon, seria meu substituto. Como pode ter um pensamento desses?
- Hihehaha, Saga, você sempre teve o coração puro como um anjo enquanto eu sempre admirei o mal. Mas eu sei que dentro do seu coração existe um grande mal oculto similar ao meu.
Saga ficou incomodado com as insinuações do irmão, que sabia que ele sofria de dupla personalidade e lutava contra esse mal. Com isso, Saga socou Kanon e o prendeu na prisão de rochedo do Cabo Sunion.
- Saga, me tire daqui. Quer assassinar seu próprio irmão?
- Kanon, agora só a vontade de um deus poderá libertá-lo desta prisão. Você só sera liberto se o mal que há dentro de você for purificado e Athena te perdoar.
Revoltado, Kanon gritava enquanto apertava as grades da prisão com as mãos.
- Não há mal nenhum em ter a ambição de conquistar tudo o que se deseja. Eu já sou poderoso para isso. E quanto a você, Saga, não poderá aprisionar o mal que existia dentro de você para sempre. Você me escutou Saga?
Kanon instigava a personalidade maligna de Saga e dizia que Saga era muito poderoso para aceitar ser apenas um servo, mas que ele, Kanon, pensava diferente e iria matar Athena com as próprias mãos.
Ikki escuta atentamente todo o relato de Kanon. Ele quer saber mais.
Na sala do trono, Seiya segue mirando a flecha em direção a Poseidon.
- Vai tentar a sorte, insolente?
- Cuidado, Seiya! – Alerta Shiryu.
Seiya eleva seu cosmo. Convicto ele dispara.
- Vá, flecha de Sagitário!
A flecha é disparada. Ela para diante de Poseidon, rodopia e se volta contra Seiya, acertando seu peito.
- Aaaaaaaaaaahhhhhhhh...
- Seiya!
Seiya vai ao chão de costas. Ele sofre e fica pensativo.
- Ele tinha razão. Assim como meu golpe, a flecha dourada voltou contra mim. Ele usou seu poder divino. Se não fosse a armadura de Ouro, eu estaria morto nesse momento. Parece não ter jeito acertá-lo. Mas eu preciso ajudar Athena.
Seiya está no chão com a flecha em seu peito. Poseidon olha os três cavaleiros aniquilados e volta a olhar para trás em direção ao Pilar Principal.
- Seu cosmo parece estar se esgotando, Athena. Sua vida irá embora junto com o dilúvio que está para se iniciar.
Poseidon percebe que Seiya se levantou.
- Então você conseguiu se levantar.
- Sim. A flecha não me perfurou totalmente graças à armadura de Ouro.
Seiya coloca a flecha no arco. Julian/Poseidon sorri.
- Vai ser tolo de cometer o mesmo erro?
- Eu sou muito insistente, esse é o meu maior defeito... E também uma grande qualidade. Dessa vez será diferente, Poseidon. Por Athena, flecha acerte Poseidon.
- Dessa vez a flecha irá atravessar a armadura de Ouro e perfurar seu peito, já estou avisando!
Seiya segue convicto mirando a flecha contra o deus dos mares.
- Eu não tenho tanta certeza que isso acontecerá novamente. Agora acredito que será você quem será atingido!
Shiryu e Hyoga gritam para Seiya tomar cuidado. Seiya eleva seu cosmo e dispara. A flecha novamente para diante de Poseidon, gira no ar e volta para atravessar Seiya. A flecha disparada faz o mesmo movimento. Seiya se desespera e quando ia ser atingido alguém se atira na sua frente.
- Seiya!
- Han? Você aqui... Shaina!
Seiya ampara Shaina que levou a flechada nas costas. Os dois se olham nos olhos.
No pilar do Atlântico Norte, Ikki segue controlando o Golpe Fantasma em Kanon.
- Kanon, eu controlei a ação do meu golpe fantasma para antes de sofrer qualquer coisa você me conte tudo sobre o que aconteceu com relação à Poseidon mesmo que não queira. Diga o que aconteceu após você ficar preso na prisão de rochedo do Cabo Sunion.
- Argh... Argh... No Cabo Sunion se encontrava as ruínas do que um dia tinha sido o antigo Templo de Poseidon. Aquela prisão era onde Athena punia os inimigos capturados durante as guerras dos tempos mitológicos. Quando a maré subia inundava totalmente a prisão. Eu diversas vezes fiquei a beira da morte, mas sempre nesses momentos um poderoso e confortante cosmo me salvava. Nesses momentos eu tinha mais vontade de me vingar de Saga, até que um dia após abaixar a maré eu percebi o rochedo do fundo da prisão brilhando intensamente. Imaginei ter algo por trás que poderia me levar a sair dali e com isso golpeei o rochedo com toda a minha força partindo a parede e avistando o tridente de Poseidon fincado em uma pedra com o selo de Athena.
- O tridente de Poseidon?
- Sim. Eu usei de muita força e consegui desprender o tridente, mas acabei sendo tragado para baixo da prisão. Logo que despertei eu percebi estar no Santuário marinho ao ver o mar acima de minha cabeça. O local estava abandonado e parecia não ser frequentado há séculos. Eu adentrei aquele templo em ruínas e vi em uma sala várias escamas de generais marinas e a escama divina de Poseidon além de uma ânfora também com o selo de Athena. Eu retirei o selo desgastado da ânfora e uma alma saiu de dentro dela, indo em direção a escama divina de Poseidon. Lembro-me muito bem a alma do deus dos mares se manifestando naquele momento.
- “Quem é você que ousa perturbar meu sono?”
- Incrível. Esse é Poseidon! Ele que estava preso na ânfora. – Gritou Kanon.
- “Foi você quem se atreveu me acordar?”
Kanon ficou em posição de reverência e confirmou.
- Sim senhor. O selo de Athena perdeu o efeito e você pode se libertar.
Poseidon se revoltou elevando o tom de voz.
- “Você atrapalhou meu sono. Eu queria dormir por mais anos, este selo de Athena já não tinha efeito há muito tempo. Eu despertaria a hora que desejasse.”
Então, nesse momento, Kanon demonstra sua ambição:
- Perdão a insolência Imperador, mas acredito que te interesse saber que Athena reencarnou recentemente na Terra.
- “Athena reencarnou? Será que ela deseja me enfrentar?”
- Acredito que sim, Imperador! – Responde Kanon sem pensar duas vezes.
Poseidon relembrou das diversas guerras que já teve com Athena durante os séculos e Kanon voltou a confirmar que Athena queria novamente confrontá-lo. Poseidon se lembrou do principal adversário dos últimos séculos de Athena e se perguntou se ela reencarnou para enfrentá-lo novamente. Kanon o instigou dizendo que Athena queria tomar o controle dos mares para derrotar Hades e dominar os três territórios, irritando Poseidon.
- “Você está me contando essas coisas, mas quem é você humano?
Kanon, astuto, olhando para uma das escamas respondeu:
- Sou o Dragão Marinho, Imperador. Vim a esse mundo para servi-lo.
- “Pois bem, Dragão Marinho. Então eu irei reencarnar em Julian, um dos descendentes da família Solo que domina grande parte do comércio marítimo, mas que só irei despertar no garoto em sua adolescência. Como Athena reviveu recentemente, ela é apenas um bebê e não é para mim uma ameaça neste momento. Os marinas sentirão meu chamado e você terá a liderança sobre eles. Somente quando todos os generais marinas se reunirem, a guerra Santa contra Athena iniciará. Dragão Marinho, você só deve me despertar neste momento.”
- Sim, Imperador Poseidon.
A alma de Poseidon partiu do local rumo onde estava o pequeno Julian Solo. Kanon ficou satisfeito.
- Poseidon, eu não vou despertá-lo daqui a alguns anos, vou me aproveitar do seu poder. Você dormirá eternamente no garoto Julian Solo hihehahahaha. Dominarei os marinas, o mar e a Terra, tudo em seu nome. Quando Athena e Hades morrerem em confronto, serei o senhor de todos os reinos hihehahahaha.
Kanon trajou a escama de Dragão Marinho dando início a sua ambição. Kanon fica atordoado após revelar tudo a Ikki. O cavaleiro de Fênix está surpreso e assimilando tudo o que descobriu.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
JARDIM DAS ÁRVORES GÊMEAS
O jardim fica deserto após o ataque da Exclamação de Athena, só restando as duas árvores gêmeas. Shaka está sentado abaixo delas escrevendo algo com sangue em quatro pétalas e logo após as lança no ar. Ele se lembra das palavras de Buda no dia em que ele tanto lamentou sobre a vida.
- “As flores brocham e murcham. As estrelas brilham e um dia se apagam. Até mesmo o Sol e todo o Universo um dia vão desaparecer... A vida do homem comparada a isso é um piscar de olhos. O homem nasce, ama, odeia, e por fim cai no sono eterno chamado morte...”
Shura salta nas costas de Shaka e mira seu braço em posição de espada.
- Darei o golpe de misericórdia.
Logo, a imagem do cavaleiro de Virgem desaparece, demonstrando que ali só esteve sua alma.
- Shaka já havia sucumbido. Isso foi apenas o último suspiro de sua alma. – Diz Camus.
- Shaka... Perdão... – Saga chora.
Os três caem de joelhos emocionados.
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