Notas iniciais
Ω Sei que as coisas estão indo muito rápidas, mas é porque já deveria começar nas novas doze casas. Mas estou resumindo todos os eventos antes porque alguns são um pouco importantes. Ω Lembrando, terá duas continuações. Livro Pallas e Livro Saturno, por favor, leiam também! Agradeço.

V

Perto de chegar

Depois do dia anterior, eles não tiveram muita calmaria. Estavam sendo perseguidos dois dias inteiros por um cavaleiro de Prata a trinta e cinco minutos. Corriam pelo deserto de neve, e agora, o branco nevado derretia pelo calor da cidade.

Aria estava nas costas de Souma, eles corriam sem parar por um caminho de colinas.

— Ele está chegando! — Aria gritou, avistando o ser bem perto.

Tinha cabelos castanhos e olhos azuis. Seu corpo e seu peitoral estava revestido por um peitoral de prata com um círculo azulado, bem escuro e bem brilhante. Seu elmo tinha o formato de chifres e dois rubis formando olhos, uma tiara bem personalizada. Tinha ombreiras grossas com pequenas mangas de prata, e as joelheiras se fundiam com os protetores dos pés, parecendo botas, da cor prata um pouco escura. Era um cavaleiro de prata, de Atena. Seu corpo era definido e musculoso, a pele branca.

— Parem aí já! Vocês capturaram Atena! — Gritava.

— Ele vai nos alcançar. — Kouga alertou.

— Se não pararem imediatamente, terei que usar meus golpes! — Ameaçou, dando um enorme salto e passando para outra colina. Eles pularam por mais e por mais colinas, e não tinha outra no final, só um lago abaixo. Teriam que pular.

— Anger Wave! — Gritou. Uma onda de água saiu de baixo de seus pés, engolindo as colinas, como uma tsunami. A cima da onda, uma aura de um centauro gigante acompanhava. Aquele era o cavaleiro de Centauro. A onda de água iriam pega-los daqui a pouco.

— Não vai ter como. É água ou água. — Haruto disse. — Aria, você consegue?

— Sim. — Aria inspirou o ar, enchendo as bochechas.

Souma e o resto fizeram o mesmo. A onda os abateu na última colina, que foi quando eles pularam no lago e decaíram na água gelada, logo subindo para a superfície.

O cavaleiro de prata estava na beira do outro lado, com um sorriso vitorioso.

— Água é o meu elemento. Vocês vão ter que desistir agora.

— Não vamos. — Yuna disse, séria.

— Cavaleiro de Centauro. No século passado, seu elemento era fogo. Agora mudou? — Souma disse, impressionado.

— O meteoro Júpiter passou quando o século XX acabou e começou o século XXI. — Explicou. — Ele passou por todas as estrelas e todas as constelações, a mudando radicalmente. Não é atoa que recebeu o nome do rei dos deuses.

— Saori–san já me falou sobre esse meteoro. Beneficiou muito a ela. — Comentou Kouga.

— Agora, vamos parar de conversa fiada. Me entreguem Aria, eu peço sutilmente. — Disse.

— Nunca! — Souma respondeu.

— Eu tentei da forma educada. — Falou para si mesmo. — Invested Centaur! — Seus pés brilharam em um azul turquesa magnífico. Ele pulou e atingiu o lago, que se congelou na mesma hora. Seu cosmo tomou a forma de um enorme centauro azul, que seguiu contra os cavaleiros e explodiu em gelo.

Todos voaram para longe, feridos, e as feridas abertas encostadas no gelo, fazendo ainda mais dor.

— Ugh. — Kouga caiu no chão intensamente. — Que golpe poderoso...

— Eu posso cuidar dele. Meu elemento é água. — Falou Ryuho, se levantando.

— Eu também. Sou o contrário dele. — Disse Souma.

— Não podemos nos separar, já estamos na segunda cidade, εξάλλου. Vamos ficar juntos até chegarmos nas Doze Casas. — Explicou Haruto.

— Tem razão. — Kouga concordou.

O prateado surgiu da névoa causada pelo golpe e deu um gancho em Kouga, fazendo-o cuspir sangue. Pegou-o pelo queixo, fazendo onde tocar, uma fina camada de gelo.

— Denryoku no Ken! — Gritou, cobrindo o punho com gelo, um esquife pesado de gelo, batendo na cabeça de Kouga e o desmaiando. Souma conseguiu ver.

— Lute sem covardias! — Gritou Souma. — Vem. — Chamou, provocando.

— Com prazer. Denryoku no Ken! — Seu punho brilhou novamente em um azul turquesa, lançando um turbilhão de energia cósmica gelada na direção de Souma, que foi cortada pelo seu cosmo quente.

— Oh. — Disse o prateado, impressionado.

— DIVINE TORNADO! — Do lado direito dele, da neblina, um tornado esverdeado acertou seu rosto, o fazendo cair no chão. Yuna estava lá, com a armadura já vestida. Souma riu e sumiu na neblina.

— Sua meretriz... — O cavaleiro de centauro se levantou, mas Yuna já tinha desaparecido na neblina.

— Lionet Burning Fire! — Um turbilhão de chamas saiu do lado esquerdo e envolveu a armadura prateada do homem, fazendo-o gritar de dor enquanto a neblina se dispersava. Todos estavam ao redor dele, exceto Kouga que ainda estava inconsciente.

— Wolf's Clow! — Seis garras verdes passaram por ele, brilhando no ar, fazendo-o gritar. Seu peitoral se despedaçou em pedaços e caiu no chão.

Ele soltou gemidos de dor, tentando se levantar. Yuna aplicou seis chutes em seus pontos estelares, fazendo-o cair de joelhos.

— Até mais, Centauro. — Yuna o olhou, dando um chute em sua testa e acertando sua estrela final. Seus olhos se fecharam no mesmo instante e ele caiu no chão.

Depois de algumas horas, eles já tinham feito as compras casuais e então estavam passando da fronteira da terceira cidade, μεσο com σεληνόφωτο. A visão da construção grega, as doze casas e o santuário estava cada vez mais perto. Kouga nunca poderia acreditar que teria saído de Palaestra sem Shina, sem Saori. Sem ninguém. Era incrível a sensação de estar só por si, mas ao mesmo tempo era de insegurança. Todos estavam sem as armaduras, óbvio.

— Yuna, você o derrotou fácil. — Kouga disse, ainda meio desacreditado com o seu desmaio. — Como fez isso?

— O meteoro Júpiter realmente mudou a patente prata da Águia para bronze. Mas não mudou o meu espírito. Foi o que Marin me confiou, o que Pavlin me confiou. — Ela falou, sorrindo. — E ele era fraco. Acho que os cavaleiros marcianos são mais poderosos que a patente de prata.

— Se isso for verdade... Glup. — Kouga suspirou. — Pégaso não passou nenhuma mudança para melhor com esse meteoro. Só para pior. Removeu a versão divina que Seiya tinha conquistado e a fez voltar para a primeira versão. — Disse. — Ainda bem que temos você.

Yuna sorriu.

— Não se preocupe. Não é por isso que se faz um cavaleiro, e sim pelo o quanto ele eleva o cosmo. — Disse ela, olhando para o céu.

— Estou um pouco insegura quanto as doze casas.

— Eu também. Não sei porquê. Mas tenho certeza que Kiki e Shun vão nos ajudar.

Aria tinha se encantado com o jardim que tinha na terceira cidade, e já estava com uma cesta cheia de tulipas e outras flores exóticas, carregando-as pelo ombro. Ela tinha se recuperado bem do mergulho a 15 metros de altura no lago.

Ela saía distribuindo as flores para as crianças, as fazendo sorrir.

— A Aria... — Kouga falou. — Se parece tanto com a Saori–san.

E não deixava de ser verdade. Seus cosmos eram ressonantes e relaxantes, calmos e confortáveis. Espalhavam felicidade por todo o canto, e suas personalidades eram meigas e adoráveis. O sorriso era quase igual.

— Perigo. — Haruto falou. — Kouga, acorde. Estou sentindo um cosmo inimigo próximo. — Ele se virou, sacando a clothstone, enquanto era ultrajado pela armadura.

Uma garota, de cabelos amarelos escuros, não loiros, era mais intenso que isso. Seus olhos eram púrpuras e seu lábio estava cheio de glitter, enquanto a armadura cobria seu corpo. Tinha duas asas pequenas e duas antenas com espinhos saindo da tiara. A cor como sempre, era vermelho e preto. O símbolo da chama no centro era igual, mas sua clothstone tinha o formato retangular e era roxa, brilhando no centro. Seus braços eram cobertos totalmente pela armadura, com vários detalhes, suas pernas também, principalmente seu peitoral, com uma proteção de peitos extremamente coberta por prata.

— Que armadura defensora. — Kouga deixou escapar. — É possível ferir ela vestindo isso?

— Olá, cavaleiros! — Ela deu um gritinho animado. — Eu sou Lilineu de Besouro. Vim exterminar vocês. — Sorriu, meiga.

Todos já vestiam suas respectivas armaduras.

— Moonlight Raiden. — Falou. Raios amarelados saíram de seus braços na direção de Souma e Ryuho, os eletrocutando e os fazendo cair no chão. Logo, ela já estava na frente de Kouga, pegando-o pelo pescoço e o erguendo no ar.

— Moonlight Storm! — Gritou. Relâmpagos amarelos saíram do céu na direção do Pégaso, o eletrocutando com toda a força. O ruivo deu um enorme e alto grito de dor, gemendo. Sangue escorria pelos seus lábios e a tiara tinha sido destruída, e agora estava em pedaços no chão.

— Divine Tornado! — Yuna voou na direção dela, com o pé-tornado preparado para atingir seu estômago. Ela largou Kouga e se virou para a garota, segurando seu pé ainda no ar.

— Moonlight Explosion. — Falou sorrateiramente. Uma explosão amarelada entre a mão e o pé se fez, e Yuna voou pelos ares até cair eletrocutada no chão.

— Que poder. — Yuna disse. — A armadura cobre quase todo o corpo dela e ela ainda por cima é forte... Ugh.

Lilineu desapareceu do nada. Segundos depois, apareceu atrás de Haruto. Haruto soltou um grito abafado, que foi calado por uma enorme explosão amarela de cosmoenergia que se fez ali em instantes, quebrando e rachando o chão ao redor. O cavaleiro-ninja gritou de dor e caiu no chão, com sua armadura esfumaçando.

— Ótimo. Aria-Sama, venha conosco. — Ela se virou para Aria e deu um sorriso, andando até ela.

— Não! — Ela chorou, deixando as lágrimas atingirem o chão. — Eles são meus amigos!

— Aria-Sama, seus amigos de verdade a esperam na Torre de Babel. Não me faça usar a força, por favor.

A luz de Aria se expandiu e atingiu as armaduras de seus amigos ainda no chão.

Seus corpos começaram a brilhar.

— Oh. Parece que está os ajudando, minha senhora? — Ela falou. — Infelizmente vou ter que inconscientiza-la e depois matar eles. — Sorriu, erguendo sua mão que brilhava em amarelo.

— Não toque nela! — Exclamou Kouga. — Pégasus Ryu Sei Ken! — Falou, liberando os cem meteoros na direção de Lilineu. Mas estavam maiores e mais velozes, mais poderosos. Ela conseguiu desviar por pouco, mas teve uma ombreira destruída.

— Blast Typhon! — Yuna pulou e girou suas pernas no ar, liberando as ondas de vento cortante na direção dos braços da outra loira, fazendo suas proteções de braço e antebraço explodirem e caírem no chão.

— Como? Que poder é esse?

— A luz de Aria! — Exclamou Kouga. Seu cosmo tomou a forma de um enorme pégaso, enquanto seu punho brilhava mais do que nunca. A luz cegava e seus amigos tiveram que fechar os olhos. Duas luzes unidas.

— Não! — Gritou a marciana, se afastando lentamente. Kouga desapareceu no ar e reapareceu a frente dela, com o punho levantado, desferindo um murro no rosto da marciana. No mesmo momento em que tudo se impactou, a explosão de luz tomou conta do corpo da loira e a consumiu. Seu grito foi ouvido, mas ela já tinha desaparecido.

— Ela fugiu. — Haruto disse. — Mas está bastante ferida, não creio que voltará tão cedo.

— A luz de Aria. — Kouga falou. — Eu senti o cosmo dela se unindo ao meu e me dando poder.

— O mesmo comigo. — Yuna falou. — Aria, você pode nos ajudar com o seu poder. Isso é incrível.

Aria enxugou as lágrimas.

— E-eu nem sei como eu fiz aquilo. Mas vou tentar fazer mais vezes. — Prometeu.

— Não temos mais tempo a perder. O santuário é logo ali, junto com as doze casas. A quarta cidade parece bem deserta. — Falou.

— Ela foi dizimada á tempos atrás. — Uma voz disse. Era reconhecível o tom arrogante, de longe. Os cabelos lilás-fúscia também. As roupas de estudante. Éden.

— Éden?! — Kouga se pôs em posição de batalha novamente. — Nós já sabemos sobre você, Éden. Você é filho daquele que quer matar Atena... Se tentar encostar em Aria, não hesitarei em atacar você.

— Não me importo com meu pai. — Falou. Todos se impressionaram, inclusive Aria. Ele não desviou os olhos dos próprios braços, apoiado em um pilar grego, com os braços cruzados e seu olhar sério. — E muito menos com você. Mas não quero seguir um mundo governado por alguém tão babaca e arrogante como eles. E não quero perder pra gente como vocês. Então vim avisar aos cavaleiros de ouro.

— Estamos fazendo a mesma coisa. — Souma disse. — Mas como poderemos confiar em você?

— Não quero a confiança de vocês. Irei até lá sozinho. — Ele desviou o olhar sombrio para Kouga. — E se ficarem no meu caminho, eu que não hesitarei em atacar.

Kouga cerrou os punhos e já estava prestes a liberar outro meteoro de pégaso, mas seu braço foi segurado por Aria.

— Por que está traindo seu pai?

— Não quero receber ordens dele. Não quero receber ordens de ninguém. — Respondeu friamente. — E o mundo ideal para ele não é o mundo que eu quero.

Ele andou até uma casa abandonada, ficando na porta. E então, um relâmpago roxo caiu perto dele, e ele já não estava mais lá.

— Tsc. — Kouga estava irritado. — Não gosto dele. Vamos indo. — Falou, andando pelas ruas vazias da quarta cidade.

Depois de algumas horas, eles já estavam cansados de andar. Mas isto tinha dado resultado. A frente deles, um grande pilar com um arco em cima pairava. Algumas manchas negras tinham sobre as esculturas gregas, e no centro da praça da cidade, uma enorme estátua de Atena irradiava luz, e a luz se conectava como um raio com a que estava no topo das doze casas. Tochas apagadas estavam dos dois lados, com uma escada enorme. Era uma subida extremamente alta, mas a primeira casa não estava tão longe. Ele sentia um mal pressentimento emanar de cada casa, o céu estava ficando escuro e manchado pela noite. Estava anoitecendo. Eles pararam na frente do arco grego.

— Nós chegamos. — Souma sorriu. — Nas doze casas.

Aria estava nervosa e trêmula, mas deu um sorriso. O resto se alegrou, então começaram a subir as escadarias.

Notas finais
Ω A luta súbita e sem graça com a Lilineu é explicada pelo motivo que eu citei nas notas iniciais. Não, ela não é fraca. O poder da Aria que com os cavaleiros é forte, como mostrado no próprio animê. Ω O cavaleiro de centauro desta fanfiction e Lilineu de Besouro não são canônicos, são originais da fanfic. Ω Finalmente vai começar a parte boa, eu acho. Ω Se gostar, comenta! :D