Saint Seiya Ômega — Livro Marte
6 VI — Chegada!
Notas iniciais
VI
Chegada
Os cavaleiros de bronze não perderam tempo. Começaram subir as escadas. Aria estava nervosa e tremendo, então teve que ser carregada nas costas de Yuna. Tudo estava bem, eles conseguiriam avisar os cavaleiros de ouro.
A primeira escadaria não era tão longa, mas a casa de áries parecia muito distante. Ela estava irradiando uma pequena aura roxa ao seu redor, traçando-a e a contornando.
Uma pequena figura negra surgiu no meio das escadarias, impedindo o avanço de seu rumo. Era baixo, não tanto, mas era pequeno. Os cabelos, cinza bem escuro e os olhos roxos. A pele era ligeiramente bronzeada, mas não chegava a ser escura. Sua armadura era vermelha e preta: Marciano. Cobria basicamente seu corpo todo, somente deixando sua cabeça e suas mãos de fora. Parecia colada, mas as ombreiras eram resistentes porque tinham duas camadas, e a chama de Marte estava reluzente, esculpida no peitoral de sua armadura. Em um flash, seu elmo apareceu. Era pequeno, parecia uma tiara, carregando um losângulo escuro. Seu cosmo emanava medo.
— Outro marciano? — Yuna indagou, pulando, já trajando a armadura. O homem não pareceu mostrar outra expressão.
— Olá, jovens cavaleiros. Eu sou Claurix. — Falou, calmo. Sua voz era grave e definitiva. — Por ordens de meu mestre Marte, não posso deixar que passem daqui. Já que meus companheiros falharam nas batalhas anteriores. Por favor, entreguem a senhorita Aria e não continuem a subir.
— Não! — Kouga gritou. — Você só quer nos impedir porque os cavaleiros de ouro irão massacrar Marte.
Claurix mostrou outra expressão, de surpresa.
— Parece que o pégaso não sabe da situação atual dos cavaleiros de ouro. Lamentável, Kouga-san. — Falou. — Aria-sama, não teve coragem de contar a eles?
Os cavaleiros ficaram um pouco surpreendidos.
Aria tremeu. Claurix ficou sério novamente.
— Tudo bem. Por respeito a vossa imagem, não revelarei nada. E por isso, derrotarei vocês aqui, cavaleiros de bronze. Não irão subir esta doze casas. — Gritou, um grito de guerra.
— Não fale besteiras! — Souma exclamou. — Passaremos por você então!
Souma subiu as escadarias rapidamente, pulando no último degrau e indo com um murro na direção de Claurix. Ele simplesmente desviou e segurou a mão do cavaleiro de bronze pelo lado.
— Partir para atacar sem ao menos estudar o seu oponente não é algo bom a se fazer, wakabi seinto. — Ditou. Sua mão esquerda queimou em escuridão e foi na direção do abdômen de Souma, o mandando para o ar e depois o fazendo cair no começo das escadarias, em uma nuvem de poeira.
— Souma! — Kouga gritou, cerrando os dentes. — Maldito.
Kouga avançou em alta velocidade, com o punho direito brilhando em luz. Claurix se surpreendeu, tendo a lateral do toráx da armadura atingido. Kouga então virou para o lado e deu uma rasteira no chão, que foi inútil, já que o marciano pulou e desviou facilmente, caindo na frente do pégaso.
— Muito bom. Você conseguiu me atingir na primeira vez. Mas infelizmente, não deu conta de continuar seu golpe.
Yuna foi por trás dele e tentou lhe dar uma voadora na direção de sua face, o que não deu certo. Ele sumiu em borrões e reapareceu atrás de Kouga, empurrando-o na direção da amazona e derrubando os dois na escadaria.
— Deplorável. — Declamou. — Dark Curse.
Uma esfera vermelha se fez nas mãos de Claurix, indo contra os cavaleiros no chão e tomando uma maior forma, uma massa negra maior, que se espalhou pelos dois cavaleiros de bronze e começou a arder. Os dois gritaram, sendo arranhados e tendo partes do corpo feridas, sangrando.
Kouga rolou para o lado, com a mão no braço direito, que agora sangrava incessavelmente. Arfou e levantou.
— Ainda sim, reconheço a sua vontade de tentar me vencer e não desistir. Embora seja inútil.
Ryuho e Haruto que estavam quietos, seguiram pela direita e pela esquerda. Ryuho foi com o punho, como um gancho na direção do queixo de Claurix, enquanto Haruto deu uma mortal no ar e seguia com o pé na direção da cabeça do marciano.
— Dark Curse. — Pronunciou o cavaleiro de Marte. Escuridão cobriu sua cabeça e seu queixo, fazendo a região dos corpos em que o dragão e o lobo tinham tentado acertar ardessem em escuridão e queimassem. Os dois gritaram e caíram no chão, rolando pelas escadarias e gemendo de dor.
Aria chorava.
— Por favor, Claurix! Não os mate. Me leve, mas não mate eles. — Implorou ela. — Por favor!
— Senhorita Aria. Reconheço a sua compaixão por esses cavaleiros traidores, mas Marte-sama mandou elimina-los. Como Sônia, Lilineu e Martin falharam, é o meu dever. Eu sinto muito. Sua perda será compensada quando o novo mundo for criado, eu prometo.
— Não... — Kouga levantou, com os braços fracos, balançando no ar, a cabeça baixa. — Nenhuma perda será compensada em um mundo de destruição e maldade! Queime, meu cosmo!
Kouga foi contornado por traços iluminados. Luz começou a surgir em seu corpo.
— Impressionante. — Falou o moreno. — Ainda sim, tenta lutar contra alguém consideravelmente mais forte.
— Pégasus Ryu Sei Ken! — Kouga pulou e no céu soltou os cem meteoros de luz na direção do inimigo. Uma explosão de poeira e brilho cegante surgiu, mas quando a fumaça transpareceu, Claurix estava intacto. Kouga ficou boquiaberto.
— Meu patamar é maior que o seu, pégaso. — Explicou. — Não vai me ferir com seus golpes fracos. Dark Fragmentation. — Ele sumiu das escadarias e correu na direção de Kouga, passando por ele em segundos, socando-o na barriga violentamente, fazendo o bronzeboy cuspir sangue no chão. Então, escuridão começou a consumir o corpo do ruivo, se espalhando por ali. Ele gritava, se ajoelhando no chão enquanto as sombras dominavam seu corpo.
— Adormeça na escuridão eterna, cavaleiro de bronze. Até.
— Kouga! — Todos os outros cavaleiros gritaram, se levantando e avançando contra Claurix, com os rostos estampados de fúria, ódio e raiva. Seus corpos foram tomados por cosmos avassaladores, enquanto seguiam contra o marciano.
Aria só chorava ainda mais. Claurix nocauteava cada cavaleiro de bronze de forma humilhante. Yuna tinha tentado acerta-lo, mas foi pega por um soco do mesmo que a fez ser derrubada. Ryuho e Haruto estavam sendo golpeados por vários socos e chutes de Claurix. Então ele parou, e os dois caíram no chão. Souma ergueu um soco contra ele, mas novamente sua mão foi segurada.
— Novamente, leão menor. — Enunciou. — Dê adeus. Dark Fragmentation!
A escuridão saiu do corpo de Claurix e começou pela mão de Souma, se espalhando pela sua armadura laranja, fazendo-o gemer de dor e soltar gritos altos, enquanto rolava e caía pelas escadarias. Kouga já estava no chão, inconsciente.
— Por favor, por favor, por favor! — Aria disse. — Claurix, por favor!
— Agora é tarde. — Respondeu, frio.
Souma parou nos pés de Aria, enquanto seu corpo era coberto pela escuridão. Aria colocou as mãos no corpo dele, tentando tira-lo daquela dor imensurável. Sua luz começou a espantar a escuridão. Souma segurou a mão dela e sorriu.
— O-obrigado, Aria. — Falou. Seu corpo estava arranhado e sua mão direita sangrava, com a parte da armadura quebrada. — Estou sentindo seu cosmo aconchegante.
Souma se levantou novamente.
Claurix ficou embasbacado com a ação da garota.
— Claurix. Nunca é tarde para se fazer justiça. — Seu punho queimava, as chamas mais altas do que nunca. — Nunca é tarde para se ter amor ou esperança. Nunca é tarde para lutar pelo o que é certo. Mas você não sabe o que é isso, não é?
Claurix se afastou. A quantidade de cosmoenergia de Souma estava ultrapassando a do marciano. Claurix recuava alguns degraus lentamente.
Souma deu uma pequena risada.
— Mas eu vou ensinar pra você o que é. Flame Desperado!
A enorme esfera de fogo foi na direção de Claurix, o nocauteando e o fazendo girar em horizontal no ar, enquanto sua armadura quebrava e seu corpo flamejava perante as chamas do leão menor. Claurix caiu fora das escadarias com fumaça saindo de seu corpo. Souma então caiu de joelhos.
— Ugh. Gastei muito cosmo.
Aria correu até ele.
— Souma–san! — Falou, esperançosa. — Você está bem? Por favor!
— Sim. — Respondeu, pegando o corpo de Kouga com os braços e puxando-o. — Aria–san, você consegue fazer aquilo novamente?
— Posso tentar. — Preveniu, colocando as mãos sobre o corpo do cavaleiro de bronze. A luz começou a afastar os resíduos da escuridão, e ele foi abrindo os olhos lentamente. Quando ele acordou por completo, Yuna, Haruto, Ryuho e os outros já estavam em cima dele, o olhando seriamente. Ele tomou um susto.
— Aaah! — Gritou. — Que susto. O quê aconteceu? Claurix foi...
— Sim. — Yuna respondeu, sorrindo. — Souma o derrotou.
— Ual. — Kouga olhou para Souma surpreso. — Parabéns.
— Que nada. — Souma disse. — Eu não conseguiria sem a Aria. Agora, vem. Precisamos avisar os cavaleiros, lembrou?
Souma deu a mão para Kouga, que se apoiou e levantou. Todos riram.
— Ehh... Tem razão. Vamos. — Respondeu. E então andaram até a próxima casa, enquanto uma sombra os observava do fim da escadaria. Claurix brilhou em vermelho e sumiu.
A sombra. Um homem alto, com cabelos cinza que caíam até a cintura e olhos vermelhos. Estava com um manto branco, seu cosmo era gigante.
— Isso me lembra a algo. Não é?
O encapuzado ao lado dele riu. Seus olhos estavam fechados e tinham cabelos loiros, que se soltavam até um pouco abaixo do quadril. Estava com os olhos fechados, seu cosmo também era muito grande, tão equiparado quanto o do companheiro ao lado.
— Não devemos fazer nada agora. Não pertencemos a este tempo. Só podemos acreditar.
— Você só diz isso por causa do Shun. Você conseguiu ver que ele não morreu, não é?
— É claro. Shun não morreria para um deus tão facilmente. Mas agora, já estamos corrompidos. Devemos esperar até aquela hora.
Uma imagem foi lembrada na mente de um dos dois. Uma pequena garota com a pele marrom escura e os cabelos loiro amargos, vestindo sua armadura avermelhada.
— Só estamos aqui por causa dela, seu idiota. — O homem do cabelo cinza respondeu. — Não esqueça-se de Atena. Ela é a nossa deusa.
— Eu sei. Eu não fui enganado por você anos atrás. Não cairia tão fácil agora. Ainda mais quando minha atual reencarnação é muito mais poderosa que eu.
— Riki? Ele é tudo isso?
— Você verá.
Os dois se viraram e caminharam lentamente pela cidade deserta. Éden os abordou.
— Quem são vocês? — Perguntou, curioso e sério como sempre. — Seus cosmos são altos. São deuses?
O loiro riu.
— Ninguém que você tenha interesse em conhecer, filho de Marte. — Respondeu o homem do cabelo cinza. — Faça as escolhas certas.
— Tsc. — Éden revidou. — Você acha que sou uma criança? Eu perguntei quem você é, então me responda.
— Hm. — O loiro comentou. — Você me lembra muito a uma pessoa. Nos vemos algum dia, talvez no dia certo.
Éden piscou e os dois já tinham desaparecido. Do nada. Ele simplesmente cuspiu furioso e andou até as escadarias, com a clothstone roxa sendo apertada rudemente em sua mão firme.
— Pai. — Murmurou. — Vou te mostrar quem eu verdadeiramente sou.
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