Saint Maria
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Depois de dias sem postar por causa do site em manutenção, estou de volta...
Bjs :*
Horas se passaram, e agora sim, estávamos chegando ao nosso destino. Já não agüentava mais ficar sentada, e andando sem parar. Meus irmãos dormiram quase toda a viagem e meu pai ficou observando cada milímetro das coisas do lado de fora. Minha mãe também fez a mesma coisa que papai, e eu, além de olhar a paisagem e dormir, fiquei pensando.
Lembro de uma parte importante que aconteceu no meio da viagem: eu estava admirando os campos verdes e bonitos na beira da estrada e em um deles havia um canteiro somente de rosas brancas. Aquilo encantava qualquer ser que ousasse olhar. Logo que vi, mostrei a mamãe, mas ela não conseguiu ver, pois passamos rápido demais. Depois desta visão maravilhosa, sonhei que estava num canteiro cheio de flores coloridas. Pela segunda vez tive o mesmo sonho.
O botão de rosa que eu havia achado em meu quarto, fiz questão de guardar em um lugar que ninguém pudesse mexer e que provavelmente não estragasse. Na realidade, aquele botão passou tantos dias na água e nem ao menos seu cabo verde se modificou, parecia uma planta imortal, pena que ainda não havia brotado.
Depois de uma hora, quem sabe um pouco mais, a cidade de Passo Fundo começou a aparecer diante do planalto bonito que só aquela região tinha. As luzes da cidade estavam todas acesas, pois já estava de noite. Fiquei encantada com as coisas que enxergava: as casas com formatos diferentes, as ruas bem movimentadas, os carros bonitos e o melhor de tudo estava chegando, a rodoviária.
Nunca pensei que pudesse cansar tanto ficando sentada por horas e horas. Meu corpo não agüentava mais ficar sem movimento. Minha vontade era de correr e correr por um tempo que nem eu sabia quanto. Foi tão bom sentir o vento batendo em me rosto. Era ares novos, coisas novas e principalmente, vida nova.
Na primeira noite tivemos que dormir em um hotel no centro, e no outro dia fomos ver a casa nova. Ela ficava em uma vila só de ferroviários, profissionais que trabalhavam nos trens que faziam transporte de cargas e combustíveis. Ficamos na última casa, no fim da rua.
Chegamos lá pela manhã, bem cedo por sinal. A mudança ainda não havia chegado, mas não demoraria muito. Cada um pegou uma vassoura e começamos a limpar. Eu não conseguia fazer muita coisa, mas pelo menos ajudei a levar o lixo para fora. Depois de uma hora, a mudança chegou. A casa era muito grande para pouca coisa. Havia duas salas, e uma teve de ficar vazia pela falta de moveis. Após muito trabalho, a casa vazia ficou com cara de lar, doce lar.
No outro dia, mamãe foi ver a matricula da nova escola que ficava um pouco distante de casa. Meus irmãos foram procurar emprego, e meu pai foi trabalhar. Pouco a pouco as coisas iriam se ajeitar, não era tão ruim assim, até pensei que iria ser pior. Até os vizinhos nos receberam bem. Foi um pouco automático tudo, mas acabaram fazendo amizade uns com os outros.
Não demorou muito para meus irmãos começarem a trabalhar e eu só estava esperando acabar as férias do meio do ano para voltar a estudar. Por sorte, depois de meu aniversário, vieram as férias e eu não saí nem um pouco prejudicada com as tarefas escolares. Pouco a pouco as coisas voltavam para seu devido lugar.
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