Ipanema- 25 dias e 10 horas antes

Emily não conseguia dormir. Virava de um lado para o outro, inquieta, na enorme cama de casal. As palavras de sua mãe não saía de sua cabeça e, muito menos a garota loira que a beijou há uma semana.
Mas esse não era o maior problema e, sim , a mutação que saiu do Instituto, aquilo certamente, causará um caos e possivelmente algumas mortes.

Frustrada, se levanta e caminha até a cozinha, mas antes pega seu celular e liga para a Dra.
Enquanto espera ser atendida, abre a geladeira e pega uma garrafa de água.

— Emily?? Aconteceu alguma coisa?- a voz preocupada do outro lado da linha faz a garota suspeita de algo.

— Isso sou que pergunto tia- responde grossa como sempre- a senhora disse mais cedo que iria cuidar do imprevisto, porém pelo o que vejo, acredito não resolveu.- diz tanto escondeu sua preocupação.

— Direta como sempre Emily- solta uma risadinha no final, fazendo com que a garota revire os olhos- realmente não localizamos o hospedeiro e infelizmente, segundo minhas fontes, alguém foi infectado.- diz calma.
Emily irritada se senta no sofá e passa as mãos no cabelos, mas sem notar a voz calma da mais velha.

— E pelo visto a senhora não está nem um pouco preocupada- ri novamente- você está pouco se fodendo para suas filhas, mas elas são minhas amigas e vou protegê-la com ou sem sua ajuda.- diz respirando fundo.

— Eu sei que vai, porém isso não é o mais importante.- sorri do outro lado da linha.

— Ah legal, então o que é?- a menina diz irônica.

— Em breve saberá Baker.- desliga sem ao menos uma resposta da mais nova.

Se levanta irritada e joga o celular no sofá. Com o barulho a Baker mais velha se dirige até a sala.

— Agora vai me explicar exatamente o que está fazendo naquele Instituto?- diz firme e olhando duramente para filha.

— Dona Veronica não houve nada não- diz com os olhos arregalados em direção a mãe.

— Não irei repetir.- diz se sentado e olhando fixamente para filha.

— Ok, a senhora venceu- responde revirando os olhos- eu sabia desde do começo que papai ia morrer, ele me contou quando fui atrás dele no Instituto- mulher a sua frente apenas sorriu, sempre soube que os dois tinham uma forte ligação- mas antes da sua hora chegar, ele me confiou uma missão- Baker olhou para a mais nova surpresa- Dr. Bernardi estava projetando uma cura para o câncer da pele, porém a mutação genética se mostrou instável, então papai o proibiu a sua continuidade, mas ele ainda o executa- sua mãe parece aflita e a olhava de maneira estranha- quando papai morreu resolvi trabalhar com o Dr., para tentar impedi-lo, mas acho que falhei e acabei ajudando ele- disse triste e não notando a expressão de sua mãe.

— Filha, tenho que lhe contar uma coisa, é sobre- e cortada pelo som da campainha.
A menor caminha até a porta e abre a mesma.

— Jessica?!- surpresa pela amiga batendo em sua porta a essa hora sem ao menos ligar.

— Temos que ir embora- diz ofegante, parecia ter corrido uma maratona.

— Por que?- a mãe da pequena Baker se pronuncia.
Emily não disse nada, já sabia do se tratava.

— Parece que se espalhou rapidamente- Baker diz indo em direção ao quarto da irmã para acorda-lá.

— O que quer dizer com isso?- a mulher diz assustada.

— É sobre o projeto que sua filha ajudou a criar- diz sarcástica.

— Por que filha, só me diz o por quê?- diz chorando, Emily para de repente e sente um aperto em seu coração por vê sua mãe tão decepcionada consigo.

— Eu achei que era o certo, não sabia que ia ser dessa maneira.- diz e vai para o quarto da irmã.