Saga Crepusculo.: Nossa Salvação

14 Coisas ruins sempre voltam para te atormentar


Notas iniciais
Ooi gente, desculpinhas pela demora do cap, mas felizmente ele está aqui e enorme do jeito que o Brasil gosta ;)) Boa leitura

POV. RICHELE

Eu me olhava no espelho, analisando meu rosto, o cansaço era visível. Suspirei aliviada, ela já havia ido embora. Acordei era umas seis hooras da manhã, fiquei na cama por um bom tempo processando o que havia acontecido até a ficha cair.

Hoje eu teria que sair com Sue para ir a Seattle, e eu não estava com muita cabeça para aguentar esse dia. Mas, mesmo assim, me levantei da cama e agora estava me arrumando para ir.

Agora eu estava na cozinha, preparando panquecas com mel para Seth e eu comermos. Fui em direção a geladeira pegando um suco de maracujá e a garrafa grande de leite, colocando-os em cima mesa de café. Ouvi passos na escada e logo senti sua presença no cômodo

Terminei com as panquecas e deixei toda a mesa arrumada enquanto Seth me encarava enquanto estava sentado em seu lugar na mesa. Parecia curioso e enquanto eu estava tensa.

— O que houve? – ele pergubtou de repente.

— Hn?

— O que está te deixando tensa?

— Eu não estou tensa. E bom dia para você também.

— Está sim. Quando fica nervosa ou tensa com algo ou alguém, fica tentando deixar tudo milimetricamente perfeito. – ele arqueou uma sombranselha enquanto eu arregalava meus olhos em surpresa. Eu nunca havia percebido isso. – Bom dia meu amor. – ele sorriu com essa última frase.

— Mas com-

— Eu te conheço melhor do que você mesma.- falou enquanto abria um daqueles lindos sorrisos para mim. Me recompus e me sentei na cadeira em sua frente, me servi de panquecas com mel e ele fez o mesmo. O vi pegar a garrafa de leite e despejar o líquido em seu copo, ele ainda esperava uma resposta. Peguei a jarra de suco e fiz o mesmo que ele.

— Só estou um pouco nervosa, com o que Sue vai comprar para nosso filho… Não é nada demais. – eu disse e logo depois comecei a comer, ouvi uma leve risada sair de sua boca divertidamente e sorri junto.

— Não se preocupe, ela vai te fazer rodar o shopping inteiro para mimar o neto mais ainda.

Eu balancei a cabeça em negação enquanto ria junto com ele. Fiquei aliviada, pelo menos ele não tinha falado sobre ontem, espero que continue assim.

Quando terminei de comer, me levantei e dei um selinho em Seth, logo seguindo para as escadas e ir para o quarto me arrumar.

》•PASSAGEM DE TEMPO•《

Estavamos na quarta loja infantil do shopping, e eu não me lembrava de ele ser tão grande assim da ultima vez que eu vim. Sue já sabia sobre os gêmeos e estava animada com as compras.

Apesar de eu não querer nada espalhafatoso para meus bebês, Sue insistia que todos os netos dela merecem o melhor. Eu apenas ria e continuava com as compras. Eu estava com uma sacola grande em cada mão, e sua estava com duas em cada braço, eram de marcas caríssimas, e mesmo que eu insistisse para pagar, minha sogra dizia que queria gastar todas as economias dela com os netos.

Eu olhei no meu relógio e vi que já era hora do almoço, e minha mente logo voou para Seth. Será que ele conseguiu preparar alguma coisa para comer?

Não me levem a mal, mas Seth sabe cozinhar, mas não tão bem quanto eu. Séculos envolta de todo tipo de culinária diferenciada que o mundo pôde me proporcionar serviram de algo. Mas Seth só fazia algo para “forrar o estômago” e eu logo fiquei preocupada. Tomara que ele tenha ido comer na casa da Emily, aposto que ela não se importaria.

— Sue… vamos comer? Já é hora do almoço. Tem alguns restaurantes e lanchonetes no quarto andar, podemos escolher algum.

— Oh!- ela exclamou quando viu as horas em algum relógio digital de alguma loja. – Desculpe, querida… eu me empolguei com as compras, vamos sim.

Ela disse e logo ia saindo da loja com mais uma sacola com roupas infantis. Balancei a cabeça devagar e fui atrás dela enquanto seguia para o elevador.

Quando chegamos no quarto andar nos deparamos com várias lanchonetes e restaurantes de diferentes culturas, e o cheiro de comida me fez suspirar.

— Vem Sue!- eu disse enquanto a puxava para a lanchonete mais próxima.

Escolhemos nossos pedidos e eu peguei meu celular. Precisava saber ccomo Seth estava.

— Já está preocupada? – Sue disse risonha. Eu concordei levemente enquanto ria junto.

— É só por precaução…

— Sei sei…

Disquei o número rapidamente e coloquei para ligar, levei o celular até a orelha e esperei chamar. E chamou, chamou e nada dele atender. Tentei outras seis vezes e desisti. Provavelmente esqueceu a porcaria do celular em algum lugar de novo. E eu odiava ligar e ficar igual trouxa esperando ele atender. Tem celular pra que se não atende?

Liguei para Emily rapidamente enquanto Sue olhava divertida para a minha careta de raiva. Aposto que ela já sabia o que se passava na minha cabeça.

— Alô?- sua voz se fez presente depois de duas chamadas. Pude ouvir algumas risadas ao fundo.

— Alô, Emily? É a Richele… desculpe-me te incomodar na hora do seu almoço, mas eu queria saber se Seth está ai…

— Ah, oi Richele, ele está sim, e não esta me incomodando não. Quer falar com ele?

— Quero sim, por favor…

Ouvir ela chamar Seth e as risadas no fundo se cessarem, e logo o borulho do telefone sendo trocado de mãos surgiu.

— Oi a-

— Você já almoçou?

— Sim.

— Onde está seu celular?

— Provavelmente na bancada da coz-

— Quantas vezes eu já disse pra você não esquecer esse celular? Seth eu fiquei preocupada, caramba! Sabe quantas vezes eu liguei?

— Desculpa? – ele disse receoso. Provavelmente ficou acanhado do jeito que eu falei. Merda… Soltei um suspiro e massageei minhas têmporas, eu estava cansada.

— Olha, tudo bem, isso acontece. Você está bem né?

— Estou, amor. E como vão as compras com minha mãe?

— Vão ótimas… — eu disse desgastada, ouvi uma risada do outro lado da linha. Ele sabia bem o que era um dia de compras com a mamãe.

— Olha eu preciso ir, meu almoço acabou de chegar e nossos filhos precisam comer. E meu celular está acabando a bateria. – eu disse distraída enquanto olhava o garçom trazendo o nosso pedido.

— Tudo bem, bom almo-ESPERA, O QUE?- Ouvi outro grito do lado da linha e percebi a burrada que eu fiz. Eu ia fazer surpresa caramba.

— Tenho que ir, beijos e te amo.- e logo desliguei o celular. Sue ouviu o ultimo grito de Seth e ria do próprio filho. Eu também ria, como imaginaríamos que ele reagiria assim? Aposto que ele estava paralisado agora.

O garçom colocou nossos respectivos lanches e sucos na mesa e logo saiu. Eu ataquei o meu enquanto Sue também atacava o dela.

》• Um pouco mais tarde •《

Depois de comer mais um lanche e ficar excepcionalmente bem humorada, nós fomos para o terceiro andar encontrar outras lojas. Caminhavamos calmamente quando vi uma joalheria. Acabei tendo um ideia e logo segui pra lá enquanto Sue ia em outra loja infantil.

Eu olhava todas os aneis da prateleira dentro da loja quando um atendente veio me perguntar se eu queria ajuda. Eu sorri e concordei, disse que precisava de anéis de casamento. Acho que já estava na hora de Seth e eu termos um, e já que ele não havia tomado a iniciativa eu tomaria. Não acho que precisariamos de festa, só o anel de cônjuges já estava ótimo.

Vi vários modelos, um mais lindo do que o outro, mas não achei nada que parecesse algo que nós usaríamos juntos. E logo mandei fazer um, dei as medidas e informações, descrevi como queria o modelo e marquei de vir buscar os anéis.

Acabei me maravilhando com um colar de prata. Era tão simples mas tinha um significado grande. Decidi comprá-lo e presentear minha sogra.

E lá estava eu, seguindo para onde Sue estava, com uma sacola pequena no meu braço direito que continha o presente dela.

Quando cheguei pude ver Sue discutindo com uma atendente.

—… moça, por favor se acalme…

— Isso é um absurdo! Eu sou uma cliente e sou tratada dessa maneira!

— O que está acontecendo aqui?- eu perguntei já imaginando o que seria, pela cara da segunda atendente que estava quieta.

— O que acontece é que essa criança está me discriminando. – Sue se virou pra mim e disse apontando o dedo para a cara da atender. Eu olhei pra ela e depois olhei para a outra mulher que tentava acalmar a situação, ela me encarava pedindo desculpas e implorando para ajudá-la.

— Calma Sue, tenho certeza que ela não fez por mal…- falei colocando minha mão no ombro de Sue e tentando acalmá-la, olhei para a acusada e percebi um brilho no olhar dela de desgosto. Ela realmente havia tratado mal Sue.

Uma certa raiva familiar me consumiu lentamente e eu entrei dentro da mente da garota, vasculhando vestígios do seu maior medo. Eu via seus olhos se arregalarem lentamente enquanto eu trazia a tona seu maior medo em sua mente, e dei um sorriso sádico depois que terminei. Ela me olhou com os olhos ainda arregalados e depois olhou para Sue, e implorou suas desculpas.

— Vamos Sue. Já tive o bastante por hoje.

Sue nem respondeu, só me seguia enquanto eu saia da loja. Parecia atordoada, e eu também estava. Por um momento a raiva da minha outra personalidade me consumiu, e eu não esperava por isso. Eu não podia ter essas recaídas.

Enquanto andávamos para o estacionamento do shopping, senti que estava sendo observada, e logo fiquei em alerta. Acelerei o passo até nosso carro e Sue também. Eu sentia que algo ia acontecer.

— Sue, entre no carro e tranque tudo agora, fique quieta e eu já volto.

Ela não questionou e só fez o que eu mandei. Eu sentia que algo estava me chamando para longe do carro. Mas imaginei que fosse uma armadilha e então só fiquei um pouco longe do carro, esperando por algo.

— Olha só o que temos aqui, se não é o amor da minha vida… — a voz rouca se fez presente e eu entrei em estado de alerta por reconhecê-la.

— Ah merda...- sussurrei para eu mesma-O que você quer Damian?

E ele logo apareceu em minha frente, com um sorriso doentio nos lábios.

— Eu? Nada… Só estou trabalhando.

Ele disse e se encostou no carro que eu estava perto, por sorte não era o que Sue estava, e eu consegui bloquear a mente dela por precaução.

— Trabalhando? Agora você é vendedor de shopping? Ou segurança de estacionamento?

Ele riu e balançou a cabeça negativamente.

— Você mudou muito. Nem me lembro a última vez que nos vimos… — ele disse calmo e logo depois fez uma cara de surpresa e continuou- Ah! Lembrei. Você apagou minhas memórias e fugiu. – pelo seu tom de voz, percebi que estava afetado. E então eu tive que atuar bem para ele ir embora.

— Ah… Não me diga que você está magoadinho. – disse debochando e depois soltei uma leve risada enquanto mantinha meu olhar afiado em si.

— Bom, nos primeiros quarenta e cinco anos eu fiquei desesperado, mas eu superei. Mas não estou aqui pra isso.

— E o que você quer, Damian?

— Só confirmar algo.- e ele olhou para minha barriga e deu um sorriso irônico. Eu coloquei minhas mãos em meu ventre e Damian logo olhou para os meus olhos novamente. E em um piscar de olhos ele já havia sumido.

Entrei em pânico. E uma leve dor de cabeça começou em mim. Isso era um sinal. O que ele queria com os meus bebês?

Notas finais
Aaah espero que tenha gostado, e mais uma vez desculpa pela demora ;;)