Notas iniciais
Aproveitem a leitura.

Pov Seth

A primeira coisa que senti foi o peso do olhar de alguém. E logo depois a macies de algo que eu estava deitado. E tudo foi melhorando, com as vozes cochichando entre si, o calor que eu estava sentindo só piorou e logo eu pulei do lugar em que eu estava. E percebi que eu estava na sala da casa de Sue, eu estava do lado do sofá e todo mundo me olhava.

— O que aconteceu aqui?

Sam foi o primeiro a se mover a minha frente e soltou um riso de divertimento.

— Você desmaiou, cara.

Eu estranhei, não era normal esse tipo de coisa acontecer, não ficávamos doentes por causa dos genes de lobisomens, conseqquentemente não ocorrendo desmaios.

— Mas lobisomens não desmaiam.

— A não ser que tenha tido um grande “baque” emocional.

E eu me lembrei antes de ele terminar de dizer. Eu iria ser pai de gêmeos.

Eu teria duas crianças. Duas crianças. Duas. Crianças.

Ouvi as risadas de todos ao perceberem minha cara de surpresa com um misto de medo.

— Ah meu Deus. Sam, eu vou ter gêmeos.

— Tecnicamente, a Richele vai ter gêmeos, você só colocou eles lá. – ouvi a voz de Embry risonho. Mas eu estava alheio a isso.

— Sam, eu vou ter gêmeos. Consegue acreditar nisso? Eu vou explodir de felicidade!

Pov Richele

Estávamos quase chegando em Forks. E Sue estava quieta, por incrível que pareça, porém parecia preocupada.

— Sue… Olha… O que aconteceu no estacionamente.. é complicado. Eu gostaria que você não contasse a ninguém. Eu te imploro. Não quero que fiquem preocupados comigo, estamos numa época boa e eu sei que posso resolver essa pequena desavença com meu ex psicopata de cento e setenta e cinco anos atrás.

Soltei um suspiro, ela com certeza contaria pra alguém, contaria para Seth.

— Não vou contar pra ninguém. Vou confiar em você, por que eu sei que você sabe o que é certo e errado. Sabe que contar é o certo, mas vou respeitar sua decisão. Não quero que se coloque em perigo, muito menos meus netos. – ela falou rápido demais, ainda estava em volta do nervosismo, tensão demais.

— Você está muito tensa, Sue. Fique calma. Respire fundo. Você sabe que tudo vai ficar bem.

Ela respirou fundo, e eu pude sentir ela se acalmar.

Alguns minutos haviam se passado e estávamos passando perto de La Push, direto para nossa casa.

Disse a Sue para pegar a sacola preta de uma joalheria e ela pegou, abriu-a, e tirou dela uma caixa de veludo preta. Pedi para que ela abrisse a caixa, e quando ela fez isso, os olhos dela brilhavam admirando o colar fino de prata com um pingente delicado. Era a figura de um lobo pendurada. Sue admirava o pingente com amor.

— Ah! Ele é tão lindo…

— Assim que eu o vi achei que ficaria lindo em você.

— Muito obrigada, eu amei, de verdade.

— Eu quem agradeço, por ser tão doce comigo… É só uma retribuição.

Ela sorriu, eu pude ter um vislumbre do sorriso de Seth, que era igual.

Chegamos na reserva e eu dirigi direto para a minha casa. Paramos em frente à varanda e logo fomos descendo as sacolas, indo diretamente para a sala.

Colocamos as compras no chão do recinto e nos jogamos no sofá. Estávamos exaustas e eu particularmente com muita fome, então logo tratei de levantar e segui para a cozinha, e indo direto para a geladeira procurando algo para matar minha fome.

Acabei preparando dois sanduíches com tudo que eu e Sue tinha direito. Coloquei em uma bandeja junto com uma jarra de suco de maracujá com dois copos e levei para sala, coloquei-a em cima da mesinha no centro da sala e me joguei novamente no sofá.

》• MAIS TARDE •《

Pelo menos duas horas haviam se passado e Sue e eu estávamos separando as roupas em cima da mesa de centro. Ouvi barulhos de patas enormes batendo no chão da varanda de casa e logo depois Seth entrou pelos fundos, todo suado e com um shorts torto em volta do quadril, como se tive o colocado apressadamente.

Ele veio direto ao meu encontro e me abraçou fortemente enquanto me rodava, eu apenas gargalhava com sua euforia enquanto eu me segurava para não cair.

Pov Renesmee

Jake e eu estávamos na floresta, explorávamos sua extensão enquamto nos divertíamos. Era ótimo passar esse tempo com ele, e estávamos muito mais próximos, eu sentia que algo havia mudado e para melhor.

De longe eu o vi tentando pegar uma águia que voava baixo com a boca, e eu acabei rindo quando ele caiu no chão com um semblante triste por não ter conseguido. Ouvi barulhos de um galho se quebrando e fiquei em alerta, eu sabia que não era Jake, pois ele estava a sete metros a minha frente e o barulho vinha de trás. Isso só podia significar uma coisa, tinha alguém nos observando.

Eu usei minha velocidade de vampira para chegar até a coisa que havia feito o barulho, e pude perceber que era uma pessoa. Segurei firme em seu pescoço e a levantei do chão a poucos centímetros.

Era uma garota, eu podia ver bem, e pelo cheiro não era humana, nem vampira e muito menos loba. Sua pele era de um tom escuro, e seus cabelos curtos porém cacheados e volumosos em seu rosto havia um sorriso presunçoso, não havia resquício nenhum de medo ou coisa parecida, e muito menos tentou sair do aperto.

— Você deve ser Renesmee e …- Jake parou ao meu lado, rosnando para a garota.- … Jacob.

— O que você quer?- eu perguntei já aflita, eu temia que ela fosse algum tipo de enviada dos Volturi.

— Meu nome é Ahadi, e nós temos que conversar a respeito da sua amiga Richele.

— O que você quer com ela?

— Eu só quero ajudar, Nessie. Só me deixe te contar a história, todos vocês estão em perigo.

Eu olhei para Jake e ele retribuiu o olhar, iríamos ouvir o que ela tinha pra falar. Então eu a soltei e cheguei perto de Jake.

— Comece a falar.

— Ah Não, aqui está muito quente. Por que não vamos tomar um café?

》• Algum tempo depois •《

O barulho da porcelana colocada na mesa de madeira se fez presente. O café de Ahadi havia acabado de chegar, ela agradeceu a atendente com um sorriso e começou a assoprá-lo para esfriar. Eu batia os meus dedos na mesa impaciente enquanto a encarava esperando que ela falasse.

— Está preparada? – ela perguntou diretamente pra mim, sua sobrancelha arqueada em ironia me irritou.

— Ande logo com isso. Fale o que tem pra falar.

Ela moveu seu braço e segurou minha mão e logo fui levada a algum tipo de memória.

"A cena de duas meninas brincando na floresta apareceu, uma maior, com a pele branca e cabelos dourados e uma menor, com a pele negra reduzindo na Luz do sol que passava pelas árvores. Estavam rodando, segurando as mãos uma das outras, até caírem no chão com tontura.

Ao longe foi ouvido o nome de alguém ser pronunciado, as duas levantaram correndo da grama e foram em direção a voz. Eu podia ver as cenas pelos olhos da menina menor, e na frente dela a outra garota a segurava pela mão e corriam dando gargalhadas.

E depois elas pararem de frente a uma mulher mais velha e alta. Trajava um vestido verde musgo e simples, e seus cabelos cacheados foram presos para traz em uma linda trança. A feição dela me parecia familiar.

Ela olhou para a garota mais grande e sorriu.

— Clarissa, você tem tarefas a cumprir agora, certo? – a menina balançou a cabeça em concordância e logo foi para outra direção. Pude perceber que estávamos em um tipo de jacampamento muito grande, onde só viviam mulheres, que andavam para lá e para cá ocupadas.

— Ahadi, nós precisamos ter uma conversa muito importante. – a mulher disse enquanto estendia a não a minha frente, me convidando a segui-lá.

A mão pequena se encontrou com a outra não da mulher e juntas seguiram para um canto mais afastado do acampamento, e fora direto para uma barraca grande e lá entraram. A menina se senriu em um amontoado de panos que parecia uma cama, e a mulher se atacou em sua frente.

— Ahadi, minha garotinha. Num futuro distante, você deverá ajudar a última de nós. – a menina assentou, ela sentia que era algo importante.- Sua amiga Clarisse terá uma herdeira de seu dom, e cabe a você ajudá-lá quando o momento certo chegar.

— Clarissa está esperando um bebê, mamãe?- a menina perguntou inocentemente. A mulher deu uma leve risada com a pergunta.

— Não, minha menina, Clarissa é muito nova para ter um bebê agora. Mas não conte a ela, tudo bem? – A pequena menina assentiu.

— Venha, vamos dormir, já está tarde. – a menina tirou seia pequenos sapatos e se virou para deitar junta com sua mãe.

— A senhora vai me contar uma história? – ela disse se aconchegando a mãe deitada.

A mulher sorriu e começou a história.

“ Nossa história começa na Antiga Roma…

Com duas crianças nascidas na última noite de inverno rigoroso do ano.

Os dois bebês, gêmeos, foram deixados na porta de um templo. E foram ctiados pelos sacerdotes que lá viviam.

Sempre juntos e inseparáveis, mas com uma personalidade totalmente diferente uma da outra.

Enquanto o bebê mais nova crescia e se tornava uma mulher linda e atenciosa, o outro cresceu se tornando um homem amargo e egoísta.

O tempo passou ao longo dos anos de seu crescimento, e a jovem mulher estava despertando alguns dons, enquuanto seu irmão ficava a sua sombra.

Ela descobria que era um tipo de poder místico, e que havia sido abençoada pelos deuses. Ela podia moldar a essencia das pessoas, como se fosse uma curandeira mágica. Ela podia curar qualquer um que fosse.

Já o homem não adquiriu poder nenhum, e sua cobiça acabiu lhe cegando. Quando foi induzido a matar sua própria irmã.

Ela teve uma morte rápida porém dolorosa ao olhar nos olhos do homem que há matou, seu próprio irmão.

Porém quando essa mulher morreu, um lampejo fino de luz foi liberado pelo cômodo onde ela jazia morta, e acabou possuindo o homem.

Era a luz da vingança de sua irmã, todo o clã tem esse lampejo quando morre, porém ele vai em paz pelos céus noturnos. Mas a mulher foi brutalmente assassinada, gerando uma criatura horrível que originou do irmão.

O homem teria que viver uma eternidade como essa criatura que se alimenta de sangue para sobreviver e se amargurar pelo que tinha feito…”

E tudo voltou ao normal. Eu estava novamente de frente para Ahadi e Jake me olhava preocupado.

— Agora deixe-me esclarecer as coisas.

Eu continuei muda, a olhando e Jake também.

— A mulher era a minha mãe, líder da terceira geração do clã Noituus. A história que ela contava era da primeira de nós, Mihai, e de como foi brutalmente assassinada pelo irmão. Agora adivinhe qual era o nome do irmão.- ela arqueou uma sombrancelha me olhando ansiosa por resposta.

— Eu não faço a mínima idéia de qual seja o nome desse homem. E o que isso tem há ver com a minha família.

— Resnesmee, o nome do irmão de Mihai, é Aro.

O nome me pegou de surpresa, e eu fiquei desnorteada enquanto suas palavras ainda ecoaram na minha cabeça.

— Essa é a história. Aro se tornou imortal matando a irmã gêmea. E agora que ele provavelmente sabe que sua amiga Richele terá gêmeos, ele irá querer as crianças pra ele ou simplesmente matá-las.

— Por que ele iria querer matar duas crianças inofensivas?- Jake se pronunciou.

— Por que faz parte da profecia. Ela diz que um dos bebês ou os dois, seriam a reencarnação de Mihai, que estaria voltando para ter uma vingança apropriada.

— Mas porque ela reencarnaria logo nos bebês da Richele?- eu perguntei de súbito.

— Por que ela é a descendente de Mihai, mais forte que todas do nosso clã. Por isso estou aqui para ajudá-la.

》•《

Notas finais
Foi isso, espero que tenham gostado ;)