Safe and Sound

4 I-Idiota...


Notas iniciais
Então... assim tem quase nenhum comentario...

– Gabriel, acho que está tarde, vamos descer – falei para Gabriel

– O.k

Ele mandou Veloz descer. Quando chegamos no chão, Gabriel desceu e esperou eu descer, sorriu, desci.

– Você é um bom... como posso dizer?

– Piloto de dragão?

– Essa é a palavra certa?

– Sei lá – ele deu de ombos

– Ah, o.k.

– Ah, tchau – falou acenando

Ele estava indo embora, mas eu o surpreendi. Segurei o seu braço, ele virou, me olhou com curiosidade. Dei um beijo em sua bochecha, que logo depois ficou corada.

– Obrigada, até algum dia – sai de perto dele antes de escutar sua resposta

Estava a caminho da casa do Soluço. Onde é mesmo? Pera, vira a direita, agora a esquerda. Não, estava errada, aonde estava. Suspirei alto. Depois de mais ou menos meia hora encontro a casa. Bato na porta e o Stoico abre a porta, com um olhar de preocupação, ele da passagem para eu entrar, eu me sento no sofá .

– Aonde você estava? – perguntou com raiva

– Estava pela ilha

– Demorou muito, pensamos que havia se perdido

– Desculpa – olhei para baixo. – Aonde está Soluço?

– Ah, ele está voando com o Banguela a sua procura. Daqui a pouco ele volta.

– Desculpa de novo

– Não é culpa sua, é de Soluço!

– Não, a culpa é minha, não deveria ter ficado muito longe daqui

– Soluço falou que ficaria com você.

– Senhor, fui eu que quis sair de perto dele.

– Não, ele deixou, ele é o culpado

– Não, a culpa é minha.

– O.k, Elisabeth, não irei brigar com Soluço.

– Obrigada, senhor, onde eu irei dormir?

– Tem um quarto aqui que está vazio.

– Ah, obrigada

– Vou lhe levar lá.

Ele me levou até um quarto que não era grande, nem pequeno, era médio, era bonito. Fiquei de pontas de pé, e beijei bochecha de Stoico. Ele saiu do quarto e eu fechei a porta. Havia esquecido que Soluço estava la fora a minha procura.

Depois de um tempo ouço a porta da casa se fechar. Soluço, penso. Ouço passos, até que alguém bate na porta do quarto. Quando abro, vejo Soluço soltando um suspiro aliviado. E logo depois me encarando.

– Você sumiu, tem idéia do quanto te procurei?

– Calma, eu só estava com um amigo

– Com um amigo? Desde quando você tem algum amigo.

– Eu conheci um

Ele suspirou novamente, me abraçou, fiquei surpresa com tal ato, que demorei para corresponder. Ele se separou e soltou um sorriso.

– Fiquei preocupado

– Desculpa

– Tudo bem, não devia ter deixado você sozinha

– Não, a culpa é minha. Não vi o tempo passar.

– Estava fazendo o que?

– Estava montada em um dragão

– O que?!

– Eu montei em dragão com o meu amigo

– Ta, me explica essa historia – pareceu nervoso

Ele entrou no quarto, sentamos na minha cama e eu contei que encontrei Gabriel e como, e que voamos. Soluço não pareceu gostar muito da historia.

– Você confiou em alguém que não conhece?

– Mas...

– Ta bom, Elisabeth, estou indo

– Ah, o.k, tchau

– Boa noite

– Boa – sorri de lado

Ele saiu e fechou a porta. Deitei na cama, me enrolei até o pescoço e acabei caindo no sono. Acordei de manhã com alguém batendo na porta do quarto, me espreguicei e levantei, cambaleei até a porta do quarto, com sono. Abri e vi Soluço com um sorriso no rosto, sorri de volta, mas o que eu mais queria era voltar para cama.

– Oi – falei e bocejei

– Oi, meu pai mandou eu lhe dar isso – ele me deu uma roupa de viking

– Ah, obrigada – estava encostada na porta

– Desculpa por lhe acordar

– Não tem problema, vou me vestir e sair

– O.k

Ele saiu e eu fechei a porta do quarto. Deitei na cama novamente, olhei para o teto e suspirei alto. Levantei e no quarto havia um banheiro, tomei banho nele, não molhei o cabelo dessa vez, estava com o cabelo bem ondulado, os olhos estavam verdes como sempre. Vesti a roupa e sai do meu quarto.

Stoico estava conversando com Soluço, parecia estar dando uma bronca nele, cheguei perto, e me sentei ao lado do Soluço.

– Não a deixe mais sozinha – falou Stoico

– Ei, eu não sou uma criança – entrei na conversa

– Eu sei, mas você se perdeu ontem – Stoico virou para mim

– Desculpa, pai – Soluço abaixou a cabeça

– Eu não posso sair sozinha? – perguntei um pouco irritada

– Pode, quando você conhecer melhor a ilha

– Oh, como?

– Você irá conhecer aos poucos.

– E também vai incomodar o Soluço, ele vai me levar para todo lugar, não é legal

– Acho que o Soluço não liga, né?

– Não, não me importo

– Mas ele precisa viver a vida dele

– Elisabeth, estou tentando cuidar de você – falou Stoico

– Elisa, não tem problema de verdade

– Hoje irei ficar em casa.

– Por que?

– Porque é melhor para você

– Não, é legal sua companhia

– O.k

Eu e Soluço saímos da casa dele. Não queria virar a sombra do Soluço. Chegamos até o Banguela, Soluço subiu e me estendeu a mão. Aceitei sua mão. E Banguela voou.

– Soluço?

– Oi?! – perguntou sem se virar

– É... eu sei quando estou incomodando

– Você não está, muito pelo contrario, estou adorando sua companhia. – dei um sorriso

– Mas quando você quiser sair com seus amigos?

– Você vai estar lá

– Vai ser inconveniente, se você quer sair com seus amigos, por que iria me levar.

– E você é minha amiga

– Sabia que você é muito chato?

– Por quê? – ele deu uma risada

– Porque a pessoa está com raiva, ai você faz a raiva passar.

– Isso não é bom?

– Não, não é – cruzei os braços, sim, eu estava com meus braços soltos

– Está se equilibrando muito bem, e você fica fofa de biquinho – dei uma tapa de leve em seu ombro.

– Lesado, e sim, eu sei me equilibrar, e eu estou com raiva de você

– Por quê? – disse soltando uma risada de leve.

– Porque sim – nesse momento estava me segurando para não rir

– Oh, tem que ter uma desculpa melhor

– Não, não precisa

– Se você não der uma desculpa boa, te jogo desse dragão!

– Duvido

– Duvida?! – perguntou com um sorriso de lado, ele estava com a cabeça virada pro lado

– Sim – falei com os braços cruzados

– O.k – ele me empurrou do Banguela

– Ahhhhhhh – gritei e escutei a risada do Soluço.

Estava gritando muito e xingando o Soluço ao mesmo tempo de vários nomes inadequados. Depois dos segundos mais desesperados da minha vida, me vejo em cima do Banguela. Depois de fomos para terra firme, e estávamos no chão, comecei a bater desesperadamente no Soluço.

– Eu te odeio – gritei, ainda batendo nele

– Não fique com raiva de mim – falou colocando a mão no rosto em forma de proteção, ele estava com um pequeno sorriso no rosto

– Idiota, te odeio – gritei novamente

– Para de me bater

– Não, babaca – comecei a bater mais fraco, lagrimas estavam começando a sair do meu rosto

– Calma, Elisa – ele me abraçou e fui obrigada a parar de bater nele.

– Te odeio – sussurrei

Ele ainda me abraçava. Depois de um tempo ele me soltou, eu estava mais calma.

– Desculpa – falou limpando as lágrimas do meu olho

– O.k, mas não faça isso novamente

– Eu nunca iria deixar você cair de verdade

– Eu tive medo

– Não precisava

– Você foi idiota

– Você ama esse idiota aqui

– Só que nunca – ri de forma irônica

– Magoou, quer dizer que não gosta de mim?

– Oh, você ficou magoado? – falei apertando de leve a bochecha do Soluço

– Fiquei – falou cruzando os braços.

– Não fique – falei o abraçando e logo depois soltando – Vamos?

– Vamos

Subimos de volta no Banguela e Soluço iria para o lugar onde treinam dragões. Mas eu tive uma idéia.

– Soluço – o cutuquei e ele virou o rosto

– Que foi?

– Você pode ir comigo a um lugar?

– Que lugar?

– Quando a gente chegar na arena, deixamos o banguela lá e vamos andando – Banguela fez um barulho como se não tivesse gostado da idéia.

– O.k, tem que ser rápido.

– Vai ser

Notas finais
Eai? Gostaram? Kiss, Kather