Safe and Sound
5 C-ciumes?
Notas iniciais
Chegamos na arena, os amigos de Soluço começaram a falar com ele, eu ficava de longe observando. Depois de um tempo Soluço se despediu de todos, e veio na minha direção.
– Vamos? – perguntou sorrindo
– Vamos
Eu o puxei pela mão para fora da arena. Estava andando, pêra é por aqui, ai chega ali. Chegamos. Entrei no celeiro ainda puxando o Soluço que estava com uma cara de desconfiado. Não sei porque, mas ele me puxou para perto dele.
– Elisa, o que estamos fazendo aqui? – perguntou ainda me segurando
– Pode me soltar? – ele fez o que pedi
– Ta, agora me diz o que fazemos aqui?
– Gabriel – gritei
Depois de um tempo, com o Soluço me olhando estranho, Gabriel apareceu na minha frente com um sorriso.
– Oi, Elisabeth – ele se aproximou
– Oi – eu o abracei, ele se separou e olhou para Soluço
– Soluço? – perguntou sorrindo
– Sim, sabia que você ia gostar de conhecê-lo – falei sorrindo
– Oi – Soluço sorriu
– Oi – escutei um bater de asas
– Veloz – eu ia sair correndo, mas Soluço me impediu, segurando meu braço
– Quem é veloz?
– É o dragão do Gabriel
– Ah, sim, mas por favor fique perto de mim
– Ah, ok, se você está pedindo – segurei a sua mão e dei um beijo em sua bochecha
Veloz veio na minha direção e abaixou a cabeça, fiz carinho na mesma, mas só com uma mão, pois a outra segurava a mão do Soluço.
Gabriel veio na minha direção e segurou a minha mão.
– Será que eu poderia roubá-la um instante? – Soluço o olhou e depois soltou minha mão, Gabriel me puxou pela mão – Vamos voar?
– Não sei, o Soluço ta aqui, ele vai ficar sozinho – Gabriel suspirou alto
– Ele iria se incomodar? – perguntou Gabriel
– Acho que sim – Gabriel olhou para baixo – Quem sabe outro dia.
– O.k – ele segurou a minha mão. – Acho que o Soluço está com ciúmes.
– C-ciumes? – perguntei ficando vermelha, Gabriel soltou uma risada
– Você fica fofa vermelha – ele me abraçou e eu enterrei meu rosto no seu peito, para esconde-lo, ele logo se separou do abraço – Vamos logo se não o Soluço me mata com os olhos. – eu soltei uma risada.
– Elisa, precisamos ir – falou Soluço enquanto eu me aproximava com Gabriel, meu rosto ainda ardia.
– O.k
Virei para Gabriel, e disse tchau, o abracei e beijei sua bochecha, antes de eu me afastar ele sussurrou no meu ouvido “Vou morrer hoje”, a única coisa que eu fiz foi me afastar e rir. Acenei para Gabriel enquanto saia com Soluço.
– Você é bem intima com esse garoto
– Ele é meu amigo, assim como você
– Hm... – ele continuou andando na minha frente
– Vai me esperar, não?
– Não – respondeu automaticamente, suspirou e virou para mim. – Vamos logo
– Ta com raiva de mim? – fiquei parada, ele ainda me olhava
– Não, só quero ir até o Banguela
– Você ta com raiva – fiz bico
– Por que estaria?
– Quero saber também
– Vem logo, Elisa – falou andando até onde eu estava
– Não vou mover um pé – falei cruzando os braços
– O.k, não precisa – falou me pegando como pega um saco de batatas
– Me solta, Soluço – falei batendo de leve nas suas costas
– Agora você está irritada – falou e me deitou no seu colo – Melhor
– Pode me colocar no chão, estou com muita raiva
– Não fica – ele me beijou na bochecha – Não quero que você fique com raiva de mim
– Para – falei, ele ainda beijava repetidamente minha bochecha – Para, Soluço, isso ta estranho.
– Não vou parar te beijar sua bochecha até você me perdoar – falou beijando novamente minha bochecha.
– Parece que você é meu namorado. – ele beijou de novo a minha bochecha – Cara, eu nunca vou te perdoar
– Beleza, vou continuar te beijando, vou na boca daqui a pouco – ele falou rindo e dei um tapa nele
– Tarado! – gritei e ele ria
Depois de um caminho inteiro dele beijando minha bochecha, chegamos na arena e ele ainda beijava a minha bochecha. As pessoas me olhavam estranho e comecei a esconder o meu rosto.
– Para, Soluço – falei com vergonha
– Você me perdoou?
– Não, nunca vou.
– Beleza – ele me beijou outra vez – Já falei aquilo não pretendo falar novamente
– É... Soluço dá para você parar de se pegar com a Elisa – falou Melequento
– Não estou me pegando com ela – falou beijando minha bochecha novamente – Ela está sofrendo conseqüências.
– Me coloca no chão, Soluço, juro que nunca mais falo com você – falei ficando nervosa
– Você me perdoa?
– Não – ele beijou minha bochecha novamente
– Soluço, o Banguela está com saudades suas – falou Astrid
– Ah, vou falar com ele
– Então me coloca no chão – gritei
– Ah, o.k – falou me colocando no chão
– Nunca mais fala comigo, idiota – gritei e bati com força no seu peitoral
– Sabe, também te amo – falou me abraçando
– Nunca disse que te amava – falei fazendo bico, ainda estava com raiva dele, falava com minha voz abafada, pois minha cabeça estava enfiada no seu peitoral
– Mas eu sei – ele disse beijando o topo na minha cabeça – E também se você não me amasse eu te amaria
– Que fofo – falei sorrindo
– Eu sei que sou fofo – falou me separando do seu abraço
– Que cena fofa – falou Perna de peixe e eu soltei um riso
– Você ainda não falou que me ama
– Eu não gosto de mentir – ri com a careta que ele fez
– Ah, o.k, Elisabeth – falou saindo e indo até Banguela, brincando com ele.
– Soluço, não fica com raiva – falei indo até ele, mas tropeçando em algo e quase caindo se não fosse o Soluço me segurar – Você tem um bom reflexo
– Obrigado – ele me soltou e virou.
– Soluço, não fica com raiva – falei
– Vai falar com o Gabriel, que você o ama
– Ai, meu deus – falei sorrindo – Que fofo
– Fofo o que?
– Você com ciúmes?
– Ciúmes? Nunca, e ainda mais de você
– Ah, o.k, eu nunca vou falar que te amo
– Legal, da para você não falar comigo
– Soluço... – ia continuar, mas ele foi embora
– Depois a raiva dele passa – falou Perna de peixe
– Não, não passa, ele está com muita raiva
– Vou falar com ele – disse Astrid indo até onde Soluço estava.
– Ah, ótimo, ela vai me colocar contra ele – falei cruzando os braços
– Como você vai para casa? – perguntou Melequento
– Andando – falei indo até a porta da arena
– Eu te levo – se ofereceu Melequento
– Quero não, muito obrigado – falei saindo
Fui andando, depois de eu andar uns dez passos, alguém puxa meu braço. Olho para trás e vejo Soluço.
– Falei para você não andar sozinha – falou serio, mas eu não consegui segurar o meu sorriso, e o abracei, mas ele não fez o mesmo, só me separou – Vamos, tenho que te levar em casa
– Soluço, desculpa – ele subiu no Banguela e me ignorou, subi logo depois com um pouco de dificuldade, pois o Soluço não havia me oferecido a mão – Vou começar a beijar a sua bochecha até você me perdoar
– Legal – falou voando, o que fez eu me agarrar na sua cintura
– Não fica com raiva de mim
– Para de falar
– Não, eu quero que você me perdoe
– Isso não tem importância nenhuma para você
– Tem sim, você é a pessoa mais importante para mim
– Uhum – falou em tom duvidoso
– Te amo – sussurrei – Melhor?
– Não escutei o que você falou – ele parecia serio, parecia não ter escutado de verdade.
– Eu te amo – gritei – Satisfeito?
– Muito
Quando pousamos descemos do Banguela, Soluço estava com um sorriso no rosto, e beijou a minha bochecha
– Também te amo, Eli – ele riu e eu fiquei vermelha
– Idiota
– Que você ama – falou rindo, fazendo eu soltar um sorriso – Hey, você gosta do Gabriel?
– N-não, oush – falei ficando vermelha – Para de me deixar vermelha
– Você gosta de mim?
– Como amigo – falei escondendo meu rosto com as mãos, Soluço tirou minhas mãos do rosto. E fez algo inesperado.
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