Safe and Sound

2 E-eu não sei


Notas iniciais
Oi, obrigada a quem comentou. Kiss, Kather

– Soluço?

– Sim, e o seu?

O meu nome? Eu... eu não lembrava, sim isso mesmo, eu não lembrava o meu nome.

– E-eu não sei

– Como assim?

– Eu não sei, está entendendo, eu não sei o meu nome – coloquei minhas mãos em meu rosto

– Calma – ele tirou minhas mãos do meu rosto e segurou o mesmo. – Vamos descobrir

– Não acredito muito nisso

– Vamos sim.

Eu o fitei, e soltei um sorriso forçado. Ele sorriu, Banguela veio até a gente e parecia reclamar de alguma coisa.

– Ta bom – ele suspirou – Estamos indo

– Para onde?

– Para aonde eu moro.

– E-eu vou ficar aqui? – ele subiu no dragão

– Não, você vem com a gente – ele estendeu a mão

– Mas eu tenho medo...

– Venha, não vou deixar você cair – segurei sua mão e ele me puxou para cima do dragão

O conheci agora, mas já confiava nele. Ele segurou no dragão, eu agarrei a sua cintura. Ele colocou uma perna q-que tinha uma coisa metálica, uma continuação de perna improvisada. Fiquei confusa, como ele perdeu a perna? Banguela tinha uma cauda meio de papel, sei lá, o que era aquilo. Banguela voou e eu me apertei mais forte o Soluço. Aquilo era bom. Sentir o vento. Ah, eu tinha cabelos castanhos ondulados e olhos verdes. Banguela ficou de cabeça para baixo e eu gritei, Soluço riu, o apertei mais ainda. Não queria cair.

Depois de muitas brincadeirinhas do Banguela chegamos à um lugar, ele era meio medieval, com... com vikings e dragões juntos. Banguela pousou e todos olharam para nos, coloquei minha franja cobrindo meu rosto. Soluço desceu do Banguela e depois me ajudou a descer, ele ignorou as pessoas e me puxou para algum lugar.

Caminhamos por um bom tempo. Até pararmos em uma enorme casa, ele entrou, e eu o segui, lá dentro tinha um enorme homem, ruivo com uma barba enorme. Um típico viking. Soluço me apresentou a ele, era o pai dele. Soluço explicou que havia me encontrado em uma ilha deserta. O pai dele ficou me analisando.

– Hm... – ainda me analisava – Me diga um nome para você

– Vou pensar...

– Elisabeth? – falou Soluço

– É um bom nome

– Sim – concordou o pai dele

Depois o pai dele teve que resolver uma coisa, agora era eu e o Soluço.

– Aonde eu vou morar?

– Vejo depois com o meu pai

– Ah, o.k

– Venha, vou lhe mostrar meus amigos

Ele pegou a minha mão e a puxou. Sai andando e me puxando, chegamos em uma arena com dragões e lá estava o Banguela com outro dragão, brincando com uma garota loira. Quando a loira nos viu, parou de brincar com Banguela, ele veio correndo, até o Soluço e pulou em cima dele.

– Ei, garotão – falou ainda com Banguela em cima dele – Não, não – Banguela havia o lambido, eu soltei um riso – Isso não sai, você sabe

Soluço se levantou e tirou a baba do Banguela dele, Banguela veio em minha direção. Começei a andar para trás.

– Ei, não tenha medo – encorajou Soluço.

Parei de andar, respirei fundo e tirei a franja do meu rosto, pois ela estava cobrindo um pouco meu olho esquerdo. Aproximei minha mão da cabeça do dragão, Banguela aproximou sua cabeça, eu fiz carinho. Depois Banguela virou a barriga para cima, fiz carinho na sua barriga. Soluço veio em minha direção e também fez carinho na barriga do Banguela. A loira se aproximou da gente.

– Qual o seu nome?

– Ah, oi, meu nome é Elisabeth – falei e o Soluço sorriu

– Oi, meu nome é Astrid

– Venha vamos conhecer os outros dragões

– Outros?

– Sim, Astrid abre para eles saírem, por favor – pediu Soluço e Astrid foi até umas grades.

– Soluço, melhor não, eu mal me acostumei com o Banguela

– Calma

Astrid abriu a grade e de lá saiu três dragões, porque um já estava do lado de fora. Me escondi atrás do Soluço, ele ficou do meu lado, e segurou minha mão, Soluço começou a andar para perto dos dragões e consequentemente eu fui junto. Chegamos perto dos dragões, ele saiu de perto de mim e eu lancei um olhar para ele “Socorro!”, ele respondeu com um sinal de encorajamento.

– Essa é a Tempestade

Fui até um dragão que estava do lado da Astrid, ele tinha cores de papagaio. Depois foi um garoto qual o nome era Melequento, com um Pesadelo Monstruoso. Depois a outro garoto qual o nome era Perna-de-peixe, que o dragão era um Gronkel. Depois para um casal de gêmeos, uma menina e um menino, a menina se chamava Cabeçaquente e o menino se chamava Cabeçadura, tinha um dragão com duas cabeças, que era um Ziperarrepiante. Sim, o nome de todos lá eram estranhos, depois iria perguntar o porquê para o Soluço. Soluço veio na minha direção com um sorriso de satisfação.

– São todos, dóceis

– São muito legais – eu tinha um sorriso de uma criança quando ganha um presente novo.

– Pois é

– Como você a conheceu? – perguntou Astrid para o Soluço

– A vi na rua, e conversamos

– Como assim, só viu e já virou amigo?

– É, algum problema?

– Não, nenhum, só é um pouco estranho – Astrid saiu de lá

Soluço saiu de perto de mim, para ir em algum lugar, ele pisava forte. Abaixei minha cabeça, pois percebi que os olhares estavam pousados em mim. Não aguentava aquela pressão, só sai dali correndo.

Notas finais
Eai? Gostaram? Kiss, Kather