Notas iniciais
Desculpa por qualquer erro , mas aqui está o segundo capítulo. Espero que vocês gostem (:

Alec se sentou ao meu lado e deu um sorriso torto e travesso e eu retribui com um sorriso tímido, logo depois desviando o olhar.

–Acho que isso é um sinal –ele disse

–O quê ? –eu perguntei

–Ah... você sabe –ele disse- um sinal de que você deveria me dar seu telefone –ele continuou

Eu soltei uma risadinha, ele era persistente

–Tá certo! –eu finalmente aceitei dar meu número pra ele- não sei pra quê isso tudo. Me dê o seu celular

Eu peguei o celular dele, gravei meu número e o devolvi

–Agora é minha vez –ele disse

Eu passei meu celular por debaixo da mesa para que o professor não visse o que nós estávamos fazendo. Eu finalmente encontrei a mão dele debaixo da mesa, nós dois nos tocamos por um instante e eu envergonhada dei meu celular pra ele e afastei minha mão da dele rapidamente e tentei prestar atenção na aula, mas quando decidi fazer isso já estava completamente perdida.

A aula passou devagar, eu fingia que estava prestando atenção no professor e tentava evitar olhar para Alec. A aula finalmente terminou e eu sai da sala com Alec me seguindo, quando eu parei no corredor ele colocou a mão no meu ombro

–Quando suas aulas terminarem me encontra no estacionamento tá ? –ele perguntou ,mas eu não tive tempo de responder, ele saiu andando pelo corredor para a próxima aula e eu fiz o mesmo, as próximas aulas eram de inglês e de biologia.

A Maggie estava na minha turma de inglês, e nós conversávamos as vezes, mas tudo que ela falava tinha a ver com Alec, o que estava começando a me irritar, mas já era um privilégio ter uma amiga no primeiro dia de aula então eu tentei parecer simpática. A próxima aula passou rápido e quando o sinal para ir pra casa finalmente tocou eu senti um alívio enorme, eu estava cansada, pois havia passado a noite em claro, não sei porque, mas eu não consegui dormir, talvez por causa do nervorsismo por causa do primeiro dia de aula. Tudo que eu queria era chegar em casa e dormir pelo resto da tarde.

Quando eu cheguei no estacionamento eu vi Alec sentado em um banco falando no telefone, eu segui na direção de onde ele estava e me sentei ao seu lado, ele olhou pra mim e falou algo no celular que foi provavelmente algo como “tá certo mãe, brigado... eu e ela já chegamos daqui a pouco...tchau”

–Oi ? –eu falei

–Oi Carrie, então... eu meio que disse pra minha mãe que você iria almoçar com a gente hoje –ele falou

A única coisa que eu pude fazer foi uma cara de “você tá louco ?”

–Como assim ? –eu perguntei- você acha mesmo que eu vou pra casa de um garoto que eu nem conheço

–Você não vai querer desapontar minha mãe –ele fez biquinho- vai ser uma oportunidade de você me conhecer

No final eu acabei concordando, ele foi na frente com o carro dele e eu fui o seguindo, o carro dele entrou na rua de onde eu morava, e o carro dele parou em frente a uma casa grande, de portão preto, telhado marrom e pintura amarela, a casa tinha um jardim bonito e florido e dava para ver uma piscina, havia um caminho de pedras que dava para a porta principal, ele estacionou o carro e eu estacionei logo depois, eu esperei ele sair do carro para abrir o portão, ele foi na frente e eu o segui, ele abriu a porta e pediu que eu entrasse, eu entrei com vergonha.

–Mãe –ele gritou- cheguei, a Carrie está comigo

–Estou descendo –a mãe dele gritou do andar de cime

A casa de Alec era incrivelmente luxuosa, a cozinha era gigante e havia uma sala de jantar imensa, nela havia um homem de cabelos grisalhos, que vestia um terno e aparentava ter uns 50 anos, eu deduzi que aquele era o pai de Alec, apesar de não se parecer em nada com ele. Quando olhei para trás eu vi uma mulher alta, de olhos verdes e cabelos loiros na altura dos ombros, ela vestia um vestido preto na altura do joelho e saltos pretos também, provavelmete iria trabalhar já que carregava uma pasta com o nome de uma empresa.

–Oi, meu nome é Anne -ela disse entusiasmada e se dirigiu a mim para me dar um abraço- você dece ser a Carrie

–Sou sim, obrigada pelo convite -eu agradeci

–Você não precisa agradecer, é um prazer -Anne disse

Alec me apresentou ao homem que sentava na mesa, que na verdade era padrasto dele e se chamava Lionel. Todos nós nos sentamos na mesa e a mãe de Alec me fez perguntas sobre como havia sido o primeiro dia, se eu e Alec já nos conheciamos, então eu expliquei a ela que eu havia me mudado para Cumbrian Lakes há dois meses e que morava na casa do outro lado da rua. Alec me olhou com uma cara de "bom saber" e eu revirei os olhos.

–Onde você morava antes de vir morar aqui -o padrasto de Alec perguntou

–Eu morava em Miami -eu respondi

–Eu achava que todas as garotas de Miami fossem super bronzeadas -Alec disse

–Pois é, menos eu -eu falei

–Porque você veio pra cá Carrie ? — a mãe de Alec perguntou

De repente eu comecei a suar, eu tinha medo da resposta para aquela pergunta, eu tinha medo mais que tudo no mundo. Eu não devia ter medo de responder aquela pergunta, eu tinha medo de falar o que eu iria falar
–Meus pais... eles... er — eu respirei fundo- eles sofreram um acidente de carro, foi... fatal

Eu podia sentir as lágrimas se formando nos meus olhos e o choro subindo. Todos me olhavam espantados

–Me desculpe Carrie... eu não sabia -Anne se desculpou

–Não tem problema -eu forcei um sorriso- vocês se importam que eu vá ali fora por um instante ?

–Claro que não -Anne disse

Eu me retirei da mesa, abri a porta da frente e me sentei em um banco no jardim, fechei meus olhos e quando os abri os olhos de novo me deparei com Alec em pé, em frente ao banco com os olhos aflitos. Ele olhava pra mim preocupado

–Carrie -ele falou- me desculpa

–Não tem problema nenhum -eu falei- eu estou bem, mas acho melhor eu ir

–Eu sei como é difícil perder alguém, meu pai morreu quando eu tinha apenas 3 anos, na época eu não fazia ideia do que era perder alguém, mas eu sei como é essa dor -ele falou com a voz calma

–Me desculpa –eu disse- eu não queria fazer você se lembrar de nada

–Não tem problema, já faz tanto tempo –ele sorriu, tentando me animar

–Sabe, o grande problema é que as pessoas sempre dizem que o tempo cura, mas para mim parece que as coisas só pioram -eu falei, mas parei, não acredito que eu estava desabafando com um garoto que eu conheci hoje

Alec veio mais para perto de mim e abriu os seus braços fortes em um abraço

Notas finais
comentem (: