Sadness Life
3 Capítulo 3- O ínicio
Notas iniciais
Sadness life
“Suas lágrimas valem de alguma coisa para alguém...?”
Capitulo I -O início
Sete e meia da manha numa escola de Tóquio o sinal batia para que os alunos entrassem em suas salas. Faltavam 2 meses para o final do ano letivo, muitos alunos estavam seguros por suas excelentes notas tiradas durante o ano, e outros nem tão confiantes assim.
Um desses alunos era Sesshoumaru Taisho, aluno do Yonoha Soul há mais de 10 anos. Vivia vadiando sozinho pelo colégio, matando aula, nele não havia um adjetivo bom que pudesse ser empregado, todos sabia perfeitamente o quão orgulhoso e frio ele era, porém, isto não parecia fazer entre as garotas que a cada ano o admiravam mais.
Uma dessas garotas era Rin Matsumoto, estudava na mesma classe de Sesshoumaru mesmo sendo um ano mais nova que este. Aluna muita aplicada, mesmo porque ganhara um bom desconto para estudar na melhor escola do Japão. Sempre tentando chamar a atenção de Sesshoumaru, porém de um jeito mais dócil e tímido, muito de seu feitio, coisa que raras vezes dera certo, ela se lembrava perfeitamente do dia em que fizeram uma prova juntos:
- Letra D. Disse Rin, Sesshoumaru estava meio de lado, mal prestando atenção ao que Rin fazia, mesmo porque somente ela fazia a prova.
-... O professor Juuroumaru resolver juntar os colegas de classe em duplas para que se ajudassem, fez assim: um aluno aplicado para ajudar aquele que tinha mais dificuldade em sua matéria, física. Após ter feito alguns cálculos Rin marcou mais outra opção, percebendo que somente Rin fazia a prova Juuroumaru caminhou em direção á eles, Rin percebendo ergue o rosto e pergunta ao professor se há algum problema, ele somente avisa caso Sesshoumaru também não cooperasse teria que deixá-lo fazer a prova sozinho, a única reação do youkai foi se virar para a prova fingindo estar lendo. Com o rosto de Sesshoumaru tão perto do seu, Rin corou. O professor Juuroumaru foi embora para sua cadeira deixando os dois fazerem a prova, sabia perfeitamente sobre o caráter de Sesshoumaru, porém ainda tinha esperanças que este mudasse.
Sesshoumaru percebendo o avermelhado nas bochechas de Rin afastou-se um pouco:
-Continue. Disse ele, Rin não se importava com as maneiras “indelicadas” dele, estava feliz por tê-lo tão perto de si e realmente poder fazer algo para o mesmo. Mal ele sabia o quanto ela o amava e o quanto pensava nele, tudo nele era perfeito para ela.
O sinal tocou, eles já tinham terminado a prova há vinte minutos, durante este tempo Sesshoumaru não fez nada a não ser olhar pela janela, ignorando a existência da humana ao seu lado, Rin fingia estar lendo porém, a presença ao seu lado não a permitia de continuar evitava olhar para o quadriculado rosto dele, mesmo porque assim logo suas bochechas voltariam a corar.
Dias depois lá estava ela, sentada na carteira, abrindo o livro para mais um dia de aula, será que valeria a pena como aquele dia valeu? Pensava ela.
Juuroumaru entrou na sala sério com as provas na mão, aquilo com certeza não era bom sinal:
-Bom dia, — disse ele em seu habitual tom sarcástico- antes de fazer a chamada eu quero dizer que vocês me surpreenderam, porque as notas não foram nada boas. Houve um alarme geral da turma, então sem mais delongas o professor foi entregando as provas:
-Rin Matsumoto e Sesshoumaru Taisho. Sesshoumaru largado na carteira nem fez menção de se levantar, curiosa Rin se levantou rapidamente e pegou a prova das mãos do professor, não poderia ser, estava totalmente abaixo da média exigida, como aquilo poderia ter acontecido?Justo com ela que estudara tanto para uma boa nota conseguir.
Rin sentou na carteira atônita, olhava para a prova sem entender:
-Deixe-me ver. Disse Sesshoumaru que sentava atrás dela, meio receosa Rin entregou a prova, depois de alguns minutos de angústia ouviu um grunhido atrás de si, largando a prova em cima da carteira Sesshoumaru deixou a sala; Após pedir licença ao professor para também se retirar Rin foi trás dele. Encontrou-o no corredor que ficava perto dos banheiros, encostado numa parede:
-Sabe o que você fez? Perguntou ele em seu habitual tom frio.
-M-me desculpe Sesshoumaru eu não... Ele chegou tão rápido onde ela estava que esta caiu no chão, Sesshoumaru debruçou pro cima dela e sussurrou em seu ouvido:
-Me condenou a mais um ano neste inferno.
-E-eu não quis...
-Serei castigado por sua culpa, sua humana inútil! Mesmo que abrisse a boca várias vezes Rin não consegui falar, a dor que sua alma suportava era demasiadamente longa e seca, por isso de seus olhos não caiam lágrimas, não choravam. Sesshoumaru olhou dentro dos castanhos olhos demoradamente, sentia dentro de si algo estranho para ele, quanto aquela novata, dês que ela chegou ao colégio ele não pode ter um minuto de paz dentro de si, ela o atormentava, aparecia em seus sonhos, sua voz, seu cheiro, seu sorriso. Tudo tão encantador, como se quisesse aprisioná-lo num calabouço de ilusão cheio de um natimorto esperança, do qual nunca viria. Rin olhava para aqueles olhos amarelos e nada entendia neles:
- o que estão fazendo ai? Perguntou a voz severa do zelador. Tempo depois ambos estavam na coordenação do colégio, sentados esperando o coordenador falar-lhes. Este era um homem gordo, que exibia um sorriso discreto ao dar uma notificação ao aluno.
Sesshoumaru olhou de relance para Rin e viu que esta estava encolhida em sua cadeira, olhando fixamente para o chão, as palavras que há pouco ouvira haviam-na deixado em pânico, nunca havia se sentido tão humilhada, baixa, o pior era que não sabia como se proteger. Sesshoumaru sentiu algo dentro de si, que, parecia apertar-lhe o peito, parecia sufocar, a dor era quase tangível, mas, ele permanecia imóvel. Nada naquele dia ocorrera que mereça ser contado, após o curto encontro com o coordenador Sesshoumaru e Rin, voltaram para suas casas, calados, tristes.
Na semana seguinte Rin não apareceu, nem na outra, nem na outra e assim se passou um mês sem que se ouvisse falar em Rin. Alguns diziam que ela estava doente, outros diziam que saiu da escola e outros até que já tinha morrido. Todos estes dias foram de certa forma angustiante para Sesshoumaru, não havia ninguém sentado a sua frente, havia um mês que ele não sentia o delicioso cheiro dela, Onde está você Rin? Permitia ele pensar, pois a muito tempo aceitara o fato que sentia algo pela humana...
Fale com o autor