Sadness Life

4 Capítulo 5-Indiferença


Notas iniciais
Peço desculpas pelo diminuto capitulo, porém, hei de compensar na proxima vez. OBS: Para os que estão achando muito triste aconselho que mudem para outra fanfic então.

Capitulo II- Indiferença

Os brancos lençóis da cama estavam amassados, em vão ela tentava dormir, pensava nele, em suas palavras das quais a machucou tanto.

Já se passou um mês dês do ocorrido e ela ainda pensava nele, mesmo que quisesse tirá-lo do coração, da mente, da alma; Não conseguia.

Fechou os olhos esperando que o silêncio invadisse-lhe a alma, no quarto de cima dormia o pai que mal sabia da tristeza da filha, como saía todo dia de madrugada para trabalhar e somente podia voltar ao fim da tarde, encontrava a filha sempre em casa, e mal desconfiava que esta faltava as aulas já há um mês. O silêncio não a invadiu, ao invés disso fora o sonho que Sesshoumaru sorria pra ela, abriu os olhos na esperança de vê-lo ali ao se lado como estivera no sonho, mas, não era aquilo que a esperava. O quarto era o mesmo vazio de antes, ele não estava lá. Levantou-se então, da cama, e pegou um caderno qualquer, rasgou uma folha e nela escreveu:

As lágrimas caem sob o parepeito da janela: e ele não está mais aqui.

Sinto frio, para aquecer: ele não está mais aqui.

Vejo minhas lágrimas escorrerem pelo rosto, e para enxugá-las: ele não está mais aqui.

Casais felizes se amando, para me amar: ele não está mais aqui.

Minha felicidade esvai, para recuperá-la: ele não está mais aqui,

Meu tudo voltou a ser nada, para fazer a diferença: ele não está mais aqui.

Para me fazer sorrir: ele não está mais aqui.

Eu o amava, nem para me odiar ele está aqui.

Deixou o papel em cima da escrivaninha e voltou a deitar em sua cama. Um vento frio soprou pela janela e com ele trouxe alguém. Ele entrou silenciosamente, sentou ao lado dela, acariciou seu doce rosto, sentiu mais uma vez seu cheiro só para não mais esquecer, olhou ao redor e viu o papel, leu-o atentamente apesar de achar um pouco cansativo pela repetição de palavras, achou-o ao mesmo tempo capaz de “resumir” os sentimentos de Rin. E ele era o causador de tamanho sofrimento, pensar que aquilo o machucava tanto, e de uma forma tão bruta.

Sentia seu peito ser puxado para fora, sentiu o frio que lhe envolvia, sentiu a dor. Pela primeira vez em anos chorou, deixou que as lágrimas fluíssem pelo papel. Como algumas letras, simples como aquelas poderiam mexer tanto consigo?

Voltou á cama de Rin, sentou-se perto dela e pegando um lápis qualquer que estava num pote reescreveu o poema:

As lágrimas caem sobre o parepeito da janela: e ele está aqui.

Sinto-me quente, pois ele está aqui para me aquecer.

Vejo um sorriso em meu rosto e ele também sorri.

Nós nos amando enquanto o mundo se odeia.

Nossa felicidade é tamanha que nem o mundo seria tamanho suficiente para representar.

Ela é meu tudo, e sem ela, não sou nada,

Eu a amo, e estou aqui.


Deixando o papel em cima da escrivaninha Sesshoumaru ficou deitado acariciando o rosto de sua amada. Na manha seguinte com os primeiros raios de sol ele se foi. Rin acordou, de certa forma feliz por sonhar com ele, sonhara que ele estivera lá, com ele, sonhara que ele reescrevera seu poema, num ato infantil foi até a escrivaninha para ler o que havia escrito no dia anterior, mas, nada encontrou a não ser a original. Não havia uma linha modificada, nada. Ele realmente não estivera ali, ele realmente não a amara. Resolvera então que naquele dia voltaria para a escola, por ter estudado todos os dias nos quais perdera aula, estava com a matéria em dia, então seu único problema eram os deveres, quais faria rapidamente.

O sol estava bem fraco naquele dia, assim como o seu coração.