Notas iniciais
Hellow, my cats!! Sim, eu voltei... Se é para ficar, eu não sei, mas eu estou de volta. Esse capítulo não iria sair tão cedo, mas como vocês conseguiram me localizar em outra conta, aqui estou eu de volta. Essa demora vai ser recompensada de um jeito agradável, vocês vão ver. Tenho uma noticia para todos... A fic vai acabar em dois capítulos... Um vai ser o próximo e depois vem a batalha final. A fic tem dois finais, um bom e um ruim. Os dois acontecem depois da batalha final, mas vamos falar depois disso. Fiquem com o capítulo :3

— Acho que está tudo pronto — a loira falou com um sorriso no rosto. — Quer colocar mais alguma coisa na cesta?

— O dia é seu, escolha o que quiser — o vampiro sorriu ao ver a expressão indignada da garota.

Em meio a tudo o que estava acontecendo, um piquenique não parecia ser a ideia mais brilhante do mundo, porém, para Rin, era tudo o que ela precisava para relaxar, tentar tirar seus pensamentos de seu "namorado" e passar um tempo com seu melhor amigo sem que fossem interrompidos.

Seus fios claros estavam soltos, sendo destacados por um laço preto fino, diferente do branco que costumava usar sempre. Ela achava que já estava na hora de cortar o cabelo, mas quem fazia isso por ela era Luka, e caso tentasse fazer sozinha, um desastre poderia vir a acontecer. Era melhor deixar tudo como estava.

— Não vamos ter problemas se sairmos juntos? — ela perguntou pela milésima vez, vendo seu melhor amigo negar novamente. — Não quero ter que encarar sua namorada de frente. Você pode não gostar, mas eu acho que ela é uma psicopata.

— Não se preocupe, não terá nenhum problema — o loiro sorriu, ficando ao lado da mais velha. — Não falo com ela desde ontem Pode relaxar.

A loira virou o olhar para o mais novo, um pouco confusa. Oliver estava feliz há poucos minutos, agora estava parecendo chateado. Ela achou melhor não tocar mais no namoro dele. Nem sabia se os dois ainda estavam juntos.

— Rin, você é a única que consegue fazer um piquenique com tudo isso acontecendo — o loiro falou pegando a cesta da mão da amiga. — Lago da Bruxa? Por que quer ir para lá?

— Você pode não estar sentindo, mas está muito frio. Você sabe que lá é quente o ano inteiro — ela falou com uma expressão séria. — Preciso de um bom banho quente.

Só de imaginar a melhor amiga tomando banho sem roupa, o vampiro se excitou. Rin não era uma rainha da beleza como sua namorada, mas após tantos anos correndo atrás da loira, vê-la sem roupa seria um grande feito.

— Tudo bem, você é quem manda — ele sorriu, dando um peteleco na testa da loira. — Vamos logo. Acho que o céu está limpando, não quero me arriscar.

— Fresco — ela fez bico, fazendo o mais novo rir. — Vamos, vampirinho.

O loiro olhou para a mais velha de cima, fazendo-a encarar seus olhos com um pouco de dificuldade. Oliver era um pouco mais baixo do que Len, mas era bem mais alto do que Rin. Ela tentar diminuí-lo chegava a ser engraçado. Ela deu um tapa na cabeça do vampiro, rindo alto em seguida.

— Vamos, grandão — ela sorriu, puxando o amigo pela camisa. — Um dia só para nós. Há quanto tempo não fazemos algo juntos?

— Acho que desde antes do seu relacionamento com o Len — o loiro respondeu sem se importar com a loira. — Melhor não falarmos sobre nossos relacionamentos.

— Bem melhor — a loira riu alto.

Rin abriu a porta da casa sorridente assim como o loiro, mas logo seu sorriso sumiu ao encarar quem estava do lado de fora. Oliver revirou os olhos e puxou a garota para trás, para que ela ficasse mais próxima de si. A loira engoliu seco ao ver seu amante na frente de sua casa. Ela nem esperava vê-lo.

— O que você está fazendo aqui, Len? — ela perguntou escondendo-se nos braços do melhor amigo.

— Eu também adoraria saber o que ele está fazendo aqui — o mais novo murmurou irritado, próximo ao ouvido da loira. — Não irei brigar com ele com você por perto.

— Minha irmã costumava ter bom gosto... Não acho que tenha mais — o mais velho sorriu, fazendo o outro vampiro rosnar.

— Ela estava com você, talvez esteja certo em dizer que ela não tem bom gosto — Oliver sorriu, irritando o maior.

Antes que Len pudesse avançar em cima de Oliver, Rin ficou entre os dois, impedindo que eles iniciassem uma briga. Ela conseguiu fazê-los parar, já que no momento, ambos queriam a atenção dela. A loira suspirou, olhando para o mais velho.

— O que quer aqui, Len? — ela perguntou novamente, tentando manter a calma.

— Precisamos conversar — ele respondeu sério. — Agora

— Eu não posso no momento — a loira falou séria. — Podemos conversar depois?

— Até poderíamos, mas não — o loiro disse com um sorriso cínico no rosto.

Por um momento, Rin desejou que estivesse fazendo sol. Parecia ser impossível que ela passasse um tempo sozinha com um dos dois sem ser incomodada. A loira sabia que Len não iria deixar que ela ficasse sozinha com seu melhor amigo, sua única escolha no momento parecia ser uma loucura, mas era a mais certa.

— Oliver, vai na frente — a loira falou séria, fazendo o mais novo arregalar os olhos. — Vai. Eu prometo que já vou.

O vampiro encarou-a um pouco incrédulo. Ele suspirou irritado, encarando o outro vampiro com raiva. Oliver saiu em passos pesados, até sumir rapidamente da visão da loira, ouvindo a risada sarcástica do outro loiro. Se não fosse a presença de Rin, provavelmente os dois já estariam rolando pela neve.

A loira olhou para seu melhor amigo, vendo-o ir embora rapidamente, aproveitando a velocidade sobre-humana. Ela ficou sozinha com seu amante, sendo pressionada contra a parede de casa. Ele beijou-a nos lábios, sem deixar que a garota escapasse. Por mais que tentasse, a loira não conseguia livrar-se de Len. Não queria beijá-lo.

— Pare. Pode parar — ela disse pondo as mãos no peito do mais velho, em uma forma de afastá-lo. — Diga o que quer. Seja breve.

O vampiro ficou surpreso com o tom frio usado pela loira. Normalmente, era ele quem falava nesse tom. Ele não podia se irritar, caso contrário, era capaz de terminar brigando feio com a mais nova. Algo que, no momento, não queria.

— Eu... Queria pedir desculpa por ontem — a loira não deixou de sorrir. — Não faça essa cara. Você não sabe o quanto foi difícil para que eu viesse até aqui para falar com você.

Rin deu um leve beijo nos lábios do loiro, rindo ao ver a expressão um pouco confusa do mais velho. Ela sabia que o vampiro era bem orgulhoso. Pedir desculpas era difícil até mesmo para ela, para ele deveria ser impossível, visto que tinha um ego bem elevado. Mesmo achando fofo o comportamento do amante, a loira ainda não estava tinha certeza do que queria. Não sabia se queria ficar com Len, ou se seguia seus planos e ficava com Oliver.

— Len, eu não quero ser estraga prazeres, mas quero passar um tempo com meu melhor amigo — ela falou, vendo o vampiro olhá-la irritado. — Len...

— Tudo bem, Rin. Sei que precisam de um tempo juntos — a garota sorriu novamente, abraçando o mais velho, sentindo-o fechar os braços ao redor de si. — Mas se for sair com ele eu vou junto.

A garota olhou-o um pouco frustada. Isso não poderia estar acontecendo. Ela não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Paz. Isso era tudo o que queria. A vontade de entrar em casa e não sair com nenhum dos dois, mas não podia. Pelo menos uma vez Rin iria cumprir uma promessa feita ao seu melhor amigo.

— Certo. Se você brigar com o Oliver, eu vou embora, deixo que vocês fiquem brigando sem nem pensar — a loira falou séria. — Len, por favor, tente ser legal.

— Se ele me provocar, não vou me comportar — o vampiro falou sorrindo, encarando o olhar vazio da loira.

— Então, cachorrinho, se comporte, senão terei que fazer que nem fazia com os cavalos dos meus pais — ela falou seguindo o caminho até a floresta, atiçando a curiosidade do loiro.

— O que você fazia com os cavalos? — ele perguntou um pouco animado, crendo que ouviria uma resposta pervertida da loira.

— Eu amarrava-os pelas rédeas em galhos de árvore e deixava por dias — a garota sorriu ao ver o olhar do vampiro. — Mas não se preocupe, sei como fazer um homem se controlar.

O loiro não deixou de sorriu, já imaginando o que poderia fazer com sua amante. Uma brincadeira sexual não seria tão ruim assim. Rapidamente, ele passou os braços pela cintura de Rin, mordendo seu ombro querendo provocá-la. A garota manteve-se séria, mas não deixou de ceder ao vampiro. Para que havia mencionado o que fazia sabendo o quão pervertido Len poderia ser?

— Comporte-se — falou desvencilhando-se dos braços do maior. — Estou falando sério.

XxX

O vampiro limpou os lábios que continham uma grande quantidade de sangue com um olhar um pouco tristonho. O que ele mais queria era estar com sua namorada, mesmo sabendo que seria difícil. Ele jogou o corpo do esquilo em um monte de neve, sujando o branco com o pouco sangue que ainda sobrou no pequeno corpo. Caso Rin não aparecesse em breve, Oliver iria surtar.

Passar um tempo com Rin iria fazê-lo esquecer, pelo menos por algum tempo, sua namorada. Estava preocupado com ela. Na noite anterior, Lenka sumira, deixando-o nervoso, mas como a loira tinha o costume de sumir. Len tinha que aparecer e estragar tudo. Não podia passar um único dia em paz com sua melhor amiga?

— Tudo já foi tão mais fácil — ele murmurou, sentando em cima de uma pedra. — Aonde ela está?

No mesmo momento em que concluiu o pensamento, a loira surgiu por entre as árvores, sendo acompanhada pelo vampiro mais velho, que sorria de maneira despreocupada enquanto estava com uma das mãos na cintura da jovem. Só essa imagem foi suficiente para ferver o sangue de Oliver.

— O que ele está fazendo aqui? — perguntou para a melhor amiga, que estava de cabeça baixa.

— Oliver, não pergunte nada — ela falou com um suspiro. — Será que pelo menos por algumas horas vocês podem fingir que não se odeiam?

— Não — os dois responderam ao mesmo tempo, fazendo a loira grunhir de frustração. — E não tente fingir ser fofa para conseguir me convencer a fingir que eu o suporto — Len continuou a falar, vendo o mais novo assentir em silêncio ao que havia sido dito por ele.

A loira respirou profundamente, tentando manter sua calma. Era pedir demais somente um pouco de paz? Ela apoiou a cabeça no ombro do namorado, procurando o que dizer para convencê-los a passar pelo menos duas horas em paz, sem nenhuma briga por motivo bobo.

Mesmo não gostando de sua parte princesa mimada, esse era a única oportunidade que teria de agir como uma vadia mimada novamente, e caso houvesse outra opção, ela faria, mas esse não é o momento para isso. Mexeu levemente no cabelo, olhando para os dois vampiros que a encaravam confusos.

— Já que vocês não conseguem fazer um único agrado para mim, podem ir embora! — ela falou sendo um pouco dramática. — Eu posso muito bem ir sozinha. Na verdade, será até melhor que eu vá sozinha, assim, vou poder tirar a roupa com mais facilidade, sem problemas de ter um de vocês me vigiando.

A imagem de uma Rin completamente sem roupa veio à mente dos dois. Ela sabia provocá-los, e fazia muito bem. Depois de alguns minutos pensando, os vampiros derem o braço a torcer, concordando com a ideia de passarem algumas horas juntos sem brigar. No máximo fariam algumas provocações, mas seria o máximo.

— Não foi difícil, viram? — a loira sorriu, vendo os dois virarem os olhos. — Vocês aguentam algumas horas — pelo menos eu espero que aguentem.

Rin viu os dois trocarem um olhar raivoso, em seguida, cada um puxou-a para um lado pelo braço ao mesmo tempo, machucando-a levemente. A dor não foi muita, mas foi suficiente para assustar os vampiros. De cabeça baixa, a loira seguiu seu caminho, deixando-os para trás.

"Minha tarde vai ser longa", ela pensou vendo os dois seguirem-a feito cães. Estavam mesmo tão desesperados assim? Sua próxima ideia de paz seria o lugar mais longe possível, de preferência, uma montanha bem longe do vilarejo.

— Ah, Len — ela falou do nada, virando para os dois. — Eu estava falando sério. Não pense que não sou capaz... Vale para você também, Oliver.

Continuou a caminhar em passos rápidos e pesados, sabendo que poderia ser alcançada com facilidade pelos vampiros. Len sorriu ao ver o olhar confuso de Oliver, que não havia participado da conversa com Rin. Sabia que não poderia brigar com ele, mas nada o impedia de provocá-lo até perder o controle.

— Ainda diz que é o melhor amigo dela — falou rindo alto, andando atrás da loira enquanto ouvia um grunhido do mais novo. — Procure não se irritar, não vai ser nada bonito termos que brigar na frente da Rin — sorriu, vendo-o olhá-lo já irritado. — Minha irmã não está aqui para te salvar, lembre-se disso.

XxX

Por mais estranho que fosse, até agora, nada havia acontecido. Rin estava sentada na beira do lago, com os pés para dentro da água, e a cabeça estava apoiada no ombro de Len enquanto olhavam a água clara do lago. Oliver estava deitado de olhos fechados em cima da toalha para o piquenique que a loira fizera, aproveitando a brisa gelada que entrava pelas vinhas que cobriam a entrada da clareira.

A jovem ainda estava tentando acostumar com o fato de que convivia com seres sobrenaturais que não comiam comida humana, tanto que teve que comer toda a comida sozinha. Estava cheia. Não trouxera nenhuma bebida para não ter problemas, mas a ideia passou por um momento em sua cabeça. Ficar bêbada com seu melhor amigo não pareceu a melhor ideia de todas.

Ela sorria vendo seu reflexo na água, sentia Len abraçar-lhe de maneira protetora. Ela já notara que era observada durante a noite, e sabia que não era seu namorado. Talvez fosse por isso que ele estivesse sendo tão carinhoso. Desde a noite da festa a relação dos dois acabou mudando. Ela agiu como nunca, e fizera coisas de que não se orgulhava.

— Len... Eu te amo.

— Ama? — ele perguntou, ouvindo a resposta ser sussurrada em seu ouvido.

— Não — ela sorriu, passando os dedos nos cabelos dourados dele. — Você só me trata como uma idiota, e além do mais Por que amaria alguém como você?

Um suspiro saiu dos lábios da loira. Até agora não havia entendido porque falou aquilo para Len. Deveria ser o calor do momento, já que estava com muita raiva. Odiava ser dominada pela velha Rin, mas alguns momentos ela precisava ser um pouco mais maldosa. Sabia que o "eu te amo" dito pelo loiro era falso, mas a brincadeira dos dois foi longe demais, e acabaram fazendo coisas que não a orgulhavam.

— A água está tão quente. Por que você não põe os pés na água? — ela perguntou olhando para o mais velho ao seu lado. — Está tão bom...

— Não estou com vontade — lembrou-se dos momentos que passou ao lado da irmã quando eram crianças. — Não podemos só ficar em silêncio, aproveitando o clima quente no inverno?

— Já que quer assim — sua resposta foi breve.

— Ele já falou que vai embora com a minha irmã? — o loiro mudou de assunto repentinamente, fazendo a mais nova olhá-lo confusa. — Não sei se fico feliz ou preocupado.

— Preocupado? — seus olhos azuis encararam o vampiro. — Por quê?

— Por um lado eu vou me livrar da minha irmã e daquele idio... — ele suspirou ao ver o olhar da mais nova. — Mas se essa relação não der certo, vou ter que aturá-la até que supere tudo e vá buscar vingança — Rin riu baixo. — Falo sério. Minha irmã é bem vingativa. Vai matá-lo em segundos se tiver vontade.

A loira ainda estava um pouco confusa com o que acontecia. Não era para estarem somente os três ali, Lenka, mesmo não suportando a outra loira, também deveria estar ali. Afinal, a vampira não perderia uma oportunidade de irritar o irmão e jogar mais uma vez na cara de Rin que estava namorando com Oliver.

— Já que estamos falando nela... Aonde está a sua irmã? — perguntou com calma.

— Não sei se está perguntando para a pessoa certa — Len virou-se para trás, olhando para o outro loiro, que estava deitado no chão. — Afinal, ela não está mais comigo.

— Não me pergunte onde ela está — Oliver falou irritado, abrindo seus olhos avermelhados. — Ela estava na sua casa, você deveria saber onde ela se meteu.

O mais velho rosnou, apertando Rin um pouco mais, ouvindo uma risada fraca e abafada do mais novo. Sentia vontade de arrancar-lhe a cabeça para que não tivesse mais aporrinhações. A loira sabia que não devia ter deixado Len vir também, mas essa era a primeira provocação desde que chagaram.

— Eu quero entrar na água — ela falou com o olhar direcionado para seu reflexo. — Gosto de água quente.

— Entre — seu melhor amigo sorriu de maneira pervertida. — Eu vou adorar ver isso.

As bochechas da loira tornaram-se vermelhas quando ela viu o sorriso do vampiro. Oliver poderia parecer não ter muita malícia, mas depois de começar a namorar com Lenka, teve que ser um pouco mais malicioso para lidar com a vampira.

Len já era pervertido, e estava adorando a ideia de ver Rin entrar na água. No momento, os dois desejavam a mesma coisa, o que era um perigo para ela. Seus últimos sonhos andaram deixando-a receosa em ficar sozinha com os vampiros. Um não hesitaria em transformá-la quando encontrasse uma oportunidade, e o outro só veria vantagem em tê-la pela eternidade.

— Eu não quero que Vocês vejam — murmurou um pouco envergonhada, ouvindo risadas abafadas.

— Qual o problema, Rin? — Oliver sorriu. — Não seria a primeira vez que vejo você sem roupa — olhou diretamente para o outro vampiro, de maneira sarcástica, vendo-o retribuir com um olhar raivoso. — E não precisei forçar você a nada.

— Pelo menos sei onde minha namorada está — Len sorriu ao ver o loiro grunhir. — E sei que ela não está me traindo — a loira arregalou os olhos, entrando em pânico mentalmente. — Acho que sabe que minha irmã não é nem um pouco fiel, ela deve ter contado a você Acho que ela pode estar te traindo agora mesmo.

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, Len sentiu a loira ao seu lado apertar seu braço com as unhas. Oliver tentava manter a calma, para não descontrolar-se na frente de Rin. Ele sabia que não deveria estar ali com o outro vampiro também ali. Era bem mais fácil ter ido atrás de Lenka, e ter deixado os dois sozinhos.

— Len, fique quieto, por favor — um suspiro saiu dos lábios da loira. Ela apoiou a cabeça no ombro do mais velho, suspirando novamente. — Vá embora.

O vampiro olhou-a irritado, mas o olhar avermelhado não a abalou. O mais velho rosnou, por não ter gostado do tom que foi utilizado pela loira. Oliver riu baixo, ganhando um olhar assustador da mais velha.

— Você também, Oliver! — falou irritada. — Quero ficar sozinha. Foi uma péssima ideia trazer vocês dois. Vão embora.

Ela olhou-os de uma maneira apavorada por estar sendo encarada por dois pares de olhos vermelhos nada amigáveis. Rin desejava um descanso, mas acabou por notar que se quisesse um pouco de paz precisaria de um tempo sozinha em um lugar parcialmente escuro.

— Por que ainda estão aqui?! — falou cruzando os braços, mexendo na franja que cobria seus olhos.

O mais novo foi o primeiro a sumir, indo embora sem dizer uma palavra. Ele não queria sair de casa mesmo, só achava que seria uma boa ideia passar um tempo com sua melhor amiga, mas como sempre, sua intuição estava errada.

Len ficou por mais alguns minutos, vendo a expressão de raiva da loira. Ele já havia a visto de muitas maneiras, menos como estava agora. Suspirando, o vampiro passou a mão nos fios da mais nova, bagunçando-os antes de desaparecer no vento, deixando-a sozinha com a mente pesada.

"Eu não vou pedir desculpas!", pensava com a cara emburrada. O máximo que poderia acontecer era os dois tentarem matar um ao outro por estarem sozinha, mas sabia que o jeito que usou para falar seria suficiente para acalmá-los. Pelo menos uma vez ela precisava manter seu orgulho.

XxX

A situação acabou se invertendo com facilidade. Em poucos segundos Len estava pressionado contra o tronco de uma árvore, sendo encarado pelo sorriso debochado de Oliver. Como odiava esse sorriso.

Quem atacou primeiro foi o mais velho, mas ele não esperava que o outro vampiro já estivesse prevendo um ataque pelas costas. Não era burro o suficiente para andar na floresta sem prestar atenção ao seu redor sabendo que não estava sozinho.

— Falei que não devia me subestimar — falou apertando com mais força o pescoço de Len. — Que péssima tentativa de tentar me pegar desprevenido.

— Você não teria coragem de me matar — um sorriso surgiu no rosto do mais velho, mesmo tendo uma certa certa dificuldade de falar.

— Não teria? — ele riu baixo, controlando o desejo de descontrolar-se de tanto rir. — Pense, sem você aqui eu poderia ficar com sua irmã sem interrupções, e a Rin voltaria a ter sua vida chata e sem graça normal. Só vejo vantagens em matar-lhe.

— Pare de inventar desculpas para me tirar do seu caminho. Eu e você sabemos que a Rin está melhor comigo — Oliver abaixou a cabeça, mas não afrouxou seu aperto. — Pode ficar com a minha irmã, acha mesmo que me importo? Não sabe há quantos anos quero me livrar dela. Sei que não vai durar.

— Como tem tanta certeza? — sua calma desaparecia a cada instante.

— Conheço minha irmã mais nova. Se ela não terminar com você, provavelmente vai te matar. Falo por experiência, você não é o primeiro que ela transforma em vampiro, só é mais um para a coleção de homens que cedeu ao seu corpo.

Antes que pudesse terminar a provocação, Len sentiu um soco em seu rosto, o que foi suficiente para deixar o local vermelho. Ele rosnou, sentindo dessa vez o soco em seu estômago. Oliver era realmente mais forte do que parecia.

— Se você o matar vai fazer minha viagem ser em vão — a voz da bruxa foi ouvida pelos dois vampiros, fazendo-os olhar para ela. — Mas se quiser pode matá-lo, vai me poupar de mais um grande esforço.

Tei sorria, diferente dos outros dois, que a encaravam com um olhar frio. Len não mostrava nenhuma emoção, e Oliver sabia que não deveria confiar nela de jeito nenhum. Lenka comentou sobre a bruxa, enfatizando que ela não era boa pessoa. Os vampiros rosnaram, mas trocaram um olhar em comum. Sabiam que deveriam livrar-se da bruxa.

— Odeio admitir que o Len está certo, mas a Lenka realmente é uma traíra — ela falou encostando em uma árvore. — Você é até bonitinho, mas não faz o gosto dela — o loiro virou os olhos, bufando de irritação. — Ela gosta de você, ou pelo menos gostava.

— Gostava? — foi a vez de Len falar. Ele não estava gostando do olhar da albina.

— Ah, sim... Por um momento esqueci o que vim fazer aqui — um sorriso surgiu no rosto da bruxa. — Quero mostrar algo para vocês. Tenho certeza de que irão gostar.

Ambos sabiam que não iriam gostar do que a bruxa planejava. Ela sorriu ao ver a desconfiança dos dois, e logo passou por entre os loiros, passando a mão em seus braços, puxando-os para trás, na direção que ia. Tei não tinha o mesmo encanto de Lenka ou Rin, mas sua loucura era tanta que chamava a atenção.

A bruxa apertava o braço de Len com um pouco de força, impedindo-o de fugir do contato físico dela. Oliver estava calado, vendo o outro vampiro sofrer ao seu lado. Ele sorria fraco, vendo-o olhá-lo irritado.

— O que quis dizer com "gostava"? — o mais novo perguntou de um jeito sério, ganhando um sorriso da bruxa.

— Cale a boca, logo você irá descobrir — sua voz saiu divertida. — Pare de tentar se soltar, Lenny! Está me incomodando! — ela falou apertando mais ainda o braço do loiro.

— Lenny? — Oliver riu baixo, recebendo um olhar raivoso do mais velho. — Que grande apelido

— Calado, Ollie — Len provocou com um sorriso.

— Caso vocês não calem a boca agora, juro que irei calar por vocês — a bruxa falou séria. — Estou com dor de cabeça, e se piorar por causa de vocês

Tei achou melhor ficar entre os dois vampiros para impedir que começassem a brigar. Caso os dois tentassem se matar, de certa forma, não seria tão ruim assim para a bruxa. Ela só precisaria livrar-se de Rin para concluir seu desejo de ficar eternamente com Len, porém, não iria desperdiçar uma viagem inteira e ainda o tempo que levou para achá-los.

— Você é tão fofo — ela sorriu, apertando as bochechas do vampiro mais velho, ouvindo-o grunhir em resposta. — Você também não é nada feio, Oliver.

O mais novo virou os olhos, colocando as mãos nos bolsos, tentando evitar ouvir tudo o que a albina falava. O mais velho tentava toda a hora tentar soltar-se da bruxa, mas não tinha sucesso, ela deveria estar usando magia para prendê-lo. Ambos estavam alerta, sabendo que poderia ser uma armadilha de Tei.

Len sabia que na primeira oportunidade que surgisse, Lenka aliaria-se novamente com a bruxa sem nem pensar. A vampira sempre teve um apreço por poder, e não importava o que fosse preciso para conseguir. Ela poderia estar namorando com Oliver, mas sabia que ela era capaz de terminar com ele caso fosse necessário. Ele poderia falar tudo, mas resolveu não dizer nada.

— Sabe que isso é uma armação, certo? — o loiro perguntou baixo, aproveitando que a feiticeira tagarelava consigo mesma, e sabendo que seria ouvido pelo outro vampiro.

— Sei. Sua irmã está envolvida nisso? — o mais novo respondeu sem muita vontade, assustando-se quando a albina riu alto.

— Não sei, mas é possível que sim. As duas não são nem um pouco confiáveis.

— Diga algo que não sei, Len — riu baixo, um pouco assustado com o olhar que recebeu da bruxa. — Tem algum problema?

— Se alguma coisa acontecer com o Len, você seria um bom substituto — ela sorriu, virando o olhar para o mais velho, que acabou conseguindo soltar seu braço. — Você não é rabugento, ou é?

— Não, porém eu não me interesso por surtadas — sua resposta foi suficiente para causar risadas do mais velho, e um olhar matador da bruxa. — Não me leve a mal, você até é bonitinha.

— Não teste sua sorte — ela falou visivelmente irritada, com um olhar macabro. — Quem faz isso não costuma viver muito

— Não tenho certeza disso — Len cruzou os braços, pronto para provocar a bruxa novamente. — Afinal, quantos anos tenho?

— Um caso à parte, Lenny. Preciso de você... Por enquanto.

Tei não era burra, pelo contrário, ela sabia que não deveria provocar Len sem Lenka por perto. A vampira sempre o impediu de causar algum mal a ela, mas depois do que fizera, sabia que não teria mais o apoio da loira.

A albina tinha um certo temor de estar sozinha com os vampiros. Além de serem maiores e bem mais fortes do que ela, ambos eram pervertidos. No momento, o mais velho a detestava, como sempre, e o mais novo já havia ouvido muita coisa dita pela vampira. Não sabia se era bom ou ruim possivelmente ser abusada por dois vampiros bem atraentes.

— Como a loira idiota está? — a bruxa perguntou fingindo interesse.

— Por que quer saber? — os dois perguntaram ao mesmo tempo, trocando um olhar assombrado.

— Por nada, só curiosidade — um sorriso surgiu em seu rosto. — Por que tenho que morar tão longe?

XxX

Os dois vampiros olhavam para a porta com um certo temor do que iriam encontrar do outro lado. Len conhecia os gostos da irmã, sabia que esse era o quarto dela, e por isso estava tão nervoso. Não sabia onde ela estava, e temia que a bruxa estivesse com ela. Lançou um olhar para Oliver, que estava encostado na parede, atrás da feiticeira, e também parecia estar desconfiado. O loiro pareceu entender o que o outro vampiro queria dizer.

— O que tem atrás dessa porta? — perguntou com um certo receio, vendo a bruxa sorrir, tocando a maçaneta da porta. — Não faça graça.

Ela abriu o quarto devagar, vendo os dois vampiros engolirem seco. Len foi o primeiro a olhar o quarto, por estar mais próximo da porta. Ele ficou boquiaberto ao ver o quarto da irmã mais nova. Estava completamente bagunçado, tudo revirado, o que era incomum. Lenka era bem organizada, odiava bagunça.

— O que você fez? — o mais velho perguntou vendo o sorriso da bruxa.

— Eu não fiz... — ela sentiu as costas baterem na parede, já que foi empurrada para a madeira pelo vampiro mais novo. — Nada... Não confiam em mim?

Os dois se entreolharam, sabendo que a resposta seria a mesma. Tei queria testar até onde a paciência dos vampiros iria. Eles não tinham muita no momento, queria só fazer um teste, já que sabia que eles não conseguiriam matá-la, já havia se livrado da única pessoa que realmente poderia matá-la.

Oliver empurrou a bruxa para o lado, entrando no quarto em passos pesados, sentindo-se um pouco incomodado com o cheiro forte de sangue no ambiente. Len foi em seguida, puxando a bruxa pelos cabelos brancos. Ambos estavam com a mesma sensação de que alguma coisa estava errada.

— Espero que você não esteja tramando nada — Len murmurou próximo ao ouvido de bruxa. — Não esqueça que somos mais fortes do que você.

— Ah, deixe de ser irritante — Tei sorriu, abrindo a porta do banheiro, deixando-a entreaberta. — Achei que gostariam de ver com seus próprios olhos o que a Lenka aprontou dessa vez.

Os loiros deixaram suas íris tornarem-se vermelhas, viradas diretamente para a bruxa sorridente. Ela desapareceu na frente de seu olhos, deixando-os sozinhos com a visão da porta abrindo sozinha lentamente, dando a visão do banheiro do quarto da vampira. A reação de ficar boquiaberto foi a mesma para os dois.

O corpo de Lenka estava jogado no chão, inerte, bem mais pálido do que o normal. Ao seu lado, o que mais chamava a atenção de Len era uma taça de sangue quebrada. Ele reconheceu o cheiro na mesma hora. Era sangue de lobisomem, um veneno para vampiros. Por causa da briga antiga entre vampiros e lobisomens, as bruxas interviram, transformando o sangue dos lobos em um veneno capaz de matar qualquer um que o bebesse.

Oliver não conseguia acreditar no que via. Depois de todos os planos, tudo o que disseram um ao outro, as mentiras que contaram para que continuassem juntos, ela não iria simplesmente desistir de tudo. Pela expressão que Len fazia, ele sabia que algo estava errado. Sua irmã não se mataria assim, do nada. Se não fizera nas oportunidades que teve durante os muitos anos que viveram, não iria fazer agora.

— Logo quando preciso de você? — o mais velho suspirou, passando os dedos pelos cabelos da irmã, tocando em seu rosto pálido. — Por que você fez — grunhiu antes de terminar a frase. — Mas que...

— Parece que alguém tem sentimentos Que incrível — um sorriso surgiu no rosto de Oliver. — Por essa eu não esperava.

— Você está calmo demais para quem está na frente do corpo da namorada morta — Len falou olhando para o mais novo. — Ela não se matou. Conheço bem minha irmã.

— Bom — o mais novo falou com calma, virando o rosto para o quarto, tentando se livrar da visão que tinha. — Sei que tem um desejo de vingança contra a bruxa, fique a vontade para fazer o que quiser com ela. Já estou indo.

Len conhecia bem o sentimento de negação. Ser frio e fingir que está tudo bem sempre foram seus atalhos para fugir, e parecia que Oliver também tentava agir assim, quando na verdade, só desejava que tudo fosse uma mentira. Por sorte, ele parecia não querer brigar com Tei, mesmo sabendo que ela provavelmente matou a vampira para livrar-se da única pessoa que podia pará-la. Uma pena, já que ambos poderiam muito bem acabar com a bruxa caso se juntassem.

— Oliver — chamou-o antes que o loiro pulasse a janela para sair do quarto. — Vá atrás da Rin, leve-a para casa. Ela não pode ficar sozinha.

O vampiro não respondeu nada, somente pulou a janela, aterrissando com um barulho alto por ter caído entre as folhas das árvores. Len sentou-se no chão do banheiro, suspirando alto. Fingir que está tudo bem não estava servindo. Sabia que a culpa disso era somente sua, afinal, deixou-a sair para a casa da bruxa.

— Se ela teve que te matar Você estava certa, não? — ele falou passando as mãos no rosto. — Eu estou enlouquecendo Só pode ser isso.

Ele sentiu o toque da bruxa em seu ombro, olhando para o lado, vendo-a sorrir. Tei não queria matar a vampira, mas ela não queria arriscar. Lenka era uma boa manipuladora, e tinha dois vampiros para ajudá-la. Caso deixasse-a viva por muito mais tempo, a loira se tornaria um grande problema.

— Len — ela murmurou próximo ao ouvido do loiro, passando os dedos pelo braço do vampiro. — Eu me livrei dela Você dele Agora vamos poder ficar juntos

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O loiro olhava as páginas do livro fingindo estar interessado, só ouvindo o que era dito por seu tio, também fingindo interesse. Não queria conversar, só queria fazer o que veio para fazer e depois ir embora, voltar para sua casa e ter uma boa noite de descanso.

Na mesma tarde quase havia visto sua melhor amiga sem roupa, brigou com seu "inimigo" e venceu, descobriu que sua namorada estava morta Pelo menos esse dia não seria uma perda total. Ainda cumpriria uma promessa que fizera a alguém importante, mesmo ainda duvidando de sua sanidade.

"Não vou te decepcionar, Gumi", ele pensou forçando um sorriso, deixando o livro de lado, apoiando-o em uma pilastra. A biblioteca da casa era pequena, mas um lugar aconchegante. Perfeito para matar alguém e esconder o corpo logo depois. Oliver virou o olhar para o homem de cabelos verdes, vendo-o bater os dedos na mesa de madeira.

— O meu próprio sobrinho — Gumiya falou olhando para o loiro, ganhando um sorriso como resposta. Ele ajeitou-se na cadeira antes de continuar a falar. — Devo considerar uma traição, ou você é somente um estupido apaixonado?

— Considere o que quiser, eu não ligo — sua voz saiu baixa, estressada. — Acho que conseguiu o que queria. Alguém para servir de exemplo para mostrar que existem vampiros por aqui, e você não está ficando louco.

— Os anciões não estão mais acreditando em mim. Acham que perdi a sanidade após a morte precoce da minha doce filha — o tom de voz utilizado por ele foi de nojo, atiçando a raiva do loiro. — Ela estava se relacionando com um vampiro, mereceu o destino que teve, mas você... Relacionando-se sério com uma vampira, deixando que ela te tornasse um deles... Como você é idiota.

Oliver já estava acostumado com os xingamentos que recebia do seu tio. Os dois nunca tiveram uma boa relação, principalmente nos últimos anos. O líder da aldeia não gostava da aproximação de seu sobrinho e sua filha, sempre tentou separá-los, mas não conseguiu. Precisou de uma ação radical para deixá-los afastados.

— Diga, está querendo se matar? — o homem perguntou com uma certa curiosidade, afinal, não era para o loiro aparecer em sua casa àquela hora da noite.

— Não posso só querer conversar? — o mais novo sorriu, ouvindo uma risada abafada do homem. — Sei que não armas aqui, e não faz sol há dias, não tem nada que possa fazer para me matar, então, não estou tentando cometer suicídio.

— Você é esperto demais para ser filho dos seus pais.

Oliver riu, assentindo por ser uma verdade. O loiro nunca foi burro, claramente não havia puxado seus pais. Gumiya achava o comportamento do sobrinho um pouco estranho. Ele estava calmo, isso era claro, mas o que deixava-o preocupado era o olhar avermelhado do loiro. Ele planejava alguma coisa.

— O que pretende fazer? — perguntou do nada, vendo o mais novo balançar a cabeça, olhando-o com os olhos dourados, como se pedisse para que repetisse o que havia falado. — Se veio até aqui, deve ter algum motivo.

— Ah, sim — ele sorriu, pondo a mão em seu bolso, retirando o que havia trazido e escondendo em suas costas. — Trouxe um presente para você.

Antes que pudesse ter alguma reação vinda do mais velho, o vampiro apareceu do lado do líder da aldeia, o com "presente" em mãos. Ele pressionou a faca contra a pele do tio, sentindo o cheiro do sangue que saia do pescoço do homem. Oliver não parecia expressar nada mesmo estando matando seu tio.

Ele poderia matá-lo tomando seu sangue, mas não queria provar do sangue podre de seu tio, além do mais, até descobrirem o corpo, ele já estaria o mais longe possível da aldeia. Não tinha mais motivos para ficar arriscando-se ali.

— Isso é por todos os anos que você me humilhou e me fez passar por idiota — ele falou próximo ao ouvido do morto, retirando a faca, e lambendo-a logo depois. — Nos vemos no inferno.

Notas finais
Não tenho muito a dizer sobre o capítulo, até porque, o que eu vou dizer? Foi um capítulo marcado por mortes, algumas merecidas, outras uma surpresa~como se tivessem sido muitas para eu estar falando assim. Agora, eu tenho uma boa/má noticia. Não tem mais como encaixar hentai na história. Antes na minha cabeça dava, agora não dá mais, e por isso, vão ter capítulos especiais de hentai! Eu prometi que teria, e como a fic está no fim, por que não um especial? Na minha mente está assim - RinxLen/OliverxLenka/LenxLenka/possivelmente OliverxRin, lembrando que esse ultimo ainda estou pensando, mas os outros vão ter sim. Vão ser especiais dentro da história, se passando no passado, presente e um possível futuro. Provavelmente o especial vai ser no próximo capítulo~ XoXo, byebye