Sadistic Vampire
31 Wildest Dreams
Notas iniciais
A noite estava escura e chuvosa, trovões e vários relâmpagos cortavam o seu, iluminando em breves momentos os vampiros que estavam reunidos juntos na frente da lareira, rindo de torturar o gato branco da vampira. Os três sorriam enquanto viam o gato queimar na lareira, mas não tinha nenhum problema, se a loira quisesse mais um animal de estimação, ganharia no mesmo instante.
Ela estava sentada no colo do namorado, mexendo no cabelo dele enquanto ouvia-o sussurrar indecências em seu ouvido, tomando cuidado para o outro vampiro não ouvir. Ele era bem ciumento, principalmente com sua doce irmã mais nova, não gostava que ninguém tocasse nela, mas já tinha acostumado com o namorado de sua irmã, e evitava ao máximo brigar com ele.
Um trovão seguido de um raio fez os amantes se assustarem, já que estavam completamente entretidos entre eles. O mais velho sorriu, ganhando um olhar irritado de sua irmã. O grito dela não foi o único a ser ouvido, o que fez os vampiros sorrirem e a loira bufar.
— Que droga... não consigo passar nem uma hora sozinha com vocês... — ela bufou, sorrindo em seguida. — A noite está perfeita, não?
— Já brincamos de matar o seu gatinho, não acha que já ganhou atenção demais? — seu namorado falou aproximando seu rosto do da mais nova, beijando-lhe nos lábios. — Agora que falou, a noite está perfeita...
A loira sorriu, virando o olhar para o irmão, vendo-o com um olhar sério, virado para o fogo que queimava seu bichinho morto. Ele segurava uma taça de cristal, suja com o que sobrara do líquido vermelho que tanto necessitava. Ela aproveitou esse momento de distração para ir até o mais velho, sentando no espaço que sobrou no sofá, já que ele estava parcialmente deitado. Seu olhar um pouco infantil dizia tudo o que ela não falava. Ela queria uma noite de tortura.
— Você não cansa nunca? — ele perguntou com um olhar vazio para sua irmã, vendo-a assentir. — Tudo bem, mas seja rápida, já está tarde, não quero prolongar até o amanhecer.
A vampira abriu um sorriso malicioso, já se preparando para testar um desejo que andava tendo. Dos três, ela era a mais sádica. Isso era mostrado em seus desejos proibidos. Mantinha uma relação amorosa com o irmão, mesmo tendo um namorado, e os dois moravam sob o mesmo teto. Ambos sabiam do que a loira fazia, mas não se importavam. Ela era linda demais para ser jogada fora.
— Tentarei ser gentil — ela falou com um tom de alegria diferenciado na voz.
— Não provoque muito, não ando com muita paciência — o outro vampiro falou sério, ganhando um olhar bobo da namorada. — Não provoque.
Ela virou os olhos, ganhando um olhar sério dos dois. Ela seguiu seu caminho para o segundo andar da imensa mansão, onde ficavam os quartos, resmungando coisas como "vocês não mandam em mim". A vampira era bem orgulhosa, não aceitava ordens dos vampiros, mesmo sabendo que teria consequências. Eles não a machucavam, por isso não se importava.
Os dois vampiros deixaram de encarar o fogo para ver a loira subir as escadas graciosamente. Eles sabiam que ouviriam gritos a partir de agora, mas desejavam que o barulho da chuva acobertasse o som. Estavam sem paciência para aturar os desejos da vampira, tinham os seus próprios, mas sabiam que era a hora de ficarem quietos.
— Não acha que está dando liberdade demais a ela? — o mais novo perguntou com seu típico olhar entediado.
— Convivo com minha irmã há mais tempo do que você, Oliver — o outro loiro respondeu sem muita vontade. — Sei como lidar com ela.
— Quando acha que devemos intervir? — indagou novamente.
— Quando ela começar a perder muito sangue — a resposta foi breve. — Não deve demorar muito.
— Se está dizendo...
Conseguiam ouvir o que acontecia no andar de cima, fazendo sorrisos fracos surgirem em seus rostos. Ouviam o choro baixo, a voz da vampira e risadas descontroladas dela. O que fazia não era um mistério para os dois. Já faziam uma ideia do que acontecia no quarto, mas não sabiam o que realmente acontecia.
— Esse cheiro está me enlouquecendo — falou passando a língua por entre suas presas. — Len, você está me escutando?
— Estou. Pare de reclamar, você está me irritando — o mais velho disse bufando, fechando seus olhos azuis com calma. — Aproveite o som dos gritos, já irá ganhar o que quer
— Você é irritante...
Os dois trocaram um olhar em comum ao ouvirem um grito mais alto do que os anteriores, possivelmente sendo de sofrimento. Eles sorriram, já sabendo que não teriam muito trabalho com a vampira fazendo o trabalho sujo. As vezes o sadismo que ela tinha servia muito bem para eles.
Após conseguir resolver todos os problemas com a irmã, Len acabou conseguindo uma boa aliada novamente. Entre os dois, ela sempre foi quem chamou mais atenção. Oliver era um bom lutador, não tinha medo de partir para cima quando possível. Era o mais impulsivo dos três por ser o mais novo.
Ele namorava com a vampira há alguns anos, sua pós vida era relativamente curta em relação aos outros dois vampiros, mas seu auto-controle era tão bom quanto. Len e Lenka sempre foram muito bem controlados, e a vampira tratou de educar bem o seu namorado.
No momento, o cheiro de sangue, mesmo sendo de sua própria espécie, estava deixando-os loucos. Queriam saber o que acontecia no quarto entre as duas garotas no quarto. Sabiam dos fetiches sádicos da vampira, ela poderia estar aprontando qualquer coisa, o que deixava-os excitados.
— Acho que está se estendendo demais — o mais novo pronunciou após alguns minutos de silêncio. — Mas hoje, ela é sua — o mais velho se surpreendeu ao ouvir aquilo. Não esperava que Oliver desistisse assim tão facilmente. — Estou com dor de cabeça, e vou ter que dormir com sua irmã, não esqueça.
Len riu, concordando com o que foi dito pelo outro loiro. Oliver já iria ter que passar a noite com Lenka, não teria paciência suficiente para aturar duas em um curto período de tempo. A situação não poderia ser melhor para o mais velho, já que ele ficaria sozinho essa noite, algo que queria há muito tempo.
— Por isso quer se livrar de mim? — perguntou, vendo o outro assentir de cara amarrada.
— Não pense que desisti, só não estou com paciência para brigar hoje — Oliver falou levantando da poltrona em que estava sentado, suspirando de cansaço. — Diga à Lenka que eu vou estar no quarto — ele seguiu para a escada, tomando caminho para o quarto do andar de cima.
O vampiro observou o outro subir reclamando do porquê de vampiros sentirem dor de cabeça. "Ninguém mandou beber, idiota", Len pensou fechando seus olhos, apreciando os gritos que ouvia vindo do segundo andar. Se Oliver já tinha ido para o quarto, não tinha motivo para ficar só ouvindo. Não compartilharia a vítima essa noite.
Passou alguns minutos com os olhos fechados, ouvindo os barulhos da chuva de caia com força do lado de fora da mansão. Sabia que quanto mais cansada ela estivesse, menos iria reagir. Não entendia porque Oliver gostava tanto de apressar tudo, sempre achou mais divertido a tortura, porém o mais novo sempre preferiu ser mais rápido e agressivo. Talvez por convivência com a vampira.
Quando decidiu que moraria sozinho na mansão que pertenceu aos seus avós, Len procurava por paz, um lugar que pudesse continuar a judiar de sua amante sem ser interrompido por ninguém. Afinal, sua irmã estava morando na Inglaterra, bem longe dele, mas Lenka sempre gostou de fazer visitas surpresas, principalmente em péssimos momentos.
Mesmo imerso em pensamentos, ele conseguia ouvir os passos na escada, já deduzindo que era sua doce irmã mais nova por causa saltos pesados que ela usava. Abriu devagar as orbes azuladas, dando de cara com a loira, que não parecia nem um pouco satisfeita, o que fazia-o imaginar o motivo.
— Qual o problema? — perguntou com a voz rouca, por estar querendo livrar-se da irmã. — Já acabou?
— Sim. Ela grita demais, e consegue rasgar a mordaça com as presas. Minha paciência já acabou — ela falou irritada, cruzando os braços ao sentar-se no colo do irmão. — Pode abrir para mim? — referiu-se a fita do vestido, que era difícil para que desamarrasse sozinha. — Aquele imprestável prendeu forte demais e tomou remédios para dormir. Não consigo tirar.
Ele suspirou, pegando o laço vermelho que prendia a roupa da irmã. Os dois eram tão diferentes. Len era mais frio do que ela, em todos os sentidos, mais sério, mais sádico, porém não mostrava tanto quanto ela. Ao terminar com a fita, ele sentiu os lábios gélidos da irmã tocarem os seus, e logo viu-a subir as escadas, abrindo seu vestido no meio do caminho ao seu quarto. Como sempre, queria chamar mais atenção para si.
Mesmo estando no andar de baixo, conseguia ouvir o chamado baixo, bem fraco. Tinha poucas vezes que agradecia por ter uma audição sobre-humana. Conseguiu novamente ouvir a risada de Lenka, indicando que ela também estava ouvindo.
— Você desiste com muita facilidade, Rin — sorriu, finalmente levantando do sofá com uma certa preguiça. — Por sorte, isso só facilita para mim...
–
Na frente do espelho do quarto, a loira limpava as lágrimas que ainda insistiam em cair. Tentava ser forte, mas não conseguia. Toda vez que a outra vampira resolvia aparecer ela sempre sofria. Sempre era jogada em segundo plano por não ser tão atraente quanto ela, por isso a odiava. Lenka sempre adorou dizer que era melhor em todos os sentidos, o que era verdade. Ela sempre seria a melhor.
Com um lenço, limpava os cortes feitos com faca pela vampira. Por não estar tomando muito sangue, não conseguia curar-se, tinha dificuldade. Todo o sangue ficava para os outros três. Ela era insignificante, e sabia disso. Amava Len, mas não era amada de volta. Era somente uma escrava que servia para dar prazer quando os vampiros estavam entediados.
A relação que tinha com os vampiros era um pouco estranha. Len sempre a tratou como um nada, e sentia-se idiota por ainda amá-lo. Oliver nunca escondeu que a amava, mas demorou tempo demais para perceber. Quando vou, seu melhor amigo já estava com sua pior inimiga, e era um vampiro. Depois disso, por mais que tentasse voltar a velha amizade que tinham, não conseguiu.
"Bons tempos que não voltam mais", pensou com um suspiro. Lembrou-se de quando Len obrigou-a a deixá-lo conhecer sua família, no seu aniversário de vinte e dois anos. Seu avô queria livrar-se dela a tempos, e seu irmão queria a herança só para ele. Não foi uma surpresa quando aprovaram o casamento dos dois. Tudo não passava de um plano de Len para conseguir fugir com ela sem maiores dificuldades.
Seu vestido estava um pouco sujo, mas mantinha-se em um bom estado. Era escuro, por isso não não estava se importando com a sujeira. Esperava que, ao tornar-se uma vampira, ganharia mais valor, mas estava enganada. Só foi mais esquecida do que já era. Não que tivesse a opção de permanecer humana. Len a drogou e depois a transformou. Mesmo assim, ainda o amava.
Na porta, o vampiro observava sua amante pentear os cabelos loiros curtos, sem parecer expressar nenhuma reação. Não se arrependia do que fizera à Rin. Já fizera coisas piores com sua irmã, e ela ainda era sua princesinha, isso nunca mudaria.
Em passos lentos, ele seguiu para trás da loira, rodeando-a com seus braços. Rin conseguia vê-lo no espelho, beijando seu pescoço enquanto passava as mãos pelo seu corpo. Ela sorriu, vendo seu amante sentar ao seu lado no banco da penteadeira. Ele virou o rosto da loira para próximo do seu, beijando-a lentamente.
Len comandava tudo com cautela, para não machucá-la mais. Rin era completamente submissa, não eram necessários muitos esforços, já que ela sempre obedecia calada. A loira pulou de susto ao ouvir o barulho de mais um trovão, abraçando o mais velho por sentir medo. Sentiu o vampiro fechar os braços ao seu redor, com carinho para não deixá-la mais nervosa.
— O que ela fez com você? — ele perguntou com a voz rouca, charmosa, para chamar a atenção dela.
— O que sempre faz — respondeu encostando seu rosto no peito do amante. — Diz que sou uma imprestável, que só sirvo para dar prazer a você quando ela não tem vontade. Não é mentira... Só sirvo para isso...
Len não deixou de sorrir vendo o sofrimento dela. Depois teria uma conversa com sua irmã sobre ser um pouco mais legal com a loira. Odiava quando ela era depressiva, mas não podia matá-la. Rin era sua maior diversão. Lenka tinha que parar de ser tão cruel com ela, ou pelo menos não ser tão sádica.
Os cortes nos braços da loira eram visíveis, mas não sangravam. O vampiro sabia que estava na hora de começar sua diversão. Pegou-a no colo, levando-a para a grande cama que ficava no fundo do quarto, deixando-a deitada ali. O olhar da mais nova parecia perdido, como se não estivesse ali.
— Apague as luzes, e seja breve — falou com as bochechas tornando-se avermelhadas. Sentia vergonha do que fazia. — Meu corpo está doendo.
— Não seja tão fresca — ele respondeu sendo ríspido, apagando o único abajur que servia de iluminação para o quarto. — Está com sede?
Ela mordeu os lábios, assistindo o mais velho abrir sua camisa devagar. Mesmo estando escuro, conseguiam enxergar através da escuridão. Parcialmente, mas conseguiam. Len adorava o jeito que sua amante era submissa, não discutia com o que fazia, e parecia gostar. Um completava os desejos do outros.
— Responda... — ele ordenou sentando-se na cama, passando a mão na coxa da loira ainda coberta por seu vestido. — Não seja tão difícil — sussurrou próximo ao rosto de Rin, ainda queria provocá-la ainda mais. — Você está fraca demais... Não irá aguentar muito tempo.
Rin fechou os olhos com calma, para evitar olhar para o homem que tanto a fazia sentir-se mal. Nunca pensou que cairia nos encantos do vampiro quando o conheceu, mas tudo fugiu do controle com muita facilidade. Quando viu, já estava presa em um lugar sem saída, é completamente sozinha.
— Eu aguento — murmurou por causa da vergonha. — Seja rápido, por favor...
Ela sentiu o vampiro levar uma das mãos à sua nuca, começando a abrir o zíper do seu vestido. Sentia vergonha pela exposição, mas não tinha nada para fazer. Seu dever era obedecer. Se Len estava agindo daquele jeito, significava que ele queria que ela fizesse. Provavelmente, Lenka havia acabado propositalmente com o sangue humano que o irmão guardava.
— Rin — ela abriu os olhos devagar, encontrando com as orbes avermelhadas do mais velho. — É uma ordem.
A vampira não conseguiu resisti aos instintos, levou as presas ao pescoço do loiro, mordendo sem nem pensar. Odiava o gosto de sangue, mas não tinha escolha, necessitava daquilo para viver, embora quisesse morrer. Len não iria deixar que fosse tão facilmente. Seu quarto vivia com a porta trancada, e não tinha janelas.
Ela sugava como se dependesse disso, sabendo que só teria algum tempo antes de seu cansaço voltar. Rin só parou quando sentiu seu braço ser apertado com força. Len beijou-a novamente, sentindo o gosto do seu próprio sangue. Não necessitavam parar, mas a loira não estava nada bem.
Ele abriu mais o zíper do vestido, passando as mãos nas costas da mais nova, com um pouco de dureza. Ela gemeu, sentindo os lábios gélidos do vampiro em seu pescoço, a parte mais sensível de seu corpo.
— Len... — a loira chamou-o com um pouco de dor, sentindo seu amante arfar, rasgando de uma vez o vestido que sua amante usava, causando um grito de dor vindo dela.
Não demorou muito para que Rin ficasse sentada no colo de Len, enquanto ele a beijava com uma selvageria extrema. Ele era o predador, e ela a doce caça. Ele iria acabar com ela. A vampira pressionava as unhas nas costas do mais velho, sentindo o sangue em seus dedos. Ele apertava seus seios, já descobertos completamente visíveis.
Estavam no escuro, não viam muita coisa por causa da excitação. Ele mordia o pescoço da mais nova, deixando-a mais excitada. Ainda estavam usando roupas íntimas, por isso aproveitavam mais. Ambos estavam com os lábios sujos de sangue, deixando-os mais alertas por causa do doce aroma.
— Pare... — ela murmurou, sentindo a pressão das presas do mais velho sumir aos poucos, e logo seus lábios foram tomados com violência.
Len encostou as costas no colchão, sentindo o pouco peso de Rin pressioná-lo para baixo. Ele sentia os seios dela contra seu peito, enquanto brigavam para ver quem comandava o beijo prolongado. Já haviam ido longe demais para parar agora.
O vampiro notou que a amante trilhava com uma das mãos um caminho até sua roupa íntima, o que deixou-o curioso para saber o que ela pretendia fazer. Seu olhar malicioso não suas verdadeiras intenções. Mordeu o lábio inferior já machucado da mais nova, fazendo-a grunhir. Rin podia não ser tão agressiva, mas não gostava de ter o seu prazer interrompido.
— O que pretende fazer? — ele perguntou com um sorriso malicioso.
— Tentar coisas diferentes — sua voz soou com o tom de falsa inocência. — Achei que depois de tanto tempo fazendo as mesmas coisas você iria cansar...
— Rin... — estava um pouco confuso, sem querer dar-se por vencido.
— Deixe, mestre... — como ele odiava quando era chamado de "mestre". — Por favor...
Por pressão da amante, ele acabou deixando-a comandar. Uma noite não faria mal assim. Ela sempre era submissa e ele já havia experimentado algumas vezes para satisfazer os fetiches maliciosos da irmã.
Ao ver que tinha a permissão para fazer o que queria, ela aproximou o rosto do rosto do vampiro, beijando-o com uma certa ternura. Ela era bem mais calma do que ele, em todos os sentidos. Ele sentiu a pressão em sua roupa íntima, por estar bem excitado. A vampira sempre foi capaz de excitá-lo com muito pouco.
Rin precisou tomar coragem para tirar a roupa do amante, mas quando fez, acabou se surpreendendo. Não sabia que Len estava tão excitado assim. Com um certo temor, pegou naquela parte do corpo do mais velho, levando-o a boca.
O vampiro fechou os olhos, sentindo a loira bater levemente as presas em seu membro. Quando isso acabasse, iria matar Oliver por ensinar isso a ela. Pegava leve nos cabelos claros dela, não queria que ela tentasse aproveitar para aprontar. Rin passava a língua por toda a extensão do membro de Len, ouvindo-o gemer alto.
O loiro segurava nos cabelos da mais nova, forçando-a a ir mais rápido. Len mantinha os olhos fechados, ele arfava por sentir a amante suga-lo sem o mínimo cuidado. Ela não costumava ser agressiva, mas nunca fora daquele jeito. Ao sentir o jato quente sair do corpo do vampiro em sua garganta, a loira tossiu, pondo grande parte do líquido para fora.
Ambas respirações estavam aceleradas, mesmo sendo completamente desnecessárias. Len só desejava que sua irmã já estivesse dormindo, mas não fazia ideia de que a vampira ouvia o que acontecia atrás da porta. A loira saiu da posição que estava, colocando-se por cima do corpo do amante para beijá-lo, mas foi jogada para o lado.
— Isso é nojento — o vampiro falou após alguns minutos de silêncio. Sentou-se na cama, passando as mãos em seus cabelos loiros, sem deixar o ar de irritação de lado. — Nunca deixei você fazer isso, entendido? — era mais uma afirmação do que um pedido. — Isso nunca vai acontecer de novo...
Rin pulou de susto na cama, apavorada por ter tido mais um de seus pesadelos. Levou as mãos até as têmporas, suspirando por estar morrendo de dor de cabeça. Olhou para o lado, vendo o vampiro aparentemente dormindo ao seu lado. Sabia que ele não estava dormindo, mas de nada iria adiantar falar com ele, já que ele deveria estar em outra realidade.
Voltou a deitar, encostando a cabeça no travesseiro enquanto cobria o rosto com o lençol. Sentia a ressaca chegar, mas ainda não estava pronta para levantar. Não tinha coragem de olhar nos olhos de Len depois de ter transado com ele sem estar em seu estado mais são. Tudo havia começado na floresta, e acabaram perdendo o controle.
Não esperava que, mesmo depois de beber um pouco, ainda teria pesadelos. Agora faziam mais sentido. Quando Gumi falou sobre serem previsões do futuro, não achou que ela estivesse falando a verdade. Não queria aceitar que seu melhor amigo era um vampiro, assim como não queria aceitar que ele namorava com Lenka.
Seus sonhos não pareciam ter sentido, mas agora, faziam. Seu anseio por tornar-se uma vampira começava a crescer, e estava refletindo em seus sonhos. Não podia pedir isso a Len, nem a Luka, muito menos para Oliver. Estava sozinha em sua mente confusa.
— Ei... — chamou-o baixo, para que não o chamasse de volta para a realidade. — Eu realmente te amo...
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