Sacrifice

27 Eu amo você


Notas iniciais
oie...eu estou fazendo a dança da chuva aqui de tao feliz...110 comentarios muito obrigada!!!

Mas não fui muito longe, dois guardas roupas me interceptaram no meio do caminho, impedindo minha fuga desesperada.

- me deixe passar – pedi – por favor.

Em vez disso, eles me arras taram pelos corredores abriram uma porta e me jogaram lá dentro, literalmente, cai dolorosamente no chão.

O quarto estava escuro, mas não foi necessário a visão para reconhecer o corpo que me levantou e me prensou contra a parede, eu reconhecia o cheiro, másculo e sensual, os músculos, grandes e protuberantes, ate mesmo o suor que deixava minha blusa molhada.

Nicolae me manteve presa, contra a parede, só me olhando, sem esboçar nem uma reação, e eu me mantive quieta, hipnotizada apenas sentindo sua respiração pesada conta meu corpo.

- senti tanto sua falta – ele murmurou por fim – de cada parte de você.

Meu coração foi esmagado contra o peito.

- não fale comigo desse jeito – murmurei – não deveria.

- sim, eu deveria, porque é a verdade.

- nicolae...

Ele me beijou, calando-me da melhor forma possível, e nem tentei resistir, não poderia, sentia tanta falta do seu beijo, que me parecia uma necessidade maior do que respirar, eu o agarrei, passando minhas mãos em volta do seu pescoço, puxando seu cabelo castanho, ele havia crescido.

Só me dei conta que literalmente estava num quarto, quando nicolae me deitou na cama.

- não – interrompi o contato – não podemos.

Me sentei quase fugindo dele.

- Amanda já chega disso – nicolae murmurou – não quero ficar longe de você, eu não posso, e não me diga que não sente nada por mim, pois sei que é mentira, você me deseja tanto quanto eu te desejo, louca e descontroladamente.

- eu não vou dizer que não sinto – olhei minhas mãos – mais você sabe que tem outras coisas no caminho, Denise, ela esta sozinha, e você é a única pessoa na vida dela, não quero que ela sofra, não nesse momento.

- ah minha pequena – ele balançou a cabeça sorrindo — eu não a amo e ela sabe disso, Denise não esta totalmente sozinha, ela tem aos amigos, e o pai dela vai superar isso, vai voltar a vê-la, só que não a diferença se eu terminar com ela agora ou terminar daqui a dois anos, ela vai sofrer do mesmo jeito.

- achei que tinha escolhido ela – gostei de quando me chamou de pequena, amava quando me chamava assim – já se passaram quatro meses.

Ele passou as mãos nos cabelos, como sempre fazia quando ficava nervoso.

- é, sobre isso... ouve umas complicações sobre meu status na realeza, depois que voltei ocorreram algumas mudanças .

- comigo também – sorri – sou chefe de laboratório agora, e isso só me deu tempo livre e não me tirou.

- o meu novo trabalho tirou, em todos os sentidos, minha liberdade – ele parecia estar dizendo a verdade, parecia infeliz – só tive um dia livre hoje pra treinar e tecnicamente, não poderia estar te vendo.

- sinto muito – tentei abrandar as coisas – mas como ficaram as coisas entre nos?

- quero você — ele disse com a voz sensual, se aproximando, confesso que era muito arrepiante ouvir ele falar com aquele tom – para a vida toda, se você quiser, termino tudo agora, nesse instante só para ter você comigo.

Toquei seu rosto levemente.

- eu amo você – pronunciei docemente.

Nicolae fechou os olhos, saboreando as palavras que eu acabara de dizer, um sorriso juvenil atravessou seu rosto.

Ele me beijou com um tipo de ferocidade totalmente diferente, era quase como se eu fosse a razão dele estar vivo, e eu retribui com a mesma intensidade, eu o queria para viver, para respirar, para me sentir viva, mulher, para me sentir eu.

Eu o deitei na cama, me sentando em cima dele, sentindo toda extensão do seu corpo, da sua ereção, eu amava saber que ele ficava assim de desejo por mim. Fazia eu me sentir desejada ousada, minhas roupas sumiram na mesma velocidade que as dele, antes era errado, perigoso, mais agora, era tudo o que eu mais queria, agora não importava se minha vida estivesse em risco, porque estava dormindo com o namorado da rainha, eu o queria mais do que qualquer coisa.

Nós fizemos amor, sim, fizemos amor, era a coisa mais preciosa do mundo, o amor físico é algo poderoso, capaz de mudar qualquer um, eu o cavalguei, e ele disse meu nome quando atingiu seu ápice, me vez completa, e eu sabia de alguma forma que ele era o único capas de me tornar tão única, completa, viva.

- isso é um sonho? – perguntei quando paramos algum tempo para descansar.

- seu ou meu?

- eu não sei – murmurei – quem vai saber?

- isso é coisa para os sábios e os doutores tentarem desvendar – ele beijou meu cabelo – você é a luz da minha vida, isso é tudo o que sei, é tudo o que preciso saber. Se isso for um sonho, matarei qualquer homem que tentar me acordar.

Me aconcheguei em seu peito, e olhei para cima, sorrindo. Não conseguiria ficar longe daquele homem, beijei a ponta do seu queixo.

- que lugar é esse ?

- meu novo quarto – nicolae passava o dedo indicador nas minhas costas levemente, mal me tocando, o que me deixou arrepiada.

Ainda não dava para distinguir bem as coisas, a luz estava apagada, não me importei muito com a aparência.

- tem alguém a porta – uma voz robótica informou.

— acho que é o trabalho me chamando de novo – nicolae se irritou.

- vou ao banheiro – me levantei – por que não atende?

Entrei no banheiro e me olhei no espelho, meus olhos estavam brilhando, e minhas maçãs do rosto, coradas, eu parecia viva. Vi uma blusa de nicolae pendurada, e era verde coloquei no corpo e parecia um vestido sorri para minha visão.

- Denise você não deveria ir entrando assim – a voz de nicolae estava tensa.

Me encolhi contra a parede.

- eu tenho um surpresa – Denise gritou estridentemente – eu vi o testamento da minha mãe.

- eles o mostraram para você? – dessa vez ele parecia irritado – tinha coisas ali que eu precisava decidir antes de você ver.

- eu sei, eu li – ouvi ela dando pulinhos – não acredito que mamãe fez um ultimo pedido para que nos casássemos.

- Denise...

- sabe eu estou tão empolgada, nem acredito.

- Denise.

- temos que arrumar as coisas para o noivado – ela gritou – espera você nem me pediu oficialmente. Mas não tem problema.

- será que da pra calar a boca por cinco minutos? – nicolae gritou – não vou me casar com você.

Não sei de quem era o maior choque, meu ou de Denise.

- como é que é?

- você me ouviu – nicolae suspirou – eu não quero mais ficar com você, quem dirá me casar.

Notas finais
E... deu treta... o que a denise vai fazer?