Sacrifice
28 Historias de Família.
Notas iniciais
eu amei cada lindo comentário... se gostarem desse cap, verifiquem se ele merece uma recomendação...rsrsrs
- o que? – Denise sussurrou – como você pode falar desse jeito comigo.
- Denise...- a voz de nicolae estava soando arrependida – desculpe, será que podemos falar sobre isso depois?
- não, vamos falar sobre isso agora. Que historia é essa sobre não querer se casar comigo? – ela gritou – estamos juntos a quatro anos.
- juntos a quatro anos? – ele parecia estressado, tentei ver através da fresta da porta – você sabe que não é bem assim.
- nicolae, sei que começamos mal, mas agora nos amamos, você sabe.
Ele demorou para responder, e vendo pelas suas costas, podia ver a tensão irradiando dele.
- eu não amo você.
Levei um susto ao ouvir a mão de Denise estalando no rosto de nicolae. Me senti culpada ao sentir que ele mereceu, por que estava sendo tão cruel?
- quem é? – ela parecia descontrolada – me fala quem é? Ela estava aqui com você?
-o que é o que ?
- a vadia por que você me trocou
- Denise eu acho melhor você ir embora – nicolae falou baixinho.
Ele parecia estar se controlando.
- só depois que me disser o nome dela, eu quero saber o que ela tem que eu não tenho.
- não interessa o nome, e ela é exatamente tudo o que você não é – ele suspirou – por isso eu a amo.
- por que foi me buscar então? – agora ela estava chorando – poderia ter me deixado virar jantar.
- não sou esse tipo de hipócrita – ele rosnou – mas a ideia não foi minha de qualquer maneira.
Denise ficou em silencio por um bom tempo, quase de fez pensar que ela havia ido embora.
- vamos tentar de novo nico – a voz dela estava tão chorosa quanto melosa – vamos fingir que estar tudo bem, e que não ouve essa briga, não precisamos nos casar agora.
- não, eu já estou cansado de fingir, cansado de fingir que gosto dos seus beijos, que gosto das suas caricias, fingir que gosto de ser obrigado a ir pra cama com você, já estou cansado de tudo Denise, mais eu não vou ser seu brinquedinho por mais tempo, por que pra mim já chega, por que eu estou dizendo que acabou, e é pra valer.
- obrigado? Então você continua levando tudo ao pé da letra? – ela soluçou – só esta comigo por que mandei?
- exatamente – ele disse friamente.
- você vai se arrepender por isso petrov, eu vou fazer você sofrer, e muito – Denise falou aos prantos – vou encontrar essa garotinha e vou fazer vocês dois se arrependerem.
Ouvi a porta ser fechada com violência e soube que ela havia partido, esperei alguns segundos para abrir a porta, estava chocado com a forma fria e calculista em que ele a havia tratado. Contei ate cem e abri a porta devagarinho, nicolae estava jogado na cama, caminhei lentamente ate ele, ele havia posto a calça, subi em cima dele e me sentei, esperei em silencio.
- acha que fui muito duro?
- sim – respondi suavemente. – mas o que quis dizer sobre ser obrigado?
Ele se sentou olhando para mim, pela primeira vez notando minha vestimenta.
- amei sua vestimenta – ele beijou meu queixo – você fica especialmente bonita, com minha roupa.
Corei prazerosamente.
- continue.
Ele suspirou.
- quando comecei a cuidar de Denise, logo notei que ela havia se interessado por mim, mas não me importei, afinal ela era uma princesa, deveria gostar de todo mundo. Só que um dia ouvi ela cochichando com suas amigas, e me olhando então sabia que estavam falando de mim – ela parou e ajeitou meu cabelo atrás da orelha – naquela noite quando foi cuidar dela durante o turno da noite ela me aparece de roupas intimas, fiz de tudo, como um profissional para ignorar suas condições, só que mais para de madrugada ela se aproximou de mim, jogando charme, e eu disse que não rolaria, então ela disse que era minha princesa e que tinha autoridade sobre mim, que ordenava que eu a beijasse.
- o que? – interrompi chocada – o que você fez?
Ele sorriu de leve.
- o que eu poderia fazer? Ela tinha razão, tinha autoridade sobre mim, então fiz o que ela queria, eu a beijei, então Denise se virou para mim e disse que queria que eu a fizesse mulher aquela noite. Não vou dizer a você que minha vida era horrível, só que a sensação de fazer tudo por ser obrigado, me matava por dentro. Uma semana depois ela anunciou nosso suposto namoro a rainha, então as coisas perderam o controle, os anos foram passando e eu aprendi a ser cordial com ela.
- sinto muito – murmurei, passando a mão pelo seu cabelo castanho – ela hoje é uma boa pessoa, mas a cometeu muito erros.
- depois de tudo o que ela fez a você – ele riu jovialmente – você diz que ela é uma boa pessoa.
- sim – murmurei –ninguém merece sofrer por amor.
- eu acho melhor você ter uma boa desculpa para aquela menina ter saído...- a mulher que entrou parou inesperadamente – opa, desculpe...
Meu coração saltou no peito.
- Sunshine?
- você conhece minha mãe? – nicolae questionou.
Nos dois encaramos a mulata que estava no batente da porta.
- não ela não me conhece não.
Comecei a rir, nicolae me acompanhou, Sunshine nos olhou como se fossemos malucos.
- não tem graça – ela murmurou — eu tinha que conhecer ela, você viva murmurando o nome dela e a garota nem havia chegado ainda.
- isso é verdade? – sorri para nicolae.
- talvez. – ele se virou para Sunshine – você não gosta de Denise, então por que veio aqui?
- ae – ela deu um tapa na testa – seu medico esta aqui, ele veio ver como esta sua bacia.
- ah, sim, deixe-o entrar.
Medico? Qual foi o medico que tratou de mim e nicolae.
- não, espera – gritei – peça para ele esperar.
Nicolae me olhou curioso.
- eu estou saindo com ele – expliquei – na verdade eu deveria estar terminando de me arrumar nesse momento.
- saindo com o meu medico?
- não, com o meu medico – sorri – como vou dar o fora nele de maneira fofa?
- você quer terminar de maneira fofa?
Franzi o cenho.
- nem todo mundo gosta de tratar mal os outros..
Nicolae suspirou de leve.
- vou falar com ele, de maneira fofa.
- tem certeza? – achei graça.
Nicolae concordou com a cabeça e saiu.
- doutor John – nicolae cumprimentou do outro lado da porta – como vai?
Covarde, covarde minha mente me acusou. Vai deixar ele dar um fora no cara por você?
Comecei a procurar minhas roupas, não ia agir como uma criança se alguém tinha que falar com John, esse alguém seria eu
Me vesti rapidamente, contei ate cem e fui, abri a porta com cuidado, nicolae estava sobre uma mesa, deitado e John examinava o ferimento que já cicatrizava.
- John – cumprimentei.
Os dois se viraram em minha direção, nicolae deitado e John sentado, este me abriu um sorriso surpreso.
- Amanda? – ele se levantou – isso é uma bela surpresa.
- obrigada – agradeci sem jeito – podemos nos falar depois?
- por que não agora? – nicolae se levantou – já terminamos, com licença.
Me senti grata por ele ter entendido, que eu queria fazer isso.
- e então? – ele se sentou novamente – se quer saber onde vou te lavar, desista, não vou dizer.
- não é isso – corei – é que...
- é que...?
- não posso sair com você.
- o que? – ele levantou uma sobrancelha de forma sexy – por que?
- meio que estou apaixonada por outra pessoa – comecei – desculpe, mais eu não sabia que as coisas mudariam de rumo desse jeito, e não queria parecer que estava te enganando.
John ficou em silencio por alguns instantes constrangedores, depois se levantou e me olhou de forma doce – nicolae é um homem de sorte.
- eu não disse que era ele.
- não será necessário – ele se dirigiu a saída – só um homem, que sabe que é amando olha do jeito que ele te olhou quando entrou.
Não soube o que responder, então fiquei quieta.
- só avise a ele que se fizer alguma idiotice – John piscou para mim – eu tiro você dele rapidinho.
Sorri.
- eu aviso.
Voltei para o quarto, esperando uma bolha fazer plop bem no meu rosto e eu acordar, por que só em um sonho, o homem que eu amo estaria deitado na cama, sem camisa, de forma sensual, e o melhor...me esperando.
- como foi? – nicolae me puxou para seus braços.
- bem – passei a mão pelo seu queixo.
Ficamos assim, por um bom tempo, eu sabia que já estava de noite, agradeci mentalmente por ter adiantado o serviço na noite anterior.
- acha que Denise vai cumprir a ameaça? – questionei.
- acho que ela ate cumpriria , se pudesse.
- como assim se pudesse – sorri – ela é a rainha.
- rainha? – nicolae me afastou um pouco – não viu a coroação?
- não – ruborizei-me.
- então vou te contar uma historia – ele me colocou sentada a minha frente – conhece o príncipe August?
- sim, foi o primeiro da realeza a ser morto.
- isso – ele concordou – mas ninguém sabe como ele morreu. E isso muda tudo.
- continue.
- August era príncipe regente, o que significa que ele seria coroado rei, na verdade era já era coroado rei, mais o povo não havia sido informado ainda, na noite em que ele morreu, August estava com sua irmã, a rainha Clarisse e o marido dela, Victor. Só o que ninguém contou ao povo, foi que August estava com seu filho.
- filho ? – questionei – ele não tinha filho.
- tinha sim, se lembra do reinado curtíssimo de um garotinho chamado vitorio?
- sim o pequeno príncipe vitorio – me lembrei da fotografia de um garotinho com aparecia triste no salão da realeza – ele renunciou ao trono.
- exatamente – nicolae aprovou – durante a batalha, August e seu melhor amigo e guardião Luca morreram, o menino foi ferido, mais sobreviveu, e a tia, numa tentativa de salvar a vida do sobrinho foi ferida também, ela teve uma hemorragia profunda que a deixou estéreo.
- Denise já era nascida?
- não.
- então como...
- se me deixar continuar – ele sorriu.
- desculpe.
- Clarisse não poderia ter filhos e o pequeno vitorio assumiu o trono com quatro anos de vida. Mas mesmo com tão pouca idade, ele notou que não seria justo com a mulher que havia salvado a vida dele, ele queria vingar os assassinos do seu pai, então ele renunciou e a rainha subiu ao trono.
- nossa – murmurei. – não sabia disso.
- ninguém sabe – ele continuou – então a rainha adotou Denise no mesmo ano.
- adotou ?- interrompi
Ele sorriu e me olhou de modo reprovativo.
- desculpe.
- na verdade, parecia que todos se esqueceram que a rainha tinha adotado a pequena Denise, afinal as duas eram idênticas, e o modo como ela a adorava era espantoso. – ele suspirou baixinho – mais agora que a rainha mãe se foi, o conselho assume o controle, e eles fazem de tudo para manter alguém de legitimo sangue azul no trono, então, foram atrás do pequeno vitorio, para que ele assuma seu posto.
- e ele quer? – coloquei a mão na boca. Mais ele não se irritou.
- ele não tem escolha – nicolae passou a mão no meu rosto – se houvesse mais alguém na família para substitui-lo, mas não tem. Ele vivia uma vida normal ate agora, mais vai largar tudo e assumir o trono
- e o Rei Victor ?
- Victor não é mas rei, de acordo com o conselho, o tempo de uma pessoa casada com algum da família real acaba, quando seu conjugue morre. A rainha morreu, então ele perde todos os seus títulos. O destino dele e de Denise, são decididos pelo novo rei.
- uau – assobiei – coitados.
- pois é.
Fui engatinhando em sua direção.
- como você sabe tudo isso? Era guardião de alguém?
- não eu era muito novo.
- e então? – insisti – como sabe?
- eu estava lá.
- mais se não era soldado...
- eu era o menino.
O que? Retirei a cabeça do seu peito.
- desculpe, não ouvi.
- eu era o menino.
Olhei em seus olhos, seria.
- como assim?
- meu nome, é Nicolae Vitorio August petrov, terceiro.
Meu coração parou de bater. Minhas mãos foram parar na garganta.
- você é o novo rei
Notas finais
e ai o que acharam?
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