SOS Jacob
2 O milagre
Notas iniciais
RENESMEE POV
Eu simplesmente não acreditava que estava ouvindo aquilo. Que aquelas palavras curtas, mas ao mesmo tempo tão significativas estavam saindo da boca dele. De Jacob Black, o gay mais “aviadado” do mundo. Do sobressalto que eu tinha dado, ao ouvir tais palavras, agora sentava calmamente ao lado dele pegando em suas mãos e olhando serenamente para seu rosto moreno com maquiagem rosa.
- Querido Gaycob....quer dizer, Jacob.Você saberia me dizer se comeu algo estragado essa manhã?
- Não, comi tudo na maior santa paz. – ele me olhava com o cenho franzido – Mas por quê?
- ENTÃO TU JÁ NASCESTE PODRE ASSIM DA CABEÇA SEU ENERGUMENO? – gritei assustando-o e comecei a caminhar pelo banheiro devido ao enorme nervosismo – JACOB! NÓS ESTAMOS FALANDO DE UM BEBÊ, DE UMA VIDA... NÃO DE MISSÃO IMPOSSIVEL.
- Mas mas mas... – ele tentava achar algum argumento plausível, porém até ele mesmo teria que concordar que aquilo era loucura.
- Olha só, eu vou explicar de uma maneira que essa sua cabeça cheia de purpurina entenda. Ainda não sei se estou realmente grávida. E por favor, Jacob, colocar você como pai? E ainda tentar lhe ‘transformar’ em homem? Nem pedindo ajuda pra Santa Rita das causas impossíveis adiantaria.
- OK vaquinha do presépio. – o fuzilei com os olhos – Você tem razão, talvez me ajudar venha ser em vão. Mas estou cansado de ser esculachado pelo seu, — ele olhou para o teto, fechou os olhos e falou cada palavra com devoção – irmão másculo, alto, bonito, divino, rico, alternativo, com incríveis olhos, um sorriso arrasador...
- Que come minha cunhada todo dia, e não esta nem ai para você. – Mesmo sabendo que aquilo era mentira, eu tive que fazer o garoto cair na real.
- Tenho certeza que ele pensa em mim. – falou fazendo biquinho.
- Ah claro que ele pensa! – respondi e um enorme sorriso abriu-se no rosto de Jacob – Quando esta cagando!
- Você definitivamente é uma das piores ‘Bitches’ desse mundo. – cruzou os braços e virou-se, me dando as costas.
- Talvez eu seja a única. – vi que ele não daria o braço a torcer, então eu tive que ceder. Vasculhei na minha mente algum idiota que poderia me salvar assumindo meu filho, mas para meu desgosto não encontrei ninguém– Está bem Jacob, mesmo eu achando essa ideia toda, uma MALUQUICE, ou apenas uma crise de existência sua, eu aceito.
- Aceita o que? – ele ainda continuava de costa, com o nariz empinado e batendo a ponta do pé no chão. Meu senhor amado, bendita hora que eu fui me meter com uma bicha.
- Aceito sua ajuda, e, ajudar você.
Definitivamente o feto tinha subido a minha cabeça.
- OK! Primeira coisa que temos que a fazer é compras. Enxoval, quartinho do bebê, roupas de grávida, estoque de papinha nos armários, o meu quarto na sua casa... – Jacob falava tudo muito rápido, e eu não estava conseguindo processar tanta informação.
- Pera aí Cowboy. Que história é de “meu quarto na sua casa”?
- Não bobinha, eu to falando do MEU quarto na sua casa. – ele deu uma risadinha medonha e aquilo me assustou.
- Ai bicha burra, eu entendi. Eu to falando do SEU quarto, na MINHA casa. Ta achando o que? Que lá é um abrigo para dementes? – indaguei curiosa.
- Claro que sim, se vou assumir seu filho. Tenho que estar a par de tudo que acontece naquela casa. Com você, com o bebê, com seu irmão...
- Bichob. Pedi para você assumir meu filho, não para você ASSOMBRAR minha casa. – seus grandes olhos castanhos começaram a ficar marejados, e um enorme biquinho se formou. Oh Deus, bendita hora que meus hormônios foram se aflorar, ninguém merece ficar sensível. – Olha Jacob, PRIMEIRO, vamos mesmo ver se eu estou esperando uma criança.
- Espero que seja uma criança, porque esperar um Quati ninguém merece. — olhou com desdém para as unhas.
E mentalmente eu cantava “Abençoa Senhor, essa bicha amém. Abençoa senhor, minha paciência também”, porque vou te contar, não vai ser fácil agüentar até o final – isso se tiver final – sem matar Jacob. Ajuntei minha bolsa jogada no chão do banheiro, peguei a mão do encosto rosa, vulgo Jacob, e sai do banheiro rumando ao meu carro. Eu precisava achar uma maneira de fazê-lo virar um ex-boiola para conseguir sucesso em parte daquela missão maluca. Infelizmente o cheiro de fritura do refeitório me atingiu e vomitei no meio da calçada mesmo, bendito Quati. Já tava me dando trabalho.
- Aonde vamos? – perguntou ele.
- Num lugar chamado Shopping. Onde lá tem uma vidente e um santo que faz milagres.
- Você já viu se ele fez algum?
- Não, mas eu espero que você seja o primeiro.
- E se ele não fizer?
- Esse milagre vai acontecer nem que seja na bordoada! E por favor, chega de perguntas. Pega aquele saco plástico para mim? – apontei para o saco que estava do seu lado direito, na porta do carro.
- Vai vomitar nisso? – balançou fazendo cara de nojo.
- Quer que eu vomite em você?
- Tome, faça bom proveito! – Jacobatirou o saco no meu colo, e eu arranquei com o carro. Nada melhor que começar essa mudança com uma transformação de visual. Seja o que Deus quiser. Ou o que o santo for capaz de fazer.
Tentei pegar o caminho mais curto até o shopping, aquele perfume barato de vagabunda do Bichob me incitava vomitar constantemente. Talvez não fosse nem o aroma daquela água sanitária, mas sim o nervosismo de saber que em poucos minutos minha vida estaria definitivamente terminada, bastava um sinal rosa ou positivo. Prometi a mim mesma nunca mais beber. Melhor, nunca mais vou fazer sexo. Agora sou lésbica. É, se estamos na merda, vamos afundar direito né!
Entrei no shopping com aquele homem afeminado, gigante, musculoso, moreno, e todo cheio de purpurina no meu encalço. Dizer que ele era meu segurança era o mesmo que falar que beija-flor tem ferrão. Uma grande piada. Puxei Jacob pela gola rosa da camiseta até perto do meu rosto e o fulminei com os olhos.
- É o seguinte, você vai fazer exatamente o que eu mandar OK?
- OK. – ele concordou todo animado – Então o que eu tenho que fazer?
- Imite um deficiente mental. Faça o melhor que você puder. – eu sabia que aquilo era crueldade e provavelmente eu já estaria com a minha vaga no inferno reservada, mas foda-se essa merda, melhor ir para o inferno do que ser vista andando com o Jacob “chamativo” daquele jeito. – Agora me de a mão.
- Porque eu tenho que fazer isso? – cruzou os braços no peito enquanto batia o pé direito no chão esperando minha resposta.
- Por que... Por que... Porque eu quero saber se você atua bem. Sabe como é, preciso saber o seu potencial. Se você agüenta o tranco. Essas coisas, sabe?!
- Beleza Creusa!
Jacob pegou minha mão, curvou a coluna pro lado e entortou as pernas, "vesguiou" os olhos, repuxou a boca para o lado esquerdo e consequentemente começou a babar.
- Jacob o que você esta fazendo? – perguntei assustada pela mudança drástica que ele teve em poucos segundos.
- Imitando você. – falou rindo. Palhaço.
- Engraçadinho. Vamos lá. E vê se fica quieto.
Andei segurando a mão de Jacob pelo shopping todo, até achar a bendita vidente chamada farmácia. O lugar estava cheio de pessoas conhecidas, nunca me senti tão envergonhada e enjoada ao mesmo tempo. Jacob parecia mesmo estar querendo ganhar o Oscar. Mal ele sabia que o máximo que ia ganhar era um abacaxi como prêmio. Meus olhos brilharam de emoção e tristeza quando enxerguei aquela placa enorme e reluzente da farmácia, infelizmente antes mesmo de entrar nela fui surpreendia por Clarice, a minha vizinha nojenta e pomposa que tentava a todo custo ser superior que a minha família.
- Renesmee querida – me deu dois beijinhos nas bochechas – O que há traz aqui nesta manhã de aula. Aliás, você não deveria estar na escola? E quem é esse... – olhou com nojo para Jacob – jovem?
- Oh, é por este motivo – apontei para a bicha atriz – que não estou na escola. Estou fazendo alguns trabalhos comunitários, o de hoje era levar alguém com deficiência passear. Conhecer lugares. – sorri teatralmente – Sabe, dizem que limpa a alma.
- Que maravilhoso, certamente vou mandar Alicia fazer o mesmo! – falou com desdém, mas certamente seu pensamento era “mostrar” como a filha era certinha, prestativa e claro, melhor que eu.
- Oh, não se preocupe Sra. Bennett, ela já faz muito serviço comunitário por aí.
- Sério? Que maravilha, mas o que Alicia faz? – perguntou toda presunçosa.
- Dorme com o time inteiro de futebol! – falou Jacob me puxando pra dentro da farmácia.
- Tchau Sra.Bennett, tenha um bom dia! – gritei para ela, rindo da cara torta e plastificada que ela fez dapós saber como sua filha era caridosa.
Passei pela porta da farmácia e senti aquele aroma fresco, uma mistura de remédios e perfumes de todo tipo. Santa mãe de Deus, eu tinha virado uma cadela, que porcaria é essa de sentir cheiros e mais cheiros. Jacob endireitou-se e agiu normalmente – para os parâmetros dele, claro. Porcaria de sexto sentido de mulher, minha sensação era de que todos ali me olhavam – e olhavam mesmo – e mesmo sabendo que não; parecia que eles sabiam o motivo de eu estar ali. Se bem que logo todos saberiam, eu ia ter que pagar pelo teste de gravidez. Peguei duas caixinhas de teste. As primeira que vi. Nem pensei muito e fui até o caixa com a cara pegando fogo e o coração saindo pela boca. Além do vomito. Recebi o olhar duro da vendedora, parecia triste por mim, mas ao mesmo tempo debochada, como se dissesse “Boa Sorte”. Logo me entregou a sacola com os testes e pude sair dali. Corri até o banheiro com o bichinha camarada sempre me acompanhando e falando como era legal aquilo tudo. Esperei o banheiro ficar vazio e tranquei a porta. As outras que urinassem em outro lugar. Infelizmente Jacob não me deixou ficar sozinha no banheiro. Pelo menos sozinha – como sempre – eu não ia estar.
- Então, o que você tem que fazer? – ele perguntou nervoso roendo uma unha.
- Aqui diz que tenho que urinar nessa coisinha.
- OK! Então vamos lá!
Jacob me entregou um teste, e me empurrou para dentro de um banheiro dizendo que ficaria ali fora me esperando, e que era para eu sair logo. Abri a caixa com as mãos tremendo, e já sentada no vaso tentei urinar. Terminado o serviço coloquei o teste em cima do vaso e esperei, esperei e esperei, até Jacob quase arrancar a porta achando que eu havia desmaiado. Peguei o teste de supetão, a coragem estava entalada na garganta, mas não havia jeito de sair. A única coisa que saiu foi um grito histérico da bicha boba quando me viu com o resultado de uma noite de bebedeira e sexo sem proteção nas mãos.
- Então, fala logo, já roí todas as minhas unhas de tão nervosa que estou.
- Não sei, to sem coragem de olhar. – Jacob me fulminou e sabendo que de lá sem olhar aquele teste, ele não saia, abri minha mão e lá estava. Minha assinatura para o inferno. Um quadradinho rosa clarinho, com um sinal de positivo no meio. – AI QUE TUDO! NEM ACREDITO QUE VAMOS TER FILHOS! – seus olhos brilhavam em excesso, logo estaria aos prantos.
- Pera aí Mãe Dinah Paraguaia, quem disse que vamos ter filhos? Eu espero fielmente que seja só um. – sentei na pia olhando o único sinal matemático que me interessou até hoje.
- Claro! Você vai ter uma menina e eu um menino! Ta aí ó – apontou para o meu exame de gravidez – Ta rosinha com um sinal de “mais”, deve ser porque você vai ter uma menina!
- Gaycob de onde você tirou essa idéia maluca? – impossível alguém ser tão energúmeno. Ele estava brincando. Sem outra explicação.
- Daqui ó – me entregou o outro teste de gravidez.
- JACOB O QUE VOCÊ FEZ?
- Eu fiz o outro teste. – segurou firme as duas alças de sua mochila, enquanto seu rosto ruborizava igual a bendita menstruação que não havia vindo. O teste que ele havia me entregado estava com o resultado pintado de azul com um sinal de negativo. – Só pode que terei um menino, pois ta azul e negativo ali.
- OK! Pode confessar, que tipo de droga você usa? – pulei de cima do balcão, destrancando a porta e deixando o banheiro livre para uso – Maconha deve ser leve demais, você já esta num estagio avançado. Crack provavelmente nem faz cócegas em você. JÁ SEI! – ele me olhou alegre esperando a resposta, como se tudo aquilo que eu estava falando era uma coisa boa. – Você é burro mesmo. Não tem deficiência nenhuma, mas é mais burro que uma cesta de vime. – falei com desdém tirando seu sorriso amarelo do rosto.
- Então Maria Madalena, aonde vamos agora?
- Vou te levar no milagroso lembra?
Joe era aquele tipo de cabeleireiro que fazia de tudo e mais um pouco. Cobrava caro? Muito, aliás. Mas estávamos numa situação em que talvez nem o melhor como Joe, talvez conseguisse resolver aquele impasse. Minha cabeça já não estava mais tão no lugar, depois do resultado do teste, eu ainda não sabia bem ao certo o que ia fazer, mas estava seguindo o plano principal – aquele que é impossível sabe, transformar Jacob em homem. Entrei zarpando no enorme salão que habitava o ultimo andar do shopping, como sempre estava cheio de gente esperando para ser atendidas pelas mãos de ouro de Joe e de suas subordinadas; e outras apenas esperavam na fila para conseguir marcar uma misera hora – que seria marcada para próxima encarnação da pessoa. Encontrei Beth no balcão mascando um chiclete e se fazendo de indiferente como ela sempre fazia, fingindo falar ao telefone para não ter que atender as “espera de um milagre” como ela chamava as pessoas da fila.
- Beth... – e nada da taquara rachada me ouvir – Beth? – novamente lá estava ela me ignorando – Beth quero falar com Joe. – ela simplesmente me olhou, enfiou aquele dedo fino e amarelado na minha cara em sinal de “espere” e começou a falar no telefone. Minha ânsia de vômito fulminou meu estomago vazio, e se eu esperasse mais um pouco eu ia vomitar em cima daquele cabelo cor de diarréia de bebê que Beth tinha. Pulei em cima do balcão e arranquei os fones de ouvido dela fazendo-a prestar a atenção em mim – Agora querida Beth, avise a Joe que estou indo falar com ele. E caso você não queira fazer isso, lhe darei de presente para este cachorrinho aqui – apontei pra Jacob que latiu ferozmente na cara dela – Entendido? Ótimo.
– Sim Srta. Cullen. – pegou o telefone e avisou que eu estava ali – Ele esta lhe esperando.
JACOB POV
Segui Renesmee pelo shopping inteiro, até ela me levar ao covil do diabo, milagroso, seja lá como chamam ele. Eu conhecia da fama de Joe Pytti. Ele conseguia sempre o que queria, na verdade sempre o que o cliente queria, por isso era tão famoso e aclamado. Mas conseguiria fazer uma transformação suprema em mim, no caso? Seu salão era o tipo de estabelecimento que toda bicha gostaria de ter. Tinha a melhor equipe especializada da região, e seu sobrenome Pytti surgiu pelo fato de que quando não consegue o que quer – o que é algo quase difícil de acontecer – ou quando não fazem algo correto, ele da piti, e dos grandes. Eu esperava que um desses ataques histéricos não acontecesse enquanto eu estivesse ali.
- Odeio bicha escandalosa. – falei perto do ouvido de Renesmee e ela me olhou espantada – O que foi? Eu não sou assim ta?
- AAAAAAAAAAAAAAH RENESMEE CARLIE CULLEN – Joe veio correndo na nossa direção com os braços abertos, com tesouras e navalhas e todo o tipo de material cortante pendurado em sua cintura por um cinto que especial – Sua vaca jersey, quanto tempo você e seu veneno não aparecem aqui. A que devo a honra?
- Estou precisando muito de sua ajuda. Em outras palavras, preciso de um milagre, é emergência. – querida de Renesmee, estava toda chocha, com a cara pálida e notava-se em sua voz que ela estava sem vontade alguma. Também, não era todo dia que você descobre que espera um filho. Num bater de palmas Joe chamou a atenção de suas ajudantes.
- Nível 5 garotas. Mexendo-se AGORA.
Assim que receberam o aviso, todas pararam o que estavam fazendo e conduziram as clientes para a saída, mesmo que estivessem na metade do processo, algumas unhas, depilações, tintura e essas coisas de mulherzinha. Ao meio de gritos de protesto das clientes, Joe com sua santa paciência que ele não tinha, tranqüilizava-as dizendo que poderiam voltar amanhã, ou para passarem na recepção pegar seu dinheiro de volta. Ninguém era louca de pegar o dinheiro de volta, certamente iriam voltar nos próximos dias. Ficou apenas a cliente que Joe estava cortando o cabelo. O cabelo da mulher estava desfigurado, afinal Joe interrompeu no meio do processo, um lado estava maior que o outro.
- Eu não aceito isso, paguei para estar aqui, por seus serviços. QUERO QUE TERMINE!
- Olha aqui querida, não posso lhe atender agora, mas volte amanhã na primeira hora que será atendida.
- Inacreditável, como irei sair na rua desse jeito?
- Você já não saia antes? Então. — A mulher pegou a bolsa, deu meia volta e saiu da sala batendo os pés, dizendo que ia processar aquele lugar. – Graças a Deus você me livrou de uma furada Renesmee, aquela lá nem voltando pro mar como oferenda, não resolvia. Mas então querida, ânimo nessa carinha, Joe vai resolver seus problemas. Do que precisa?
- Então, na verdade não sou exatamente eu que preciso, mas ele. – me puxou ao lado dela, e eu dei meu famoso sorriso amarelo. Joe me olhou curioso e espantado ao mesmo tempo, percebia-se que ele não sabia o que falar ou o que fazer.
- Mas isso é uma Miss! – ele falou entusiasmado.
- Sério? Acha mesmo isso? Sabe sempre me disseram para seguir carreira de modelo. Faço hidratação uma vez por semana, musculação em casa...
- Claro que você uma Miss! MISERICÓRDIA DIVINA, TU É UM DESASTRE! E a obra prima que eu preciso pra animar minha vida.
- Então quer dizer que ele tem solução? – Renesmee perguntou agora entusiasmada. Misericórdia divina, eu era um desastre. Ele ia ver quem era um desastre. Bichona escandalosa. Odeio esse tipo.
- E como tem solução. Já até prevejo os resultados.
- Mas como você sabe se eu nem disse o que quero. – a grávida indagou curiosa.
- Não precisa nem dizer, raramente aparece casos assim aqui no salão. Está escrito na cara dele, e na sua também. Não se preocupe querido – Joe pegou em meu ombro e me conduziu até a cadeira que ele fazia milagres – Você quer virar homem não é?
- Afinal tu és vidente ou milagroso? – perguntei meio chateado ainda pelo Miss, mas mais alegre por saber que tenho solução. Eu acho.
- Eu sou gay. Isso já basta. Agora vamos começar logo com isso, e não se preocupe Srta. Cullen, ele só sai daqui quando estiver transformado em macho. Enquanto isso querida vai comer alguma coisa, você ta com a cara pálida, não faz bem para o bebê não se alimentar.
Renesmee olhou assustada para ele e para mim, como se me perguntasse se eu havia dito algo, neguei com a cabeça. Joe logo tratou de falar que ninguém saberia e assim minha salvadora, a mais linda do mundo saiu do salão. Joe bateu palmas novamente e suas subordinadas apareceram, com todo o tipo de aparelho possível. Lá tinha de tudo, até algumas araras com roupas masculinas e femininas. Joe soltou meu cabelo preso pelas presilhas, analisou meu rosto timtim por timtim, sua cara estava seriamente me assustando. E me assustou mais ainda quando colocou um sorriso maligno nos lábios e começou a cortar meu cabelo enquanto ria maleficamente.
- GAROTAS! MÃOS A OBRA!
Algumas horas depois
— Você me entendeu Jacob? Renesmee vale ouro, mesmo não parecendo. Mas não quero vê-lá machucada. Cuide dela e da criança que ela espera, sempre. Queria ter a força de vontade que você tem para mudar. Mas felizmente gosto de quem eu sou. Espero que consigas o que esta procurando.
- Mas e se não der certo? O que faço?
- Você não escolheu mudar? – concordei com a cabeça – Então, é apenas questão de escolhas. Se essa que você fez não deu certo, paciência, respire fundo, e faça outra escolha. Até que uma hora você vai sentir que acertou.
Agradeci a Joe pelos serviços, e rumei à praça de alimentação. Eu ainda teria sorte se Renesmee estivesse me esperando pela demora. Depois de horas sofrendo para todos os efeitos, eu espero que essa minha idéia maluca colha frutos, e dos bons.
RENESMEE POV
Eu já havia comido três combos de hambúrguer com batata frita e coca-cola. Dois de fome, e um de nervosismo pela demora de Jacob. Será que Joe havia cortado a garganta de Jacob com uma navalha, nunca se sabe quando duas bichas escandalosas se juntam o que se resulta. Já estava terminando meu terceiro copo gigante de coca-cola. Minha mesa era para três pessoas e eu a ocupava sozinha. Eles não podiam me culpar, tinha mais comida na mesa do que a mesma podia comportar. Que demora a de Jacob, eu já estava prestes a largar ele lá sozinho, quando alguém sem noção sentou na cadeira a minha frente.
- A mesa esta cheia, se você não percebeu ainda! – falei enquanto sofria pra chupar as ultimas gotas de refrigerante do meu copo.
- Oi – santa paciência eu tinha que ter, com esse tipo de pessoa que nem te conhece e já vai sentando na mesma mesa que você.
- Olha aqui cara, eu não estou afim de... – olhei para o atrevido. Não era Jacob, mas era o cara mais gostoso que eu já havia visto – papo.
Engoli seco. Malditos hormônios. Vou ter sorte se chegar ao final dessa gestação sem dar pra cidade inteira. Isso se quiserem me comer com um barrigão enorme. Moreno, alto, bonito e sensual, talvez ele seja a solução dos meus problemas. Não, não, isso não pode acontecer, eu aceitei a ajuda de Jacob, então enquanto eu não resolver nossos problemas, não irei me relacionar com ninguém. FOCO RENESMEE, FOCO. Mas como entrar em foco, sem focar aquele cara? Nariz perfeito, lábios cheios e um sorriso lindo e tão branco que quase me deixou cega. Usava uma jaqueta de couro preta, e por baixo uma camiseta turquesa de gola V, realçando sua cor do pecado. Não pude ver o que vestia por baixo, e nem o que tinha por baixo delas, mas já imagina que era mercadoria de ultima qualidade.
- Desculpe, mas ... hum... eu...eu estou esperando uma pessoa! – vou matar Jacob por não chegar antes de eu conhecer essa digníssima pessoa.
- Renesmee, sou eu! – ele falou enquanto ria e seus braços cruzavam em cima da mesa.
- Como, como você sabe meu nome? E “sou eu” quem? Pode falar, eu agüento. Eu dei pra você e tava bem bêbada não é? Não lembro quem você é.
- Renesmee, sou eu, JACOB.
- Isso é uma piada? Jacob mandou você fazer isso comigo? Cadê ele? – olhei em volta soltando alguns risinhos, aquilo era cômico mesmo. O moço que dizia ser Jacob pegou em minhas mãos, e que mãos quentes. Será que todo o resto era quente assim também? FOCO RENESMEE! FOCO!
- Porque eu iria brincar com uma coisa dessas? Estou falando que sou eu, Jacob.
- Impossível você ser ele, eu conheço ele, ele é, como posso falar, rosa demais, e escandaloso demais. Não pode ele, ser você. Você é, é, deixa pra lá.
O hambúrguer que eu havia pedido chegou bem encima da hora. Assim eu podia comer e pensar em outra coisa a não ser no atrevido da minha frente.
- Quantos você já comeu? – ele perguntou curioso, com um sorriso bobo na boca.
- Esse é o quarto. – falei de boca cheia – Agora se você não se importa eu tenho que esperar meu amigo.
- Mas Renesmee, o que faz acreditar que não sou eu. Jacob?
- Você fala como macho. – e se ele não calasse a boca e saísse dali, eu ia comer meu hambúrguer e depois ele. Dei outra mordida no meu lanche deixando infelizmente um pepino pendurado pra fora. Que vergonha, espero que ele não tenha percebido.
- Olha só pra você. Que nojinho, não consegue nem dominar um pepino na boca.
Engasguei total com aquela frase. PUTA QUE PARIU, aquele era JACOB BLACK mesmo. Nunca que um homem iria falar aquilo, e mesmo se falasse aquela era a voz de Jacob, esganiçada, um pouco afeminada. Enquanto eu tentava me recompor de quase morrer engasgada com um pepino, Jacob se deliciava com a cena, rindo da minha cara. Maldito Joe, era para deixar ele homem, mas não AQUELE homem. Pequenos relapsos do futuro me diziam que aquele plano não iria dar certo. Jacob levantou-se, pegou minha bolsa pondo-a no ombro e assim eu pude ver sua traseira, misericórdia divina, que bunda era aquela? Que calça jeans era aquela?
- Ei, aonde você pensa que vai? – exclamei curiosa, e limpando minha roupa depois do estrago com a comida e o refrigerante.
- Vou te levar para casa, você parece estar em choque. – ele piscou e foi se distanciando da mesa.
Nota mental 1: agradecer Joe por ter feito um ótimo trabalho.
Nota mental 2: matar Joe por ter feito um ótimo trabalho.
Nota mental 3: chegar ao final dessa gestação, não sem dar para cidade inteira. Mas chegar ao final dela sem assediar sexualmente de Jacob Black.
Notas finais
SIIIMM PEOPLE LINDIU DA MINHA VIDA! Após uma apocalipse sem postar mais ou menos, estou de volta. Postando como sempre, aos poucos, quando a preguiça permite, e a inspiração também neh.
Meus pedidos de desculpas já estão todos esgotados, então só vou pedir que me aceitem de volta e que mandem muchos reviews :D Estou mega feliz de postar novamente, estava sentindo falta desse lugar :D
Enfim, espero que gostem. estou aceitando sugestões SEMPRE.
E não se esqueçam de comentar, pois muitas vezes os reviews que vocês deixam nos dão idéias para futuros capítulos e tals (:
Me perdoem os erros gramaticais, estou enferrujada devido o tempo sem postar!
Enormes beijos.
Fale com o autor