SOS Jacob

3 Ainda bem que estamos bêbados


Cor do pecado. Era apenas isso que eu conseguia pensar naquele momento, em como o Jacob Black tinha a cor do pecado. Minha mente vagava entre sua calça justa, e o milagre que Joe fez. Já fazia em torno de uns 10 minutos que eu estava dirigindo sem rumo por Forks. Além de Jacob, eu não conseguia desviar meus pensamentos daquele maldito símbolo positivo que apareceu no teste de gravidez. Eu sei que o inventor do “mais” já estava morto a séculos, mas como eu queria enfiar um monte de positivos no orifício anal do maldito. Só pra ele saber que um “positivo” só é bom quando aparece depois do A e do B, no boletim.


– Porque eu não dei a bunda? Me explique, porque eu não dei a bunda, ao invés da porcaria da Sheron? Eu podia estar cagando nessas horas, ao invés de parindo um filho. – disse para mim mesma.


– Olha só, essa é uma boa pergunta! Não conheço essa tal Sheron, mas aposto que ela é azeda! Esse tipo de gente não se liga na vida! – completou Jacob com aquela cara de quem comeu e não gostou.


OK! Agora eu estava começando a acreditar que seguir com aquele plano era loucura. Um homem, diga-se de passagem, que não sabe fazer relação entre “Sheron” e vagina, é caso perdido, ou é tempo perdido. Para mim, é claro. Ninguém iria dizer, que um dia Jacob Black, o herdeiro da fortuna bilionária de Ephraim Black e William Billy Black Jr, iria se tornar homossexual. E eu nunca iria dizer um dia, que esse mesmo cara, suplicaria minha ajuda para uma tarefa até então impossível.


– Segura no puta merda. – falei para Jacob, sentindo meus nervos aflorarem a cada km que o carro rodava. — Segura nessa merda de uma vez! E coloca o cinto de segurança, não quero ter que ouvir chororô de biba depois que quebrar a unha do dedão de pedreiro!


– Ei! Sua pançuda, eu não tenho dedão de pedreiro. – rosnou o encosto – Aliás, que porcaria é essa de “Segura no puta merda?”


Acelerei o carro, chegando a 140km/h. A avenida da pequena Forks estava sem muita movimentação no momento, por isso aproveitei para fazer ultrapassagens proibidas, colocando em risco a minha vida e a de Jacob. O que pouco importava, porque um era uma bicha adoidada querendo virar homem, e a outra era uma grávida, querendo acordar e descobrir que tudo aquilo não tinha passado de um sonho. Pesadelo se assim posso dizer. Passei a toda velocidade por três carros, e avistei ao longe a contagem regressiva da sinaleira, que faltava o equivalente a 5 segundos para seu fechamento. Como eu já estava no fundo do poço, só faltava abraçar a Samara, então acelerei o carro até chegar 180km/h com a intenção de passar no sinal ainda verdade. Infelizmente minhas contas não estavam precisas, e o sinal fechou faltando poucos metros para conseguir, liberando a passagem para os outros carros. Mais do que rapidamente enfiei os dois pés juntos no freio, agarrei firmemente o volante, colando minhas costas no couro branco que revestia os bancos, — e fazendo Jacob segurar a maçaneta no teto do carro.


– PUTA MERDA! – gritou Jacob que em questão de segundos estava mais pálido que a Bella – Me caguei.


– Não se preocupe, passamos na farmácia e compramos umas fraldas pra você. – respondi me divertindo com o susto que ele levou. Tava na hora de começar a virar homem.


– Eu vou é cortar seus pés fora sua MALUCA! Você não tem amor pela vida não, ô desgraça? Quando eu arrancar esses teus pés de curupira, quero ver você acelerar esse carro de novo. A partir de hoje quem dirige essa banheira sou eu.


– Nem sonhando que vou dar meu carro novinho para uma bicha adoidado como você


– Não me chame assim, piranha. E pule já pra cá seu demônio. Imagine só, toda vez que eu for andar de carro com você terei que sair de casa usando fralda.


– Jacob eu não...


– É pra já Renesmee, eu não to pedindo, to mandando.


Bufei e soltei o cinto, eu sabia que ele não iria parar enquanto não conseguisse o que queria. Jake foi passando para o banco do motorista, enquanto eu tentava ir para o carona. Antes que eu pudesse me sentar, prendi o pé em algum lugar e caí sentada em cima de Jacob.


– Ai Jacob sai daí, o freio de mão ta machucando minha coxa. – reclamei com a pressão que sentia na parte de trás da minha perna.


– Mas o freio de mão nem ta puxado! – ele respondeu procurando entender porque da minha reclamação.


Olhei para a posição que estávamos e notei que não era o freio de mão do carro que fazia pressão na minha coxa, mas sim o freio de mão de Jacob. Arregalei os olhos, e um leve arrepio subiu pela minha coluna e parou na minha nuca. Jake percebeu do que eu falava e começamos rapidamente tentar nos desvincilhar. Quando eu finalmente estava sentada sã e salva no banco do carona, não pude conter o rubor que se instalou nas minhas bochechas, e, pelo canto de olhei vi Jake pegar firmemente o volante e respirar fundo algumas vezes.


– Porque a gente não apenas saiu do carro e trocou de lugar? – ele perguntou pensativo.


– Nem quero saber. – respondi rapidamente. Aquilo havia me deixado extremamente constrangida.


– Mas então, vamos para onde? – Jacob ainda tinha as mãos no volante, e não olhava para mim.


– Pode ser para minha casa, acho que lá conseguiremos pensar melhor. – ele assentiu – Você sabe onde eu moro?


– Não, mas você me mostra o caminho.


Jake ligou o carro, e dirigiu conforme minhas coordenadas. Fingi estar olhando para o lado, mas na verdade eu estava admirando sua aparência. Fazia tempos que eu não via um cara tão bonito, Jacob estava sexy e exalando masculinidade. Se não fosse pelo seu passado, certamente eu teria ido para a cama com ele. Céus, meu hormônios estavam à flor da pele, eu precisava urgentemente tirar o atraso. Sem bem que minha última “tirada de atraso”, deixou marcas. Eu estava me sentindo um kinder ovo.


Chegamos em meu apartamento particular. Era uma coisinha que meus pais haviam dado para mim e para Edward quando precisássemos ficar sozinhos, mais precisamente estudar. Mas todos – menos eles – sabiam que aquele apartamento estava mais para um antro de perdição do que um simples recanto do estudo. Jake entrou zunindo no apartamento e revistou todos os cômodos do lugar. Cruzei os braços e fechei a cara, esperando o curioso voltar na sala.


– Achou o que queria? – perguntei quando ele voltou com as mãos no bolso.


– O que? Como...como assim o que eu queria? – ele indagou confuso.


– Edward não está no apartamento Jacob. – falei seca.


– Deus me livre mulher, quero manter o cabeça de fósforo longe de mim. Botei um ponto final nessa história. Não quero saber de Edward nunca mais na minha vida. Pode ser que eu não vire homem de verdade, mas nem que eu tenha que viver no armário para sempre. Não irei mais decepcionar meu pai.


– Bom, isso é bom. Na verdade isso é muito bom. – puxei ele até a cozinha, peguei uma garrafa de whisky e servi em dois copos – Eu não sou nenhuma guru de “Como fazer um gay virar homem”, mas você prometeu me que iria me ajudar então eu irei fazer o mesmo por você.


– Obrigado, isso significa muito para mim. Só espero que a gente não esteja fazendo uma cagada.


– Nem me diga! – virei a dose inteira da bebida que desceu queimando minha garganta e assentou como um tijolo no meu estômago.


Na hora senti a ânsia de vomito voltar e corri até a pia para por mais algumas entranhas fora. Antes mesmo de precisar prender meus cabelos, Jacob estava ao meu lado segurando-os e passando a mão quente em minhas costas.


– Santo cristo mulher, você ainda não percebeu que tá grávida? Não pode mais beber. – ele falou reprimindo meus atos – Aliás se você acha que assim vai ficar mais magra, ta achando errado.


Olhei com desdém para o idiota, se eu não estivesse com tanto enjoo teria vomitado na cara dele. Mas como eu sabia que seria eu a limpar o estrago, voltei a jorrar líquidos na pia. Após muitos copos de água gelada e algumas bolacha água e sal, sentei no sofá enquanto Jacob fazia massagens nos meus pés.


– Quero só ver quando você estiver roliça, e com pés do tamanho do pé grande. Vão dizer que você tem elefantíase! – ele disse debochando de minha cara.


– Ah Jacob, você poderia trazer o resto do whisky para mim?


– Pra quê?


– PRA EU VOMITAR EM CIMA DE VOCÊ!


– Ui, a buchuda ta nervosinha. Coitado do médico na hora do parto, vai precisar do BOPE pra proteger ele.


– Você ta muito engraçadinha. – falei com desdém.


– É engraçadinho, dona Renesmee. – rosnou ele – Esqueceu o que eu recém falei? Sou homem agora.


Irrompi em risadas altas e descontroladas, Jacob me olhava azedo mas de tanto eu rir acabou rindo junto comigo. Pegou minhas pernas de seu colo, e as atirou longe, acabei rolando do sofá para o chão. Minhas costas bateram no chão duro, e no mesmo instante troquei a risada por lamentos.


– MEU DEUS RENESMEE! – Jake estava ao meu lado passando a mão pelo meu corpo inteiro – Você está bem? Está machucada? Tem algum osso quebrado? Traumatismo craniano?


– Jake... – o chamei uma vez e ele não pareceu me ouvir.


– E o bebê, ainda está aí? — Jacob colocou a orelha na minha barriga, enquanto ainda palpava meu corpo – Meu pai eterno, eu não ouço nada Renesmee. Preciso levar você ao hospital agora!


– JACOB! – gritei em seu ouvido, que felizmente surtiu efeito, ele olhou para mim com a cara assustada – Primeiro, eu não sou corrimão de escola para você ficar passando as mãos em mim, e segundo, você não escuta nada porque o bebê ainda é um vermezinho.


– EI! Não chama meu filho assim. – ele protestou me levantando do chão, me colocando em seguida no sofá com toda a delicadeza que o antigo Jacob tinha.


– Quem disse que ele é seu filho? – perguntei achando divertida aquela discussão.


– Eu disse quando você aceitou me ajudar, e eu ajudar á você. – cruzou os braços e revirou os olhos – Precisamos fazer alguns exames.


– NÃO! Ainda é muito cedo, ninguém pode saber. – reclamei.


– Tudo bem, mas daqui algumas semanas nós iremos fazer esses exames, ouviu mocinha?


– Sim senhor. Acho que antes precisamos resolver nossos problemas. – falei desgostosa.


– Você desconfia de alguém que seja o pai dessa criança?


– Não. E na verdade, acho que nem quero saber. É bem provável que ele não vá me dar apoio nenhum. E como eu já tenho você, não preciso de muita coisa. – Jake abriu um belo sorriso para mim, e concordou com a cabeça – Acho que a prioridade aqui é fazer você virar homem.


– É, pode ser. – ele respondeu desanimado.


– JACOB! JÁ SEI! – levantei do sofá aos pulos com a grande ideia que eu havia tido, por ali eu saberia se aquilo iria dar certo ou não.


– Senhor, lá vem bomba. – ele cobriu o rosto com as mãos e afundou no sofá.


– Jake! Você precisa comer alguém! – falei batendo palmas pra expressar minha felicidade.


– O QUE? VOCÊ É MALUCA? – ele me olhou incrédulo – Eu não posso fazer isso.


– Ah você vai sim!


– Não posso apenar oferecer um cafézinho?


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JACOB POV


Renesmee havia conseguido um encontro entre casais, Nick iria acompanhar ela enquanto eu levaria Jenny uma garota morena de olhos azuis e corpo escultural. Peitão, bundão, coxão, tudo que um homem amaria, mas infelizmente eu ainda não me encaixava nessa porcentagem. Nick era um paquera que Renesmee pegava quando não tinha mais nada para fazer, e eu particularmente não gostava dele. Ele parecia não saber respeitar ela. Estávamos terminando de me arrumar, Nessie havia comprado algumas roupas novas para mim, me vestindo com uma calça jeans clara, uma camisa branca com detalhes azuis marinho nas mangas, uma jaqueta de couro marrom azul, e tênis branco.


– Se você não fosse viado, eu te dava uns pega. – ela disse rindo enquanto arrumando a gola de minha camisa.


– É, se você não estivesse grávida eu também te daria uns pega.


– Idiota. – ela respondeu ainda rindo – Fecha meu vestido, por favor?


Renesmee se virou de costas, e pude ver algumas gotas que sobraram do banho encrostadas em sua pele branca e lisa. Peguei o zíper de seu vestido azul escuro e o puxei para cima, até chegar próximo a sua nuca. Aquele movimento fez os cabelos de minha nuca se arrepiarem. Droga, eu precisava de uma bebida.

A boate estava lotada, a música soava alto e eu estava tremendo mais que vara verde, Renesmee passou o caminho inteiro me dando dicas de como chegar numa mulher, o que falar, o que fazer, mas parecia que tudo entrava por um ouvido e saia pelo outro. Será que aquilo era certo? Como eu poderia mudar da noite pro dia, isso era praticamente impossível. Nick chegou com o balde onde tinha uma garrafa de vodka e alguns energéticos, abri a vodka e despejei um pouco no meu copo, que virei garganta à dentro. Sem energético, sem gelo, nem nada. Eu precisaria de muita coragem aquela noite.


– Nossa Jacob, você deve estar com sede. – comentou Jenny que mordia o canudinho sensualmente.


– Ou nervoso. – retrucou Nessie, com um sorriso sarcástico nos lábios vermelhos.


– Eu nunca vi você no colégio Jake, é novo? – perguntou Jenny. Meu sangue gelou na hora, o que eu iria responder para ela? Como ela nunca me viu se estudamos na mesma escola, será que eu estava muito diferente?


– Hum, Jacob não era muito de se misturar. – riu Renesmee.


– Fico feliz que esteja se misturando. – Jenny passava sugestivamente a mão em minha coxa embaixo da mesa. Não posso negar que aquilo não mexia comigo, porque afinal eu tinha algo no meio das pernas.


– Quem quer dançar? – perguntou Nick que até então parecia querer descobrir um mundo perdido dentro da orelha de Nessie.


– Eu quero! – Nessie pulou do banco e puxou Nick para o meio da pista.


– Vamos, — Jenny pegou em minha jaqueta me arrancando da mesa, antes de sair peguei a garrafa e a levei comigo – quero ver se você sabe se mexer do mesmo jeito que bebe.


No meio da multidão, Renesmee e Nick pareciam duas minhocas se enroscando. Aquilo estava me dando repulsa, se por fora eles estavam assim, nem queria imaginar a qual grau de malabarismo estavam suas línguas. Jenny se virou de costas enlaçando as mãos em meu pescoço e rebolando freneticamente contra mim. O cheiro de seu perfume barato se misturava com o cheiro de suor das pessoas me dando náuseas, sem contar que eu já havia virado metade da garrafa de vodka sozinho. As vezes Nessie vinha até nós com os lábios inchados e bebia mais um pouco.


– Nossa Jacob, se eu soubesse que você era tão gostoso, eu nem teria vindo para a festa. E sim direto para sua cama. – ela falou lambendo o lóbulo da minha orelha. Um arrepiu me percorreu o corpo inteiro, e pela primeira vez me permiti colocar as mãos em seu quadril. Nessie me olhou e enquanto ria, seus lábios se moviam formando a palavra.


Sexo, Sexo, Sexo, Sexo


Certamente ela seria a única a ter sexo aquela noite. Eu ainda não estava preparado para aquilo, mesmo que já sentisse o mundo girar ao meu redor e o estômago embrulhar a cada gole que eu dava. Sem conseguir prever seus movimentos Jenny depositou os lábios grudentos de gloss em meu pescoço, e começou a lamber toda sua extensão. O desespero se instalou em meu peito.


–Eu já volto, tudo bem? – perguntei e Jenny apenas virou-se e voltou a dançar. Empurrei Nick para longe e peguei na mão de Renesmee que protestou.


– Eu já devolvo ela! – disse para Nick.


–Tanto faz cara. – ele deu de ombros e foi até o bar pegar mais bebida. Levei Renesmee até um canto escuro e sossegado da festa.


– JACOB! O que você está fazendo? – ela perguntou de braços cruzados e fazendo biquinho.


– Eu não consigo Renesmee.


– Como assim você não consegue? Bebe mais uma garrafa de vodka e tudo estará resolvido.


–Não é isso, eu não vou conseguir beijá-la. – falei encabulado.


– Mas porque não? Isso é ridículo Jake, é apenas um beijo e...


– Eu nunca beijei ninguém.


Nessie parou no mesmo instante de falar e me olhou apavorada. Seu rosto era um misto de confusão e espanto.


– Jacob, isso não é brincadeira. Como é que você me diz agora que nunca beijou ninguém?


– Renesmee, eu sou um cara de 17 anos, enrustido que nunca teve um namorado ou uma namorada, você pensou o quê?


– Ai Meu Deus, eu estou ferrada. – ela colocou as mãos na cabeça enquanto olhava ao redor. Estava pensando numa saída para aquele problema. Só que pelo visto a única solução seria beijar Jenny.


– Quer saber, esquece. Eu assumo seu filho, mas você não precisa mais se preocupar comigo! – dei as costas para ela, mas antes de sair ela me puxou pelo braço.


– Nem pensar! Nós estamos juntos nessa. Eu vou te ajudar sim! – ela cobriu o rosto com as mãos – Eu não acredito que vou fazer isso.


Nessie pegou a garrafa de minhas mãos e deixou o líquido escorrer garganta adentro. Quando terminou, jogar a garrafa longe e chacoalhou a cabeça.


– O que você vai fazer? – perguntei temendo sua resposta.


– Você precisa confiar em mim.


Assenti nervosamente e Renesmee foi ficando cada vez mais perto de mim. O cheiro de seu rosto me fez lembrar de morangos, seu hálito quente tocou meu rosto e quando vi ela deixou seus lábios encostarem nos meus. Sua boca estava quente e macia, e até então eu estava em choque. Eu nunca tinha beijado ninguém na vida, e eu nunca imaginei que seria com uma mulher.


– Jake, você precisa colaborar comigo. – ela disse contra minha boca, ainda de olhos fechados.


– OK.


Puxei seu corpo até colar no meu, enquanto a outra mão enroscava em seus cabelos. Nessie respirou fundo, e abriu a boca, tocando meus lábios com sua língua. Aos poucos, sem saber muito o que fazer abri minha boca e dei passagem para sua língua com sabor de menta. Uma sensação estranha percorreu meu corpo, minha respiração se tornou irregular conforme a intensidade de nosso beijo aumentava. A bebida fazia minha cabeça dar voltas e mais voltas, e a língua de Renesmee contra a minha me deixava mais embriagado ainda. Mordi seu lábio inferior fazendo-a gemer baixinho, e agarrar fortemente meus cabelos.


Senti alguém me puxar pelo braço e antes de poder ver quem era, um punho fechado veio em minha direção acertando-me o rosto. Cambaleei para trás até encostar na parede, meu nariz começou a sangrar e a manchar minhas mãos. Se antes eu estava zonzo por causa da bebida, e do beijo, depois do soco eu não sabia dizer se estava de ponta cabeça ou de pé.


–Eu sempre soube que você era uma vadia! – Nick gritou com Renesmee.


– Solta meu braço Nick, está me machucando!


–Ei cara, solta ela! – ainda cambaleando dei um passo em frente, pegando o outro braço de Nessie — Você não ouviu o que ela disse?


– Se liga cara, ela é minha vadia, não sua!


Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, meu sangue ferveu de raiva e apenas segui meus instintos. Joguei o braço para trás e acertei em cheio seu rosto com meu punho fechado. Nick soltou do braço de Renesmee caindo no chão, fui para cima dele, e lhe distribuí mais alguns socos até ver que ele não iria mais revidar, e muito menos chamar Renesmee de vadia.


Peguei Nessie pela mão, e a tirei dali. Ela ainda olhava assustada para Nick caído inconsciente no chão, e para minha cara fechada. Vi Jenny sugar a boca de um pobre coitado no bar, e me reprimi internamente ao xingar a mesma de vadia.


– Jake, você precisa ir para o hospital. – Renesmee parou de andar, puxando minha mão e fazendo-me olhá-la também.


– Não tem necessidade Ness, eu quero apenas ir para casa.


– OK, acho melhor mesmo. Estou me sentindo um pouco enjoada. – fez cara feia.


– Ainda bem que coloquei alguns sacos de lixo dentro do carro. – rimos e partimos em direção ao seu apartamento. Depois daquela noite estava mais o que certo que eu iria assumir seu filho. Ninguém nunca mais chamaria Renesmee de vadia.


– Você até que é bem esperto para uma bicha, — olhei feio para ela – para um HOMEM, MACHO, VIRIL, MUSCULOSO, GOSTOSO, QUE ME DEIXOU EXCITADA! – ela falava rindo.


– O que você disse?


– Assustada...eu disse assustada! – ela riu nervosamente.


– Ainda bem que estamos bêbados. – eu disse, mas eu havia escutado muito bem todas suas palavras. Não me contive e sorri.


–Nem me fale. – ela riu.

Notas finais
OOOOIIIIIIIIIII SUAS LINDAS :D

Como prometido está aqui mais um capítulo. Espero que tenham gostado, e não me crucifiquem please. Eu posso demorar, mas eu posto ;) POR FAVOOOOOOOOOR COMENTEM, isso é muito importante.

Eu eu gostaria que dessem uma passada na minha nova fic. A convocação: http://fanfiction.com.br/historia/403181/A_Convocacao/

EU JURO QUE VOCÊS VÃO GOSTAR :D

Beijos beijos beijos beijos, até o próximo cap!