Só Existe um Amor para Vida
4 Fosters
Fosters
A semana inteira tive que ir para escola e com os olhares ao meu redor. Contudo eles foram diminuindo conforme os dias passavam. Na sexta feira a noite meu pai chegou com o convite de jantarmos na casa de seus sócio. Não fazia ideia qual era o trabalho de meu pai e não estava afim de ficar um jantar inteiro ouvindo sobre trabalho, mas eu tinha que ir.
Coloquei um vestido simples, azul cinzento com pouca decoração. Prendi meu cabelo para trás e passei um leve batom. Estava pronta para aguentar horas de sofrimento.
Junto ao meu pai fomos até uma casa não muito longe da minha, tudo naquela cidade era perto. Ele apertou a campainha e a porta foi aberta por uma senhora. A mulher deveria estar em seus quarenta anos, mas ainda tinha um pouco de beleza. Ela cumprimentou meu pai e depois a mim. E novamente os olhares assustado voltarem. Ella, o nome da moça, nos levou para dentro e nos acomodou na sala de estar.
Logo chegou mais duas pessoas na sala. Senhor Foster e um rapaz. O garoto deveria ter uns vinte anos, portanto já até poderia chama-lo de homem. Ele era muito bonito, com cabelos escuros e olhos claros. Supus que deveria ser o filho dos Fosters. Porém os olhares assustado voltaram.
–Senhor Duarte, como você esta?- perguntou o senhor Foster.
–Muito bem- meu pai deu um sorriso simpático- Não acredito que conheceu minha filha, Sara.
Senhor Foster olhou mais uma vez para mim. Seus olhos arregalaram e um arrepio passou pelo meu corpo.
–Acredito que não- ele segurou em minhas mãos em sinal de respeito- Esse é meu filho mais velho, Mike- ele apontou para o garoto dos cabelos negros- Ele já esta na faculdade.
–Pensei que tinha me falado que seu filho tinha a idade de Sara- comentou meu pai.
–Sim, o menor. Lucas. Ele esta lá em cima, vai chama-lo Mike.
Olhei para o rapaz dos cabelos negros. Ele me encarava perplexo. Esta brincadeira com os olhos assustados não esta mais tão divertida, nunca foi! Mike subiu as escadas e desceu correndo, sem ninguém atrás dele.
–Lucas saiu. Já deve estar voltando- ele informou.
–Portanto, não vamos esperar mais. Vamos comer- a senhora Foster nos convidou para ir a sala de jantar.
A conversa foi fluindo, contudo me mantive quieta parte do tempo. Até no momento que as perguntas começaram a se direcionar para mim.
–Então Sara, o que esta achando da cidade?- perguntou o senhor Foster.
–Legal- respondi vagamente.
–E o colégio? Acredito que já conheceu Lucas.
–Os professores são bons, mas não acho que já tenha visto seu filho.
Todos os Fosters se entreolharam, porém voltaram a comer ou conversar com meu pai. A noite foi indo, o jantar terminou e todos voltaram para a sala de estar. Sentaram-se nas poltronas e voltaram a conversar. Eu não estava aguentando mais. Os olhares ainda me seguiam e eu tentava disfarçar. Porém não conseguia mais lidar com aquilo. Eu já estava me levantando para ir embora e dar um desculpa para meu pai, quando a porta foi aberta.
Um garoto com os mesmos cabelos escuros de Mike, mas com olhes mais claros, entrou pela porta da casa. Ele olhou para todos e depois para mim. Me avaliou por inteira e eu fiz o mesmo com ele. Seus olhos estavam vermelhos dos lados, então a ideia de drogas veio na minha mente.
–Anna- ele sussurrou baixo.
A sala ficou muda e todos olhavam para o garoto que me encarava. Eu não aguentava mais aquela situação, portanto me levantei.
–Senhor e sonhora Foster, obrigada pelo jantar mas acho melhor eu e meu pai irmos- olhei para meu pai suplicando que ele fizesse algo.
–Concordo Sara, temos algumas coisas ainda para arrumar na casa.
–Esta bem- disse o senhor Foster- Mas onde estão morando?
–Na rua Washington, 302- meu pai respondeu.
Neste momento, Ella trazia alguns doces numa redoma de vidro e voltava para sala, mas ao ouvir o endereço derrubou tudo no chão, fazendo o som de vidro quebrado.
O som me fez dar um pulo de susto. A senhora Foster logo se abaixou para arrumar a mesa. Ninguém moveu um músculo para ajuda-la, então eu fui até ela e comecei a coletar os cacos de vidro.
–Não precisa fazer isso, Anna, deixa que eu pego- logo que ela terminou a frase, colocou a mão na boca percebendo o que tinha falado.
Eu não sei quem é essa Anna e o porque de todo mundo fala dela quando estou em volta. Me assustei tanto com a fala da senhora Foster que me corte com um pedaço de vidro na palma da mão. Logo começou a surgir sangue, mas eu não me importei, estava tão assustada.
–Esta bem, já deu!- falei com um pouco de raiva- Qual o problema de nós estarmos morando na casa que era da Anna Amorim?- perguntei lembrando da história de Maia.
Ninguém disse uma palavra, apenas todos olhavam para mim. Eles não estavam bravos com a pergunta, porém indignados com outra coisa que não fazia ideia o que era. Até mesmo meu pai não estava entendendo a situação
–Esta bem, eu vou indo- disse e fui porta a fora. Estou cansada dessa palhaçada.
A semana inteira tive que ir para escola e com os olhares ao meu redor. Contudo eles foram diminuindo conforme os dias passavam. Na sexta feira a noite meu pai chegou com o convite de jantarmos na casa de seus sócio. Não fazia ideia qual era o trabalho de meu pai e não estava afim de ficar um jantar inteiro ouvindo sobre trabalho, mas eu tinha que ir.
Coloquei um vestido simples, azul cinzento com pouca decoração. Prendi meu cabelo para trás e passei um leve batom. Estava pronta para aguentar horas de sofrimento.
Junto ao meu pai fomos até uma casa não muito longe da minha, tudo naquela cidade era perto. Ele apertou a campainha e a porta foi aberta por uma senhora. A mulher deveria estar em seus quarenta anos, mas ainda tinha um pouco de beleza. Ela cumprimentou meu pai e depois a mim. E novamente os olhares assustado voltarem. Ella, o nome da moça, nos levou para dentro e nos acomodou na sala de estar.
Logo chegou mais duas pessoas na sala. Senhor Foster e um rapaz. O garoto deveria ter uns vinte anos, portanto já até poderia chama-lo de homem. Ele era muito bonito, com cabelos escuros e olhos claros. Supus que deveria ser o filho dos Fosters. Porém os olhares assustado voltaram.
–Senhor Duarte, como você esta?- perguntou o senhor Foster.
–Muito bem- meu pai deu um sorriso simpático- Não acredito que conheceu minha filha, Sara.
Senhor Foster olhou mais uma vez para mim. Seus olhos arregalaram e um arrepio passou pelo meu corpo.
–Acredito que não- ele segurou em minhas mãos em sinal de respeito- Esse é meu filho mais velho, Mike- ele apontou para o garoto dos cabelos negros- Ele já esta na faculdade.
–Pensei que tinha me falado que seu filho tinha a idade de Sara- comentou meu pai.
–Sim, o menor. Lucas. Ele esta lá em cima, vai chama-lo Mike.
Olhei para o rapaz dos cabelos negros. Ele me encarava perplexo. Esta brincadeira com os olhos assustados não esta mais tão divertida, nunca foi! Mike subiu as escadas e desceu correndo, sem ninguém atrás dele.
–Lucas saiu. Já deve estar voltando- ele informou.
–Portanto, não vamos esperar mais. Vamos comer- a senhora Foster nos convidou para ir a sala de jantar.
A conversa foi fluindo, contudo me mantive quieta parte do tempo. Até no momento que as perguntas começaram a se direcionar para mim.
–Então Sara, o que esta achando da cidade?- perguntou o senhor Foster.
–Legal- respondi vagamente.
–E o colégio? Acredito que já conheceu Lucas.
–Os professores são bons, mas não acho que já tenha visto seu filho.
Todos os Fosters se entreolharam, porém voltaram a comer ou conversar com meu pai. A noite foi indo, o jantar terminou e todos voltaram para a sala de estar. Sentaram-se nas poltronas e voltaram a conversar. Eu não estava aguentando mais. Os olhares ainda me seguiam e eu tentava disfarçar. Porém não conseguia mais lidar com aquilo. Eu já estava me levantando para ir embora e dar um desculpa para meu pai, quando a porta foi aberta.
Um garoto com os mesmos cabelos escuros de Mike, mas com olhes mais claros, entrou pela porta da casa. Ele olhou para todos e depois para mim. Me avaliou por inteira e eu fiz o mesmo com ele. Seus olhos estavam vermelhos dos lados, então a ideia de drogas veio na minha mente.
–Anna- ele sussurrou baixo.
A sala ficou muda e todos olhavam para o garoto que me encarava. Eu não aguentava mais aquela situação, portanto me levantei.
–Senhor e sonhora Foster, obrigada pelo jantar mas acho melhor eu e meu pai irmos- olhei para meu pai suplicando que ele fizesse algo.
–Concordo Sara, temos algumas coisas ainda para arrumar na casa.
–Esta bem- disse o senhor Foster- Mas onde estão morando?
–Na rua Washington, 302- meu pai respondeu.
Neste momento, Ella trazia alguns doces numa redoma de vidro e voltava para sala, mas ao ouvir o endereço derrubou tudo no chão, fazendo o som de vidro quebrado.
O som me fez dar um pulo de susto. A senhora Foster logo se abaixou para arrumar a mesa. Ninguém moveu um músculo para ajuda-la, então eu fui até ela e comecei a coletar os cacos de vidro.
–Não precisa fazer isso, Anna, deixa que eu pego- logo que ela terminou a frase, colocou a mão na boca percebendo o que tinha falado.
Eu não sei quem é essa Anna e o porque de todo mundo fala dela quando estou em volta. Me assustei tanto com a fala da senhora Foster que me corte com um pedaço de vidro na palma da mão. Logo começou a surgir sangue, mas eu não me importei, estava tão assustada.
–Esta bem, já deu!- falei com um pouco de raiva- Qual o problema de nós estarmos morando na casa que era da Anna Amorim?- perguntei lembrando da história de Maia.
Ninguém disse uma palavra, apenas todos olhavam para mim. Eles não estavam bravos com a pergunta, porém indignados com outra coisa que não fazia ideia o que era. Até mesmo meu pai não estava entendendo a situação
–Esta bem, eu vou indo- disse e fui porta a fora. Estou cansada dessa palhaçada.
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