Século XXII
4 Capítulo 4
25 de Fevereiro de 2110
PDV da autora
Com pouco mais de um mês, Sophie saiu para caçar com os pais. Ela já tinha a aparência de uma criança de três anos de idade e já podia falar (o que aprendeu com uma semana de idade e assim como Renesmee a primeira coisa que disse foi ‘Mamãe’ e depois a primeira frase no mesmo fôlego perguntou onde estava papai?), embora preferisse falar telepaticamente com a família quando precisa comunicar alguma coisa. A menina também aprendeu a andar poucos dias depois.
Ninguém achou estranho seu dom porque é parecido com o que Renesmee pode fazer e o contrário de certa forma, do que Edward é capaz. Ele pode ler o que alguém está pensando no momento e a irmã pode transmitir o que está na sua mente para quem estiver ao seu redor e para quem quiser.
Enquanto os três estavam na floresta, se divertindo com a primeira viagem de caça da garota o guarda Volturi que estava encarregado de vigiar os Cullen percebeu a criança que claramente era mais do que humana. Ele pensa que é uma das proibidas e se pergunta como os Cullen podem ter feito isso de novo? Claro que da primeira vez foi um mal-entendido, mas agora não dá para escapar. Eles fizeram o que não podiam. Por quê? Não importa o motivo eles fizeram o que não é permitido.
O guarda vê a menina ao longe e por isso não percebe seu coração bater e o calor que ela irradia. Dá para ver que seus olhos são escuros, porque ela estava com sede, mas isso pode ser apenas um truque. O vampiro decide acompanhar um pouco os suspeitos e cada vez fica mais certo do que está vendo permaneceu de longe para não ser percebido. Mas o que vê confirma ainda mais sua suspeita, então resolve voltar para a Itália e denunciar os Cullen
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Mais tarde, naquele mesmo dia todos estão na sala quando Alice fica petrificada – todos já sabem que ela está tendo um vislumbre do futuro:
— Os Volturi estão vindo – ela diz o que todos temiam que um dia pudesse ocorrer. Ninguém duvidava de que os italianos voltariam.
— Eu sabia que tinha alguém nos vigiando – diz Edward enquanto ao mesmo tempo permanece vendo o que a irmã vê.
— Mas o que podemos ter feito dessa vez? – pergunta Carlisle.
— Mas por quê? – Esme pergunta abraçando a filha que estava dormindo em seu colo.
— O que fizemos dessa vez? – questiona Carlisle.
— Ele deve ter visto a Carol caçando com vocês – responde Rosalie, sem saber que está certa. – O que mais poderia ser?
— Rose – repreende Emmett.
— Oh! — exclama Esme contrita. – Deveríamos ter deixado nossa filha em casa e trazido sangue para ela. Eu deveria ter sido mais cuidadosa. Eu não deveria tê-la exposto. Eu sempre dei mamadeira para ela, não precisava ter ensinado ela a caçar ainda. Eu não queria fazer isso. Me desculpe Carlisle. Me desculpem – Esme olha com a expressão contrita para toda sua família.
— Não é culpa sua querida, ninguém poderia saber que estávamos sendo vigiados. – diz Carlisle. – Eu deveria ter sido mais cuidadoso com vocês, eu deveria ter previsto algo assim. Deveria ter sido mais cauteloso e precavido. Deveria ter imaginado que alguém estava nos observando e os Volturi não confiariam mais em nós depois do incidente do século passado.
— Agora lamentar o que houve não vai mudar o que aconteceu – diz Rosalie em um aparte baixinho, mas os vampiros podem ouvir mesmo sussurros. Porém ninguém se irrita com esse comentário sarcástico e prosseguem como se não tivessem ouvido.
— Não, querido. Não se culpe, a culpa é toda minha, eu insisti para irmos os três.
— Não meu amor, não se responsabilize sozinha por tudo isso. Não é justo eles não deixar a gente viver nossa vida em paz! Sabem que não vamos infringir as leis, não confiam mais em nós?! A culpa não é de ninguém. Aconteceu o que mais cedo ou mais tarde iria ocorrer, nós sabíamos que eles voltariam.
Nesse momento a menina acorda nos braços da mãe, porque assim como Renesmee ela precisa dormir menos, são apenas quatro horas de sono por dia.
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