Notas iniciais
- os Volturi estão chegando (eles sempre eles)

PdV da autora

Assim como Renesmee, Sophie precisa de menos horas de sono por dia para descansar e repor a energia. Ela precisa de apenas quatro horas, muito menos do que o normal para um bebê com pouco mais de um mês de vida, ou mesmo uma criança com cerca de três anos de idade como ela aparenta.

A menina percebe a expressão no rosto de Esme e pergunta para a mãe em uma clara voz de cristal:

— O que houve mamãe?

— Nada com que você deva se preocupar meu anjo; volte a dormir.

— Não parece nada de mais; eu sei que aconteceu alguma coisa se não você não estaria assim mãe.

— Por favor, meu amor, durma.

— Não tenho mais sono mãe, já estou descansada. Sei que algo grave está acontecendo, vejo isso em seus olhos. Preciso saber o que houve mãe, tenho que saber para poder ajudá-la! Eu imploro preciso saber o que a aflige!

— Querida, por favor, não faça isso comigo filha. Nós queremos protegê-la, não é necessário saber.

— Mãe, se me envolve eu preciso saber. Tenho o direito. Se não eu vou pensar que é algo pior está acontecendo do que é na verdade.

— Que diferença fará contar ela agora – comenta Rosalie.

— Filha, obedeça sua mãe – Carlisle interfere.

— Papai, eu vejo sua face, tenho que saber o que está acontecendo? É algo errado com meu corpo e eu vou morrer?

Esme fica paralisada com a sugestão por isso é Carlisle quem responde:

— Não filha, não é nada disso. Acalme-se.

— Então...

— Você não precisa saber ainda – diz Carlisle firme.

A garotinha começa a chorar. Logo Carlisle se arrepende por ter sido tão duro com a filha:

— Carol, me desculpe meu amor, eu não queria ser tão rude com você, mas você não deve ser assim tão insistente.

— Eu não preciso mesmo saber? – pede ainda soluçando e se refazendo do choro.

— Não, ainda não. Você confia em nós, não confia?

— Sim, se eu tivesse que saber vocês me diriam tenho certeza.

— Alice podemos ligar para Aro e explicar tudo.

— Acho que sim, ainda dá tempo.

— Oh! – a menina leva a mão a boca e pensa no que fez mesmo que os pais não tenham dito diretamente ela ouviu a história da sobrinha e sabe o que está acontecendo. – Já entendi. Me desculpem, eu não queria fazer isso. Se for preciso é melhor que eu morra do que todos vocês.

Esme percebe o que a filha deduziu:

— Carol nós não fizemos nada de errado, ninguém vai morrer. E se eles não pararem para nos ouvir você acha que preferiríamos deixar você morrer?

— Não, mãe.

— Não diga mais isso querida, nunca repita novamente. Você não imagina o quanto eu e seu pai a desejamos há duzentos anos, você foi muito aguardada, filha.

— Sim, mãe. Mas a culpa de tudo isso é minha. Eu sei como os Volturi são, eles quase mataram vocês há um século.

— Querida, está tudo bem.

— Por enquanto – comenta Jacob.

Renesmee esbarra no ombro do marido como se dissesse algo como: ‘ Não é isso que deveria falar’

— Eles pensam que eu sou uma Criança Imortal?

— Sim, filha.

— Mas isso não é verdade ela cresce tão rápido – diz Esme.

— Eles realmente pensam que depois de terem quase matado vocês há cem anos, vocês fariam mesmo algo assim?

— Os Volturi são imprevisíveis – afirma Carlisle.

— Eles não nos conhecem ainda? – comenta Edward.

— É o que parece – responde Bella.

— Quantos vem, Alice? – questiona Carlisle.

— Apenas os guardas e anciãos, dessa vez eu vou ficar, tenho um bom pressentimento sobre nosso futuro, não vamos ser exterminados.

— Ah, pressentimento. Isso é ainda mais volúvel do que uma visão – fala Rosalie.

— Ainda tem a ligação, Rose – explica Emmett.

— Isso mesmo. Se Aro atender será muito mais fácil Carlisle vai lhe explicar tudo – diz Alice e sorri para o irmão que está entendendo cada vez mais seu dom.

— Então não precisamos buscar testemunhas – pergunta Jasper.

— Não, nem os lobos precisam se envolver.

— Eu estarei aqui – diz Jacob – Não posso deixar algo acontecer com vocês sem ter tentado ajudar, pois Renesmee ficaria muito triste.

A hibrida sorri ao ouvir isso e dá um beijinho no parceiro.

— Obrigado Jacob – diz Carlisle agradecendo mesmo que não seja por ele que o outro faça isso, mas pela neta. Mas seja como for, vai auxiliar e é o que conta.

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