Click.

Esse foi o barulho que a arma fez quando o gatilho foi pressionado pelo primeiro cara. Ele explicou que seu nome é Carl, que trabalhava numa grande empresa mas extraviava todo o dinheiro e mandava pra fora, mas ninguém sabia disso. Sempre tinham algo a culpar, menos à ele. Além disso ele confessou também que agredia à esposa. Um homem ínsensivel, mas não pior que eu.

Então a arma foi passada pro cara ao lado. Tremendo, ele segurou a arma e começou a contar a sua pequena história. Se chamava Walter, e era traficante de drogas, pessoas e órgãos. Sem dó, sequestrava crianças pra revender e também tirava os órgãos de adultos e vendia no mercado negro. Acabando de falar, apontou a arma para a cabeça e, ainda tremendo, pressionou o gatilho.

Click.

Nada. Não conseguiu um tiro na cabeça. Estava vivo por enquanto. Aliviado, largou a arma na mesa para o próximo pegar.

O que estava me assustando ali era o fato de eles falarem tudo sem hesitar uma palavra. Seria pela pressão, pelo medo da delegada, que estava se divertindo lá atrás, rindo dos acontecimentos, ou seria pela "libertação" que teria antes de morrer.

Antes de eu concluir e pensar no que poderia ser, o 3º jogador já tava segurando a sua arma. Mas, sem pensar duas vezes, mirou a arma à cabeça.

Sem se entregar.

Sem falar quem era.

Não íriamos saber o seu nome.

Nós não íriamos saber o que ele fez de ruim pra estar ali.

Em questão de segundos ele apertou o gatilho. E a arma disparou.