Notas iniciais
Quem é viva sempre aparece não é? kkkkkkkk tô de volta depois de um hiatus quase infinito (amém) Primeiro de tudo tenho que agradecer aos inúmeros comentários e mensagens que vocês mandaram nesse tempo, tanto para a fic, quanto questionando minha demora. Sei que estou atrasada com todas as respostas, me desculpem por isso, costumo responder antes de postar, mas estou sem notebook por uns dias e responder tudo pelo celular atrasaria a postagem. Segundo eu já gostaria de deixar avisado que quando eu sumo assim sempre tem um aviso no meu perfil com previsão de retorno, e todo mês também posto um cronograma de postagem dos capítulos por lá (cada mês eu tenho um cronograma diferente pros caps) E terceiro estamos na reta final da fic, 4 ou 5 capítulos no máximo, então vão preparando o coraçãozinho pra dizer adeus s2 Bom, enfim acho que é isso, obrigada pela paciencia e agora vamos ver se essa capitulo compensa a demora kkkkk Ps: Revisei e Postei pelo celular, então se tiver alguma coisa errada podem avisar s2

Rachel Turner virava o aparelho celular nervosamente nos dedos, as sobrancelhas franzidas e as pernas remexendo inquietas...

Estava sentada na confortável cama de um hotel no centro de Beacon Hills, estava ali há pouco mais de um dia. Havia conhecido os arredores e se instalado apropriadamente, tudo conforme o planejado. Então finalmente tinha chegado o momento sobre o qual ela não tinha pensado direito.

Viajar para Beacon Hills fora fácil, o desafio era dizer a Jordan Parrish que estava ali sem parecer uma maluca perseguidora...

Naquele momento estava pensando em ligar, dizer que estava na cidade a negócios ou algo assim, então marcar um jantar ou um drink, nada fora do comum.

Rachel acendeu a tela do aparelho e procurou o número na agenda, tocou no nome de Parrish e a ligação foi completada.

Mas o telefone mal tinha dado o primeiro toque quando ela desistiu.

— Não vou começar isso com mentiras. — Se colocou de pé, pegando a bolsa em cima de um dos móveis do quarto e guardou o celular ali. — Ele é um Cão do Inferno, seja lá o que isso signifique, nada do que eu disser ou fizer vai ser mais bizarro que isso.

Rachel assentiu para o seu próprio reflexo no espelho, decidida a enfrentar a situação de frente.

Iria até a delegacia e seria honesta com Parrish, diria que viajou até Beacon Hills apenas para vê-lo e era isso. Não fingiria desinteresse ou faria joguinhos, seria direta.

— Não importa que ele seja um ser misterioso e sobrenatural, se ele não puder lidar com uma mulher direta, independente e decidida, ele não serve pra mim. — Ela falou para si mesma, enquanto retocava o batom antes de sair.

Deixou o hotel em passos firmes, seguindo para o carro e procurando pela delegacia no GPS antes de dar a partida. Não conhecia a cidade, por isso seu único senso de direção era o mapa eletrônico que ditava a rota com a voz robótica costumeira.

Rachei dirigia sem pressa, apreciando a calma de Beacon Hills, quando algo estranho aconteceu: o GPS desligou por alguns segundos, não mais que uma piscada de olhos.

A jovem doutora franziu as sobrancelhas sem entender, mas assim que o aparelho religou ela apenas continuou seguindo a rota.

A voz robótica continuou ditando a direção e logo Rachel notou que estava longe do centro. Estranhou, a delegacia devia ficar em um lugar acessível, aquela rota deserta não fazia muito sentido.

Checou o GPS e viu que a direção não fazia sentido por lá também, a mandando dar uma volta muito maior que a necessária. Resolveu fazer o retorno e parar em algum lugar para pedir informação. Foi nesse momento que algo pareceu dar muito errado com o carro.

Rachel perdeu a direção, como se não tivesse controle sobre o veículo e acabou saindo da estrada, o carro capotando barranco a baixo.

Foram alguns segundos de total pânico, as coisas rodando, enquanto Rachel não conseguia focar em nada lógico, quando viu estava presa no carro graças ao cinto.

Não tinha se machucado, a não ser por um ferimento na cabeça e a dor do impacto. Se sentia tonta, piscou algumas vezes e pensou ver alguém se aproximando pela mata.

Era um homem, Rachel não conseguiu vê-lo com clareza, mas teve quase certeza que ele usava lápis de olho e dizia palavras estranhas.

Ela sentiu que estava prestes a perder a consciência, tentou acenar por socorro e o homem sorriu de um jeito estranho, quase maligno.

Rachel fechou os olhos, mas ainda pode ouvir a voz bem perto de si:

— Não se preocupe querida, você foi escolhida para algo muito importante...

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Quando Crystal Green deixou sua casa àquela noite ela não estava nervosa. Chamou um Uber, e sua voz sequer tremeu quando disse seu destino. Porém, assim que desceu do carro, aos pés do edifício de concreto cinzento, sua respiração saiu do ritmo...

Então minutos depois estava ali, parada na frente de Derek com o coração aos saltos, tendo certeza que ele podia ouvir e mesmo assim ostentando um sorriso radiante.

— Olá, senhor Alfa. — Cumprimentou e ele a mediu dos pés à cabeça.

— Achei que estava nas suas vinte e quatro horas de folga... ­­ ­— Derek Hale abriu um sorriso de canto que era puro charme e Crystal perdeu o ar por um breve segundo.

Ele estava sem camisa, os cabelos molhados, cheirando a banho recém tomado, mesmo para alguém que não tinha o olfato apurado como Crystal.

— Eu estou... ­ — Ela respondeu, tentando não se perder nos músculos do abdômen definido de Derek. — ­­­­­­­Mas pensei que você gostaria de passar algumas dessas horas comigo.

— Pensou, é? — Derek a mediu dos pés à cabeça novamente, usando um olhar quase predatório que fez com que Crystal se arrepiasse inteira.

O nervosismo deu lugar a um certo frenesi, uma antecipação excitante que fazia seu estômago congelar e suas mãos formigarem.

— Estou errada? — Ela questionou, focando os olhos nos de Derek e ele deu um meio sorriso.

— Você nunca está errada. — Derek deu um passo para trás, abrindo passagem para que Crystal entrasse no loft. — Exceto daquela vez quando disse que eu e você éramos bruxos.

— Não sabia que era do tipo piadista. — Crystal ironizou, passando por ele devagar e Derek apenas riu de canto.

Ela deu alguns passos para dentro do loft, parando ali próximo ao sofá, para tirar o casaco, enquanto Derek fechava a porta de correr.

Crystal teve tempo de apreciar a figura masculina sem camisa, notando a grande tatuagem de triskelion nas costas de Derek e sorrindo de canto. Aquilo era muito charmoso, sem dúvida.

Ele se virou e observou Crystal por alguns momentos, subindo os olhos por seus saltos cor de pele e passando pela saia de camurça rosa-bebê, que seguia colada ao corpo da garota.

A viu jogar o casaco sobre o sofá, revelando uma blusinha branca muito delicada, que possuía um segundo par de alças finas acompanhando o decote de Crystal e chamando ainda mais atenção para aquela área.

— Digamos que eu estou de bom-humor hoje. — Derek respondeu finalmente.

Crystal o viu se aproximar e sentiu o rosto esquentar, Derek era um homem muito bonito, quase como um sonho. Ou talvez fossem apenas todos os sentimentos que tinha por ele que o tornavam tão irresistível.

O moreno parou a centímetros de Crystal e tocou o rosto dela a puxando para um beijo que devia ser apenas um cumprimento.

Mas foi mais que isso. Derek não queria soltar Crystal, na verdade desejava tê-la agarrado assim que colocou os olhos nela, bem ali na porta.

Romance e flores. Ele se lembrou, se afastando um pouco, depois de um último beijo casto.

Crystal queria ir devagar e Derek tinha resolvido respeitar isso, ela estar ali podia significar muitas coisas, mas talvez não significasse um aval para que ele desse vazão a todos os seus desejos.

— Então, onde você quer ir? — Questionou, se dirigindo para o quarto a fim de se trocar. — Precisamos sair logo, vai chover em breve.

Crystal não estava pronta para aquele afastamento repentino, queria que Derek a beijasse a noite toda, apenas isso. Estava cansada de ir devagar, talvez a conexão tivesse deixado tudo mais claro em sua mente.

Estava pronta para o próximo passo.

— Ah... você quer ir pra algum lugar? — Ela piscou algumas vezes, sem saber bem como devia reagir àquela situação.

— Você não? — Derek voltou ao campo de visão de Crystal com a camiseta na mão.

Os dois se encaram por alguns segundos, com toda a expectativa suspensa entre eles.

— Eu não tinha pensado nisso... — Ela deu de ombros, mordendo os lábios, constrangida com o rumo que a conversa estava tomando.

Não queria que Derek pensasse que era do tipo atirada, talvez o certo fosse que saíssem e tivessem um encontro de verdade, antes de partir para a próxima etapa da relação. Mas Crystal não sentia qualquer necessidade de todas essas formalidades, estava certa do que queria.

Só estava um tanto envergonhada em dizer.

— Como você sabe que vai chover? — Desconversou, olhando o céu através dos vidros que levavam à varanda o loft.

Derek notou que Crystal estava acanhada, teria notado mesmo que não possuísse sentidos aguçados. Ela não estava ali para um passeio.

Jogou a camiseta sobre a cama e caminhou na direção de sua Delta, com as mãos nos bolsos da calça de moletom.

— Eu sou um lobisomem. — Respondeu neutro, parando ao lado dela que apenas sorriu de canto e revirou os olhos para a resposta óbvia.

Derek também não queria sair dali, não desejava ir a lugar algum onde tivesse que dividir a atenção de Crystal com qualquer outra pessoa... No entanto, também não queria que ela tivesse menos do que merecia.

Supôs que esse tipo de momento deveria ser algo especial. Notou que Crystal estava tensa, como se não soubesse o que fazer ou o que dizer.

— Vem, eu quero te mostrar uma coisa. — Estendeu a mão para ela, decido a deixar o clima mais natural e simplesmente verem onde a noite os levaria.

Crystal estranhou o convite, mas aceitou a mão que Derek oferecia e o seguiu para a varanda do loft.

Pensou que ele mostraria algo ali mesmo, mas ao invés disso o viu abrir uma porta na lateral, revelando outro lance de escadas.

Crystal subiu, curiosa com o que teria lá em cima, todavia, nada o que ela imaginou naquele curto momento chegou aos pés do que viu quando Derek abriu a porta no final da escada.

Estavam no topo do prédio, um terraço amplo que em qualquer outro lugar seria apenas uma laje bagunçada sem qualquer atrativo.

Mas aquele lugar era o oposto disso, todo o espaço era um grande jardim nas alturas, com flores de várias cores e todo tipo de plantas, dispostas em pequenos canteiros por toda a extensão do terraço.

— Uau! — Crystal olhou ao redor, tentando absorver toda a informação que tinha ali. — Você fez tudo isso?

— Um profissional fez... — Derek respondeu como se fosse óbvio.

Fez um gesto, a convidando a andar entre os canteiros, explicando os detalhes do lugar, falando sobre o material dos sofás e espreguiçadeiras que tinham por ali. Vários deles eram ovais, com estofados de um tecido impermeável, com espaço o bastante para que uma pessoa se deitasse.

Crystal achou tudo encantador, tanto verde em meio a um edifício de concreto. Na verdade, o clima rústico ali de cima em nada combinava com o estilo minimalista do loft em si.

— Minha irmã Laura gostava de jardins. — Ele explicou, parado em frente aos crisântemos, que se mesclavam em uma bonita combinação de vermelho, laranja e rosa. — Mudamos muito quando saímos daqui de Beacon Hills, mas ela sempre fez questão de ter um jardim em qualquer lugar que íamos. Ela dizia que lobisomens não deviam viver rodeados de concreto.

— Faz sentido. — Crystal sorriu, totalmente calma, toda a tensão tinha sido dissipada durante a conversa. — E você tem literalmente um paraíso particular.

Derek encolheu os ombros, como se não concordasse totalmente e deu alguns passos para trás. O jardim era na verdade apenas um jeito de se sentir perto da irmã de alguma forma.

— É um bom lugar pra olhar a lua. — Ele declarou, olhando para o céu coberto de nuvens pesadas.

Crystal se aproximou dele e também olhou para cima, vendo a lua aparecer tímida por entre as nuvens.

— Está quase cheia... — Constatou, no momento em que um trovão cortava a noite — É linda.

— É sim... — Derek concordou, mas seus olhos não estavam no céu, eles estavam fixos nos olhos verdes de Crystal Green.

Era como se ele tivesse sua própria lua particular... Ela sorriu ao ver que Derek a observava, entendeu que o elogio era pra si mesma, quase como se os pensamentos do Alfa estivessem na sua própria mente.

Se aproximaram mais um passo e Crystal envolveu o pescoço de Derek com os dois braços, ao mesmo tempo que ele lhe enlaçava a cintura.

Apenas se olharam por alguns segundos, sem pressa, como se decorassem os traços um do outro em suas mentes, até que Crystal sorriu suavemente, como um convite que Derek não tardou a aceitar.

Ele inclinou a cabeça apenas o suficiente para capturar os lábios dela em um beijo doce, tão lento que era quase uma carícia. Derek manteve as mãos apoiadas na cintura de Crystal, enquanto ela tinha os dedos entrelaçados atrás do pescoço dele.

Um relâmpago cortou o céu e a chuva despencou sobre Beacon Hills toda de uma vez. O impacto da água fez Crystal se afastar, todo seu corpo tremendo, Derek riu de canto e negou algumas vezes.

Ele não se importava com a chuva, na verdade gostava dela. Banhos de chuva sempre foram libertadores... No entanto, sabia que Crystal era friorenta além do limite.

— Vamos voltar lá pra dentro. — Se afastou alguns passos, seguindo na direção das escadas, mas teve que parar quando Crystal segurou sua mão.

— Não. — Ela franziu o nariz de forma adorável enquanto negava. — Eu gosto daqui...

Puxou Derek sutilmente e ele voltou alguns passos, sentindo a água cair fria e sem parada sobre sua pele quente. Crystal sorriu, um sorriso que naquele momento podia significar uma infinidade de coisas diferentes.

Derek ouviu o coração de Crystal acelerar. O som das batidas se misturando com o barulho da chuva, formando uma sinfonia que certamente ficaria em sua mente para sempre.

A observou dar um passo vagaroso em sua direção, as mãos ainda unidas, de forma que Derek podia senti-la tremer sutilmente. Ele não sabia se de frio ou de algo mais.

Crystal piscou devagar, as gotículas de chuva escorrendo por seus cílios longos. Prendeu a respiração em expectativa, dando o passo restante e acabando definitivamente com a distância entre eles.

Se olharam por alguns momentos, como se pudessem ver um mundo todo de possibilidades nos olhos um do outro. Derek inclinou um pouco a cabeça e seu nariz encostou no de Crystal.

Ela ainda tinha as íris nele quando subiu a mão por seu peitoral desnudo. Derek fechou os olhos, soltando a respiração pela boca ao apreciar o arrepio quente que subiu por seu corpo.

Envolveu o pescoço de Crystal com a mão esquerda, roçando os lábios nos dela antes de capturá-los em um beijo intenso e tão quente que nem mesmo a chuva torrencial era capaz de esfriar.

Crystal deixou que sua mão escorregasse do peitoral para o ombro de Derek, descendo pelos braços definidos, apertando a pele suavemente e sentindo cada músculo na ponta dos dedos. A mão oposta se perdeu nos cabelos negros dele, usando as unhas compridas para subir e descer pela nuca volta e meia, fazendo com que mais arrepios subissem através da espinha de Derek.

Ele a puxou para mais perto, segurando seus cabelos loiros com firmeza, mas de modo nenhum lhe causando dor. A outra mão seguiu para a cintura fina, puxando-a contra si, fazendo os corpos se chocarem, molhados e quentes.

Os toques foram se tornando mais instintivos, os corpos se tocando e as mãos explorando os limites um do outro. Derek desceu as mãos um pouco além dos quadris de Crystal, fazendo com que seus corpos colidissem uma vez mais, sentindo o corpo feminino de moldar ao seu, espalhando desejo por cada parte de si.

Ela teve que se afastar em busca de oxigênio, os olhos fechados e a respiração ofegante tornando o ar ao redor deles quente, embora todo o resto estivesse frio.

Derek segurou o cabelo loiro com mais firmeza, dando um leve puxão para trás e fazendo com que Crystal tombasse a cabeça naquela direção, dando ao moreno total acesso ao pescoço delicado.

Crystal sentiu a barba de Derek arranhar sua pele ao mesmo tempo em que os lábios quentes dele deixavam um rastro por seu pescoço.

Ofegou, segurando um gemido que não passou despercebido à audição lupina de Derek. Então ele a apertou mais, fazendo com que Crystal sentisse todos os músculos masculinos contra seu corpo.

Começaram a dar passos lentos em direção a um dos sofás ovais. As pernas de Crystal tremiam, mas as mãos fortes de Derek a mantinham firme.

Ela percebeu o móvel atrás de si e lentamente deixou que o corpo seguisse naquela direção, sentindo o estofado gelado em suas costas quando deitou.

Derek apreciou Crystal de cima por um momento. Os cabelos loiros estavam espalhados pelo sofá e a pele molhada brilhava a luz fraca a lua. A blusa branca estava totalmente transparente, revelando seios pequenos de bicos rijos por conta da excitação e do frio.

Crystal tinha os olhos em Derek, a respiração ofegante e o rosto corado, o desejo brilhando em seus olhos verdes de uma forma que fez o moreno tremer em expectativa.

Ele se ajoelhou aos pés dela, tirando os saltos um por um e subindo beijos por suas pernas e coxas logo depois.

Crystal fechou os olhos e mordeu os lábios com força, sentindo a boca de Derek subir por sua pele lhe causando todo tipo de sensação indescritível. Seu baixo ventre latejava de desejo, de modo que ela não conseguia evitar que seu corpo se contorcesse cada vez que a barba dele lhe arranhava sutilmente.

Derek finalmente subiu no sofá, pairando acima de Crystal por um segundo dando-lhe um olhar profundo, antes de tomar seus lábios em um beijo cheio de volúpia.

Ele acomodou seu próprio peso sobre ela devagar, sentindo os corpos se moldarem e se encaixarem conforme o beijo prosseguia.

O coração de Crystal batia disparado enquanto sua mão explorava o corpo de Derek em toda a parte alcançada, sentindo as costas se flexionarem na ponta de seus dedos cada vez que ele impulsionava o corpo um pouco mais contra o dela.

Crystal podia sentir a ereção dele pulsando entre suas pernas, roçando em seu corpo com certa liberdade por causa da saia que usava.

Estava nervosa por antecipação, sem saber muito bem o que viria a seguir, mas ao mesmo tempo era como se seu corpo gritasse implorando por mais, fazendo com que Crystal procurasse o corpo de Derek com o seu com cada vez mais afinco.

Ele parou de beijá-la de repente, puxando o corpo de Crystal sobre seu colo, quando inverteu suas posições e se sentou no sofá.

Crystal sorriu com a rapidez e facilidade que Derek tinha feito aquilo, apoiou as mãos no encosto atrás dele, para curva-se e beijar-lhe o pescoço.

Derek apertou a cintura de Crystal com mais força, quando sentiu os lábios dela em sua pele. Puxou o corpo feminino de encontro ao seu, fazendo com que seus sexos se tocassem, separados apenas pelos tecidos de suas roupas.

Crystal gemeu de prazer contra o pescoço de Derek, com a sensação que aquele contato lhe causou. Ele subiu as mãos por seu corpo, tirando sua blusa junto com o movimento.

Derek apreciou a visão, assim que Crystal se afastou um pouco para terminar de tirar a peça de roupa. Escorregou os olhos pelo corpo dela, apreciando cada parte da pele feminina salpicada de gotas de chuva.

Crystal estava toda arrepiada, não só por ter as mãos de Derek percorrendo seu corpo naquele instante, a própria chuva forte que caia sem parar tocava sua pele como uma centena de micro beijos.

Fechou os olhos quando Derek tocou seus seios, a textura áspera e quente da mão masculina lhe provocava uma sensação de puro prazer. No entanto, Crystal foi pega totalmente de surpresa quando Derek a puxou para mais perto e beijou-lhe um dos seios, chupando a pele e o bico de um jeito tão enlouquecedor, que foi como se um choque percorresse todo seu corpo e culminasse em seu baixo frente em uma fisgada que era prazerosamente dolorida.

Friccionou o corpo contra o dele de forma instintiva, sentindo perfeitamente a ereção dura e pulsante em baixo de si. A respiração de Derek ficou mais pesada e ele puxou o corpo de Crystal contra o seu quase violentamente, apenas para senti-la um pouco mais.

Ela gemeu baixinho, apoiada no ombro dele e isso foi o bastante para que o desejo explodisse dentro de Derek de uma forma incontrolável. Ele fez com que Crystal lhe olhasse, segurando seus cabelos molhados com firmeza.

— Eu quero você. — Derek disse com a voz baixa e rouca, o desejo em cada silaba, tão explicito que o corpo todo de Crystal correspondeu imediatamente.

Ela assentiu devagar, a respiração fora do ritmo e o coração disparado em um misto de excitação e orgulho. Havia algo afrodisíaco em saber que Derek a desejava por inteiro.

Ele voltou a beijá-la, voraz e apaixonadamente, como se nada mais no universo existisse. E naquele momento realmente não existia.

Aos poucos ele a deitou novamente, livrando-se das últimas peças de roupa, primeiro as de Crystal depois as dele próprio, tendo que se levantam do sofá por um momento para fazê-lo.

Crystal apreciou o corpo masculino nu por um instante. Derek não tinha qualquer defeito era tão lindo e másculo que chegava a faltar o fôlego.

Para Derek, Crystal era a definição de perfeição, sentia seu lado lupino em êxtase naquele momento e apenas sabia que jamais tinha desejado qualquer mulher como desejava sua Delta.

Voltaram a se acomodar no sofá, as bocas unidas em um beijo que era pura luxúria, as peles nuas e molhadas em contato direto, os corpos se encaixando como se tivessem sido moldados para se pertencerem.

Derek cessou o beijo, e apoiou parte do peso no antebraço para assim poder fitar Crystal por um momento, como se pedisse permissão para seguir em frente.

Ela sentia o estômago gelado de expectativa, a respiração fora do ritmo e o coração disparado, mas sabia o que queria, sabia mais que nunca. Assentiu lentamente.

Derek copiou aquele movimento, deixando que seus olhos brilhassem vermelhos, como se aquilo fosse uma promessa. Os olhos de Crystal brilharam também, ela sabia que não tinha nada a temer, confiava em seu Alfa completamente.

Ele a beijou uma vez mais, intenso e quente, ao mesmo tempo que segurava sua cintura e lhe penetrava lentamente. Crystal estava esperando pela dor, estava até preparada de certa forma, mas isso não aconteceu, porque Derek usou os dons lupinos e tirou qualquer fragmento de dor dela, para que nenhum desconforto estragasse aquele momento.

Se moveu dentro dela devagar, quase respeitosamente, controlando os próprios impulsos e instintos naquele instante. Crystal percebeu logo que Derek estava se segurando e beijou-lhe o pescoço de modo lascivo, o queria por completo, com todo o desejo que viesse junto.

— Eu quero você. — Repetiu a frase dita pelo próprio Derek em um sussurro libidinoso, fazendo seu corpo se mover sinuosamente. — Mais forte...

Aquilo foi o bastante para que Derek abrisse mão do autocontrole e desse vazão ao próprio desejo, deixando que seus instintos assumissem.

Os corpos começaram a se mover com avidez, o ritmo cada vez mais rápido, perfeitamente em conjunto, estavam em sincronia, tão conectados naquele instante que era quase como pudessem ler o pensamento um do outro.

Derek era puro tesão, como se eletricidade percorresse suas veias. Era uma sensação diferente de qualquer outra, não era apenas prazer sexual, se sentia completo, como se o universo estivesse perfeitamente alinhado naquele momento. Sentia que Crystal pertencia a ele e isso parecia tão certo, que era como se finalmente estivesse completo...

Aumentou um pouco mais o ritmo, seguindo os sinais que o corpo e os gemidos de Crystal lhe davam.

Ela estava perto e ele sabia disso.

Crystal firmou as unhas nas costas de Derek, enquanto sentia o prazer lhe conquistar aos poucos. Cada estocada era como estar mais próxima de algo que ela desconhecia, tinha a percepção que todo seu corpo esperava por algo grandioso, mas mesmo seus melhores devaneios falharam em imaginar como era.

O clímax atingiu os dois ao mesmo tempo, intenso e arrebatador, como estar em queda livre mais nunca atingir o chão.

Para Crystal era novo e indescritível, todo seu corpo em êxtase como se mil volts passassem por ele.

Para Derek foi inesperado, nada como os outros orgasmos que tivera, era um prazer puro, quase divino. Ele simplesmente soube, com uma certeza absurda, que Crystal Green era a mulher da sua vida...

— Eu te amo. — Ele disse, beijando os lábios dela com carinho, ao mesmo tempo em que seus corpos diminuíam o ritmo aos poucos.

— Eu te amo também, Derek Hale. — Crystal abriu um sorriso bonito, se sentia plena, completa, como se tivesse acabado de alcançar o nirvana.

Derek olhou nos olhos dela e sorriu também, pelo visto aquele lugar era mesmo um paraíso particular...

Notas finais
Eita que agora foi kkkkk eles são muito fofos gente, não me aguento, são muito os amores da minha vidaaa E a Rachel se deu muito mal neh, coitada, Derek e Crystal no bem bom e a Rachel se ferrando kkkkkkk (só podia ser fica minha) Espero que tenha válido a pena toda a espera, obrigada mesmo pela paciência. Vou responder os comentários atrasados durante o dia Bjss e até mais PS: Proximo cap dia 26/01