Notas iniciais
Oieee! Chegou nosso dia de correr com os lobinhos e vamos ver que tipo de treta temos reservadas pra hoje, não é? kkkkkkk Boa leitura!

Quando Crystal Green chegou a clínica veterinária com Theo, Chris e um Derek desacordado, apenas Lydia, Stiles, o professor Blackwood e o próprio Deaton estavam ali, Scott e os outros não tinham chegado ainda.

Tal fato obviamente deixou Theo preocupado, mas focar em Liam naquele momento pareceu um tanto injusto com Crystal, que tinha os dois olhos cheios de lágrimas e tremia de preocupação.

— Onde vocês estavam? — Lydia questionou, assim que eles colocaram os pés na clínica.

Mas logo a imagem de Chris Argent e Theo Reaken trazendo Derek para dentro calou a garota ruiva.

— Espera... Esse é o Derek? — Stiles apontou. — O que aconteceu?

— Ele foi enfeitiçado, ele ia morrer queimado na antiga casa dos Hale se a Crystal não tivesse chegado a tempo. — Theo explicou do jeito mais prático e rápido que conseguiu.

— Como você sabia onde encontrá-lo? — Lydia perguntou diretamente para Crystal

— Não sei, era como um... — A verdade é que a garota não tinha ideia, seguira seus instintos e isso era tudo. — ...sentimento, eu acho.

Ela olhou Derek por alguns momentos e tentou não pensar no que teria acontecido se não tivesse chegado a tempo. Ele estava bem, ele estava seguro. Era isso que importava.

— Ele não morreu queimado, isso significa que ele não vai mais morrer, não é? — Crystal ainda quis uma confirmação sobre a visão de Lydia.

Mas a Banshee permaneceu calada, afinal o pressentimento ainda estava lá, real e vívido, alguém ainda morreria queimado aquela noite e Lydia sabia disso, mas preferiu não dizer nada para Crystal.

— Não se preocupe, é o Derek, ele vai ficar bem, esse carinha é duro na queda. — Stiles deu um sorriso compassivo para a garota loira, assim que reparou que Lydia não tinha nada positivo para dizer.

Ele ainda cultivava esperanças que tudo pudesse ser resolvido, já tinham passado por coisas muito ruins antes, podiam passar por isso...

Deaton ordenou que Derek fosse colocado em uma das mesas de cirurgia e começou os exames, o ferimento na nuca estava completamente cicatrizado, provando que aquele não era o motivo do moreno não ter acordado... O que deixava as coisas ainda mais estranhas.

Foi nesse momento que Scott e os outros chegaram.

Com todos ali reunidos, Argent soube que não tinha mais nada que pudesse fazer e resolveu focar na irmã que tinha fugido.

— Okay, Scott está aqui, vocês vão ficar bem, eu tenho que encontrar a Kate, antes que ela traga mais destruição para a cidade. — Ele avisou, seguindo para a porta e sendo abordado pelo próprio Scott na saída.

— Precisa de reforços? — O rapaz perguntou. Havia sangue em seu rosto e suas roupas estavam rasgadas, mostrando que a luta fora intensa com os berserkers, mas estavam todos bem e, graças aos seus dons de cura, não havia mais nenhum ferimento visível.

— Eu tenho que lidar com ela sozinho, é um assunto de família. — Argent declarou, fazendo um movimento agradecido com a cabeça e deixando a clínica no mesmo instante em que Peter Hale parava o próprio carro ali na frente.

Peter sabia que Lydia e Stiles tinham levado o professor Blackwood até ali, e desde que recebera a informação tudo que conseguia era ansiar o momento em que colocaria as mãos no maldito bruxo.

Edmund Blackwood, ou melhor, Edgard Black era um nome conhecido de Peter... Ele não imaginou que teria chances de confortar o homem que tinha controlado sua mente, pensou que sua vingança teria que ser algo mais abrangente e puniria todos os bruxos, por falta de um algo mais preciso.

Mas Ed estava bem ali, ao alcance de suas mãos, um encontro há muito esperado por Peter. E quando matasse o maldito bruxo, talvez seu coração finalmente encontrasse um pouco de paz.

— Onde ele está?! — Gritou, abrindo a porta da clínica com tanta violência que o som assustou a todos ali dentro.

Quando deu alguns passos para o interior da sala principal seus olhos seguiram direto para o homem. Ele estava mais velho, careca e não tinha metade da presença que tinha anos antes, mas ainda assim era ele, era Edgard Black, o bruxo que tinha entrado na mente de Peter Hale e mudado a vida do lobisomem para sempre.

— Aí está você! — Peter segurou o professou pela gola do terno barato, batendo o corpo dele contra a parede. — Esperei anos para colocar minhas garras em você.

O restante dos jovens foi pego de surpresa, quer dizer, Peter era agressivo e imprevisível, mas ele parecia possuído de ódio naquele momento, não era algo que esperavam do Hale mais velho, não depois de terem se tornado aliados.

— Ele é inocente, Peter. — Scott tentou apaziguar as coisas. — Não é ele fazendo isso.

Usou as informações dadas por Stiles, mesmo que ainda não tivessem tido chances de averiguar a veracidade delas.

— Eu não me importo com o que esse idiota está fazendo agora, eu me importo com o que ele faz antes! — Os olhos de Peter se acenderam azuis.

Blackwood sabia muito bem o que aquela cor significava para um lobisomem, a cor da morte, a cor de uma vida inocente tirada. E aquela cor não estava lá quando os dois haviam se conhecido. O professor sabia que era responsável por isso...

Peter era apenas um adolescente, um jovem promissor e um talento na alcateia da irmã, um alvo de valor na guerra. Era tudo estratégia. Mas pessoas morrem na guerra... "Efeitos colaterais", era o que a mulher do ex-bruxo dizia.

Quando Blackwood entrou na mente de Peter ele sempre pensou que quando Malvina estivesse de volta tudo aquilo seria justificado e valeria a pena, mas quando os olhos de Peter se transformaram do amarelo para o azul, sob as ordens do bruxo, ele soube que tinha cruzado um limite. Malvina não podia consertar aquilo...

— Sinto muito... — Blackwood soltou um tanto engasgado pela pressão que Peter colocava em seu pescoço. — Sinto muito mandar você fazer aquilo. Eu acreditava que Malvina era a solução, eu vejo que era errado agora.

O braço de Peter tremeu, ele sentiu suas garras fincarem no homem lentamente e o ódio brutal se espalhou por seu sangue...

Todos na sala começaram a se preparar para o pior, sabendo que tinham que tirar Peter dali antes que ele matasse o professor. Apenas Crystal e Deaton continuavam focados totalmente em Derek, Crystal porque estava muito preocupada e Deaton porque sabia que aquilo era algo que Peter Hale precisava fazer sozinho...

O veterinário ainda se lembrava da guerra contra as bruxas e de tudo que o jovem Peter foi obrigado a fazer, coisas que o tinham mudado para sempre...

— Acha que um pedido de desculpas vai mudar o que aconteceu?! — Peter gritou transtornado — Acha que eu me importo com as suas palavras?!

Ele queria acabar logo com aquilo, confrontar o passado não era algo que Peter gostava de fazer.

— Peter você não pode matá-lo, precisamos dele. — Scott interveio, usando seu tom firme de Alfa.

Peter fechou os olhos e a imagem dela voltou a sua mente. Era uma lembrança há muito esquecida, era como se ainda pudesse ver seus cabelos voando com o vento de outono... Ela amava o outono e ele a amava. As coisas pareciam simples e perfeitas naquela época.

Amelie... O nome ecoou em sua cabeça, como um chamado e uma maldição. Peter ainda podia sentir o pescoço frágil e pálido dela quebrando sob seus dedos, enquanto ele assistia incapaz de se controlar.

Apenas uma garota no lugar errado e na hora errada. Uma garota apaixonada por um lobisomem e um lobisomem controlado por um bruxo.

Não importava que Peter estivesse sendo controlado, quando ele voltou a si ele ainda sentia a culpa, ele ainda era um assassino e não havia como desfazer aquilo.

Certas coisas podem mudar uma pessoa pra sempre e aquele evento mudou Peter Hale, não foram apenas os olhos azuis, um tipo de escuridão se infiltrou em seu coração e ele nunca mais foi o mesmo desde então...

— Você não é meu Alfa, Scott. Você não manda em mim. — Peter respondeu finalmente, afastando as lembranças dolorosas e focando em sua vingança prazerosa.

Matar Edgard Black não traria os olhos amarelos de Peter de volta, matar aquele homem não tiraria a escuridão do coração daquele lobo. Mas Peter não se importava. Não mais...

Parado na porta, Theo apenas expectava a discussão, sem se sentir particularmente inclinado a intervir. Há alguns metros de si, Liam também se encontrava parado, os olhos fixos na cena, como se estivesse pronto para intervir, caso Scott assim desejasse.

Theo achava um tanto idiota aquela lealdade toda, Scott nem era grande coisa... Bom, talvez ele fosse, mas isso não significava que Liam tinha que agir como se precisasse da aprovação do Alfa para tudo.

— Eu tinha até esquecido como as coisas nessa cidade não complicadas... — Comentou como quem não quer nada, apenas para puxar assunto com Liam. — Você está bem?

Os dois se encaram por alguns segundos e Liam assentiu, também estava preocupado com Theo, só não queria demonstrar isso na frente de toda a alcateia.

— Eu curei... — Ele deu de ombros como se não fosse realmente importante. — Você?

— Eu curei também, então... — Theo sorriu de canto, um sorriso charmoso que fez Liam ter que controlar a própria respiração. — Ele nem batia tão forte quanto você, se quer saber...

Liam também sorriu, mas desviou o olhar, afinal era errado estarem ali flertando enquanto os outros estavam envolvidos na discussão com Peter.

Pelo menos não estão prestando atenção na gente... pensou um tanto aliviado, enquanto focava a atenção em Malia, que tinha acabado de intervir na situação.

— Pare! — Ela empurrou Peter para trás, ficando entre ele o professor.

— Não! Ele tirou algo de mim que eu nunca vou perdoar, acha que meus olhos são azuis sem razão? — Peter enfrentou a filha, mas parecia disposto a argumentar com ela.

— Eu não estou pedindo pra você perdoar o idiota. Estou pedindo pra você nos dar uma chance de salvar o Derek. — Malia pontou o moreno ainda desacordado. — É o Derek... pai.

Estava apelando, sabia disso, nunca chamava Peter de pai e claro que aquilo teve efeito nele, fazendo com que recuasse um passo e seus olhos voltassem ao normal, enquanto encarava Derek na mesa.

Pelo menos conseguiram pará-lo antes que ele matasse alguém... Peter pensou, amargando as antigas lembranças.

— Ele precisa de nós. — Malia tornou a argumentar, e só quando Derek foi mencionado é que Crystal passou a se interessar pela conversa.

Peter reprimiu um rosnado e soltou o ar dos pulmões de forma contrariada, mas deu um passo para trás e encarou Blackwood com ódio no olhar.

— Diga o que sabe, Bruxo. — Ordenou sem muita paciência, fazendo com que Malia voltasse ao seu lugar, ao lado de Scott.

— Mandou bem. — O Alfa sussurrou para a namorada.

— Eu sempre mando bem. — Malia deu de ombros um tantinho presunçosa e Scott teve que sorrir. Ela sempre mandava bem mesmo.

Blackwood alisou o pescoço, sentindo o ar voltar a entrar livre por seu sistema respiratório e suspirando de alivio. Tirou seu olhar de Peter e o focou em Crystal.

A jovem tinha os olhos verdes assustados, mas ao mesmo tempo ansiosos, como se esperasse que o professor lhe desse alguma resposta milagrosa que pudesse salvar Derek.

— Você interrompeu o controle mental quando bateu na cabeça dele, ele provavelmente está preso no feitiço agora, é como estar preso na própria mente... — Blackwood explicou, mas não disse nada que o próprio Deaton já não tivesse cogitado enquanto toda a discussão acontecia.

— Como desfazemos isso e acordamos ele? — Crystal questionou, dando um passo na direção do professor.

— Eu não sei... — Ele moveu as duas mãos. — Depende do feitiço usado, e da força de quem lançou, é uma tarefa que...

— Se você não for útil, você está morto! — Peter declarou ameaçador.

Lydia e Stiles trocaram um olhar, estavam calados até aqui momento, mas a verdade é que ambos, embora não concordassem com os métodos de Peter, sabiam que talvez pressionar um pouco fosse a única forma de obter respostas.

— Olha, eu já disse, não tenho nada a ver com isso, tudo que eu quero, tudo que eu sempre quis, foi manter meu filho seguro. — Blackwood tentou fazer com que o grupo entendesse.

Os jovens trocaram um olhar, a situação estava ficando complicada e era como se não houvesse saída, não sabiam se podiam confiar no professor ou não, mas todos ali tinham a impressão que ele não estava falando tudo que sabia.

Crystal baixou os olhos para o rosto de Derek e suspirou, era como se sua mente estivesse parada no limbo, apenas um imenso vazio de pensamentos. Segurou a mão do moreno e tentou não chorar. Aquilo não era nada como tinha imaginado que sua vida seria, quando ganhou aquele maldito baú.

Relembrou cada momento desde sua chegada a Beacon Hills; a primeira vez que encontrara Derek, seu primeiro contato com Theo... lembrou até mesmo da primeira conversa com o professor Blackwood e também a primeira vez que vira o filho dele.

— É isso, não é? — Ela se virou para o ex-bruxo como se tivesse matado a charada e ninguém mais na sala pareceu entender a não ser o próprio Blackwood. — Você está protegendo o seu filho agora... Porque é ele fazendo tudo isso.

Um silêncio ensurdecedor se espalhou pela sala, e todos que possuíam audição apurada puderam ouvir perfeitamente quando o coração do professor disparou.

— Parece que a maçã não cai muito longe da árvore afinal... — Peter ironizou, derramando seu ódio em cada palavra. — Todo mundo podre nessa família!

— Ele é um bom menino! — Blackwood se colocou de pé e ergueu as mãos em sinal de rendição, seu desespero em explicar era evidente, ele realmente estava preocupado com o filho. — Ele está sendo manipulado, isso é o que Malvina faz, ela corrompe as pessoas. Bradley é fascinado pela magia desde que viu as anotações da mãe, eu sempre tentei mantê-lo longe de tudo isso, mas quando o sangue de Rosalyn voltou para a cidade, isso despertou o poder novamente... Não é culpa dele.

Os jovens na sala se entreolharam, mesmo Deaton estava compadecido da cena, mas não Peter Hale:

— Ah 'tá, conta outra! — Jogou, revirando os olhos, incapaz de sentir qualquer tipo de empatia pelo professor.

— Se você está mesmo falando a verdade ainda existe chances para o seu filho e podemos ajudá-lo, se você nos ajudar também. — Crystal tentou barganhar, envolvendo todos os outros em um acordo com o qual eles não tinham concordado.

— Não podemos não... — Peter retrucou exaltado, agindo como se Crystal Green tivesse acabado de dizer a maior de todas as idiotices.

Mas Scott achou um plano aceitável, trocou um olhar com sua alcateia e todos estavam de acordo.

— Se você nos ajudar a salvar nosso amigo, podemos ajudar o seu filho. — Scott reforçou a proposta de Crystal.

Theo, ainda encostado no mesmo lugar, se viu concordando com Peter, mesmo que isso fosse contra a melhor amiga e também contra Scott.

— Scott não sabe fazer acordos. — Comentou em um murmúrio irônico, que pôde ser perfeitamente ouvido por Liam.

— Ele está sendo esperto e benevolente. — O mais novo retrucou entredentes, sentido que se irritar com Theo era fácil demais.

— Ele está sendo burro. — Theo deu de ombros e os dois trocaram um olhar enviesado.

Ambos emburraram em seu próprio canto, ao passo que a conversa prosseguia no centro da sala.

Blackwood tinha os olhos fixos em Scott, pensando por um momento se devia ou não aceitar a oferta... As coisas tinham dado certo com Talia e Rosalyn, por isso ele resolveu arriscar novamente.

Respirou fundo e se dirigiu a Crystal enquanto falava, sabia que ela devia ser o foco do filho.

— Bradley deve ter escolhido o Derek porque pensou que vocês fossem conectados; mate o Alfa de uma Delta e os poderes dela morrem junto. — Explicou com uma praticidade quase apática. — É inteligente, já que foi exatamente uma Delta que estragou tudo da última vez.

— Não precisa puxar sardinha para o lado de seu filho. — Stiles interveio em um tom sarcástico. — Desfaça o feitiço.

— Eu não posso. — Blackwood negou algumas vezes, agindo como se aquilo fosse o fato mais óbvio de todos.

— Não pode ou não quer? — Lydia acusou erguendo uma sobrancelha.

— Eu não posso, porque não tenho mais poderes, meus poderes vinham de Malvina, e eu a traí. — O professor explicou calmamente.

— Então como salvamos o Derek? — Crystal questionou apreensiva, mas ninguém tinha uma resposta.

Os jovens trocaram um olhar, é claro que deviam ter imaginado que Blackwood não tinha mais poderes, afinal quando é que as coisas eram assim tão fáceis?

Peter estava encostado em uma das paredes, os braços cruzados sobre o peito e uma postura impaciente, se fosse em qualquer outro momento teria arrancado a laringe do bruxo com as unhas e sua vingança estaria completa.

Se bem que aquilo não tinha dado muito certo com a Kate, ao invés disso a danada tinha se transformado em jaguar e era uma pedra no sapato com todos aqueles Berserkers, até pior do que quando era uma caçadora assassina e incendiária.

Tentou se convencer que aquele era o único motivo para ter adiado sua vingança e que suas decisões nada tinham a ver com a influência que Malia tinha sobre ele.

Focou os olhos no sobrinho e, jamais admitiria, mas se compadeceu dele... Derek e Peter tinham suas rixas, mas eram família no fim das contas, Peter ainda conseguia dar algum valor a isso. Mesmo depois de tudo.

A época em que tinha permanecido sob o controle mental de Edgard Black lhe voltou a mente e Peter se deu conta que tinha uma informação importante ali para ajudar a salvar Derek.

— Você pode salvá-lo. — Ele declarou se virando para Crystal Green.

— Eu? — A jovem apontou para si mesma e pareceu um tanto incrédula.

— Foi a sua mãe quem desfez o meu controle mental, eu estava acordado na ocasião, mas suponho que você possa desfazer o do Derek também. — Peter sugeriu, era uma tentativa válida afinal.

Blackwood também concordou, assentindo algumas vezes, sob o olhar atento dos outros.

— Ele está certo. Uma Delta poderosa pode entrar na mente de um lobisomem, uma vez lá dentro você pode achar uma brecha no feitiço e trazê-lo de volta. — O ex-bruxo declarou, como se aquilo fosse a solução para todos os problemas que estavam enfrentando.

E até seria, se não fosse um fato importante que Theo foi o primeiro a citar:

— Mas ela não tem poderes sem uma ligação.

— Você não fez uma ligação? — Blackwood pareceu genuinamente surpreso, não era o que ele imaginava, a garota tinha dito que não tinha conexão com Derek, mas o professor supôs que a conexão fosse com o Alfa genuíno então.

Crystal negou algumas vezes, se sentindo péssima, tinha pensando apenas em si mesma quando se negou a entrar para a alcateia de Scott McCall, e então lá estava, precisando do que aquela conexão podia fornecer.

Scott e Malia trocaram um olhar, algo só deles, que queria dizer muita coisa. Eles podiam ser diferentes de muitos jeitos; o garoto que sempre fora humano e a garota que tinha crescido como coiote; mas havia um fato inegável sobre aquele casal, eles faziam um time e tanto, Malia conhecia seu Alfa, tanto quanto Scott conhecia sua Beta coiote.

Quando se tratavam de desafios, os dois podiam até discordar algumas vezes, mas sempre estariam juntos no final.

— Mas você ainda pode fazer a ligação. — Malia declarou, mesmo que ela própria tivesse desgostado da ideia antes.

Mas as circunstâncias tinham mudado.

— Malia está certa, devíamos fazer isso. — Scott concordou com a namorada e soou firme.

Crystal estava assustada, seus olhos seguiram para Theo em um pedido mudo de socorro e o rapaz deu dois passos para frente...

— O que acontece se não o trouxermos de volta agora? Não podemos só ir atrás do bruxo e dar uma lição nele até que ele mesmo desfaça o feitiço? — Theo tentou uma solução alternativa, afinal, se Derek estava só dormindo, podiam acabar com aquilo e acordá-lo depois, sem a necessidade de Crystal fazer algo definitivo.

— O amigo de vocês não vai aguentar até lá... — Blackwood declarou, e aquela informação pareceu pegar todos ali de surpresa.

— O que você quer dizer com isso? — Deaton se pronunciou, mas até então estava calado analisando toda a situação de fora, tentando encontrar uma saída que não trouxesse outra guerra para Beacon Hills.

— Ele está preso na própria mente agora, mas não é só isso, o feitiço age desligando a conexão da mente com o corpo, ele vai ter morte cerebral em algumas horas, talvez menos. — Blackwood explicou e o peso da situação caiu sobre os ombros de todos ali presentes.

Deaton voltou a medir os sinais vitais de Derek e constatou que realmente estavam mais fracos, o ex-bruxo estava falando a verdade, eles não tinham muito tempo.

— Posso matar ele agora? — Peter questionou irritado.

— Eu concordo. — Theo ergueu a mão em apoio.

— Não. — Crystal se pronunciou finalmente. — Eu preciso dele pra me ajudar a entrar na mente do Derek depois que eu fizer a ligação.

Olhou para Scott e ele assentiu. Ela estava mesmo disposta a fazer aquilo, não sabia o que aconteceria, mas, se correr o risco de se apaixonar por Scott era o único jeito de salvar Derek, então Crystal pagaria esse preço.

— O que fazemos, Deaton? — Scott perguntou para o veterinário.

Até aquele ponto, com exceção de Liam que tinha sido mordido, todos os integrantes da alcateia de Scott tinham entrado nela automaticamente, Scott sequer tinha que pensar nisso, eram seus amigos, sua família, claro que eram sua alcateia.

Deaton tinha separado alguns rituais simbólicos de ligação Delta e Alfa da outra vez, então naquele momento ele teve apenas que se lembrar do mais rápido.

Instruiu os dois jovens a ficarem frente a frente, jogando um círculo de tramazeira ao redor deles. Presos dentro da barreira sobrenatural os dois simularam um cumprimento, mas ao invés de segurarem as mãos um do outro, seguraram no antebraço.

O veterinário amarrou os dois com uma fita vermelha e mandou que Scott repetisse a frase:

— Você é parte da minha alcateia agora, Crystal.

Em seguida, colocou fogo na fita, que virou cinzas rapidamente.

Crystal aguentou a dor sem reclamar, mas fora esse incomodo não sentiu coisa alguma, não se sentia mais poderosa, sequer se sentia diferente. Para Scott foi a mesma coisa.

Diziam que Deltas fortaleciam uma alcateia, mas ninguém ali se sentia mais forte...

— Okay... é só isso? — Crystal questionou, tentando colocar a decepção de lado.

— Aparentemente... — Deaton assentiu. Se a ligação da jovem Delta com Scott tivesse dado certo, então a teoria inicial do veterinário sobre a garota estava totalmente errada.

Ele se sentiu aliviado de não ter dito nada sem ter certeza, podia ter dado falsas esperanças a Crystal e começar uma ligação com um Alfa decepcionada podia ser ruim.

E então estava feito, Crystal e Scott estavam ligados, ela era uma Delta completa, ele era seu Alfa. Deaton enterrou sua teoria, ao mesmo tempo que mandava a garota tentar atravessar a tramazeira.

Deltas conectadas, assim como lobisomens e a maior parte das criaturas sobrenaturais, não podiam atravessar aquela barreira sobrenatural. Aquele seria o teste final. Mesmo que Crystal e Scott não se sentissem diferentes de nenhuma forma, se a jovem não conseguisse atravessar a tramazeira aquela seria prova de que seus poderes de Delta estavam ativados.

Ela deu um passo para frente e respirou fundo, esticou a mão no ar, tentando ultrapassar as cinzas, mas uma barreira imaginaria a impediu, foi como levar um choque. Crystal deu um pulo para trás assustada e Deaton lhe ofereceu um sorriso compassivo.

— Deu certo. — Ele declarou.

Crystal tentou afastar a pontada de decepção de si e, enquanto Deaton afastava as cinzas de tramazeira, ela olhou para Scott, se preparando para o que teria mudado então.

Mas olhar para Scott naquele momento foi como olhar para ele em qualquer outro momento. Nada tinha mudado. Se a ligação não tivesse acabado de ser provada, Crystal sequer acreditaria que tinha acontecido.

— O que eu faço agora? — Ela questionou, voltando para o que realmente importava: Derek.

O sentimento por ele ainda estava lá, real, vivo e tão forte quanto antes. Crystal suspirou de alivio.

— Coloque as mãos na cabeça dele e se concentre. Você tem que relaxar, faça sua mente se alinhar com a dele, respire fundo, e ache uma conexão entre o pensamento de vocês, talvez uma memória dos dois seja útil. — Blackwood explicou e Crystal fez como instruída...

Se posicionou atrás da mesa cirúrgica, e colocou as mãos nas laterais da cabeça de Derek, mas antes que pudesse fechar os olhos o professor completou:

— Mas lembre-se: uma vez que estiver lá, você vai estar em contato direto com o feitiço, encontre o Derek e o tire de lá o mais rápido possível. Se ficar por muito tempo, você pode ficar presa no feitiço também e isso pode matar você ainda mais rápido, porque mesmo sendo uma Delta, seus poderes de cura são muito mais lentos.

O tom mórbido do ex-bruxo fez Theo dar um passo para frente preocupado, ao mesmo tempo em que os outros trocavam um olhar que tinha muitos significados.

Era muito arriscado.

Mas Crystal não se importou, para salvar Derek correria qualquer risco.

— Entendi... — Assentiu decidida e fechou os olhos.

Tentou se concentrar, encontrar o ponto em sua mente que pudesse servir de conexão para os dois, no entanto, não sentia mudança alguma, sua mente foi um amontoado de lembranças que não a levaram a lugar nenhum.

Talvez eu não consiga. Talvez eu seja um fracasso... Lamentou mentalmente e acabou abrindo os olhos.

Estava nervosa e assustada, olhou para todos ao redor e eles a olhavam em expectativa. Se sentiu pressionada. Não era capaz.

— Hey! — Theo chamou a atenção dela e se apoiou do outro lado da mesa cirúrgica, na frente de Crystal, onde os pés de Derek repousavam. — Você consegue.

Ele soou convicto e Crystal assentiu sem muita certeza.

— É o Derek lembra? Ele é importante pra você. Você sabia onde ele estava hoje, você o salvou e você pode salvá-lo de novo. — Theo continuou incentivando. — Você pode fazer isso, Crystal. Eu acredito em você.

Os olhos de Crystal continuaram fixos no de Theo, mas sua mente voou longe, para dentro de um closet minúsculo onde ela e Derek trocaram um beijo pela primeira vez, ela podia ver perfeitamente os olhos verdes dele, e foi ali, naquele momento tão perfeito e íntimo, que Crystal encontrou a conexão perfeita com Derek.

Ela estava com os olhos em Theo, quando eles brilharam em um tom vivo de fúcsia, seu melhor amigo sorriu orgulhoso, mas Crystal não foi capaz de ver, seus olhos se fecharam lentamente e seu corpo todo amoleceu, sendo amparado por Scott.

A mente de Crystal não estava mais ali...

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Em um lugar não tão distante dali, Kate Argent tinha os braços cruzados e os olhos fixos em seu "amigo", não que fossem amigos de verdade. Conhecia Bradley Blackwood há pouco mais de duas semanas, o garoto de gosto bem duvidoso para roupas e que usava uma quantidade absurda de lápis de olho, a tinha encontrado com facilidade em uma montanha pra lá da fronteira do Cánada.

Não fora um encontro de verdade, Bradley não estava lá de corpo presente, era apenas uma projeção astral, ele fez uma proposta que Kate não pôde recusar e ela aceitou voltar para Beacon Hills.

Não que Kate achasse que tinha mesmo escolha, o jovem bruxo precisava de um exército, Kate podia conseguir um, graças as suas habilidades de criar berserkers, mas ele deixou claro que teria o que queria de um jeito ou de outro. Restava a Kate aceitar de boa vontade e ganhar algo que queria com isso, ou não aceitar e ser obrigada a ajudar do mesmo jeito.

Preferiu a primeira opção, mesmo que seguir ordens não fosse de seu agrado e mesmo que o garoto tivesse um jeito estranho de fazer as coisas.

— O que está fazendo? — Perguntou impaciente, vendo o rapaz sentado de olhos fechados em um círculo feito com giz no chão, com um pentagrama invertido em seu interior, enquanto fazia um boneco de palha.

— Fortalecendo meu feitiço. — Bradley respondeu apenas, falando algo em um idioma que Kate não era capaz de entender e fazendo as velas ao redor do círculo se acenderem.

Kate odiava aquele esconderijo, odiava o cheiro de enxofre e o clima mórbido do lugar. Também não era fã de Bradley, o rapaz se mostrava poderoso, mas era presunçoso demais, achava que tinha tudo sobre controle e que não havia com o que se preocupar.

Mas Kate Argent sabia que a turminha de Scott não podia ser subestimada... Não conhecia nada sobre bruxos, mas sabia que o Alfa genuíno encontraria um jeito de se tornar um empecilho em qualquer plano que Bradley tivesse em mente.

— Eles já resgataram o Derek. Você está muito calmo para alguém que está perdendo. — Ela declarou, atravessando a sala e se encostando em um dos móveis.

— Quem disse que eu estou perdendo? — Bradley Blackwood sequer abriu os olhos para encará-la. — Tudo está saindo como planejado.

Kate riu incrédula, estavam perdendo, como aquele idiota não via isso? Se perdessem, tudo aquilo seria em vão e ela nunca conseguiria o que queria.

— Achei que o planejado era que Derek se matasse queimado e que os Berserkers trouxessem o livro. — Retrucou em um tom superior. — Nada disso aconteceu.

— Eu tenho a bruxa mais poderosa do mundo aqui na minha mente... — O rapaz finalmente abriu os olhos e apontou a lateral da cabeça. — Acha mesmo que faríamos planos tão simples?

Kate não soube o que dizer, não entendia como falhar podia ser sinônimo de ganhar. Bradley se colocou de pé e saiu do círculo, caminhando na direção da loira com passos lentos e um sorriso calmo no rosto.

Havia um tipo de aura maligna que emanava dele, algo que Kate tinha noção que não era dele de verdade... Em outras épocas ela estaria caçando aquele idiota com tudo que tinha, era frustrante tem que fazer alianças com aquilo que mais odiava para ter o que queria...

— Se desse certo de primeira, ótimo. Mas sempre tivemos outras coisas em mente. — Bradley declarou, e Kate se irritou com aquela mania que o rapaz tinha de falar como se ele e a tal bruxa morta fossem uma coisa só.

— Como o que? — Ela quis saber.

Se conseguir o que queria estava ligado a vitória dos bruxos, então Kate queria saber de tudo.

— A Delta vai tentar salvar o lobo, e o meu feitiço vai fazer o resto. Isso é tudo que você precisa saber. — O bruxo foi esquivo, e Kate sentiu vontade de esganá-lo bem ali e voltar para sua vida... No entanto, o prêmio no fim do arco-íris era tentador demais.

Bradley caminhou até uma mesa no canto da sala, onde haviam dois mapas dispostos, um deles que sempre estivera vazio, naquele momento tinha um ponto vermelho que parecia sangue, enquanto o outro tinha alguns objetos em cima, pequenas peças de xadrez, pretas e brancas.

Kate nunca soube o que significavam, mas notou que haviam dois reis, um de cada cor, e apenas uma rainha, a branca. Ela não sabia o que as peças significavam, mas já tinha visto os objetos de moverem pelo mapa, por isso presumiu que fossem uma representação da turma de Scott.

— Vários deles estão no mesmo lugar agora. — Bradley apontou algumas peças juntas em um local especifico do mapa.

Havia apenas um peão preto em outro lugar dentro dos limites de Beacon Hills, enquanto um uma cavalo e dois peões estavam posicionados fora da cidade.

— É uma ótima oportunidade para atacar e acabar com isso de uma vez. — Kate declarou convicta, com Derek fora do jogo, talvez Scott ficasse vulnerável.

— Paciência é uma virtude, Kate, achei que como caçadora sabia disso, vejo que seu lado jaguar está começando a falar mais alto. — Bradley respondeu calmo, com um olhar que Kate desejou furar com suas garras. — Mas está certa, eu vou atacar, eu tenho alguns assuntos para tratar lá.

— Vai se revelar? — Ela se surpreendeu. Desde o início o bruxo tinha deixado claro que manter sua identidade secreta era uma parte essencial do plano, Kate não conseguia entender a mudança repentina, logo naquele momento em que ela julgava que tudo estava dando errado.

— Não haverá mais necessidade de ficar nas sombras depois de hoje. — O rapaz se afastou do mapa e começou a recolher algumas coisas e repará-las em outra mesa.

— Certo, então vamos. — Apesar de tudo Kate ficou satisfeita de entrar em ação, odiava ficar ali parada, vendo o bruxo recitar palavras estranhas e meditar, ou seja lá o que toda aquela merda fosse.

— Você não, eu tenho outra tarefa para você. A garota finalmente tirou o sagrado grimório de Malvina da caixa, era esse o objetivo com os berserkers. Eu posso rastreá-lo agora. — Bradley apontou o mapa com o ponto vermelho e Kate notou que ele estava posicionado exatamente sobre a escola de Beacon Hills. — Vá pegá-lo para mim.

Kate sabia muito bem o que tinha na escola, e fez sentido que o tal livro fosse levado para o cofre dos Hale, ela já tinha entrado no lugar uma vez e sabia que não seria difícil entrar novamente, principalmente com Scott e os outros ocupados.

No entanto era um trabalho sem importância, se sentia reduzida a uma simples capanga e não gostava disso. Kate era o tipo de mulher que queria estar no comando, seguir ordens nunca fora seu forte.

Vai valer a pena... Ela recitou mentalmente, lembrando do acordo que tinha feito e do que ganharia quando a tal bruxa morta voltasse a vida. Depois Kate acharia um jeito de lidar com os efeitos colaterais.

— Só isso? — Perguntou, se preparando para deixar o esconderijo.

Bradley caminhou até ela, estendeu a própria mão esquerda e picou o dedo com uma faca, segurando a sua mão direita de Kate e recitando algumas palavras, fazendo uma marca de sangue na mão da mulher.

— Vai precisar de proteção para tocar no sagrado grimório, ele queima a sua espécie. — Explicou depois que o feitiço já estava pronto.

Kate sentiu a mão pinicar, mas foi só isso, não gostava muito daquela ideia de ter uma parte de seu corpo enfeitiçada, no entanto também não gostaria de ter a mão queimada pelo maldito livro, então deixou estar.

Estava com o pé na saída, quando a voz de Bradley lhe atraiu de volta.

— Kate? — Ela se virou para encarar o rapaz. — Deixe os berserkers, eu precisarei deles.

Ela assentiu, se não podia estar lá, pelo menos poderia mandar seu exército, era alguma garantia que as coisas aconteceriam do seu jeito, porque, apesar do acordo, Kate Argent não confiava plenamente em Bradley Blackwood.

Saiu depois de assentir e o bruxo se viu sozinho.

Voltou para o centro de seu pentagrama invertido e terminou o feitiço que havia ali, caminhando até o mapa e recolhendo a rainha branca e um dos reis, colocando-os no centro do círculo, ao lado do boneco de palha.

A primeira parte de seu plano estava completa.

— Se você falhar, eu nunca serei livre. — Bradley ouviu a voz perfeitamente e soube de quem se tratava. — Nós nunca ficaremos juntos...

Virou para o lado e uma mulher andava em sua direção, com seus cabelos rubros e os olhos totalmente vermelho sangue.

Bradley sorriu, esperando que Malvina se aproximasse lentamente e apreciando todo o poder que emanava dela. Ao redor a paisagem oscilava da real, para uma mais macabra, com o chão, paredes e teto cheios de crânios. O real se fundia com o etéreo indo e vindo em flashes rápidos.

— Eu não falharei, minha rainha. — Ele garantiu, erguendo a mão para tocar o rosto da bruxa. — Em breve nos encontraremos em carne e osso.

Seus dedos passaram direto pela figura dela e toda a visão sumiu como fumaça, Malvina não estava ali de verdade, era tudo fruto da conexão mental que Bradley tinha feito com a bruxa, podia ouvi-la, falar com ela, usufruir de uma pequena parte do poder sombrio dela, mas jamais podia tocá-la... E o rapaz não aceitava isso.

Traria o inferno para a terra, apenas para poder tocar sua musa, daria a ela o domínio do mundo e então reinaria ao seu lado, superano e pleno. Seriam invencíveis juntos.

Bradley caminhou até o centro do lugar, recolheu uma tigela de metal e fez um corte em seu pulso esquerdo, deixando que seu sangue enchesse o recipiente. Em seguida, recitou algumas palavras e o corte se fechou, então o bruxo pôde seguir com o feitiço.

Com o próprio sangue desenhou outro pentagrama invertido no chão, em seguida alcançou a caixa que tinha separado antes, abrindo-a e tirando de lá o que pareciam ossos.

Colocou os ossos no centro do pentagrama, se afastando alguns passos e recitando o feitiço energicamente. O pentagrama pegou fogo sem qualquer contato e uma fumaça vermelha começou a erguer-se dele, misturando-se com os ossos e fazendo um odor insuportável se espalhar pelo local.

Uma figura surgiu, estava coberta com uma capa negra, mas não tinha rosto, era como se o capuz flutuasse no nada, no lugar da cabeça havia apenas o vazio, embora duas mãos decrepitas saíssem da capa e a fumaça vermelha pairasse ao redor da figura macabra, que flutuava a centímetros do chão.

— Temos trabalho a fazer — Bradley declarou com um sorrio macabro nos lábios e então ele e a criatura sumiram no meio da fumaça.

Notas finais
Quem tinha teorizado que Bradley era o verdadeiro vilão, acertou! (não foi o professor dessa vez kkkkkkk) mas e aí, vcs acha que o Brad tem chances de ser salvo ou ele já está perdido mesmo? Crystal e Scott pelo que parece fizeram a conexão neh... vamos ver como vai ser agora. E é claro eu deixei aqui um grande grande para a história do Peter e da Amelie, porque parece que todo lobisomem de TW tem que ver a primeira namorada morrer em seus braços neh kkkkkkkkk Muitas informações nesse cap, então espero que tenham gostado No próximo temos nossa fadinha empenhada em salvar o lobão dela... Nos vemos em breve! Bjss