Notas iniciais
Ahhhh quem é viva sempre aparece neh? kkkkk Finalmente cheguei com capitulo novo, e sim, eu sei que demorei uma eternidade, mas como algumas de vcs já devem saber, todas as minhas fics estão em hiatus temporario por causa de alguns problemas pessoais que eu estou enfrentando atualmente (tem todas as informações sobre o tempo de duração, e como as postagens vão ficar agora lá no meu perfil) eu sei que é muito chato ficar esperando capitulo novo, então já peço desculpas. Maaaass, deixando de lado as noticias ruins, aqui está um capitulo novo bem quentinho com muitoooo Derek e Crystal pra gente matar as saudades! Boa leitura!

Quando Stiles Stilinski colocou os pés para fora do avião, havia um sorriso enorme em seu rosto. Sim, as coisas iam mal em Beacon Hills, por isso estava de volta, mas ele sabia que dariam um jeito, afinal sempre davam, dessa forma, estar de volta era sim motivo para colocar um sorriso em seu rosto.

Amava o treinamento no FBI, mas nada daquilo se comparava com os problemas sobrenaturais de Beacon Hills, na verdade, era até um pouco monótono e entediante comparar as duas coisas.

Jogou a mochila nas costas e tirou o celular do modo avião, colocando-o no bolso do jeans logo em seguida.

Bruxas... Lembrou da conversa que tivera com Scott. Deus, eu amo essa cidade!

Não demorou para que avistasse o melhor amigo, Scott McCall acenava freneticamente logo na saída da ala de desembarque. Stiles estava animado, era bom reunir a alcateia de novo, tinha medo que quando deixassem Beacon Hills as coisas mudariam e eles acabassem se afastando. Saber que sempre lutariam lado a lado o deixava mais tranquilo.

Tinha acabado de abraçar o amigo e cumprimentar Malia, então estavam comentando sobre as novidades, quando o celular vibrou em seu bolso. O nome Lydia brilhou na tela e Stiles voltou a sorrir, mas esse sorriso sumiu assim que ele leu a mensagem.

"Eu vou pegar o avião amanhã cedo
Diga pra todos tomarem cuidado
Não estou com um pressentimento muito bom..."

— Pois é, parece que estamos de volta para a boa e velha Beacon Hills... A cidade mais segura da América. — Stiles ironizou, mostrando a mensagem para Scott.

Se Lydia nem estava na cidade ainda e as coisas já não pareciam boas, nenhum dos dois quis imaginar que tipo de premonição ela teria quando chegasse....

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Não foi fácil convencer aquele bando de adolescentes que tudo estava bem, afinal mesmo Derek não tinha certeza que estava mesmo tudo bem.

Mas ele fez o que podia para acalmar os ânimos de todos, e eventualmente os garotos foram embora, depois que Crystal garantiu que estava mais calma.

Derek nem sequer tinha pensado em deixar a garota sozinha, depois de tudo que tinha acontecido, havia colocado na cabeça que não sairia do lado da dela até que a conexão com Scott fosse feita.

Os policiais ainda estavam por ali, mesmo que os carros partissem aos poucos, até Chris Argent tinha ido embora, após Crystal agradecer pela décima vez.

— Nós já recolhemos tudo que precisávamos e estamos liberando a área. — O Xerife Stilinski avisou, se aproximando de Crystal. — Você vai ficar bem?

A garota assentiu algumas vezes, mas Noah Stilinski não achou que aquele gesto tinha qualquer convicção. Era provável que a menina estivesse em choque.

Droga, mesmo Parrish estava em choque, não importava que ele fosse um policial vindo do exército, não importava que ele fosse um Hellhound com poderes inimagináveis, matar uma pessoa, mesmo que fosse uma pessoa possuída ou controlada por algo maligno, não era fácil. Nunca seria...

O xerife sabia que, além de todo o trabalho burocrático que aquela morte traria, ele também teria que se preocupar com Jordan Parrish, o policial certamente precisaria de apoio e era trabalho de Noah, como chefe da delegacia, garantir que seu pessoal estivesse em plenas condições, tanto físicas quanto emocionais.

Olhou para a jovem Green por mais alguns segundos, era só uma garota ainda, o tipo inocente e com uma aparência tão frágil, que o fazia pensar se ela devia mesmo estar ali em Beacon Hills, envolvida em todo aquele perigo sobrenatural.

Na verdade, Noah Stilinski não queria que nenhum dos jovens estivesse envolvido naquilo, e isso incluía não só Crystal Green, mas também, e principalmente, seu filho Stiles Stilinski... Mas era impossível manter aqueles garotos longe de encrenca, então, só restava ao velho xerife dar o seu melhor, para apoiá-los e protegê-los.

— Seria melhor que ela não ficasse sozinha agora... — aconselhou a Derek, que estava parado ao lado da garota.

— Eu sei. Vou ficar com ela. — O moreno garantiu e os dois trocaram um cumprimento antes que o xerife se fosse.

Não demorou muito para que todos os carros de polícia e a ambulância se fossem também, deixando a rua deserta, com o camaro de Derek mal estacionado na calçada e apenas ele e Crystal no em frente à casa.

A jovem Green examinou a fachada da residência com um olhar apagado. Todo o encanto de Beacon Hills parecia ter se esvaído e a realidade era mais perigosa e triste do que Crystal tinha previsto.

Por um segundo tentou imaginar a mãe no meio de tudo aquilo e não conseguiu. Eliza Green parecia o tipo de mulher normal e pacata, que jamais presenciara uma tragédia na vida. Foi só então que Crystal se deu conta que, tudo que conhecera da mãe, era apenas uma mentira, Eliza era um papel criado, ela não existia, Rosalyn Riven era a mulher de verdade, a Delta, a guerreira, a pessoa que tinha se sacrificado por uma cidade...

Crystal tentou encaixar tudo isso em sua cabeça sem ficar tonta. Mas a verdade é que não conseguia mais encontrar aquele interesse que a tinha feito atravessar o país, abandonar a vida e permanecer em Beacon Hills.

Vamos lá, não seja tão dramática, a vida não foi apenas flores para Harry Potter e ele nunca desistiu. A Bloom também não desistiu quando a coisa ficou feia. Sua mãe era uma heroína, o mínimo que você pode fazer é honrar o legado dela! Disse para si mesma e ergueu a cabeça, não podia desistir ou esmorecer diante da primeira dificuldade.

Você é uma Delta. Seja lá o que isso significa...

Voltou os olhos para Derek, que se mantinha calado, os olhos perdidos em algum ponto da casa, como se sua mente estivesse longe.

— Você não precisa fazer isso, pode voltar pra sua vida, eu vou ficar bem. — Ela declarou, tentando demonstrar uma segurança que não tinha.

— Eu não vou deixar você sozinha. — Derek respondeu automaticamente.

Ainda se culpava por não ter dado atenção para aquele estranho pressentimento antes. Se algo tivesse acontecido com Crystal... Apenas a sombra do pensamento foi bastante para que seu lado lupino se revoltasse.

— Eu não preciso de babá. — A jovem tentou manter a dignidade, cruzando os braços e erguendo um pouco o nariz.

— Ótimo, porque eu não vou bancar a babá de ninguém. — Ele respondeu como se não fosse grande coisa.

Crystal assentiu algumas vezes, tentando ignorar aquela euforia inapropriada que a presença de Derek causava nela, mas no fundo agradeceu, a verdade é que não queria ficar sozinha.

Sustentaram o olhar um do outro por alguns momentos, até que Derek teve força de vontade o bastante para desviar e apontar a casa, como se perguntasse se entrariam ou não.

Caminharam lado a lado, com o jovem Hale seguindo o ritmo de Crystal, que era um tanto lento e incerto, de modo que cruzar o gramado demorou um pouco mais que o comum.

Ela parou na varanda e encarou a porta, como se tivesse receio do que encontraria quando entrasse na casa. Deu um passo para frente e girou a maçaneta, revelando o hall na frente da escada, onde horas atrás havia um garoto morto.

Mesmo que não houvesse mais vestígios de sangue e mesmo que Crystal não tivesse o olfato apurado, para sentir o cheiro que estava impregnado na casa, ainda era como se o corpo estivesse ali no chão.

Sentiu Derek tocar suas costas suavemente, um pouco acima do quadril, era um gesto de incentivo e apoio, para que ela finalmente entrasse na casa.

Olhou ao redor e era como se nada tivesse acontecido ali, tudo estava em ordem perfeita. Suspirou. Foi impossível não lembrar dos cinco minutos de desespero quando se deu conta que Parrish tinha atirado no garoto.

Greenberg estava morto no chão da sua sala e, o pior de tudo, é que não havia tempo para lamentar isso, mesmo Jordan teve que manter todas as suas emoções de lado, o Hellhound dentro de si não deu nenhum sinal de que viria à tona, o que deixou claro que a morte do garoto não era risco para expor os segredos do sobrenatural...

Na verdade, mesmo o pentagrama invertido na testa de Greenberg simplesmente tinha sumido. Dessa forma, depois de se certificar que Crystal estava bem, Parrish a instruiu a guardar o baú e o livro, então ligou para o xerife.

— Tudo bem? — Derek questionou, vendo que a garota estava calada olhando o nada.

Crystal assentiu em um gesto mecânico, deixando os pensamentos de lado e respirando profundamente.

Derek não acreditou na resposta dela, mas preferiu não comentar o assunto naquele momento. Trocaram mais um olhar e Crystal resolveu focar no presente, lidar com a situação, começando por achar seu gato sumido...

— Senhor Bigodes? — Ela chamou, enquanto andava pela casa.

Foi até a cozinha, voltou para a sala, chamou de todos os jeitos, tentando a porta dos fundos e as janelas, enquanto Derek continuava parado no mesmo lugar, como se não soubesse o que fazer.

Crystal voltou logo em seguida, a expressão preocupada, olhando de um lado para o outro, como se o gato pudesse surgir de qualquer lugar de repente.

— Ele sumiu. Acho que ele tentou me avisar que algo não estava certo hoje e agora ele sumiu... — Soou chateada, seus olhos verdes focando em Derek, como se ele fosse algum tipo de mágico que tiraria o coelho da cartola, ou melhor, o gato.

— Ele está bem, gatos são animais muito espertos, ele deve estar escondido, quando perceber que tudo está seguro vai aparecer. — Derek deu de ombros. Não entendia bem a comoção por causa de um gato, afinal felinos eram animais libertinos e pouco apegados, que iam e vinham quando queriam...

Crystal cruzou os braços e encarou o moreno por dez segundos inteiros, antes de não ter outra alternativa a não ser acreditar nele e se dar por vencida.

Queria mesmo é que Derek usasse os "poderes" de lobisomem para achar o senhor Bigodes, mas quando pensou melhor, viu que isso seria uma coisa estranha e um tanto fútil para pedir.

Talvez Derek estivesse certo no fim das contas... Logo o Bigodinhos estaria de volta.

Continuaram sustentando o olhar um do outro, até que Crystal se sentiu estranha com todo aquele silêncio.

— Falando em esconder... — Ela desconversou, apontando a estante da sala e caminhando até o móvel, onde havia escondido o baú com o livro. — Eu preciso esconder isso em algum lugar.

Derek assentiu vagamente, ainda preso naquele magnetismo inexplicável, até que se deu conta da realidade e sacodiu sutilmente a cabeça, como se precisasse espantar os próprios pensamentos.

— Podemos levar para o meu cofre depois — sugeriu, focando no que era importante e desviando os olhos de Crystal.

— Okay. — Ela concordou, e isso o pegou de surpresa. — Vou colocar no quarto enquanto isso.

Da primeira vez que tinha sugerido levar o baú embora, Crystal havia sido contra, a mudança de atitude provava que aquele incidente com o invasor a tinha assustado de verdade.

Por um lado, Derek estava satisfeito que finalmente pudesse colocar aquele livro em um local mais protegido, mas ao mesmo tempo, algo dentro dele se revoltava por saber que Crystal não se sentia segura.

Sabia que não era seu dever proteger a garota, mesmo assim, era exatamente desse jeito que se sentia, como se Crystal fosse sua responsabilidade.

Era similar ao vinculo de proteção que tinha com seus betas, na época em que tinha uma matilha, no entanto parecia mais forte e mais urgente com Crystal. Era como um instinto primitivo de seu lado lupino.

— Você não vem? — Ouviu a garota lhe chamar, já no topo da escada, e assentiu no impulso.

Só quando subia os degraus pensou melhor naquela situação e se sentiu estranho, quer dizer, já estivera no quarto de Crystal antes, mas sua mente insistiu em denunciar que estavam totalmente sozinhos na casa.

Era um pensamento estúpido e fora de hora, considerando tudo que tinha acabado de acontecer, então Derek o ignorou, e parou na porta do quarto, se mantendo encostado no batente, enquanto Crystal entrava no closet.

Ela saiu momentos depois, com algumas roupas na mão.

— Eu vou tomar um banho. — Ela apontou o sangue grudado no próprio rosto. — Você pode ficar à vontade.

Derek um passo para o lado, deixando que a jovem passasse por ele e seguisse para o banheiro no corredor.

— Derek? — Crystal fez uma pausa e Derek se virou na direção dela. — Obrigada por ficar...

Ele assentiu, vendo-a entrar no banheiro logo em seguida. Depois disso ainda demorou um pouco para que o chuveiro fosse ligado, como se Crystal tivesse ficado um bom tempo apenas parada no cômodo.

Ela estava na frente do espelho, os olhos verdes examinando seu rosto e o sangue seco grudado nele, não havia ferimento, mas Crystal se lembrava bem de colocar a mão na testa quando sentiu o corte.

Tinha curado, assim como o ferimento em seu braço no outro dia e isso era estranho, já que não devia ter poderes sem a ligação com um alfa.

Mas a jovem estava tão cansada, que preferiu não teorizar sobre nada daquilo e apenas ligou o chuveiro, largando sua roupa no chão do banheiro e deixando que a água quente relaxasse seu corpo.

Derek ainda estava parado na porta do quarto, os olhos perdidos em algum ponto sem importância, enquanto a mente corria solta pelos acontecimentos dos últimos dias, cada momento que passara com Crystal e a intensidade deles, como se os dois compartilhassem de uma química que era magnética.

Não entendia por que a menina mexia tanto com ele, não havia praticamente nada nela que Derek realmente buscasse em uma mulher. Não que fosse um homem de relacionamentos amorosos, na verdade, essa coisa de romance não era algo de seu interesse, mas já tivera uma lista considerável de parceiras sexuais, e nenhuma delas se parecia com Crystal.

Tirando Paige, que fora sua primeira paixão, todas as mulheres que escolhera depois eram sempre mais maduras, talvez porque mulheres maduras eram bem resolvidas, enquanto as garotas ainda estivessem naquela coisa de romance, encontros e namoro. Derek não tinha tempo para isso. Na verdade, ele sequer sabia como fazer essas coisas.

Exatamente por esse motivo Crystal Green era alguém com quem ele nunca se envolveria, ela era toda romance, arco-íris e corações.

Por isso não entendia o que o atraia tanto na garota, nem o que o mantinha cativo dela.

Ela é bem o tipo do Scott... pensou, um tanto desdenhoso, lembrando que Scott era o tipo romance e flores. Era exatamente isso que tornava o relacionamento do alfa genuíno com Malia algo um tanto inusitado, afinal, a coiote não tinha nada de romântica.

Talvez fosse uma característica dos Hale...

Ainda estava mergulhado em seus pensamentos, quando um som na cozinha chamou sua atenção.

Não demorou nada e já tinha descido as escadas, procurando por um possível invasor, os olhos brilhando azuis e as garras de fora.

Mas não era um invasor. Era o gato amarelo, que imediatamente ouriçou todos os pelos e emitiu silvo ameaçador.

Derek voltou a sua aparência normal e parou onde estava, assumindo uma postura menos ameaçadora para que o gato se acalmasse.

Senhor Bigodes encarou o intruso nada satisfeito, o rabo peludo balançando de um lado para o outro, mostrando sua irritação.

Derek entrou na cozinha, tentando manter a maior distância possível do gato, para que ele não se assustasse, procurou pelo pote com a ração e o bateu algumas vezes no chão, para que o barulho atraísse o animalzinho de estimação.

O felino media cada um dos movimentos com curiosidade velada, dando alguns passos em direção a Derek, para então mudar de ideia e sair correndo escada a cima.

Derek bufou, revirando os olhos. Gatos e lobisomens nunca se misturavam, nem sabia por que tinha tentado.

Ainda estava parado na cozinha, quando ouviu a porta do banheiro se abrir no andar de cima e não levou dois segundos para que o perfume vindo de lá lhe atingisse em cheio.

Aspirou profundamente antes de realmente pensar sobre o que estava fazendo, Crystal tinha um perfume natural que por si só já era tentador o bastante para Derek, mas naquele instante, quando tudo se misturava com o cheiro de banho recém tomado, ficou ainda mais difícil manter qualquer lógica de pensamento...

Já estava no começo da escada, quando ouviu Crystal lhe chamar, como se procurasse por ele.

Subiu todos os degraus sem perceber, e os dois se encontraram no corredor.

Ela tinha os cabelos molhados ainda, desembaraçando os fios com os dedos, e disse qualquer coisa banal que Derek não ouviu realmente, porque estava preso em cada movimento dela.

Deu mais um passo para frente, como se algo magnético o impedisse de ficar longe e foi quando Crystal ergueu a cabeça.

Um segundo, um minuto, uma hora, nenhum deles saberia dizer, nenhum deles se importava, podiam ficar ali o dia todo, com os olhos presos um no outro, como se não houvesse nada mais no mundo.

E teriam continuado daquela forma, se o senhor Bigodes não tivesse passado entre as pernas da dona, miando longamente.

— Seu gato está de volta. — Derek apontou, dando alguns passos para trás. — Tentei fazê-lo comer, mas está na cara que ele me vê como um intruso.

Crystal encarou o felino amarelado, que continuava rodeando suas pernas, miando ritmadamente, como se estivesse proferindo diversas lamúrias.

— Ele está reclamando de você. — Ela riu, pegando o animalzinho no colo e lhe acariciando a cabeça, até que ele se acalmasse.

Derek reparou que o gato lhe lançava olhares nada amigáveis volta e meia e no fundo achou um tanto engraçado.

Observou Crystal por alguns instantes, ela tinha os olhos verdes desfocados, perdidos em algum ponto imaginário e seu semblante estava um pouco melancólico.

— Como você se sente? — Questionou neutro, para então vê-la voltar sua atenção para ele e suspirar.

— Um menino levou um tiro na minha sala, depois de tentar me atacar, enquanto estava sendo controlado por uma bruxa, e morreu. Eu ainda não sei bem como me sentir... — Ela enumerou, usando de um humor que não contagiou suas palavras.

Derek assentiu algumas vezes, mas isso não queria dizer que ele entendia, afinal sua vida toda fora cercada de coisas como aquela, então não era uma grande novidade, tampouco causava real comoção.

— Você se acostuma. — Ele garantiu, embora não soubesse bem o que dizer.

— Isso era pra ser reconfortante? — Crystal perguntou, o encarando um pouco surpresa.

— Sinto muito. — Derek franziu os lábios e conteve um dar de ombros quase automático.

Era um tanto difícil entender como alguém de fora via o mundo sobrenatural, por isso se tornava difícil confortar Crystal, ou dizer algo que a fizesse se sentir melhor. O máximo que Derek podia fazer era não mentir. Honestidade era a única coisa que ele podia oferecer a garota, todavia, ele não tinha certeza se era isso que ela precisava.

— Acho que eu meio que pedi por isso, não é? — Crystal deu de ombros, enquanto caminhava para o quarto, afim de colocar o Senhor Bigodes em sua cama. — Me jogando no meio do desconhecido, largando minha vida pra correr atrás do mistério. Sei lá, eu só achei que ia ser mais mágica e arco-íris, não sangue e morte...

Derek a seguiu de perto e parou novamente na porta, se encostando no batente e encarando a jovem por alguns momentos, enquanto ela ajeitava o gato nas cobertas como se ele fosse um bebê.

Claro que ela queria arco-íris... Ele se lembrou de seu pensamento anterior, sobre romance e essas coisas.

— Não tem nada de arco-íris, acredite. — Ele foi um pouco mais duro do que pretendia.

Crystal o encarou por alguns segundos, notando o tom de voz, mas concordou, era melhor saber a verdade do que fantasiar sobre como as coisas seriam. Ela tinha que estar preparada para o pior.

— Mas não se preocupe, quando você fizer a conexão vai estar segura... — Derek tentou amenizar.

Acreditava no que tinha acabado de dizer, afinal sabia que Scott jamais deixaria alguém de sua alcateia desprotegido. Ele confiava em Scott, e não podia dizer o mesmo sobre muitas pessoas.

— Então... — Crystal se sentou na cama, apontando o lugar ao seu lado para que Derek também se sentasse. — Depois que eu fizer essa tal conexão, eu farei parte da alcateia do Scott?

— Sim. — Ele assentiu e aceitou o convite, mesmo que o senhor Bigodes não tenha parecido nada feliz em dividir seu espaço na cama.

— E o que isso significa? — Crystal se virou na direção de Derek, se ajeitando melhor e sentando sobre uma das pernas, sua postura mostrava seu interesse.

— Vocês são a força um dos outros. — Derek desviou os olhos dela enquanto explicava. — E você e o seu alfa terão uma... ligação emocional, eu acho.

Não tinha ficado feliz em dizer aquilo em voz alta, um tipo de revolta que era puramente instinto, porque racionalmente Derek sabia que fazer parte de alcateia de Scott era a melhor coisa que podia acontecer com Crystal.

— Eu nem o conheço... — Ela deixou a frase no ar, conforme entendia o que "ligação emocional" podia significar.

Não se sentiu confortável, ou à vontade com aquilo.

— Mas você vai. E o Scott é um ótimo garoto, existe um motivo pra ele ser o alfa genuíno, ele mereceu isso. — Derek garantiu, e havia convicção em suas palavras, porque ele realmente acreditava em cada uma delas. — Ele é provavelmente o melhor alfa que você poderia querer.

Apenar do tom de Derek não demonstrar qualquer dúvida sobre o que ele tinha acabado de dizer, Crystal não achou que o discurso combinava com as informações que ela tinha.

— Se ele é tão bom assim, porque você não é parte da alcateia dele? —Questionou desconfiada.

Nos últimos dias tinha visto todos falando de Scott McCall como se ele fosse algum tipo de santo, como se estivesse acima de qualquer suspeita e fosse a melhor pessoa no mundo e, embora todos parecessem honestos, ainda era um tanto estranho para Crystal que as duas pessoas com quem ela mais tinha afinidade na cidade não fizessem parte da tão famosa alcateia McCall.

Theo não era parte do grupo, Derek também não. Devia haver um motivo pra isso, não é?

— Não é assim tão simples. Eu já tive minha própria alcateia e eu os perdi... — Derek fez seu melhor para explicar, por mais que aquele assunto colocasse um gosto amargo em sua boca. — Eu sou um ômega agora, um lobo solitário.

— Sinto muito... — Crystal foi perceptiva o bastante para notar que aquilo deixava Derek entristecido.

Ele deu de ombros. Não podia, nem queria, ficar se lamentando sobre as coisas, as coisas eram como eram e fim. Tinha perdido a alcateia, e no fim não merecia uma mesmo...

— Mas se você já foi um alfa, você podia voltar a ser um, não é? — Crystal questionou, quando o esboço de uma ideia surgiu em sua mente.

— Não. — Derek foi categórico, e sequer olhou para a jovem.

— Mas vocês explicaram pra mim que o motivo do triskelion ser o símbolo da alcateia Hale é para lembrar que todo beta pode se tornar um ômega ou um alfa, assim como um alfa pode se tornar um beta um ômega. Se é assim um ômega pode se tornar um beta ou alfa, certo? — Ela não se deu por vencida com a negativa.

Derek suspirou pesado e se colocou de pé, aquele assunto o aborrecia mais do que ele queria admitir.

— Não é assim tão simples. Os poderes de um alfa têm que ser tirados de outro alfa ou então herdados. Eu tirei os poderes de alfa do meu tio, então eu abri mão deles para salvar minha irmã, não posso recuperar isso, e não vou tirar o poder de mais ninguém. — Tentou controlar o tom de voz enquanto explicava.

Crystal o encarou ainda sentada na cama, não gostou da resposta, e não entendeu todas as vertentes dela, mas o mau-humor de Derek não a deteve.

— Mas você acabou de dizer que o Scott mereceu os poderes dele, o que significa que ele não tirou de ninguém ou herdou... — Ela argumentou certeira. — Nesse caso existe um terceiro meio de ser um alfa, não é?

Derek revirou os olhos para aquela carinha de superior que Crystal tinha acabado de fazer, ela agia como se tivesse acabado de descobrir um segredo que traria a paz mundial.

— Um alfa genuíno é uma coisa rara. Eu não tenho o que é necessário pra ser um, meus olhos são azuis por uma razão. — Ele não tentou amenizar o tom contrariado de sua voz daquela vez.

Alfas genuínos tinham que ser puros, ter os olhos azuis por ter matado uma pessoa inocente era o oposto completo de pureza.

— Mas... — A garota estava prestes a continuar, porém foi bruscamente interrompida.

— Já chega de "mas", Crystal! — A voz de Derek foi imperativa e seus olhos brilharam, então ela se calou imediatamente. — Eu não sou mais um alfa e nunca mais serei um, não existe alfa sem alcateia, eu sou um ômega, e isso não vai mudar, porque eu não quero que mude!

Senhor Bigodes já havia corrido do quarto assustado, mas Crystal continuava ali, parada, seus olhos verdes presos em Derek, mas sua postura inteira parecia ainda mais frágil que o de costume. Os lábios inferiores, outrora rosados, estavam sem cor, tamanha a força com a qual ela os mordia.

Derek soube que tinha passado dos limites.

— Desculpe... — Crystal começou um tanto incerta. — Eu só estava tentando entender, não queria te irritar.

Merda! Derek passou a mão pelo rosto e se sentiu estranhamente culpado com o que tinha acabado de fazer. Estava acostumado a ser rude e até violento com as pessoas, mas não gostou de fazer isso com Crystal.

— Hey... Você não... — Ele tentou uma vez, antes de suspirar profundamente e achar as palavras certas. — Eu é que tenho que pedir desculpas, às vezes eu esqueço que nem todo mundo nasceu nessa vida e entende tudo. É por isso que Scott vai ser um ótimo alfa, ele veio de uma vida normal como você, ele vai saber como te ajudar na sua adaptação.

Crystal não respondeu, a verdade é que ela não sabia se concordava com o que tinha acabado de ouvir, de toda a forma, achou melhor não discutir com Derek novamente, não naquele momento, então apenas assentiu vagamente.

De toda a forma, o clima no quarto ficou estranho, de modo que Derek se encostou em uma das paredes e cruzou os braços, olhando para nenhum lugar em especifico, pensando no que podia dizer para fazer as coisas voltarem ao normal.

Foi quando, através da porta aberta do closet, ele viu algo que lhe chamou a atenção.

— O que tem ali? — Apontou o que devia ser a porta de um sótão.

Não era estranho que casas como aquela tivessem um cômodo superior, o estranho que que ficasse dentro de um closet, como se o intuito fosse esconder a entrada.

— Não sei... — Crystal respondeu neutra, também tinha suas curiosidades sobre o sótão, mas as coisas estavam tão loucas nos últimos dias que simplesmente havia esquecido do cômodo.

— Pode ser um bom lugar para deixar o baú até colocarmos no cofre. — Derek sugeriu e a jovem assentiu, se colocando de pé, enquanto ele já estava a caminho do closet.

Não demorou para que Derek percebesse que aquele não era um lugar projetado para ser acessível, de modo que não havia escada, então, depois de abrir a porta, ele teve que pular lá dentro usando um pouco de suas habilidades lupinas.

Estava escuro, cheiro de pó e parcialmente vazio. Mas não era como se Derek estivesse esperando encontrar uma arma secreta no lugar, nem nada assim.

— Tem algumas caixas aqui... — avisou, se debruçando, para falar com Crystal que ainda estava lá embaixo no closet.

— Sério? Deixa eu ver. — Ela estendeu a mão e a balançou freneticamente, dando a entender que queria ser puxada para cima.

Derek não viu problemas em atender aquele pedido e a puxou sem qualquer dificuldade.

— Você consegue ver alguma coisa? — Crystal questionou, assim que colocou os pés no sótão.

Seu corpo estava próximo ao de Derek, de modo que ela segurou no braço dele por causa do escuro total em que se encontravam.

— Tudo... — Ele não se referiu somente ao fato de poder ver claramente, mesmo com a falta de luz, mas também ao fato de ter aproveitado aquele momento para apreciar o rosto da jovem, que estava perto o bastante do seu.

— Vantagens de lobisomem... — A voz de Crystal ecoou pelo cômodo quase vazio.

— Eu pude ver você revirando os olhos, por exemplo. — Derek retrucou e viu Crystal sorrir. Todo o clima ruim de momentos atrás tinha sumido por completo, como se a conversa nunca tivesse acontecido.

Derek deu alguns passos para frente e puxou uma cordinha que pendia de uma lâmpada no teto, que se acendeu imediatamente. Era uma lâmpada antiga, de modo que ela jogou no lugar uma luz amarelada fraca, mas que foi o bastante para que Crystal pudesse ver tudo que tinha ali.

Uma dezena de caixas empilhadas, cobertas de poeira, como se estivessem ali há anos.

A jovem Green abriu uma delas, encontrando alguns livros, álbuns de fotos e coisas que pareciam sem importância, até que ao observar uma das caixas ela deu um sorriso.

— Derek? — Chamou e o moreno deu dois passos em sua direção. — Acho que encontrei os diários da minha mãe...

Mostrou a capa, e logo os dois descobriram, que não havia apenas um diário, mas dezenas deles. E Crystal sequer sabia que a mãe escrevia...

— Vamos levar essa caixa lá pra baixo. — Derek sugeriu e viu que garota concordou ainda um pouco aérea.

Por mais que Crystal soubesse que aqueles diários podiam responder todas as suas perguntas, também se sentiu estranha por ter que invadir a privacidade da mãe daquela forma.

Derek carregou a caixa para baixo, deixando-a no chão do quarto e voltando para o closet no momento em que Crystal estava sentada na borda da entrada, encarando o chão, como se não tivesse muita certeza se devia ou não pular dali.

Nem é tão alto assim... Derek revirou os olhos, mas preferiu não dizer em voz alta, apenas se aproximou alguns passos antes de declarar:

— Eu seguro você.

Crystal assentiu e impulsionou seu corpo através da passagem, sentindo Derek segurá-la antes mesmo que seus pés tocassem o chão. Como no outro dia, quando tinha pulado do telhado.

A grande diferença é que naquele instante estavam dentro do closet, sem nenhum lugar para ir, sem ninguém para interromper, sem nada para atrapalhar.

As mãos de Derek estavam firmes na cintura de Crystal, os dedos ásperos em contato direto com a pele da garota, já que a camiseta que ela usava tinha subido durante a descida do sótão.

Um passo, essa era a distância entre os dois. O closet parecia mais quente, como se o mundo inteiro estivesse em chamas e ali fosse o único lugar seguro.

Derek se lembrou da primeira vez que tinha ficado ali dentro com Crystal, e percebeu que aquele encanto não tinha mudado ou diminuído, permanecia o mesmo, forte e inexplicável, como se os dois estivessem ligados por coisas que não podiam ser explicadas.

Ele desceu os olhos pelo rosto da garota, observando suas bochechas corarem adoravelmente. Crystal era, na opinião de Derek, um grande clichê ambulante, por isso parecia tão errado e estranho ele se sentir atraído por ela daquela maneira.

E naquele instante, enquanto sua mente estava em conflito, acusando tudo que podia dar errado, lembrando o que Peter dissera sobre a ligação, Derek sabia que tinha que se afastar, embora não quisesse isso, nenhuma parte de si queria...

Crystal estava perdida nos olhos verdes do moreno a sua frente, sem pensamentos, apenas a percepção de que os dois estavam muito perto e que ela não queria que se afastassem. Parecia simples e certo, por isso, quando Derek soltou sua cintura e deu um passo para trás, Crystal não permitiu que ele fosse, segurou as bordas da jaqueta de couro que ele usava e o manteve perto de si.

Claro que a jovem não tinha força o bastante para manter Derek ali, caso ele quisesse partir, no entanto a atitude dela o pegou de surpresa e isso o fez ficar onde estava, a sombra de uma pergunta passou pela mente dele, mas não houve tempo para que a questão se formulasse por completo...

Crystal se colocou na ponta dos pés para então se aproximar mais e tocar os lábios de Derek com os seus, suave e calmamente, apenas um toque antes que ela afastasse um pouco o rosto, como se esperasse pela reação dele.

A mente de Derek entrou em curto, foi como se desligasse, como se todas as preocupações sumissem, todos os avisos e receios. Não havia mais nada, apenas o gosto do beijo de Crystal em seus lábios.

Não havia mais razão, havia apenas o desejo e os instintos que dominavam o corpo de Derek, quando ele puxou Crystal para perto de si novamente, segurando-a pela cintura, para então unir seus lábios outra vez.

Foi diferente de qualquer outro beijo. Pareceu certo, apenas isso, como se os dois simplesmente fossem feitos para estarem juntos, e não era apenas porque estavam em perfeita sincronia conforme seus lábios se moviam e suas línguas se tocavam, ao mesmo tempo em que as mãos de Derek envolviam ainda mais a cintura de Crystal, e as dela deslizavam pelo pescoço dele, como se dançassem a mesma música, embora não tocasse música alguma.

Era mais que isso. Era mais que seus corações batendo no mesmo ritmo e que seus corpos que pareciam se moldar um ao outro, era como se suas almas fossem duas peças do mesmo quebra-cabeças, que se encaixavam perfeitamente e, enfim, estavam unidas.

Para Crystal, era a magia que ela estava esperando desde que colocou os pés em Beacon Hills. Para Derek era como se seu lado lupino finalmente tivesse encontrado paz...

Conforme o beijo continuava, conforme as mãos se moviam e os corpos se colavam ainda mais, eles se tornaram mais passionais. Derek subiu a mão direita por dentro da blusa de Crystal, tocando seu corpo com desejo, sabendo exatamente onde queria chegar e as coisas que queria fazer com ela.

Foi nesse momento que ele sentiu a mão de Crystal sobre a sua, detendo seu movimento, ao mesmo tempo que o beijo cessava.

— A gente devia... — Ela começou um tanto incerta, os olhos verdes ainda mais redondos e a respiração fora de ritmo. — Ir mais devagar...

Não era o que ela queria, seu corpo inteiro gritava por mais, suas pernas estavam bambas e o desejo inflamava suas veias. Mas tinha medo. Medo de ir em lugares que não tinha ido antes.

Não se tratava de falta de segurança. Crystal confiava em Derek, ela mesmo tinha dado o primeiro passo, mas não sabia se estava pronta para o que viria depois daquele beijo, não queria que as coisas acontecessem tão rápido. Era para sua primeira vez ser especial e não toda atropelada daquele jeito, com alguém que ela tinha acabado de beijar pela primeira vez.

Derek deu um passo para trás, ainda confuso com a situação. Não tinha acontecido nada daquele tipo, aquele conceito de "devagar" era totalmente novo para ele.

E foi como se todo o peso do mundo voltasse para suas costas novamente, toda a história de ligação com o alfa, de romance e arco-íris. Toda a certeza de que ele e Crystal não tinham que se aproximar daquela forma voltou.

Ele desviou os olhos e nenhum dos dois parecia saber o que dizer a seguir, por isso, quando o telefone de Derek tocou em seu bolso, ambos agradecerem mentalmente.

Crystal observou Derek se afastar, saindo do closet para atender o celular, e respirou fundo, se encostando nas prateleiras antes que suas pernas lhe traíssem. Tocou os lábios, ainda inchados pelo beijo, e sorriu.

Apesar das inseguranças com outros assuntos, ela soube que podia beijar Derek Hale para o resto da vida e nunca se cansar disso.

Não demorou muito para o moreno retornar, ele encarou Crystal por alguns segundos e então desviou o olhar, como se não soubesse o que dizer.

— Era o Scott... — avisou, mostrando o celular. — Ele está de volta com o Stiles e a Malia, eu tenho que... ir....

Não era totalmente verdade, não precisava sair correndo por causa disso, na verdade só estava usando a chegada da alcateia como uma desculpa para sair dali.

No entanto, isso o fez lembrar o motivo pelo qual precisava estar ali. Crystal tinha sido atacada e tinha que ser protegida.

— Mas eu posso pedir para o Xerife... — começou, tentando achar uma solução alternativa.

Por que estava tão sem-jeito?

Era como se fosse um adolescente novamente, cheio de hormônios que não conseguia controlar. Se sentiu estúpido.

— Eu vou ficar bem, ligo para o Theo qualquer coisa. — Crystal deu de ombros e sorriu.

Derek não gostou da resposta. Não tinha uma boa impressão de Theo.

— Tanto faz. — Ele deu de ombros também, como se não desse a mínima. — Tenho que ir... Não se preocupe eu sei onde é a saída.

Estava prestes a dar as costas, quando a voz de Crystal o deteve:

— Obrigada por ficar comigo. — Ele sorriu, doce e amigável como sempre e isso foi o bastante para desarmar Derek completamente.

Ele fez um movimento positivo com a cabeça e então saiu. Era quase como se corresse para o carro, na verdade, sentia que se não fosse desse jeito não seria capaz de deixar a casa de Crystal.

Quando assumiu o volante, ela já estava na janela do quarto, acenando com a mão direita. Derek acelerou o carro e ganhou as ruas, tentando não olhar para trás.

Queria focar no que realmente importava, a alcateia de Scott estava de volta e finalmente poderiam montar um plano contra o novo inimigo, mas não conseguiu evitar se sentir um tanto amargurado, afinal, a chegada de Scott também significava que a ligação aconteceria em breve.

Por mais que soubesse que era a coisa certa a se fazer, por mais que entendesse que era exatamente essa ligação que deixaria Crystal segura, uma parte de Derek, mais precisamente a parte lupina dele, não gostava nada daquela ideia.

Havia um sentimento de posse que Derek não conseguia controlar, era quase como a fúria de um lobisomem sem controle na lua cheia. Ainda sentir o gosto do beijo de Crystal em seus lábios não ajudava muito também.

Peter estava certo, se apaixonar pela garota destinada a ser de outro era uma péssima ideia...

Notas finais
Amém que teve beijooooooo E sim, Crystal parou as coisas antes do "algo mais", e tá certa ela de só dar esse passo quando se sentir pronta, não importa o quanto ela goste do Derek Stiles de volta, Lydia nem tá na cidade ainda é já não tá prevendo boas coisas kkkkkkkkk No proximo vemos um pouco da alcateia do Scott, e um pouco de Crystal e Theo e Theo e Liam, pq já estou sentindo falta kkkkkk Obrigada mesmo pela paciência s2 Nos vemos assim que possível! Bjss