Notas iniciais
Oieee pessoas lindas! Chegou a hora da nossa corridinha semanal com os lobos!!! Vocês não tem noção do quanto eu estava ansiosa pra postar esse capitulo!!!! Espero que gostem, tanto quanto eu gostei de escrever uahsaush (Eu tô muito in love pelo banner, é o meu preferido até agora uahsuahs) Boa leitura!

Quando Crystal chegou da escola aquela tarde ela não fazia ideia do que está prestes a acontecer.

Entrou em seu próprio quarto e fechou a porta atrás de si, se preparando para abrir o closet, onde guardaria sua bolsa.

Foi então que tudo aconteceu muito rápido, alguém abriu o closet primeiro e, antes que ela tivesse a chance de gritar de medo ou susto, o indivíduo a prensou contra parede e tapou sua boca, ficando frente a frente com ela.

Crystal ainda tentava se debater, quando finalmente se deu conta de quem era: o rapaz de sobrenome Hale que ela havia conhecido dias atrás.

— Eu vou soltar você, mas não ouse gritar, entendeu? — Ele perguntou em um tom baixo e irritado.

Crystal assentiu várias vezes, mas na verdade sua mão esquerda já estava no bolso de fora de sua mochila e enquanto o rapaz a soltava, ela aproveitou para pegar o spray de pimenta e, sem pensar muito nas consequências, apertou o tubo contra o rosto dele.

Era uma questão simples, ele tinha o dobro do tamanho dela e tinha invadido seu quarto, agiu simplesmente no impulso.

Derek foi pego totalmente desprevenido, o jato de pimenta havia acertado em cheio seus olhos e, por puro instinto, no momento seguinte, já estava no meio de um rugido ameaçador, com seu rosto todo transformado e os olhos brilhando em azul vivo.

Claro que Crystal se assustou, nunca teria imaginado aquilo, deu um passo para trás por reflexo e tropeçou nas pernas, caindo sentada no chão, enquanto ainda encarava o rapaz totalmente estática.

— Você não é um bruxo.... — balbuciou, meio perdida no momento, em uma expressão que foi rapidamente de surpreendida para encantada. —— Você é um lobisomem!

Claro que é, isso faz todo sentido... "Você sempre vai fazer parte da minha alcateia" se lembrou da frase de Talia Hale na foto da mãe.

Derek por sua vez estava se condenando mentalmente sobre o ocorrido, tinha acabado de se revelar para uma garota que ele tinha certeza que era uma assassina, mas se não fosse, seria ainda pior, afinal tinha exposto o segredo da família.

— Crystal, querida, tudo bem por aí? Que barulho foi esse? — A voz do Senhor Green soou assustada lá de baixo.

Os dois no quarto olharam para a porta ao mesmo tempo. Aquilo era um problema.

— É só o meu toque novo de celular, vô, imita um lobo. — Crystal respondeu com outro grito.

— Credo menina, eu me assustei, sua avó quase morreu aqui! — O homem respondeu, mas havia uma nota de divertimento em sua voz.

— Desculpa vô, eu vou trocar. — Foi só o que Crystal respondeu, focando novamente em Derek.

Ele a encarava de cima, afinal ela ainda estava sentada no chão. Já não havia mais traços lupinos em seu rosto, tão pouco olhos brilhantes, na verdade, Crystal reparou que eles sequer estavam avermelhados por causa do spray.

— Sinto muito, você invadiu meu quarto feito um maníaco sexual, uma garota tem que saber se defender. — Ela explicou mais calma e muito mais amigável, enquanto se colocava de pé. — Eu machuquei, você?

Tinha conseguido pensar melhor na cena, e claro que o jovem Hale estava ali pra saber se ela era confiável, e se era mesmo uma bruxa. Mal conseguia conter sua empolgação.

Lobisomens são reais!! Tinha um milhão de perguntas em sua mente naquele instante.

— Não seja estúpida. — Derek respondeu, como se a garota já soubesse que ele tinha a capacidade de se curar rapidamente. — E não banque a tonta comigo, o que você é?

— Uma bruxa, eu acho. — Crystal deu de ombros, um tanto incerta, afinal não tinha mais certeza de nada, tampouco do motivo do rapaz estar sendo tão agressivo.

— Não se faça de inocente ou eu juro que você vai se arrepender. — Derek deu alguns passos para frente totalmente ameaçador, ao mesmo tempo que Crystal dava alguns passos pra trás e batia as costas na parede.

Ela percebeu que eles estavam muito perto de novo, e talvez teria ficado com medo da ameaça, mas sua mente tinha entendido aquela frase de um jeito muito diferente.

Qual é Crystal, não é hora de fantasiar, foco, brigou consigo mesma, sentindo seu rosto corar.

— Por que você está matando pessoas? — A pergunta de Derek veio como um balde de água fria.

— O que?? — Ela sacudiu a cabeça, procurando entender se tinha ouvido direito.

— Já falei pra não bancar a sonsa. — Derek a segurou pelo braço e praticamente a arrastou para o closet. — Você tem o livro com o símbolo que foi gravado no peito de um garoto morto. — Apontou o diário de couro, que havia queimado sua mão minutos atrás.

— Espera. O que? Do que você está falando? Você está se referindo ao garoto que se matou na escola? — Ela pareceu genuinamente chocada, como se não soubesse de nada, e só estão Derek viu que a atitude dela não se encaixava com suas suposições.

Ela está mentindo. Não deixa esse cheiro aconchegante e sedutor enganar você, essa carinha bonita não vale nada, argumentou mentalmente, enquanto prendia a respiração, como se isso fosse quebrar aquele efeito estranho que a garota tinha sobre ele.

— Okay, Okay, espera. Se você ouvir, tenho certeza que podemos desfazer esse mal-entendido, certo? — Crystal ergueu as duas mãos e encarou Derek nos olhos.

Foi como se toda a raiva se esvaísse dele, assim como água corrente descendo pelo ralo, de nada adiantava não respirar, era como se o perfume entrasse por seus poros.

Talvez ela mereça uma chance.

— Você tem três minutos. — Ele declarou, fechando a porta do closet, trancando os dois lá dentro.

Só então percebeu o que tinha feito, estavam em um cubículo de, no máximo, dois metros quadrados, praticamente não havia espaço entre seus corpos. Deu um passo para trás e se encostou na porta, mas foi obrigado a respirar e, quando o fez, se sentiu um viciado, respirando fundo o máximo que podia.

Crystal sentiu um arrepio percorrer seu corpo todo, deu um passo para trás e sentiu as prateleiras em suas costas, não tinha como se afastar mais do que aquilo, não que quisesse... Na verdade não conseguia tirar os olhos do rapaz a sua frente, havia algo nele, não era só a beleza inegável, ou os músculos maravilhosos, tampouco os olhos verdes misteriosos. Era algo mais, algo que Crystal não sabia colocar em palavras. Seu coração estava acelerado e seu peito subia e descia freneticamente junto com a sua respiração. Deus, o que é que esse homem tem...?

— Seu tempo está correndo. — Derek falou primeiro, depois de se esforçar bastante para conter seu lado lobo que não estava nada interessado em conversa. Qual é o maldito problema comigo?

— Okay, então... — Crystal tentou encontrar um ponto de partida e decidiu que seria o baú, pegando-o da prateleira enquanto falava: — Eu fiz dezoito anos há uns dias, ganhei isso de presente da minha mãe e descobri que tinha herdado uma casa nessa cidade onde ela e meu pai morreram...

— Isso não explica por que você está aqui, e nem nada mais. — Derek retrucou depressa, aquela parte consciente dele tinha começado a buscar coisas erradas em Crystal, era como se precisasse disso pra se manter são.

— Claro que não, eu não terminei ainda. — Ela devolveu com um arzinho superior, que na verdade Derek achou charmoso.

Foco, Derek! Sentiu vontade de bater a cabeça na parede por causa de seus pensamentos inoportunos.

— E o símbolo da caixa? — perguntou, apenas para saber o quanto de informação a garota tinha.

— Eu acho que é um triskelion, tem algumas informações na internet, mas honestamente não sei se posso confiar. Já viu esse símbolo antes? — Crystal parecia sincera, apesar de Derek poder ouvir seu coração batendo rápido demais.

Claro que conhecia o símbolo, era o brasão de sua família e de sua alcateia, isso é, quando ainda tinha uma. Possuía o triskelion tatuado nas costas, mas não compartilharia aquelas informações com a garota.

Mesmo que todo seu corpo tivesse se arrepiado prazerosamente quando pensou nos dedos dela percorrendo sua tatuagem.

— Eu faço as perguntas, você só responde. — Foi rude, precisava estabelecer uma barreira entre os dois antes que enlouquecesse.

— Minha nossa, como você é mandão! — Crystal resmungou, sorrindo meio de canto e exibindo a covinha que tinha na bochecha.

— Você não faz ideia... — A frase de Derek ficou no ar, sem que nem mesmo ele soubesse ao certo qual era o sentido dela.

Foi o suficiente para que o clima se tornasse denso entre eles, os dois pares de olhos verdes presos um no outro, enquanto o coração de Crystal batia totalmente fora do ritmo.

Derek a viu corar adoravelmente. Sempre achou que essa coisa de garotas coradas era algo de filmes e livros. Uma parte dele, aquela parte selvagem, se sentiu plenamente satisfeita por causar aquela reação nela.

Crystal baixou a cabeça envergonhada, tinha algo no jeito de Derek que mexia com ela mais do que era apropriado. Olhou para os sapatos dele por um instante, e colocou um fio de cabelo atrás da orelha tentando se recompor.

— Mas então... Como eu estava dizendo. — A voz doce falhou um tom, mas prosseguiu mesmo assim. — Eu descobri da casa e ganhei o baú, foi aí que as bizarrices começaram.

— O que você quer dizer? — Derek também tentou focar no real motivo de estarem trancados naquele cubículo.

— Tente abri-lo. — Crystal estendeu o baú para ele.

Derek pegou o objeto e tentou abrir a tampa normalmente. Não funcionou. Depois disso fez uma série de tentativas frustradas. Não era possível que aquele pedaço de madeira não abrisse, mesmo com sua força lupina.

— Depois de quebrar a cabeça, eu descobri que o baú tem uma trava, eu não sei se é magica, ou coisa de mafioso futurista, mas ela só abre com o meu sangue, quer dizer, não que eu tenha pedido pra outra pessoa furar o dedo aqui pra testar... — Crystal pegou o objeto de volta e colocou o polegar no centro do triskelion.

Derek conseguiu sentir o cheiro de sangue, ao mesmo tempo em que o baú abria sem maiores problemas. Era impressionante, de fato. Mas o mistério do baú foi totalmente ofuscado pelo gesto que Crystal fez em seguida...

Ele levou o polegar até os lábios para estancar o sangue da picada, e Derek acompanhou o movimento como um hipnotizado acompanha o pêndulo.

Sua mente saiu do foco, qualquer logica se perdeu em meio ao desejo de seu lado lupino. Queria aquilo. Não o sangue, a boca... Foi impossível não imaginar o que poderia colocar entre aqueles lábios macios.

Sentiu o desejo se espalhar pelo seu corpo, como fogo corre pela pólvora, era tão intenso que chegou a ser dolorido.

Mas Crystal tinha feito o movimento tão instintivamente que sequer prestou atenção em Derek, ela estava concentrada no baú, e em saber se alguém mais poderia abri-lo.

— Quer tentar? — Ofereceu, estendendo o objeto de volta para Derek.

A pergunta levou alguns segundos pra tomar o sentido certo dentro da mente dele. Se forçou a permanecer no controle e a parar de agir como algum tipo de bicho no cio.

Colocou o dedo no triskelion, e embora tenha sentido a picada e perdido uma gota de sangue ali, antes de se curar rapidamente, não houve qualquer mudança no objeto. Derek não podia abrir o baú.

— Foi o que eu pensei. — Crystal pareceu um tanto decepcionada. — Bom, acontece que dentro do baú, além desse livro... — Pegou o diário nas mãos e Derek reparou que com ela não aconteceu qualquer queimadura. — Eu encontrei uma carta.

Crystal abriu o baú novamente e entregou a carta a Derek. Era algo pessoal, mas se queria respostas teria que confiar, foi nesse instante que percebeu que realmente confiava.

E isso era estranho, afinal Derek era rude, tinha invadido a casa dela, e agora estavam presos dentro de um closet, sem que Crystal demonstrasse qualquer hesitação quanto a isso, mesmo sabendo que ele era um lobisomem.

Derek leu a carta, e constatou que realmente era misteriosa, se convenceu que a mãe de Crystal era alguma criatura sobrenatural, mesmo que não tivesse ideia do que. Estava cada vez menos inclinado a desconfiar de Crystal, e não sabia se isso era pela história que ela estava contando ou simplesmente por causa dela em si.

— E junto com a carta, e é aí que a coisa fica estranha mesmo, eu encontrei uma foto, com uma árvore, a mesma árvore com a qual eu tinha sonhado na noite anterior, e com a qual eu continuei sonhando até que vim pra cá. — Ela voltou a explicar, enquanto ainda segurava o baú em suas mãos. — E eu sei que você vai dizer que é só uma árvore, mas não é, essa árvore é muito especifica, não dá pra esquecer. Essa é a foto, minha mãe e a mulher que eu acredito ser sua mãe estão nela, tem até um bilhete atrás.

Crystal entregou a foto, fazendo com que ele lesse o verso primeiro.

Derek reconheceu a caligrafia automaticamente e se surpreendeu com as palavras. Seja lá o que a mãe de Crystal fosse, ela fazia parte da alcateia Hale.

Observou a data e constatou que era o ano em que tinha nascido. Quanto mais coisas descobria, menos fazia sentido.

Foi então que ele finalmente virou a foto, para observar a imagem.

— Essa é a minha mãe, Eliza Green. — Crystal apontou.

Derek passou os olhos pela sua mãe, com uma barriga enorme de gravida e soube que ela esperava por ele na foto, e então encarou o rosto da mãe de Crystal.

Foi como um choque, e as coisas fizeram menos sentindo ainda...

— Eu conheço essa mulher, ela não se chama Eliza... — Ergueu os olhos para encarar Crystal que estava totalmente tensa e ansiosa. — Ela se chama Rosalyn Riven.

— Como é? Não, ela se chama Eliza. — A primeira reação de Crystal foi negar. Não entrava em sua cabeça que a mãe tivesse um nome falso.

— Rosalyn. — Derek reforçou, decidindo que talvez fosse melhor compartilhar suas informações com a garota. — Ela era amiga da minha mãe, eu me lembro de ouvir minha mãe dizendo que eram melhores amigas uma época, mas aparentemente sua mãe se afastou pouco antes de eu nascer. Mas ela aparecia em casa, uma vez por ano, na reunião da alcateia.

Enquanto contava se deu conta de porque o cheiro de Crystal era familiar, Rosalyn tinha aquele cheiro. No entanto, nenhuma das outras sensações que Derek tinha com a mais jovem se aplicavam a mãe dela.

O que Derek sentia quando estava perto de Crystal era diferente de qualquer coisa. As coisas que ela causava no lado selvagem dele, nunca tinham sido causadas por mulher alguma.

— Então ela era como você? — Crystal questionou, começando a ficar eufórica. — Isso significa que eu sou como você, certo?

Derek achou a empolgação dela engraçada, quase sorriu com isso.

— Não. Você não é uma loba, eu saberia se fosse, e sua mãe também não era. Minha mãe não falava muito dela, só que Rosalyn era especial e tinha se aposentado do mundo sobrenatural. Então eu não sei o que ela era — respondeu um tanto frustrado.

Nunca tinha se preocupado em saber mais de Rosalyn, embora a mãe ficasse diferente quando a mulher vinha visitá-los, ela se mostrava mais alegre, era praticamente como se tivesse um brilho diferente perto de Rosalyn.

— Então eu ainda posso ser uma bruxa, certo? — Crystal retrucou, voltando a sua ideia antiga e Derek revirou os olhos.

— Não tem essa coisa de bruxa, menina, esquece isso — devolveu em seu humor habitual.

— Como você sabe? — Ela usou aquele tom levemente superior de novo.

— Porque minha mãe disse que eu nunca precisaria me preocupar com bruxas. — Derek não se preocupou em esconder aquilo.

— Talvez ela não soubesse que bruxas existiam... — Crystal cruzou os braços e empinou o nariz.

Minha nossa como é irritante! Derek suspirou pesado, nada contente com a petulância da jovem.

— Eu não vou discutir isso com você. Não mesmo. Quer achar que é uma bruxa? Problema seu. Agora coloque o livro aí dentro que eu vou levar embora. — Apontou o diário, preferindo esconder o que o objeto causava nele.

Crystal parecia inocente, mas aquele diário estranho certamente tinha algo a ver com o suicido do menino, era uma pista. Uma garota baixinha e adorável não devia ficar com uma coisa daquelas.

— O que? Na-na-na-não. — Ela moveu o indicador da mão esquerda de um lado para o outro várias vezes, enquanto prendia o livro no baú. — Minha mãe deixou isso pra mim e é comigo que vai ficar, se fosse pra você ficar com isso, seu sangue abriria o baú.

Havia certa lógica no argumento dela, e talvez Derek tivesse admitido isso se não fosse a atitude teimosa da garota.

Não gostava de ser contrariado, ainda mais por uma nanica de um metro e meio. Não importava o quanto ela fosse deliciosamente perturbadora.

— Não ouse me desafiar. — Deu um passo na direção dela, imponente e ameaçador.

— Por que não? Vai fazer o quê? — Crystal não se intimidou, talvez fosse confiança demais, talvez fosse burrice. Deu um passo para frente também, e ergueu uma das sobrancelhas enquanto mantinhas as duas mãos na cintura e o nariz empinado.

Derek deu outro passo, perto o bastante para que a presença dele causasse borboletas no estômago de Crystal.

Ela desfez a postura e deu um passo para trás, sentindo as prateleiras em suas costas novamente, mas dessa vez Derek não se afastou, pelo contrário, ele deu outro passo na direção dela, de modo que a distância entre os dois era de menos de meio passo.

Os dois já haviam se esquecido totalmente de qualquer coisa que não fosse a distância mínima que os separava. Crystal tinha os olhos presos nos de Derek, a respiração fazendo seu peito subir e descer em um ritmo sem sentido.

Se ficasse na ponta dos pés e inclinasse o corpo apenas um pouco seus narizes podiam se tocar, pensou em fazer isso, mas não o fez, era como se estivesse parada no tempo. Mordeu o lábio inferior por puro instinto e Derek acompanhou o movimento com tanto interesse que a fez se arrepiar.

O que eu estou fazendo? O pensamento ecoou na mente dos dois ao mesmo tempo, como se estivessem em sincronia perfeita.

No entanto nenhum deles recuou. Derek se inclinou um pouco mais, apoiando o braço na prateleira e ela virou levemente a cabeça para apreciar os músculos dele, mas não demorou muito para que os dois pares de olhos verdes estivessem presos um no outro de novo.

Derek franziu a sobrancelha apenas um milímetro, como se uma parte de seu cérebro ainda quisesse achar uma explicação lógica para aquela atração evidente, mas aquilo estava tão distante de sua mente consciente naquele momento que ele mal pôde ouvir a parte sensata de seus pensamentos. Era como na noite anterior, quando ele viu Crystal na janela e todo o resto sumiu.

Foi a vez da jovem se mover alguns milímetros, inclinando o corpo para frente e passando os olhos pelo rosto de Derek enquanto o fazia. Havia apenas o espaço de um sopro entre o rosto dos dois.

— Crystal, querida, está pronto, vem comer!

O susto fez com que a jovem batesse a cabeça na prateleira atrás dela, quando se afastou bruscamente. Ao mesmo tempo em que Derek dava três passos para trás. Ambos agindo como se tivessem saído de um transe. Todo o clima se perdendo e se tornando constrangedor.

— Eu já vou, vovó. — Gritou de volta, mal reconhecendo sua voz.

Derek ainda estava tentando entender o que tinha acontecido ali, quando abriu a porta do closet.

— Onde você vai? — Crystal perguntou, fazendo o possível pra recuperar o controle das pernas e correr atrás dele, que já estava próximo a janela.

— Embora — respondeu apenas.

— Mas eu ainda tenho perguntas. — Ela protestou, parecendo decepcionada.

— Eu também, por isso eu vou atrás das respostas. — Derek declarou com tanta segurança, que Crystal não pôde fazer outra coisa a não ser confiar nele.

— Me dá o seu celular. — A jovem estendeu a mão direita e ele a olhou sem entender. — Seu aparelho de celular.

— Por quê? — Ele perguntou desconfiado.

— Ah, qual é? Você entrou no meu quarto feito um maníaco sexual pervertido, você me deve isso. — Crystal moveu os dedos impacientemente e Derek bufou contrariado. Teria se ofendido com o comentário, se ele mesmo não houvesse pensando a mesma coisa sobre suas atitudes.

Tirou o aparelho do bolso e entregou para Crystal, mas ela o estendeu de volta impaciente assim que olhou a tela.

— Você tem que desbloquear, gênio. — Revirou os olhos, enquanto Derek aparentava ainda mais desconfiança. — Relaxa, eu não vou olhar seus nudes, vou fazer uma ligação, só isso.

Derek colocou a digital sobre o botão e o aparelho foi destravado, Crystal digitou os números rapidamente, e sua agilidade deixou claro para Derek que ela devia viver pendurada no celular.

Dois segundos depois uma música pop começou a tocar e Crystal tirou o próprio telefone celular do bolso, olhando a tela por um segundo antes de desligar e digitar mais alguma coisa no aparelho de Derek, tirando uma foto de si mesma no processo.

— Agora eu tenho seu número, e você tem o meu — explicou animada, devolvendo o celular para o dono.

— Você podia ter pedido o número apenas, não precisava pegar o celular. — Derek retrucou entre rude e confuso.

— E você podia mentir... — Crystal jogou de volta e não recebeu a melhor das expressões como resposta. — Viu como é ruim quando duvidam da gente?

A acusação fazia sentindo, então Derek se limitou a se virar para a janela no intuído de ir embota.

— Espera. Como é seu nome? — Crystal perguntou dando dois passos apressados para frente. — Sabe, pra salvar na agenda... Ou eu devo gravar como "lobo mandão"?

Ele se esforçou pra não revirar os olhos, mesmo que o humor dela realmente desse nos nervos.

— Derek. Derek Hale — respondeu neutro, pronto pra pular.

— Derek? — Crystal chamou, e ouvir seu nome dito por ela vez o corpo todo de Derek se arrepiar.

Segurou o parapeito da janela por medo do que seus impulsos selvagens podiam fazer. Eu certamente não quero outra situação como a do closet... ou quero? Duvidou de si mesmo, e teve que balançar sutilmente a cabeça pra espantar aqueles pensamentos, antes de finalmente encarar a jovem.

— Você devia trabalhar essas suas ameaças, sabe? — Ela riu meio de canto, e mordei a lateral do lábio antes de continuar. — Porque agora, elas parecem muito com algum tipo de... investida sexual.

O rosto inteiro dela corou, e sua expressão de menina sapeca fez Derek segurar o parapeito ainda mais forte. Ele não esperava aquilo e não conseguiu pensar em algo rápido o bastante pra responder.

— Eu mando mensagem... — Crystal balançou o celular e deu um passo em direção a porta do quarto. — Até mais.

Ela saiu primeiro, fechando a porta atrás de si e deixando Derek exatamente onde ele estava.

Ele acabou negando algumas vezes antes de rir de canto. Irritantemente adorável, que maldita! Pensou, enquanto acendia a tela do celular.

Em sua agenda o número da garota já estava salvo, ela tinha escrito Crystal Green e colocado um coração na frente, seguido de uma coroa. Derek não mudou aquilo, tão pouco apagou a foto que ela tinha colocado como ID de contato.

Era uma foto bonita afinal de contas...

Notas finais
Eita que a coisa nem começou e já tá pegando fogo uahsuahsuahsuhs Derek não consegue conter as saliências do seu lado selvagem uashuahsuhs E Crystal não fica muito atrás tbm neh, finalmente ela disse pra ele uma coisa que alguém devia ter dito lááá na primeira temporada, as ameaças do Derek parecem mais com investidas sexuais (Stiles que o diga uahsuahs) E claro tivemos a primeira resposta sobre a mãe da Crystal e porque Derek não se lembrava de nenhum Green no circulo de convivência da mãe. É porque Eliza, não era uma Green e sim uma Riven (Além de se chamar Rosalyn) agora que ele achou a ponta do mistério não estamos muito longe de descobrir tudinho. Então o proximo é sobre Derek procurando respostas e Crystal lidando com os novos amigos, e claro, aquela troca de números não foi por nada aushauhsuash Pra quem teve a curiosidade despertada pra saber qual é a foto que a Crystal tirou, eu escolhi essa: https://i.imgur.com/2aumQbv.jpg Por enquanto é isso. Nos vemos semana que vem! Bjss e até