Notas iniciais
Hey Wolfies!! Nossa corrida semanal com os lobos deu uma leve atrasada, mas eu já estou de volta (foi um dia só, dá pra perdoar neh? uashuahs) Primeiro de tudo, quero agradecer todo mundo que está comentando e favoritando a fic, sério, eu sei que sempre digo isso, mas o carinho de vocês sempre me motiva a escrever mais. Vocês são as melhores! E vamos ao cap, que dessa vez é basicamente sobre Thiam, espero que gostem. Boa leitura!

— Ela é uma ingrata, isso sim... — Liam jogou a mão para o alto enquanto falava.

Estava totalmente bêbado, deitado na mesa cirúrgica da clínica veterinária.

Ele e Theo tinham ido diretamente para lá, depois que compraram algumas garrafas de bebida alcoólica, assim que saíram do Sinema. O local não tinha sido escolhido à toa, primeiro e mais importante, Liam não poderia ficar bêbado daquele jeito dentro da própria casa, e segundo, Theo sabia que Deaton tinha a erva que ele precisava na clínica. Acônito.

E já que o veterinário estava viajando, o local estava totalmente livre.

Quando chegaram, Theo queimou as folhas que precisava, as transformando em pó e colocando em um copo com um pouco de água.

Liam não estava muito disposto a tomar, inicialmente, afinal acônito poderia até matar um lobisomem, então Theo teve que explicar que aquela variedade de acônito era mais fraca, além de estar em quantidade quase mínima e serviria apenas pra bloquear as habilidades de regeneração acelerada de Liam, sequer duraria a noite toda, apenas algumas horas.

Liam, nada satisfeito com a explicação, obrigou Theo a beber primeiro, só cedendo depois que constatou que não havia mesmo nenhum perigo.

O beta de Scott era uma negação para bebida, tanto que ficou alto com muita facilidade e isso acabou fazendo Theo se arrepender amargamente de toda aquela besteira.

O Liam bêbado não calava a boca, e o pior, só falava de Hayden, de modo que, naquele ponto da noite, Theo já estava bebendo apenas para aturar o garoto.

Isso é tudo culpa da Crystal, ela me paga! Revirou os olhos, bebendo direto da garrafa, enquanto Liam continuava resmungando e reclamando sobre a partida da ex-namorada.

— Eu praticamente salvei a vida dela... — O mais novo pronunciava as palavras de modo enrolado e usava um tom desnecessariamente alto.

— Cala a boca! — Theo, que estava sentado no chão, jogou um dos copos de plástico em Liam.

O objeto seguiu certeiro, mas o garoto deitado na mesa cirúrgica não foi capaz de segurá-lo, ou impedi-lo, de modo que o copinho bateu em seu rosto e depois rolou para o chão.

— Nem doeu... — Liam deu de ombros totalmente superior, e Theo prometeu a si mesmo que nunca mais daria bebida para aquele idiota.

Lançou um olhar tão frio para o mais novo que Liam ergueu uma das mãos em sinal de rendição.

— 'Tá bom, vou parar... — falou, rolando para a esquerda, no intuito de se levantar, mas tropeçou no ar e caiu sentado no chão. — Vamos jogar um... jogo.

Theo suspirou profundamente, farto de tanta idiotice, mas decidiu que qualquer coisa era melhor que ouvir Liam falando da ex:

— Que jogo?

— Vamos jogar "eu nunca" — Liam propôs, se arrastando para o lado de Theo, e pegando a própria garrafa. — É bem fácil, eu falo "eu nunca..." e completo com alguma coisa, se eu já fiz tenho que beber, se eu nunca fiz, não bebo.

— Eu conheço esse jogo idiota, não precisava explicar — Theo devolveu ainda mais entediado.

Liam deu um sorriso embriagado:

— Eu começo... — Parou pra pensar. — Eu nunca... Eu nunca abandonei nenhuma namorada.

Ele bateu na mesma tecla outra vez e Theo teve vontade de quebrar a garrava na cabeça dele. Sua expressão deixou claro seu descontentamento e raiva, mas Liam não deu a mínima.

Ninguém bebeu.

Você vai ver seu cretino... Theo se preparou para a sua pergunta.

— Eu nunca fiquei bêbado, sofrendo e chorando por alguém que claramente não dá a mínima pra mim — alfinetou, e Liam entendeu a indireta, fez um olhar de tédio e bebeu um gole de bebida.

Theo não bebeu, mas devia, o motivo de ser tão tolerante a álcool e de saber que aquela variedade de acônito tinha aquele efeito, era porque já tinha se embebedado muito, sofrendo pela falta de uma família, na época em que vivia por aí com os Dread Doctors.

Sim, havia se entregado como cobaia para os cientistas de livre e espontânea vontade, fazendo algo terrível pra ser aceito e se tornar uma quimera, mas em sua mente de criança aquilo tinha um motivo. Infelizmente crianças nem sempre sabem o que estão fazendo...

Depois, era tarde demais pra voltar atrás, então Theo prosseguiu com seu plano, já tinha se tornado especial, então decidiu ser ainda mais, conseguindo o poder de um alfa e roubando uma alcateia pra si.

Mas naquele momento, no limite entre a lucidez e embriagues, Theo pensou se realmente teria feito alguma diferença se tivesse conquistado o poder de Scott, se tivesse roubado a alcateia dele, estaria feliz? Quis pensar que sim, afinal não podia admitir que tinha feito coisas terríveis e desperdiçado toda a infância e adolescência, morando em lugares imundos, com velhos decrépitos que o tratavam como um rato de laboratório, pra nada. Porém, algo em sua mente disse o contrário. Theo não estaria feliz, mesmo com todo o poder, ele desejaria mais.

Por que no fundo, não era sobre o poder, não era sobre a alcateia, era sobre ser aceito... Estava no meio do pensamento quando Liam o interrompeu.

— Eu nunca... — O garoto recomeçou e teve que pensar, queria dar o troco. — Eu nunca matei ninguém.

Fez um olhar acusatório para Theo, que bebeu da sua garrafa como se como se não se importasse com aquele fato. Realmente não se importava no começo, mas naquela altura já não sabia mais.

Hora de ir para o próximo nível, qualquer coisa estávamos muito bêbados mesmo. Theo pensou, enquanto decidia a pergunta bastante comprometedora que faria a seguir.

Era uma via de mão dupla, mas resolveu arriscar.

— Eu nunca... fiquei excitado vendo outro homem pelado — declarou com um sorriso cretino nos lábios.

Liam engoliu em seco. Theo tinha acabado de citar o "incidente" que acontecera semanas antes...

Liam tinha entrado no banheiro no momento em que Theo estava lá, totalmente nu depois de um banho. A situação não era pra ser grande coisa, o problema foi que Liam continuou encarando por um tempo e, bom, até queria negar, mas o cheiro de excitação que exalou de si mesmo naquele momento não permitiria isso. Merdas de ser um lobisomem e uma quimera com sentidos super apurados.

O evento fora o pivô da partida de Theo, e depois disso os dois não tocaram mais no assunto, agindo como se nunca tivesse acontecido.

Mesmo naquele momento, ao lembrar da cena, Liam sentiu o sangue correr mais quente dentro das veias. Levou a garrafa lentamente aos lábios e tomou um gole, sem conseguir tirar os olhos de Liam que o observava atentamente, usando um sorriso de lado que só deixava a situação mais... libidinosa.

Havia uma certa vantagem que seus faros não estivessem funcionando naquele momento, já que tinham ingerido acônito, ambos estavam seguros de qualquer odor que denunciasse suas emoções.

— Sua vez — Theo afirmou calmamente, enquanto Liam ainda abaixava a garrafa.

O mais novo foi tomado por uma coragem imediata, talvez fosse o álcool, ou talvez fossem apenas os hormônios. Dois podem jogar esse jogo...

— Eu nunca fiquei excitado, porque outro cara estava me vendo pelado. — Touchê! Pensou, exibindo um sorriso vitorioso.

Acontece que o incidente tinha sido uma via de mão dupla, afinal Theo tinha se comprometido também. Ficou inegavelmente excitando ao se ver sob o olhar atento e interessado de Liam.

Mas no caso de Theo, ninguém precisaria de poderes sobre-humanos para descobrir sua excitação, afinal o membro de seu corpo que denunciava essa excitação estava completamente exposto naquele momento.

Uma ereção e tanto... Liam quase se perdeu na memória daquele momento.

Theo soltou uma risadinha sacana, deixando um sorriso brincar em seu rosto, antes de beber um gole exageradamente longo da bebida.

Estava brincando com fogo, sabia disso, mas vai ver quisesse se queimar. Levantou uma das sobrancelhas, como quem diz: "era isso que você queria?"

Liam engoliu em seco novamente, todo seu corpo reagia a Theo de formas desconcertantes.

— Sua vez... — avisou apenas para que o silencio não pairasse entre eles.

Theo tinha os olhos fixos em Liam, uma ideia louca passou pela sua mente, era arriscada, insana, mas, apenas pensar sobre, o deixou eufórico demais pra simplesmente deixar de lado.

Esqueça os rótulos, apenas duas pessoas e só... Lembrou do conselho de Crystal e tomou coragem para dizer o que estava em sua mente:

— Eu nunca... nunca quis beijar a pessoa que está sentada na minha frente.

Liam paralisou, seu rosto ficou vermelho e suas mãos tremeram, o sangue começou a correr quente por uma parte bastante especifica de seu corpo. Ele apertou o gargalho da garrafa. Os olhos de Theo sobre ele pareciam fogo. Bebeu. Um gole longo, o maior gole da noite.

Abaixou a garrafa e encarou Theo. Era um desafio. O jogo valia para os dois lados. Theo também tinha que responder...

O garoto quimera estava sério, muito sério, tinha vencido, mas seu coração batia tão acelerado que isso pouco importou, não tinha imaginado que gostaria tanto de um jogo idiota.

Por fim ele sorriu de canto, um sorriso charmoso e cheio de malicia. Virou a garrafa nos lábios, tomando o restante do conteúdo inteiro, como se aquilo fosse algum tipo de competição pra saber bebia mais, ou melhor, quem queria mais.

Liam sequer piscou. Engoliu em seco. Tremeu. Seu coração batia frenético... E, como se estivessem dançando a mesma música, os dois garotos se moveram ao mesmo tempo, impulsionando seus corpos pra frente, fazendo seus lábios se chocarem no meio do caminho.

Começou desajeitado, quase como se não soubessem o que fazer com as mãos e com as bocas. Havia alguma diferença entre beijar meninas e meninos? A resposta era simples: não importava.

Aos poucos, os dois foram se encaixando em uma dinâmica própria, deixando que o desejo os dominasse, levando a coisa para um nível mais voraz bem rápido.

Estavam de pé, mesmo sem terem percebido que haviam se levantando, seus pés se moviam, fazendo seus corpos se baterem contra a mobília da clínica. Entre os suspiros, as mãos se moviam e exploravam novos lugares... Cabelos e músculos. Braços, peitorais e abdomens. Rápido e quente.

Liam e Theo transformaram o beijo em uma disputa, assim como transformavam qualquer conversa tola entre eles. Quem estava no controle? Outra resposta simples: ninguém.

Seus corpos se esfregavam um no outro, em busca de mais contato do que as roupas permitiam. E foi nesse instante que os dois ouviram a porta da clínica ser aberta.

Se desgrudaram no mesmo instante, ficando em lados opostos do lugar, em uma velocidade absurda até mesmo para lobisomens.

Deaton entrou no cômodo que eles estavam alguns segundos depois, e imediatamente ficou surpreso.

— O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntou, olhando de um garoto para o outro.

— Nada, nós é... — Liam ainda estava bêbado, embora tentasse passar alguma segurança através da voz. — Eu e o Theo, nós... — Apontou de um para o outro três vezes e ficou sem saber o que dizer em seguida. A presença de Theo do outro lado da sala era o bastante para distraí-lo.

— Estávamos tentando descobrir algo sobre o suposto suicídio. Ficou sabendo? — O garoto quimera respondeu com naturalidade invejável.

Ainda é um ótimo mentiroso... Liam pontuou mentalmente, vendo que Deaton tinha assentido positivamente.

— E onde está o material de pesquisa de vocês? — O veterinário questionou, depois de olhar o lugar e não ver nada além de bebidas.

— Aqui e aqui? — Theo apontou o celular e a cabeça, agindo como se aquelas perguntas fossem idiotas.

Deaton não se deu por convencido:

— E as bebidas? — Apontou as garrafas no chão e Liam arregalou os olhos para Theo, que ainda mantinha a postura calma e controlada.

— Podemos beber e pesquisar ao mesmo tempo, não é um crime. — Theo deu de ombros, como se nada demais estivesse acontecendo ali.

Até Liam chegou a acreditar que nada demais estava acontecendo, e acabou ficando mais calmo por isso.

— Você mesmo disse que podíamos usar a clínica. — O beta de Scott apontou e Deaton negou algumas vezes, como quem diz: "Crianças..."

— Por que voltou tão cedo? — Theo questionou, observando o homem com cuidado. — Disse que não estaria na cidade até o verão.

— Peter Hale me ligou e avisou sobre a garota, por isso estou aqui — Deaton respondeu simplesmente, achando que os dois garotos estavam a par de tudo.

— Que garota? — Liam indagou interessado.

— Derek não contou pra vocês? — O veterinário ficou surpreso, tirou o casaco e o jogou sobre a mesa cirúrgica, enquanto arrumava as mangas da camisa longa que vestia.

— Derek não é de confraternizar. — Theo deu de ombros, não escondia que tinha uma certa birra de Derek.

Não gostava de ser chamado de "lobisomem fajuto" ainda mais por um cara que não tinha feito qualquer esforço para ter seus poderes, simplesmente havia nascido com eles.

— Aparentemente a filha de um membro muito importante da alcateia Hale acabou de se mudar pra cidade. — Deaton explicou, abrindo uma gaveta de um móvel dali e tirando uma pasta de um fundo falso. — Vocês devem conhecê-la, deve ter mais ou menos a idade de vocês.

Colocou a pasta sobre a mesa, como se estivesse preparando alguma coisa.

— Espera. A única novata na escola é a Crystal... — Theo deduziu rapidamente.

— Eu sabia que ela não era normal! Tinha certeza! — Liam exclamou em uma quase comemoração. Aquele cheiro tinha que ser sobrenatural, não tinha outra explicação.

Mas aquela alegria momentânea se transformou em preocupação, assim que Deaton mandou Liam ligar para Corey e Mason, pois todos tinham que estar ali. Algo importante estava prestes a acontecer...

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Já passava da meia noite, mas a luz de cabeceira de Crystal Green ainda estava acesa. Sob a escassa luz, sua mão se movia no caderno de desenhos, traçando linhas finas e delicadas, um rosto se formava aos poucos: Derek Hale.

Crystal suspirou profundamente, jogando o caderno em um móvel ao lado da cama e passando a mão pelo rosto, deixando o corpo escorregar para o colchão. Estava louca. Só podia estar...

Quer dizer, não que se apaixonar perdidamente por um estranho misterioso e bonitão fosse algo fora da realidade de qualquer adolescente do país. Mesmo Crystal já havia se apaixonado algumas vezes. Mas não daquele jeito.

Era mais que paixão apenas, era algo magnético, como se fosse invisível, que a atraía para Derek Hale como um metal para um imã. Soava até clichê, mas era a verdade...

Fechou os olhos tentando dormir, mas sua mente vagou para o momento que os dois haviam compartilhado no carro. Intenso e quente.

Novamente, não era como se aquele tipo de pegação fosse novidade para qualquer adolescente, mas Crystal, embora não fosse uma santa, costumava se manter ciente de seus limites. Claro que já havia beijado garotos dentro do carro. Mas era diferente com Derek...

Todo o corpo de Crystal entrava em frenesi perto dele. Sequer haviam se beijado realmente... E a jovem nem precisava disso pra saber que teria ido mais longe.

Ainda podia sentir os dedos de Derek em sua pele, na região do busto, apertando sua coxa, fazendo com que seu corpo entrasse em combustão.

Havia algo sobre estar perto de Derek Hale que era diferente de estar perto de qualquer outro garoto. Parecia certo. Como quando duas coisas se encaixam perfeitamente e você sabe que foram feitas uma pra outra.

Era isso. Crystal se sentia feita para Derek, como se ela fosse dele, totalmente dele, e esse sentimento era assustador e poderoso. Parecia loucura, mas aos mesmo tempo era real e palpável. Ela era dele. Assim como a noite é da Lua.

Eu 'tô muito louca. Crystal riu com ela mesma, se enrolando nos edredons, esperando o sono vir, mas deixando sua mente correr solta por uma realidade onde ela e Derek não haviam sido interrompidos.

Era quase como se pudesse sentir os lábios de Derek nos seus, enquanto imaginava. As mãos dele explorando seu corpo, ao mesmo tempo que as dela conheciam o dele.

Tiraria a camiseta dele e certamente haveria um peitoral incrível por baixo dela. Correria os dedos pelo seu abdômen, sentindo os músculos, descendo por um caminho perigoso...

Crystal tinha um sorriso nos lábios quando adormeceu, ainda com esses pensamentos em sua mente.

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Derek Hale acordou suado e ofegante. Seus batimentos estavam disparados e todo seu corpo estava em frenesi.

Foi um sonho... constatou, olhando ao redor e vendo que estava em seu loft, sozinho. Riu meio sem humor, enquanto passava mão no rosto, incapaz de espantar as imagens de sua mente. Um sonho e tanto...

Estava no carro com Crystal e daquela vez não tinham sido interrompidos. Eu a beijei, lembrou, deixando o corpo cair novamente na cama e encarado o teto.

Era como se pudesse sentir os dedos da garota percorrendo seu abdômen. Fora um sonho intenso, mas Derek achou estranho, quase doce demais, nada parecido com os pensamentos que tinham passado por sua mente quando estava no carro com ela.

Riu novamente, percebendo que doce ou não, verdade ou não, o sonho causara efeitos bem reais em seu corpo. Jogou os braços sobre os olhos e suspirou. Aquela obsessão por Crystal Green estava passando um pouco dos limites.

Preciso ocupar minha mente com algo produtivo, pensou, e foi quando seu celular apitou ao lado da cama. Odiava profundamente o som que aquela porcaria fazia.

Estou aqui em baixo, desça.

A mensagem era de Peter Hale e instintivamente Derek fez uma careta para o tom imperativo usado nela.

O idiota pensa que ainda é um alfa... resmungou mentalmente, se colocando de pé.

Alguns minutos depois estava na rua, vestindo calça jeans e uma camiseta cinza.

Peter Hale, estava parado na frente de seu carro, um modelo ainda mais caro que o camaro de Derek. Analisou o sobrinho de modo perspicaz e alguns detalhes interessantes não passaram batido.

— Hey, Derek, noite ruim? — Perguntou, sem se desencostar do carro.

— Por que você acha isso? — Derek foi um tanto mais rude do que pretendia.

— Porque você fede a frustração — Peter retrucou, como se aquele fato fosse óbvio.

— Vai ver a culpa seja sua, eu não gosto de ser tirado da minha casa no meio da madrugada. — O moreno deu de ombros, querendo desconversar logo e passar para o que importava. Peter tinha o dom de tirá-lo do sério.

— Você está sexualmente frustrado por minha culpa? — A risada irônica do Hale mais velho cortou o ar e Derek se limitou a revirar os olhos. — Isso é algo estranho pra dizer sobre o seu próprio tio... Talvez você esteja vendo seriados demais, Derek.

O moreno não entendeu a última parte, mas não gastou seu tempo com isso, o tio era bastante integrado com o mundo dos humanos, certamente era algo referente a esse tipo de coisa.

— O que você quer, Peter? — A pergunta dura de Derek não afetou em nada o tio.

— O que eu quero? — Ele repetiu apontando para si mesmo. — Foi você que me mandou mensagem sobre Rosalyn Riven.

— Você veio da França até aqui, só por causa disso? — A desconfiança ficou clara em cada palavra de Derek.

Não fazia sentido o tio ter atravessado o país para dizer uma coisa que podia ter dito por telefone. Algo mais estava acontecendo.

— Você realmente não faz ideia, não é? — A voz de Peter era mórbida, Derek teve um péssimo pressentimento.

— O que ela é, Peter? — Questionou e sua voz tremeu um tom, só então Derek realmente se deu conta do quando estava envolvido por Crystal.

Se ela fosse ruim, como Jennifer e Kate, seria bem pior do que das outras duas vezes.

— Isso não é sobre o que a garota é, Derek, é bem pior que isso. — Peter finalmente desencostou do carro. — Precisamos nos preparar. Tempos sombrios estão chegando...

E como se fosse um sinal de mau agouro, um corvo negro cortou o céu, fazendo um sentimento ruim brotar no peito de Derek Hale, instintivamente ele soube que a paz de Beacon Hills estava prestes a acabar...

Notas finais
Aeeeeee Thiam é super real, OTP maravilhoso *---* (finalmente soubemos do tal "incidente" aushaush) Deaton atrapalhou um pouco a pegação, mas pelo menos não deu uma de Parish e chegou bem na hora do beijo uahsuhs Vamos ver como os dois vão lidar com esse acontecimento, quando o efeito do álcool passar, neh? Peter dando o ar da graça e trazendo o chamando o Deaton pra voltar também, coisa boa não pode ser neh gente... No próximo finalmente o mistério acabada (amém uahsuahs) E aí, ultima chance pra teorizar sobre o que a Crystal é, palpites? Ainda não tenho previsão para o próximo, porque como tenho que encaixar todas as explicações certinho e não sei qual vai ser o tamanho, mas assim que possível eu posto. Bjss e até mais!