Rune's Quest

1 Conheça Rune


Notas iniciais
Ernest e Alli Pierrot conhecem seu conselheiro mágico, Rune.

-AURA PROTETORA! -Por mais que quisesse, Alli não conseguia fazer o feitiço funcionar — Qual é? AURA PROTETORA! AURA PROTETORA! AURA PROTETORA! Quem eu quero enganar? Isso nunca vai dar certo.

Enquanto ela se sentava e fazia uma cara de tédio, seu irmão, Ernest sofria do mesmo mal, ao não conseguir fazer sequer uma brisa de gelo.

-Vamos, poderes idiotas! Porque vocês não funcionam? — Ernest mantinha sua mão aberta em direção ao nada, mas não conhecia fazer nem flocos de neve — Isso é tão injusto! Posso sentar, Alli?

A frustração dos irmãos Pierrot era mais comum a cada dia: eram os magos mais "atrasados" do campus, enquanto os outros conseguiam erguer vulcões que expeliam ursinhos de pelúcia ou teletransportar-se para o outro lugar do mundo, eles mal conseguiam sentir a magia.

-Eu cansei disso. -Ernest disse e se levantou — Não aguento mais ser um inútil. Quero ser conhecido como alguém importante, e não como um ventilador.

-Quebrado. -Disse Alli num tom inocente.

-Valeu a força, mas eu me motivo sozinho. Alli, sei que você quer ajudar as pessoas, mas não vai poder fazer isso se não consegue nem fortalecer as suas células.

-Tem razão! Não posso ser uma imprestável! Vou treinar toda a minha vida e vou conseguir atingir meu nível máximo de satisfação! -Alli disse com seu rosto rosado e olhos brilhantes.

-Você já treinoutoda sua vida e ainda está aí. Vamos falar com Nestor, o Supremo, ele vai saber o que fazer! Talvez nossos cérebros não suportem a magia!

-Não seria a primeira coisa que eles não suportam.

Ernest e Alli, apesar de irmãos, tem poderes extremamente diferentes. Enquanto ele herdou os poderes do Império de Gelo, da sua mãe, ela herdou os poderes defensivos de seu pai. Ernest é cinco anos mais velhos que Alli, mas ambos tem a mesma mentalidade de uma criança com cinco anos.

Ao entrar na presença de Nestor, o Supremo, deve-se fazer um juramento de neutralizar sua magia ao adentrar o templo, e deixar os sapatos do lado de fora, já que os Faxineiros Supremos estão de greve.

-Grande Nestor! — Ernest gritou para que o gigante o escutasse — Somos os irmãos Pierrot, Ernest e Alli, viemos aqui, desesperadamente em busca de aconselhamento espiritual para evoluirmos em nossas habilidades arcanas!

-É o quê? -A voz ensurdecedora de Nestor, o Supremo , fez a cabeça de Alli ferver.

-A gente quer ajuda, seu surdo! -Ernest simplesmente viu a morte dando oi pra ele; na frente dos seus olhos, ele sabe que quando sua temperamental irmãzinha perde o controle, ninguém podia fazer mais nada — Tira essa bundona gorda desse trono estúpido e fala o que a gente tem que fazer pra ser feiticeiros avacalhados como você!

-Ah, é isso. — Nestor parecia entediado — Cancelem o juramento e mostrem-me seu potencial.

-NÃO TEM POTENCIAL! — Ernest gritou para o teto.

-Entendo... Vou chamar um conselheiro mágico para vocês. Ele é o melhor. — Um vórtex surgiu ao lado da escuridão que encobria o rosto de Nestor — Chame Rune, ele está encarregado de uma dupla de plebeus! É, de novo! — O vórtex sumiu e ele se virou para falar com os Pierrot — Ele vai chegar logo, esperem lá fora.

Esperando a chegada do suspeito conselheiro, Ernest e Alli começaram a inventar conversas.

-O que acha? — Ernest perguntou enquanto deitava na grama verde e límpida da colina.

-Que ele deveria contratar novos Faxineiros Supremos. -Ernest simplesmente a encarou — Sério, maninho, olha pro meu pé. Vê como ele ficou sujo? De que adianta ser temido por todos, ser supremo e essas coisas, se seus faxineiros não servem pra nada?

Uma figura encapuzada voou até os dois, sem cerimonia nem nada. A figura os mandou ficar de pé.

-Vocês são os Pierrot? — A voz áspera e grave da figura levantava uma leve suspeita de tédio e desinteresse — Eu sou Rune, seu conselheiro, espero que eu possa ajudá-los e blá blá blá.

-Você é nosso conselheiro? Achei que alguém mais visível fosse escolhido. -Alli comentou isso, pois Rune usava uma capa negra como as asas da graúna que lhe cobria tudo menos os olhos.

-Alli, isso não importa, ele vai nos tornar magos excelentes e vamos ter poderes incríveis! — Ernest e Alli estavam felizes, até a liberação da bomba.

-Isso não vai ser fácil. -Rune falou e eles pararam de dançar — Haverão momentos em que seus ossos vão estar quase se partindo e vocês vão querer desistir, pedirão clemência aos deuses e irão se arrepender de terem me pedido ajuda.

-Por isso que eu tenho feitiços defensivos, bobão. -Nada poderia abalar a alegria dos irmãos Pierrot.

-Vamos ver como vocês vão se sair...

Notas finais
:3 espero que tenham gostado