Runaway

13 Capther Twelve


Notas iniciais
E ai Brasil? Tudo beleza? Mais um capítulo quentinho para vocês ;) Espero que apreciem :3 Boa Leitura!

Mais um dia começava. O sol nem havia nascido, mas já havia alguém bem acordado. Na verdade Byakuya não havia dormido direito naquela noite, pensando no plano. Exatamente como nas outras seguidas desde que acontecera tudo aquilo. Não tivera muito tempo para falar com Renji sobre o assunto depois daquele dia, já que Zaraki passou a ficar em casa o tempo todo. E não iria ficar de cochicho com o ruivo, senão o outro poderia desconfiar. Então a noite era quando lhe sobrava tempo para pensar sossegado.

Tudo já estava combinado entre ele e Renji, somente esperando uma brecha vinda de Kenpachi. E isso não era um grande problema. Bastava que ele saísse por um dia e eles não perderiam a oportunidade. Mas ultimamente um pequeno detalhe rondava a mente de do moreno: a porta. Como abriria a única porta que dava acesso ao lado de fora, se Zaraki a trancava e carregava consigo a única chave? Renji tinha sugerido arrombá-la, mas essa hipótese foi descartada por Byakuya, pois isso chamaria muito a atenção dos homens que guardavam o portão. E nem dava para pensar nas janelas, pois todas haviam cadeados em suas trancas. Enfim, teria que conseguir a chave de qualquer forma. Mas como enganar Zaraki e conseguir a chave? Ele daria falta dela para trancar a porta ao sair. Agora tinha de criar uma jogada de mestre, ou ia tudo por agua á baixo.

Se levantou da cama, pondo os pés descalços em contato com o chão frio. Olhou para o lado, vendo Zaraki dormindo pesadamente. Isso era ótimo. Vestiu o hobbie de cetim e deixou o cômodo. Desceu as escadas devagar para não acordar ninguém, se dirigindo até os aposentos de Renji. Bateu na porta e ele logo respondeu

– Me desculpe ter vindo tão cedo. — o moreno adentrou o cômodo e Renji fechou a porta. — Aproveitei que Zaraki está num sono pesado.

– Tudo bem. — o rapaz sorriu e se sentou na cama, convidando Byakuya a fazer o mesmo. — E então? Sabe se ele vai sair hoje?

– Tudo indica que sim. Mas ainda há um problema. — o moreno anunciou em desânimo. — Como vamos abrir a porta de entrada se Zaraki sempre carrega a chave com ele?

– Agora você me pegou. Eu acabei não pensando mais nesse assunto. — o rapaz levou a mão ao queixo e ponderou alguns instantes. — Ele não pode deixar com alguém?

– Alguém quem, Renji?! Com você é que não vai ser e muito menos eu.

– Não sei, com a Alissa talvez. — o ruivo deu os ombros.

– Claro que não. — Byakuya tocou o ombro dele. — Temos que pensar em algo.

– Bom...deixe-me pensar. — eles ficaram se encarando por vários instantes, até que uma luz pareceu iluminar o rosto de Renji, fazendo seu semblante desanuviar. — É claro, como eu não pensei nisso!

– O que foi?

– Uma chave mestra. — o ruivo sorriu animadoramente, mas percebeu o moreno franzir as sobrancelhas. — Sabe o que é?

– Não faço ideia — Byakuya balançou a cabeça em negação. Já tinha ouvido sobre isso de alguém, mas não se recordava muito bem.

– A chave mestra é uma chave que abre qualquer porta. Era usada antigamente, para que os empregado não tivessem que andar com um molho de chaves para trancar a casa. Todo lugar muito grande e antigo costuma ter. — Renji sorriu, segurando as mãos alvas entre as suas. — Com certeza essa casa deve ter uma, só precisamos encontrá-la. Sabe aonde Zaraki poderia guardá-la?

– Provavelmente deve ser no escritório. — respondeu.

– Bom, procuraremos assim que ele sair. — o ruivo ergueu a mão do moreno e a beijou. — Agora é melhor você voltar, pois ele pode ficar desconfiado se acordar e não estiver ao lado dele.

– Tem razão. — soltou a mão do ruivo, acariciando sua bochecha.

Se despediu rapidamente de Renji e voltou sorrateiramente para o quarto. Assim que se virou para encarar a cama, tomou um susto ao se deparar com Kenpachi acordado, direcionando o olho descoberto em sua direção.

– Aonde você estava?

– Err...Eu fui.. — olhou para os lados procurando alguma explicação e seus olhos logo fitaram a jarra d'agua vazia, que estava em cima da cômoda. — Eu fui beber agua. Estava morrendo de sede e a jarra está vazia. — abaixou o olhar, suspirando e torcendo para que ele tivesse acreditado.

– Hum. — Zaraki virou de barriga para cima e ajeitou a coberta. — Venha, volte a dormir, ainda está muito cedo. — Byakuya obedeceu imediatamente, se aconchegando nas cobertas ao lado dele. Estava tão cansado por ter ficado acordado a noite que acabou não resistindo e se entregou ao sono.

#

Byakuya acordou algumas horas depois, incomodado pela luz do sol. Olhou para o outro lado da cama o encontrando vazio. Tomou um banho demorado, pensando em como seria aquele dia e como conseguiria a tal chave. Assim que terminou, seguiu em direção ao quarto.

Quando entrou no cômodo, seus orbes se arregalaram de leve em surpresa, ao ver Renji parado a porta.

– Ficou louco? O que está fazendo aqui? — ele recuou alguns passos para trás.

– Não se preocupe. Eu não viria até aqui se não achasse que era seguro. — deu um sorrisinho. — Ele saiu. E pelo que parece vai voltar tarde.

– Jura? — os olhos do moreno brilharam ao ouvir tal frase. Aquilo tinha muita importância para ele. — E a tal chave, conseguiu? — perguntou eufórico, deixando a ansiedade tomar conta de si por um momento.

– Não. — o ruivo suspirou em desgosto. — Eu revirei tudo naquele escritório e não a encontrei. Ou ele carrega consigo, ou ela simplesmente não existe.

– Não importa. Nós daremos um jeito. — o Kuchiki acariciou o rosto do rapaz. — Não podemos perder tempo, afinal não sabemos se teremos essa chance outra vez.

– Temos que estar prontos á tarde. Partiremos ás 16 horas. — Renji selou os lábios de Byakuya rapidamente e sorriu, deixando o cômodo em seguida.

O coração do moreno batia acelerado, quase saltando pela boca. Olhou para a paisagem que a janela exibia, entre um suspiro. Seus olhos cinza marejaram. Era hoje que deixaria aquele lugar. Tinha mais do que certeza.

#

Faltava 20 minutos para ás quatro, e já estava tudo pronto, só havendo um pequeno empecilho: a porta. Renji tentava abri- la com algumas ferramentas que encontrara, mas sem sucesso. Enquanto isso, Byakuya organizava as coisas de que precisavam dentro de uma pequena bolsa, como algumas roupas dele e de Renji, agua e uns alimentos. Mas tinha uma coisa da qual ele não poderia esquecer.

Saiu do aposento e caminhou até o seu antigo quarto. Deu uma rápida olhada ao redor e se ajoelhou no chão. Afastou o tapete com leveza e segurou no pequeno puxador, abrindo a tampa de uma espécie de esconderijo. Era pequeno, do tamanho de um livro, e não era muito fundo. Ali ficavam suas coisas pessoais, tudo o que pode guardar de lembrança do mundo exterior depois que Zaraki o prendeu. Pôs alguns papeis para o lado de fora, pegando. três maços de dinheiro. Observou todas aquelas fotos, dando atenção especial a uma em que tinha a sua família, ali mesmo naquela casa. Seu pai estava na ponta, com aquela típica expressão séria. Leto sorria, com o braço transpassado em suas costas enquanto ele cruzava os braços em torno da cintura de Rukia, que também sorria. Sentiu uma coisa por dentro, em saber que logo estaria ali ao lado daquelas pessoas, convivendo com elas novamente. Isso o confortava.

Sorriu de leve, colocando as fotos e os papéis no lugar, quando reparou em uma coisa brilhante ao fundo, meio escondida entre as coisas. As afastou pegando o objeto em mãos. Era uma corrente dourada com uma medalha circular de pingente. Segurou-a entre as mãos, levando em direção ao peito. Sua mãe lhe dera aquela medalha e era a lembrança mais próxima que tinha dela. Ela lhe dissera que enquanto ele a usasse estaria protegido, e que deveria dá-la ao seu verdadeiro amor, pois este estaria protegido pelo seu amor. Parou de usá-la porque Zaraki a arrancou de seu pescoço logo nos primeiros dias que o prendeu ali. Observou a corrente em sua mão e a levou ao pescoço, colocando-a no lugar de onde nunca deveria ter saído.

Guardou alguns últimos envelopes com cartas que trocara com o irmão. Quando pegou um deles na mão, sentiu algo sólido e frio dentro do envelope. Abriu rapidamente, virando-o de ponta cabeça. Os olhos de Byakuya se encheram de surpresa e euforia ao se deparar com o objeto que caíra de dentro do envelope. Uma chave média e antiga. Pegou-a nas mãos e retirou o papel que havia dentro do envelope, passando os olhos pelas palavras escritas pelo irmão.

" Byakuya,

Recebi a sua carta, que bom já chegou na casa. Tem certeza de que quer ficar aí sozinho, meu irmão? Entendo que ainda esteja triste pelo nosso pai, mas não quero que sofra sozinho, essa é uma dor da qual podemos compartilhar, e com o amor que temos um ao outro conseguiremos forças para continuar.

Caso queira companhia basta avisar que eu ou mesmo a Rukia iremos até ai ficar ao teu lado, pois te amamos e queremos apenas o seu bem.

No envelope você vai encontrar uma chave. Ela abre qualquer porta da casa, inclusive a da frente. Achei nas coisas do papai e pensei que lhe pudesse ser útil, já que tem ido até aí com frequência

Abraços do seu irmão,

Kuchiki Leto."

Olhou para aquela chave em suas mãos e não pode deixar de sorrir. Parece que as coisas estavam conspirando ao seu favor. Guardou o restante da coisas, fechou o esconderijo e o cobrindo com o tapete novamente. Juntou tudo o que precisava e rumou para o hall, descendo as escadas com rapidez. Observou o ruivo, que ainda batucava a porta, tentando abri-la.

– Não precisa mais se preocupar com isso, Renji. — o moreno se aproximou, tocando seu ombro. — Eu já tenho uma solução. — pegou a chave e colocou na porta, girando-a, ocasionando aquele barulho típico de quando a destrancamos. Byakuya e Renji se entreolharam e o moreno sorriu.

– Aonde conseguiu isso? — o ruivo perguntou, um pouco espantado.

– É uma longa história. — Byakuya apenas sorriu. — Alissa, Yona vocês estão prontas? — ele alteou a voz, e logo pôde ver as duas chegarem ao hall. — Bom, lembram-se do que fazer, não é?

– Sim senhor. — Alissa balançou a cabeça positivamente.

– Aqui está uma boa quantia em dinheiro. — o Kuchiki entregou um dos maços de dinheiro para a moça. — Assim que chegarem no vilarejo mais próximo, peguem uma carruagem para bem longe daqui. Eu entrarei em contato com vocês assim que as coisas se acalmarem, tudo bem? — as duas balançaram a cabeça positivamente. — Obrigada por tudo.

– Que o senhor seja livre e feliz. — a serviçal deu um leve sorriso para Byakuya, que correspondeu com um sorriso e um leve aceno de cabeça.

– Todos prontos? — Renji estava parado á porta, carregando um alicate de corte em mãos. — Então vamos.

O ruivo tirou a chave da porta e a abriu devagar. Pode ver os dois homens parados ao portão, de costas para a porta da casa. Ele fez um sinal com a mão indicando que poderiam sair. Um por um eles sairam rapida e sorrateiramente para os fundos da casa. Dali era possivel ver o estábulo, que estava aberto.

– Byakuya, você vai com elas até o pomar e me esperem lá até que eu venha com o cavalo, tudo bem? — o ruivo tocou o ombro do outro, e entregou o alicate nas mãos dele. — Qualquer suspeita se escondam. Se eu demorar mais de 15 minutos, corte os arames da cerca e prossigam com o plano. — dito isto ele beijou a testa do moreno e se afastou.

Andou com cuidado até o estábulo para que passase despercebido pelos homens que agora estavam bem próximos, conversando. Se aproximou do cavalo alvo, logo pegando uma sela e ajeitando-a com rapidez no lombo do animal. Ele deu um pequeno relincho, mas Renji tratou de alcalmá-lo, passando a mão entre seus olhos.

Foi puxando-o devagar pela rédea, o direcionando para fora do estábulo, pecorrendo o caminho para trás da casa, que parecia distante enquanto trazia o cavalo vagarosamente consigo. Não se arriscaria em correr, o que faria os trotes do animal ecoarem pelo ambiente. E sempre mantendo os olhos vidrados nos homens ao portão. Se um deles virasse para trás, o ruivo estaria perdido, pois não teria como esconder um cavalo. Então quamdo viu um deles ameaçando virar de frente para a casa o coração de Renji falhou uma batida. Mas para a sua sorte o outro homem o segurou pelo braço, mostrando algo a ele. Aproveitou a deixa e puxou o cavalo rapidamente para trás da casa, suspirando aliviado em meio aos ofegos. Dali seguiu cavalgando devagar até o pomar.

Chegando lá, encontrou os três ali parados junto a cerca. Renji pegou o alicate e partiu as diversas linhas de arame bem próximo a madeira, empurrando-as para os lados. Depois que todos se encontraram do outro lado da cerca se puseram a caminhar pela floresta, se afastando um pouco da beira da casa e seguindo para a direita. Depois de mais ou menos 40 minutos de caminhada, decidiram parar em um ponto da floresta, procurando seguir em direção a estrada. Andaram por uns 5 minutos até avistarem a estrada. Renji avistou uma pequena placa num canto do cruzamento, se aproximando para verificar.

~

– Hey Kenpachi, já está indo embora? — um de seus amigos girou no banco do bar, apertando seu ombro direito. — Estou te estranhando homem. — deu uma pequena gargalhada, enchendo seu copo.

– Tenho que ir. — Zaraki olhou para a feição descontente do colega. — Alias, eu nem deveria ter saído hoje.

– Ah é, eu me esqueci que você tem uma mulherzinha em casa te esperando. — o homem gargalhou, como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo. O fato é que estava completamente bebado.

– Isso não é problema. — suspirou. — Estou cansado e vou levar mais de 1 hora para chegar em casa.

– Então toma mais uma e relaxa homem. — ele encheu o um copo vazio que estava no balcão. — Essa é a saídeira.

– Você disse isso á dois copos atrás. — Zaraki riu.

– Vai logo. — ele pegou Kenpachi pelo braço e o puxou para perto do balcão. — Depois você cuida da sua mulherzinha.

– Tá bom, tá bom. — o homem deu soltou uma risadinha ao ver Zaraki se acomodar de novo no banco em frente ao balcão.

– Um brinde. — o homem ergueu o copo com empolgação e o bateu de leve no copo de Kenpachi, que ainda estava sobre o balcão, e deu uma gargalhada, virando todo o líquido de uma vez.

~

A placa tinha três setas. A da esquerda indicava " Hillingdon Downtown". A da direita " Village Mill". Olhando com um pouco de atenção era possível ver algumas casas, que indicavam o começo da cidade. O ruivo retornou até aonde os outros estavam e todos foram bem próximos á placa.

– Bem é aqui que as deixamos, tudo bem? — o ruivo sorriu para as duas. — O vilarejo fica a uns 10 minutos daqui á pé.

– Boa sorte senhor. — Alissa deu um sorrisinho para o Kuchiki.

– Obrigado. — ele retribuiu o sorriso. — Fujam assim que puderem. — elas assentiram com a cabeça.

Byakuya montou no cavalo atrás de Renji, que já estava montado, segurando as rédeas. Deu um toque no cavalo com os pés e ele se pôs a cavalgar rapidamente, levantando poeira. A seta da placa indicava " Borough of Brent" para frente. E era aquele o destino deles.

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Depois de horas cavalgando, eles chegaram em uma das pequenas cidadezinhas de Brent. Havia um arco grande de madeira com o nome do vilarejo escrito em letras brancas. Algumas pessoas circulavam pelas ruas de terra, e tinha alguns comércios abertos. Os olhos do Kuchiki vasculhavam tudo em facinação. A quanto tempo não via essa agitação do cotidiano, as pessoas...? Nem se lembrava. Andaram mais alguns metros a cavalo e pararam em frente a um pequeno sobrado. Abarai desceu do cavalo e Byakuya repetiu o gesto.

– Chegamos. — o ruivo sorriu, pegando o animal pelas rédeas.

– Tem certeza que não vou incomodar Renji? — o moreno segurou o outro pelo braço.

– Claro que não. — abraçou o Kuchiki pelos ombros. — Eu mandei uma carta para a minha mãe contando tudo e avisando que passaríamos uma noite aqui. — sorriu, se dirigindo a porta.

Bateu algumas vezes, e logo ela foi aberta. Byakuya se colocou mais atrás do rapaz, enquanto uma mulher os observava alegremente.

– Renji, meu filho. — ela o abraçou com força, afagando os cabelos ruivos, enquanto Renji retribuía desajeitadamente, uma vez que ela bem mais baixa que ele. — Você está bem, meu amor? Você demorou mais do que o previsto.

– Estou mãe, é que eu tive uns empecilhos. — o ruivo suspirou.

Byakuya observava aquela cena. A mãe de Renji parecia tão preocupada. Se ele realmente contou a verdade, ele dava razão a ela. O rapaz estava se arriscando muito por ele.

– Mãe, este é o Byakuya. — ele direcionou uma mão a ao moreno, e este deu um passo a frente, voltando a si.

– É um prazer finalmente conhecê-lo. — ela pegou em uma das mãos de Byakuya e envolveu nas suas por alguns instantes. — Vamos, entrem, estou começando a fazer o jantar.

Byakuya entrou na casa logo atrás do ruivo, com os olhos curiosos sobre as coisas ao redor. Era tudo simples mas aconchegante. Estava se sentindo bem ali. A mãe do rapaz trancou a porta assim que eles passaram. Era uma mulher de meia idade, branca, olhos castanhos e de cabelos ruivos já grisalhos presos em um coque.

– Agradeço muito a sua hospitalidade Sra. Abarai. — Byakuya sorriu para ela, enquanto Renji pegava a pequena bolsa, e subia para o andar de cima.

– Ah, há quanto tempo não sou chamada assim. Sou viúva de dois maridos então não sou mais a Sra. Abarai há muito tempo. Pode me chamar de Mary querido. — ela deu um suspiro. — Não precisa me agradecer, é o mínimo que posso fazer. O Renji me falou tanto de você nas cartas que eu já estava mais do que ansiosa para conhecê-lo. — ela colocou a mão nos ombros de Byakuya — Se eu estivesse no lugar do Renji e gostasse de você o quanto ele gosta, eu teria feito o mesmo, porque um homem tão jovem e bonito você merece ser feliz depois de tudo que passou. — ela deu um pequeno sorriso. — Vá lá em cima e tome um banho, você deve estar cansado. Logo o jantar vai estar pronto. — ela rumou para cozinha, levando alguma travessas da mesa para a pia.

Depois de alguns minutos, Byakuya e Renji já estavam prontos. Eles desceram as escadas e permaneceram sentados na sala, esperando o jantar ser servido. Trocavam poucas palavras até que uma moça adentrou o cômodo.

– Renji! — os olhos claros da moça brilharam quando ela correu em direção o ruivo. — Que saudades de você. — o ruivo a abraçou apertado. — Chegou quando?

– Há pouco tempo. — ele sorriu, passando o braço pelo ombros da garota. A levou junto consigo em alguns passos para frente. — Esse é o Byakuya. — Abarai apontou a mão em direção ao moreno e ele se levantou.

– Você é o Byakuya? Não acredito que finalmente te conheci. — a moça se aproximou alguns passos. — Queria muito conhecer este homem tão lindo e misterioso de quem o Renji tanto falava. Confesso que superou as minhas expectativa, ele tinha razão quando dizia que você era lindo. — ela deu um sorriso sapeca ao perceber que as bochechas do ruivo estavam coradas. — Meu nome é Andy, sou irmã do Renji.

– É um prazer conhecê-la. — ele beijou uma das mãos alvas da garota. Ela era branca, cabelos longos e ruivos mais alaranjados, e olhos tão vívidos e azuis que esbanjavam simpatia.

– O jantar está pronto. — os três ouviram a voz de Mary vinda da cozinha e foi para lá que se dirigiram.

Os quatro se sentaram á mesa. Enquanto jantavam, conversavam sobre alguns assuntos aleatórios. Fazia tanto tempo que Byakuya não tinha contato com outras pessoas, que se sentia privilegiado ao ouvir a língua solta de Andy preencher seus ouvidos, colocando-o a par de alguns acontecimentos dos quais sequer sabia que haviam ocorrido. Após terminarem o jantar todos foram se recolher em seus quartos.

– Nem sei como agradecer a hospitalidade da sua família. — o moreno disse, enquanto se ajeitava ao lado de Renji na cama.

– Não precisa. — Abarai sorriu. — Minha mãe sempre foi assim, bondosa. E ela sabe o quanto eu te amo e que não haveria ninguém para me impedir de fazer o que estou fazendo.

– Eu também te amo, Renji. — o Kuchiki roubou um beijo dos lábios do ruivo. — Obrigado.

– Não se preocupe, meu amor. — ele beijou o topo da cabeça morena. — Tudo vai dar certo.

Notas finais
E isso é tudo pessoal n-n A gente se vê nos comentários *-* Fiquem á vontade aí xD Obrigado por lerem e até domingo que vem :3 Beijos