Runaway

2 Capther One


Notas iniciais
Oi pessoal, O primeiro capítulo de Runaway para vocês, espero que curtam ;) Um agradecimento especial a Akane, que deixou o meu primeiro comentário

– Eu acho que é aqui, obrigado. — O rapaz agradeceu o cocheiro, lançando lhe uma moeda.

Assim que desceu, pode avistar o luxuoso casarão. As grandes janelas feitas em madeira escura realçava a cor apagada das paredes, dando um ar sofisticado àquela casa de campo. Havia muito verde ao seu redor, onde algumas das árvores tinham um colorido em flores, enquanto outras eram altas e suas grandes copas fechavam-se em uma floresta nos fundos da casa.

Seguiu por uma pequena trilha de ladrilhos claros até a escadaria de mármore da porta de entrada. Subiu as escada e parou a porta, que estava aberta. Mesmo assim deu algumas batidas na madeira escura, observando o lado de dentro, onde não havia nenhuma movimentação. Estava prestes a desistir quando uma moça em trajes de serviçal apareceu.

– Posso ajudá-lo? — a moça lhe perguntou.

– Eu soube que estão contratando. — o rapaz respondeu num meio sorriso.

– Ah sim, me acompanhe por favor... — dito isso ela se pôs a caminhar para dentro da casa, e o rapaz a seguiu.

A serviçal o guiou pela casa até chegarem a frente de uma porta dupla de madeira. Ela entrou e alguns segundos depois saiu, fazendo um sinal para que o rapaz entrasse. Deu alguns passos adentrando a sala ampla, com móveis muito sofisticados. Logo reparou em um homem que estava sentado em uma grande mesa de mogno escuro, lendo alguns papéis. O dono da casa, certamente.

– Com licença, senhor. — o rapaz pigarreou.

– O que quer? — o homem respondeu sem parar de ler os papeis.

– Soube que estão contratando...- deu alguns passos para perto da mesa.

– Ah sim... — o homem se levantou, encarando-o. — Sente-se...- o homem apontou uma das poltronas em frente a mesa e o jovem aceitou o convite e se sentou. O homem lhe estendeu a mão.

– Sou Zaraki Kenpachi, é um prazer conhecê-lo…- o homem lhe estendeu a mão.

– Abarai Renji — respondeu apertando a mão de Kenpachi, analisando-o. Ele era alto, forte, com uma pele queimada de sol. Tinha cabelos escuros e rebeldes que desciam até o peito, olhos escuros sendo que um deles era coberto por um tapa olho. Seu rosto era carrancudo e talhado em uma cicatriz que vinha da altura da sobrancelha até o queixo, mantendo sempre uma expressão desafiadora. Ele era assustador.

– Whisky? — Kenpachi pegou um copo que estava em cima da mesa e direcionou o a Renji, que balançou a cabeça negativamente. — Então...onde foi mesmo que descobriu o trabalho? — estreitou os olhos para o rapaz.

Renji percebeu que o homem o analisava. Talvez prestasse atenção no que ele iria responder, parecendo desconfiado. Pensou um pouco e respondeu:

– Uns conhecidos ouviram falar que havia trabalho por aqui e me contaram, senhor... — o rapaz suspirou ao ver o cenho de Kenpachi se normalizar, desfazendo sua feição suspeitosa.

No entanto, Zaraki agora olhava o rapaz de cima a baixo, observando todo o conjunto. Era alto, branco, físico robusto, olhos castanhos, cabelos ruivos e lisos até o meio das costas, que no momento estavam presos em um rabo. Trajava vestes de montaria.

– Sabe, eu me decepcionei muito com as pessoas que trabalharam nisso anteriormente. — o homem ponderou alguns segundos. — É uma tarefa tão simples, mas as pessoas caíram no mesmo erro...

– Não importa o seja senhor, eu procurarei fazer o melhor...- Renji respondeu -... e a não cometer o mesmo erro que os outros.

– Hmm, interessante...- Zaraki deu mais alguns goles no whisky, pensando por alguns instantes. Depois de algum tempo, ele se pronunciou — Hoje é seu dia de sorte Abarai, o trabalho é seu... — o homem abriu um sorriso meio maníaco, pousando o copo sobre a mesa. — Espero ter acertado minha escolha dessa vez.

Fez-se alguns segundo de silêncio, e o homem soltou um suspiro.

– Sei que está aí — ele estreitou os olhos para porta — Pode entrar.

Alguns segundos depois a porta se abriu e Kenpachi se colocou de pé, e Renji também se levantou prontamente.

– Venha até aqui querido... — ele disse suavemente.

Passos se aproximavam por trás de Renji, e se findaram assim que se aproximaram de Zaraki.

Só então Renji pode reparar no homem a sua frente. Arqueou uma sobrancelha levemente, enquanto as pupilas se dilatavam. Nunca tinha visto um homem tão lindo em toda sua vida. Sua pele era muito branca, seus cabelos lisíssimos e negros desciam, presos em um rabo, pelo corpo esguio até o peito, seus traços eram suaves, a não ser pelos olhos acinzentados que tinham uma expressão grave. Ele trajava roupas de montaria comuns.

Por alguns segundos Renji se esqueceu de tudo, apenas observando aquele homem. Foi como se o tempo tivesse parado ali, no instante que o viu. Mas ele logo foi obrigado a voltar a si, pela voz grave de Zaraki, falando com ele:

– Byakuya, este é Abarai Renji. — o homem indicou o ruivo com a mão.

No mesmo momento Byakuya deu alguns passos na direção de Renji, até estar de frente para ele. Então ele se pronunciou:

– É um prazer conhecê-lo. — ao contrario do que o ruivo esperava, uma voz grave e imponente deixou os lábios do moreno. Estavam tão próximos que seu perfume doce e sublime invadiam as narinas dele.

O ruivo mal piscava. Era impossível não ficar olhando para ele. Ficou observando-o durante alguns longos segundos, até Kenpachi se aproximar dos dois.

– Byakuya mora aqui nesta casa também. — o homem passou o braço envolta dos ombros do moreno — Eu tenho certeza que vocês vão ter tempo de sobra para se conhecer... — ele estreitou os olhos em direção a Byakuya que arqueou uma sobrancelha e abaixou levemente o rosto por alguns segundos.

A principio Renji não entendeu o que ele quis dizer, mas percebeu Byakuya abaixar o olhar, como se uma tristeza instantânea tomasse conta dele naquele minuto. Zaraki deu um tapinha camarada no ombro do moreno e este, na mesma hora levantou o rosto, dando um leve sorriso, mas forçado. O silêncio tomou conta do ambiente por alguns segundos.

– Querido, você pode pedir a serviçal que prepare o quarto para o Abarai? — Kenpachi se pronunciou.

– Claro que sim... — em seguida Byakuya se retirou, olhando de relance para trás, mantendo um contato visual com Renji, que só foi quebrado quando a porta foi fechada.

– Renji...- o homem chamou sua atenção — Há diversas coisas para fazer aqui, mas a sua função é vigiar o Byakuya e não deixá-lo sair dos limites da casa em hipótese alguma, compreendeu? Esteja sempre com ele aonde quer que ele vá.

Franziu o cenho. Por essa Renji não esperava. Ficou confuso por alguns instantes. Como assim Byakuya não podia deixar aquela casa? Demorou alguns segundos para raciocinar, intrigado. Viu Zaraki arquear uma sobrancelha, o que o fez voltar a si — Sim, eu entendi senhor. — respondeu por fim.

– Espero que sim, pois eu não sou indulgente com traições e espero não me decepcionar com você Abarai. — ele completou em um tom calmo, mas ameaçador, encarando Renji de cima.

– Sim senhor. — o ruivo se limitou a responder.

– Tudo bem, pode descansar por hoje, só começará amanhã. — Zaraki se sentou pegando alguns papéis na mão.

– Com licença, senhor. — assim o rapaz se retirou.

Saiu para da sala para o hall, dando alguns passos meio desnorteado, sem saber aonde ir. Estava tão distraído que só percebeu que não estava sozinho quando trombou com Byakuya.

– Me desculpe senhor.

– Tudo bem. — ele passou a mão involuntariamente sobre a roupa.

– Pode me indicar aonde fica os meus aposentos senhor? — o ruivo se dirigiu a Byakuya, quando ele fez menção de se retirar.

– Claro. — deu um breve suspiro — Me acompanhe, Abarai. — ele caminhou seguindo pelo corredor. E Renji foi atrás dele.

No grande hall de entrada, havia uma bela escadaria para o andar de cima da casa. Contornaram a escada e passaram por uma porta, que dava em um pequeno corredor. Haviam algumas portas, onde eles pararam na última. O moreno abriu a porta e assim que eles entraram, Renji reparou que sua bagagem estava num canto perto da cama.

– Este é o seu quarto, Abarai. — Byakuya indicou o cômodo com a mão.

– Pode em chamar de Renji, senhor...?

– Kuchiki. Mas pode me chamar de Byakuya, Renji. — ele devolveu, com os cantinhos da boca suspensos num leve sorriso. Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, mas logo ele foi quebrado — Bom, acho que quer descansar, soube que veio de longe, então a viagem deve ter sido cansativa.

– Na verdade eu moro no num vilarejo que fica na divisa entre os boroughs de Hillingdon e Brent... — Renji levou a mão a cabeça, coçando de leve a cabeleira ruiva.

– Ah, então não é tão distante. — o moreno baixou o olhar e deu alguns passos para trás — Bom, sinta-se a vontade para explorar a casa. Se precisar de algo peça a Alissa. — dito isto, o Kuchiki saiu, fechando a porta atrás de si.

No mesmo instante o ruivo se sentou na cama, depois deu um panorama no quarto. Era uma suíte. Tinha uma cama de solteiro e de frente para ela uma penteadeira com um grande e antigo espelho. Mais para direita havia um guarda roupa. Não era nada majestoso, mas os móveis eram de bom gosto. Estava mais do que bom para ele.

Enquanto desfazia as malas pensava no Kuchiki, e em sua beleza impecável. Esse nome lhe era familiar, já tinha ouvido falar antes. Aquele lugar era totalmente misterioso. " A sua função é vigiar o Byakuya e não deixá-lo sair dos limites da casa em hipótese alguma, compreendeu? Esteja sempre com ele aonde quer que ele vá.'' — as palavras de Zaraki ainda ecoavam em sua cabeça. Por que ele não queria que Byakuya saísse dos limites da casa? Por que ele tinha de ficar trancado naquelas terras? Não conseguia achar uma resposta coerente. Era demasiado estranho, mas ele deveria ter suas razões.

A noite chegou e o cansaço também. Tomou um belo banho e deitou a cabeça no travesseiro, relaxando, esvaziando sua mente e a preparando para o dia seguinte. Estava tão curioso para conhecer Byakuya de perto e desvendar seus mistérios que ele não saia de sua cabeça. E foi pensando nele que o ruivo finalmente conseguiu adormecer, deixando de lado a ansiedade, sem tirar o Kuchiki da cabeça.

Notas finais
Bem, esse foi o primeiro capítulo, Muito obrigada por lerem :3 A gente se vê nos comentários *---* Beijos e até domingo!