Runaway

9 Capther Eight


Notas iniciais
E aí galera? Depois de deixar vocês aí roendo as unhas de curiosidade e querendo esganar a autora aqui, eu trouxe uma surpresinha antes de ser linchada n-n Lemon para todos xP E além disso, muuitas coisas vão começar a ser reveladas u.u Aviso IMPORTANTE sobre o FlashBack: ~ Aspas ('' '') - Byakuya POV ~ Itálico - Lembranças de Byakuya durante a narrativa. Boa Leitura!

Abriu a porta, deixando a surpresa invadir o seu rosto. O Kuchiki estava ali parado, trajando apenas um hobbie de cetim branco.

– Byakuya. — o ruivo ergueu as sobrancelhas. — O que faz aqui?

Byakuya o respondeu de uma forma não muito convencional. Se atirou em seus braços e tomou seus lábios com vontade. Com a mão livre, o moreno empurrou a porta e ela bateu, se fechando, enquanto os braços fortes do ruivo o envolviam, trazendo-o mais para perto, apertando-o contra seu corpo semi nu. Passeava uma das mãos pelas costas dele, subindo até os cabelos negros, os dedos se enroscando aos fios tão sedosos, enquanto o beijo se intensificava, fazendo as línguas se encontrarem furiosamente.

O moreno descia as mãos pelas costas de Renji, arranhando o percurso e em seguida se segurando nos ombros largos do rapaz. Quando os lábios partiram o beijo pela falta de fôlego, Byakuya se afastou alguns passos, encarando Renji nos olhos. Puxou a tira que prendia o hobbie e deixou o tecido deslizar pelo corpo até alcançar o chão. O ruivo ergueu uma sobrancelha e os orbes cintilaram ao se deparar com o Kuchiki completamente nu em sua frente. Ficou paralisado durante alguns segundos, apenas observando.

Então, movido por ímpeto, o tomou pela cintura e o derrubou em sua cama, mergulhando a cabeça entre os fios negros, mordiscando lhe o lóbulo. Seguiu provando de seu pescoço, arrastando os lábios pela pele alva. Ele tinha um perfume maravilhoso, era doce com um toque cítrico, sublime ao olfato de Renji. Sua boca descia desenfreadamente pelo peito alvo, brincando vez ou outra com os mamilos rosados, provocando-os vagarosamente com a língua. Desceu um pouco mais pela barriga levemente definida, com os beijos rodeando o umbigo. Se afastou por alguns segundos, admirando o corpo abaixo. Os olhares se encontraram e ambos esboçaram um sorriso.

O ruivo voltou ao que fazia, mas dessa vez bem perto da virilha, provocando por um momento, antes de tomá-lo com a boca. Fazia movimentos vagarosos, mas intensos enquanto o Kuchiki apertava sua cabeleira entre os dedos e gemia sem pudor algum, jogando a cabeça para trás. Ele ofegava pesadamente enquanto encarava Renji nos olhos, se aprazendo de suas carícias. Ele o tocava com tanta maestria, seus olhos castanhos brilhavam de desejo. Queria retribuí-lo por fazê-lo se sentir tão bem, como nunca havia se sentido. Queria se entregar cada vez mais ao ruivo, se perder em seus braços e em seus toques tão cheios de carinho.

Ao mesmo tempo em que se perdia nas sensações, sentia o ruivo estimulando-o para recebe-lo, e ele não pararia, até supor que Byakuya estava pronto. E assim que isso aconteceu, ele se encaixou entre as pernas do moreno, envolvendo-as em torno de seu quadril, enquanto acarinhava uma das coxas. O observou por alguns instantes. Seu peito subia e descia rapidamente, os lábios entreabertos buscando por ar, as bochechas coradas devido a toda a agitação, o olhar cintilando desejo que se mantinha tão preso ao seu. Ele estava ali tão rendido em seus braços, tão lindo como jamais imaginara ver. Naquele minuto tinha certeza do que sentia, e do que queria. Queria-o para sempre junto a si. Deixou um sorriso escapar, antes de cobrir a boca dele com um beijo apaixonado. Impulsionou-se para frente, o penetrando devagar enquanto mordiscava o lábio inferior. Byakuya deixou um gemido de satisfação escapar ao sentir o ruivo dentro de si. Logo ele começou a se movimentar devagar, deixando que os corpos se comunicassem como bem entendessem, livres para seguirem seus instintos, seus desejos.

As estocadas passaram a ser firmes e rápidas, mas prazerosas, fazendo Byakuya liberar longos gemidos e se agarrar aos lençóis. Seu corpo fervia, arfava, pedindo por mais desesperadamente. Não sentia pudor em deixar o corpo se corresponder com o do ruivo. Sabia que aquele homem que estava ali em cima dele não estava pensando apenas no seu bel-prazer e sim se dedicando na tarefa de lhe aprazer. Via nos olhos dele o desejo, o amor. Arqueou as costas ao sentir Renji tocá-lo naquele ponto mais sensível de repente e continuar a acertá-lo sem parar. O ruivo deitou por cima de si, conseguindo mais velocidade enquanto pegava em suas mãos, entrelaçando seus dedos com os dele. Gemia descontroladamente, chamando o nome dele, ofegante, até o gozo estarrecedor abalar seus corpos no mesmo momento, os fazendo gemer em uníssono.

O corpo do Kuchiki formigava e se perdia em todo aquele prazer. Beijou aquele homem com vontade até seu seus pulmões gritarem por mais ar. Quando o beijo se rompeu, o abraçou forte, deixando que ele apoiasse a cabeça em um de seus ombros enquanto acariciava levemente suas costas suadas. A boca dele estava próxima ao seus ouvido e ele podia sentir sua respiração quente se normalizando aos poucos. Ficaram assim, abraçados depois de toda aquela sensação maravilhosa do orgasmo. Então Renji deitou ao lado do moreno e ele recostou-se no peito quente, se aconchegando. Byakuya nunca havia sentido tanto prazer na vida. Nem tanto amor. As palavras não sairiam pelo cansaço, mas queria que ele soubesse o quanto ele o amava.

#

Byakuya abriu os olhos, meio irritados pela luz da manhã. Estava de bruços, de uma forma tão relaxante que não sentia a mínima vontade de se levantar. Virou a cabeça para o outro lado, pensando em talvez se aconchegar próximo ao ruivo, mas encontrou a cama vazia. Parece que ele o havia deixado sozinho. Onde Renji estaria tão cedo?

Tomou um banho, se arrumou e saiu a procura do rapaz. Rodeou por toda a casa, não o encontrando do lado de dentro. Quando o procurou do lado de fora, o encontrou sentado embaixo de uma grande arvore que havia perto da casa. Tinha um banco de madeira perto do tronco, para que a sombra fosse aproveitada como descanso. Se aproximou devagar do ruivo e se sentou ao seu lado, pousando uma das mãos em seu ombro.

– Por quê me deixou sozinho? — acarinhou o ombro dele de leve, enquanto um sorriso fino tomava conta de seus lábios.

– Byakuya, eu amo você...- Renji pegou uma de suas mão e a envolveu nas suas, deixando um suspiro escapar. — Mas não podemos ficar juntos. — o encarou nos olhos. — O que aconteceu ontem foi uma loucura.

– Por quê? Por quê você sempre diz que não podemos ficar juntos? — simplesmente não conseguia entender. Ele acabara de se declarar, de dizer que o amava, deixando seu coração tão alegre e esperançoso. Mas em seguida ele contraria suas palavras, dizendo que não poderiam ficar juntos, destruindo a mesma esperança que conseguira segundos atrás.

– Você sabe o que vai acontecer com a gente se o Zaraki descobrir que estamos juntos? — deixou que a voz se exaltasse um pouco, demonstrando sua aflição. Não queria nem pensar no que aconteceria.

– Sei. — ele encara o ruivo de volta. — E é por isso que eu tenho que sair daqui.

– E porque ainda não saiu?

– Porque eu não tenho escolha Renji. — ele abaixou o olhar. Aos olhos do ruivo as coisas pareciam tão fáceis. Ele não sabia pelas coisas que Byakuya já passara. Não era tão simples assim.

– Eu não consigo entender.

– É difícil de explicar e...

– Por quê você não me diz logo de uma vez? — o ruivo deixou a voz se sobrepor mais uma vez, mãos gesticulando as mãos com rapidez . Não compreendia o por quê de tanto mistério quanto a isso.

– Tudo bem. — ele suspirou profundamente. — Algum dia eu teria que te dizer, mas terá uma condição. — Pegou nas mãos trêmulas do ruivo, apertando-as de leve e encarando-o nos olhos. — Você terá que me ajudar a fugir.

– Fugir? — Renji franziu o cenho por alguns segundos.

– Por favor Renji, eu não posso mais ficar neste lugar. Estou cansado de ficar confinado e eu sei que você pode me ajudar. E além do mais, só assim poderemos ficar juntos e em paz. — o moreno o abraçou forte, em seguida voltando a encará-lo, com olhos tristonhos. — Por favor.

– E-eu pensarei sobre o que fazer, mas não prometo nada ainda. — respondeu, depois de alguns segundos. — Agora me diga o que te faz ser prisioneiro desta forma.

Byakuya suspirou fundo, tentando relembrar coisas que ele guardou bem no fundo, mas que jamais iria esquecer.

FlashBach On ~

Byakuya Pov

'' Eu e minha família costumávamos passar todos os finais de semana nesta casa tão adorada por meu pai. Tínhamos bons momentos juntos nesse lugar, e sempre que aqui entravamos nossa memória nos fazia relembrar cada um desses belos dias. Principalmente por causa de nossa mãe. A casa nos lembrava a ela em muitos aspectos, então depois que ela morreu, fizemos daqui o nosso santuário, a representação de sua presença e seu carinho. Todos se alegravam quando estavam aqui. Na verdade eu e meus irmãos também adorávamos este lugar. Mas tudo começou a ficar demasiado estranho há mais ou menos oito anos.

Eu tinha dezoito anos e uma moça, Rachel, de quem eu gostava e pretendia esposar. Ela não vinha de nenhuma família rica, mas era uma mulher gentil, graciosa, muito bonita e vistosa, mas sempre deixou claro que era uma mulher de respeito. Meu pai não aprovara nossa relação no começo, mas aos poucos ele foi se acostumando com a ideia e cedendo ao nosso desejo aos poucos. Ela veio aqui conosco várias vezes para passar os fins de semana ao meu lado. Foi quando eu percebi uma coisa estranha.

Alguns olhares intrigantes vindos de Zaraki diretamente para nós, pois percebi que isso só acontecia quando eu estava acompanhado pela minha amada. Zaraki Kenpachi já trabalhava aqui desde muitos anos. Eu mesmo era uma criança quando ele foi contratado pelo meu pai. Apesar de toda aquela carranca, ele não aparentava ser uma má pessoa, sempre nos tratando com gentileza, principalmente a mim. Então achei demasiado estranho aqueles olhares tão cheios de cobiça recaindo sobre nós. Sim, cobiça. Era possível ver ela cintilar em cada olhar lançado a nós dois. Depois de analisar essa situação frequente, decidi perguntar para ele o por quê de tantos olhares quando estava junto a ela. Ele simplesmente me respondeu que achava que eu e Rachel formávamos um belo casal, e que apreciava isso, por sermos tão jovens e apaixonados e que queria um dia poder viver um romance tão bonito quanto o nosso. Mesmo desconfiado, eu aceitei as palavras dele, não voltando mais a tocar nesse assunto.

No fim de semana seguinte nós todos fomos para a casa novamente. Mas desta vez, Rachel não poderia ficar. Deveria ir embora ao cair da noite, pois pela manhã, ela e a mãe tinham um compromisso inadiável. Neste dia, assim que escureceu, a levei até a cidade a cavalo, onde ela pudesse conseguir uma carruagem. Eu perguntei a ela se gostaria que eu a acompanhasse até em casa, mas ela recusou veemente o meu convite e se foi, acenando rapidamente para mim em despedida, enquanto eu observava os cavalos trotando em direção á escuridão, me sentindo um pouco preocupado por ter deixado que ela fosse embora durante a noite e assim, desacompanhada.

No dia seguinte, por volta do meio-dia, ouviram-se batidas na porta enquanto almoçávamos. Logo que a porta foi aberta, uma senhora adentrou a sala onde estávamos, olhando para os lados, aflita. Eu a conhecia muito bem. Era a mãe de Rachel, uma velha ranzinza e que tinha uma horrível fama de encrenqueira. Rapidamente eu me levantei, perguntando o que ela estava fazendo por aqui e esta me disse que veio buscar sua filha. No mesmo momento todos que estavam presentes ali se intrigaram, e eu a comuniquei que Rachel havia deixado a casa na noite anterior, assim como ela havia pedido. No mesmo momento ela caiu num choro desesperador, dizendo que ela não havia chegado em casa até agora, então pensou que ela provavelmente estaria aqui, em minha casa."

– Me perdoe Sra. Owen, mas Rachel não está aqui. Ela partiu ontem a noite. — Byakuya a comunicou, começando a ficar aflito.

– Não é um momento apropriado para brincadeiras, Kuchiki. — ela fechou o cenho, esbravejando as palavras.

– Eu não tenho motivos para mentir para a senhora.

– E aonde ela pode estar? — a mulher lhe perguntou em prantos, segurando as laterais da cabeça, como esta fosse cair a qualquer momento.

– Talvez ela esteja em algum outro lugar. — Ginrei interferiu, vendo que a mulher aprecia completamente alterada.

– Ao contrario de você, Kuchiki, conheço bem os meus filhos. Rachel não iria em qualquer outro lugar sem me avisar.

– Se acalme Sra. Owen, vamos encontrar a Rachel. Também estou muito preocupado com ela. — Byakuya postou uma das mãos no ombro da mulher. Eles nunca se deram muito bem, pois Rachel foi o que lhe restara após a morte de seu filho mais velho, e ela achava que o moreno a tiraria dela, quando deixava que o ciúmes a dominasse. Nunca aprovara o relacionamento dos dois, mas não proibira Rachel de continuar ao seu lado, sabendo que sua filha o amava.

– Eu sempre soube que você não era homem suficiente para ser marido da minha filha. — ela afastou a mão do Kuchiki de seu ombro com violência. — Qual é o homem de verdade que deixa ria uma moça ir embora sozinha á noite?

– Quem fez esse pedido foi a senhora. — o moreno respondeu indignado. — Eu ofereci a minha companhia para ela até a sua casa, mas ela recusou.

– Mas tinha que ter a acompanhado. Era mais do que sua obrigação. — ela bufou raivosa, enquanto as lágrimas corriam pelo rosto enrugado. — Se alguma coisa acontecer com a minha filha a culpa é sua! Sua, ouviu bem?! — ela se exaltou, dizendo tudo aos berros, sem o mínimo de compostura. — Eu deveria estapear essa sua cara de cera, seu desgraçado!

– Agora chega! — Ginrei impôs sua voz grave, em um tom baixo e ameaçador. Se levantou da mesa, arrastando sua cadeira com força, impondo um silêncio automático. Até mesmo a Sra. Owen se aquietou. Caminhou, postando-se ao lado do filho. — Você acha que pode vir aqui e insultar e acusar o meu filho dentro de minha casa, e ainda por cima em minha presença? Não tem o direito de acusar o meu filho por sua incompetência como mãe. Vê-se bem pelo tipo de pessoa que é. — ele caminhou até a porta e a abriu. — E faça a gentileza de se colocar daqui para fora.

– Está me expulsando, Kuchiki? — ela parecia indignada. Estava descabelada e com a maquiagem borrada devido as lágrimas. Parecia uma doida varrida.

– Entenda como quiser. — a mulher atravessou a sala de estar e o hall, marchando até a porta de entrada. Assim que ela estava porta a fora Ginrei acrescentou. — E nunca mais volte a colocar seus pés nesta casa. — e depois disso bateu a porta com força. Olhou para o filho, percebendo-o estático, no mesmo lugar, apenas vendo tudo acontecer. O abraçou, deixando escapar algumas palavras de consolo próximo ao ouvido de Byakuya.

'' Depois deste dia, eu nunca mais vi a Sra. Owen, mas sempre procurava estar informado sobre o que teria acontecido com Rachel. Ela já estava desaparecida por quase 4 dias e a polícia já estava descrente que a encontrariam com vida, isto é, se encontrassem. Eu estava muito aflito e abalado. Eu a amava demais e esta angústia de não saber seu paradeiro parecia torturar mais ainda o meu coração. Mas o fim daquele dia ainda guardava uma surpresa desagradável. Zaraki adentrou a casa, meio afobado e ofegante, como se chegasse até ali apressado. Estava totalmente molhado pela chuva que caia lá fora.''

– Senhor. — ele suspirou profundamente, enquanto recuperava o fôlego. — Tem algo que eu preciso lhe contar.

– Então diga. — Ginrei apenas o encarou por cima do jornal.

– Eu encontrei a Sra. Owen...

– Se aquela velha encrenqueira mandou algum recado desaforado, não precisa nem começar. — ele voltou a atenção para o jornal passando uma das folhas.

– Não senhor. — Zaraki se corrigiu. — Me refiro a moça, Sra. Rachel Owen.

– O que? — o moreno se levantou de imediato, com os olhos cinza alarmados. — Encontrou? Como assim?

''Kenpachi contou que ele voltava para casa, cavalgando pelo caminho que normalmente fazia. Ao ver que uma chuva intensa ameaçava cair, e que a estrada sempre alagava em alguns trechos, decidiu pegar um atalho pouco conhecido até Hillingdon. Em um certo ponto do trajeto ele disse que viu uma coisa estranha em meio a relva muito alta, então foi verificar. Ele disse que quando se aproximou, viu uma carruagem emborcada. Os eixos que prendiam os cavalos estavam partidos, havia coisas espalhadas pelo chão e sangue, muito sangue já seco. Andou mais um pouco, vendo o mato remexido. E foi ali que ele encontrou Rachel e o cocheiro da carruagem também. Zaraki passou pela polícia assim que chegou ao centro de Hillingdon. Depois acompanhou a polícia até o local, para reconhecer as vítimas. Um tiro certeiro na parte de trás da cabeça. O cocheiro, um tiro na garganta. Nenhum rastro. E até hoje eles ainda não obtiveram qualquer pista que levasse a um suspeito. Mas só não obtiveram pela falta de oportunidade.

Alguns meses depois que eu já havia amenizado a minha dor pela morte de Rachel, meu pai adoeceu. Um câncer agressivo na garganta o impossibilitava cada vez mais a sua fala. Mesmo fazendo tudo o que estava dentro do nosso alcance, ele faleceu quase três meses depois que a doença foi descoberta. Foi difícil, muito difícil para mim e para meus irmãos, nós sofremos muito. Tivemos de ser fortes para continuar a tocar o negócio da família e continuar nossas vidas. Eu passei a vir muito nessa casa após a morte dele. Ele era tão ligado á essa casa, passara momentos bons e ruins ao lado do meu pai naquele lugar. Quando estava aqui, sentia come se ele ainda vivesse, mesmo que só nas lembranças e no coração. Era uma forma boba de amenizar a minha dor e me sentir aliviado, me enganado com sua presença inexistente em cada canto, em cada parede desta casa. Meu pai pediu que Zaraki cuidasse da propriedade e de mas alguma coisa da qual ele nos dissera que não precisaríamos nos preocupar. Ele também parecia triste pela morte do meu pai, afinal eles também eram amigos. Eu passei a frequentar esta casa a cada dia mais e, consequentemente, me encontrar com Kenpachi cada vez mais. Foi neste exato momento que o pesadelo começou.''

Notas finais
Leitores da minha vida, espero que vocês não me matem por deixar vocês na curiosidade mais uma vez, mas eu achei que o capítulo ficaria muito extenso e com muitas informações, então decidi dividir o FlashBack em duas partes ;) Então já sabem né, continuação do FlashBack no domingo que vem n.n Beijos e até lá :3