Rule The World
1 The Graduation
Notas iniciais
Então, esse é o primeiro capítulo e eu estou muito nervosa aqui, vocês não tem ideia do quanto (JKLJHGFDSJKLHGFDS) e eu espero mesmo que gostem e que possamos passar mais esse tempinho juntos, pessoas adoráveis :) Ahn, meu computador bugou, por isso que eu ainda não respondi os reviews do último capítulo de Hurricane e tal, mas agora ele já tá melhor e em breve serão respondidos. Eu amei muito cada um deles, sério.
Enfim, ENJOOOOY!!
Pov. Ally
"Não tem uma real desculpa para eu estar tocando no mesmo assunto novamente. E se tiver, eu vou negar, de qualquer jeito.
Bom, já faz uns meses desde que eu voltei a escrever em você, diário. O que, sei lá, parece ridículo mas me faz bem, eu acho. Já o atualizei com tudo o que aconteceu durante as últimas férias e do ano letivo.
E sim, eu estava pensando nele de novo. Não me julgue! Eu tinha isso dentro de mim, meu cérebro era inclinado pra isso. Mas acontece que realmente já fazia um bom tempo desde que eu não ouvia sua voz.
E não, eu não estou confundindo nada, sei que decidimos ser só amigos.
E também sei que não foi realmente uma opção, muito menos uma escolha. Foi a única solução. Relacionamentos a distância são uma droga. E eu me senti uma idiota por chorar por isso, afinal, a vida real não é como uma série de televisão ou um filme de drama. Mas eu me senti mal o bastante pra fazer isso. E não, não melhorou em nada.
Minha vida estava um tédio total, sem o loiro ao meu lado, as coisas pareciam perder o interesse. Acredite ou não mas meus melhores momentos eram quando eu estava cuidando do meu irmãozinho. Gabe tinha acabado de nascer, ele era uma gracinha, tinha os olhos castanhos tão grandes quanto os meus, o que meus pais julgaram ser engraçado.
Por ele ser um bebê, eu gostava de cuidar dele. Não sei, mas eu meio que falava com ele, o que era bom já que ele não entende absolutamente nada. É como escrever em você, diário.
Voltando ao assunto principal de hoje: A última vez em que eu falei com Austin foi a pouco mais de duas semanas. Eu não queria pressionar nada porque era estranho, mas éramos amigos a anos antes de toda essa confusão de amor e podíamos continuar sendo.
Errado.
Era bem ... legal ? É, talvez, mas enquanto ele estivesse longe. Aonde ele não podia ver o quanto saber que o mesmo estava saindo com outras garotas nesse tempo me incomodava. Por que precisava existir aquela coisa de ciúmes, mesmo ?
Mas eu ignorava isso. Ignorava para que nossa amizade continuasse dando certo porque eu não queria perdê-lo.
No fundo, estava esperando que em algum momento Austin cumprisse todas as promessas que me fez antes.
Talvez eu estivesse me iludindo, mas viver num mundo de ilusão parecia bem menos doloroso. É, eu realmente estou surtando, diário.
Ah, e ainda tem o Nick.
O que já é outra parte da história que depois que Austin foi embora se tornou bem mais complicada. Eu não queria magoá-lo, bem longe disso. Mas ele não iria se afastar de mim nem que fosse para o seu próprio bem. E eu não queria simplesmente dizer que aquilo não iria funcionar.
Droga, como eu poderia pensar em outro relacionamento quando só o que eu tenho na cabeça é a ilusão de que Austin vai voltar pra mim ? Sou uma grande idiota.
Mas eu não deveria estar pensando nisso hoje,simplesmente porque é a formatura. As aulas já acabaram, o ano letivo também. Adeus escola. Para sempre.
E ainda restava a grande pergunta: O que eu iria fazer com o resto da minha vida ? Não me sentia nem mesmo pronta para ir á uma faculdade ou coisa assim. Estou realmente torcendo para que essas férias me ajudem a tomar uma decisão.
Enfim, por enquanto é só. Ainda preciso me arrumar para a formatura. Até mais, diário."
Fechei o livro marrom e o coloquei em cima da minha cabeceira. Olhei a hora em meu celular e me surpreendi por minha mãe não ter vindo até meu quarto me chamar. A formatura começaria em duas horas.
Suspirei, antes de abrir a caixa aonde a beca estava guardada.
( ... )
- Sorriam! — Penny exclamou, enquanto apertava o botão da câmera fazendo aquele flash horrível atacar os meus olhos. Dei o sorriso mais convincente que pude, mas Trish se saiu melhor nisso.
Esse momento era importante, eu não me importava de algumas fotos, mas minha mãe estava planejando um álbum enorme, então, acho que já podia me considerar uma modelo. Uma modelo particular dela.
Mas ela havia chorado, emocionada demais por eu ter me formado. E devo admitir que era emocionante pra mim também. Parecia estranho pensar que depois de todos esses anos não vou precisar mais voltar pra escola.
Trish havia feito o discurso, por ser a oradora da cerimônia, e devo admitir que tinha ficado realmente muito bom.
"Muitos se perguntam o que querem fazer depois que terminarem a escola, e acredito que o certo, — ou o mais justo — seja que apenas continuem cometendo seus mesmos erros, que façam o que quiserem e que não levem tudo tão á sério só porque é uma nova etapa. Alguns também acreditam que suas vidas só começarão a partir de agora, mas eu digo para que não ignorem tudo o que aconteceu até hoje, porque foi tudo o que construímos, foi amor, amizade, felicidade, foi quando descobrimos quem somos de verdade."
Teve muitos aplausos, é claro.
Com sua família, um pouco longe da onde eu estava agora, Nick sorriu e me abanou, ainda com seu jeito tímido e deslocado. (E é, eu devo admitir que era bem fofo, na maioria das vezes. Ou em todas, tanto faz.)
- Filha, está tudo bem ? — Minha mãe me perguntou, se aproximando e colocando uma mão no meu ombro.
Assenti, e ela semicerrou os olhos, desconfiada.
- Sério, estou bem, é só que tem muitos flashes por aqui. — Falei agitando as mãos para os lados. Todas as famílias queriam recordações daqueles momentos. Até mesmo Dez e Trish já estavam cercados por seus familiares com sorrisos estampados nos rostos.
Mamãe riu, balançando a cabeça como se não acreditasse no que eu estava dizendo.
- Tudo bem, já acabamos por aqui, aposto que essa beca deve estar te incomodando, não é ? — Assenti, mesmo que não fosse verdade. A beca azul era bonita, me caía bem e mesmo com toda a pressão do momento eu gostava dela. Certa responsabilidade pairava sobre mim enquanto eu a vestia. As palavras de Trish ainda estavam na minha cabeça, e a sensação de desgaste também. — Pode se despedir do seu amigo, — ela gesticulou na direção de Nick — ele não para de te olhar.
Ás vezes minha mãe podia agir pior do que a Trish, ou qualquer outro adolescente com os hormônios á flor da pele.
Nick se afastou um pouco de sua família quando viu eu me aproximar. Ele sorriu, gentil. Devo dizer que aquela beca também caía muito bem nele.
- Isso é maluco, não é ? — Apontou para a escola, agora atrás de nós. — Não vamos mais precisar acordar cedo para vir aqui todos os dias. Acho que vou sentir falta.
- Sério ? — Perguntei.
- Talvez. — Falou, parecendo realmente pensar no assunto. — É que era uma rotina de anos, vai ser estranho não ver as mesmas pessoas todos os dias.
- É, pode ser. — Murmurei. Olhei para a escola mais uma vez e balancei a cabeça. Parecia mesmo maluco. — Na verdade, você tem razão. Vou sentir falta. — Nós dois suspiramos, quase que ao mesmo tempo, o que nos fez rir. — Preciso ir pra casa, acho que meus pais podem estar preparando uma surpresa. — Falei, pensando que talvez podia mesmo ser verdade. Minha mãe é animada demais pra deixar isso em branco. E meu pai é totalmente controlado por ela. Casais.
- Tenho certeza que estão — ele sorriu — , aliás, ela não para de nos olhar nem por um segundo. E seu pai também não.
Virei devagar meu pescoço me deparando com os dois realmente nos vigiando, sem dizer uma palavra um com o outro ou ao mesmo tentando disfarçar.
- Ai meu Deus! — Exclamei. — Isso é muito vergonhoso. — Os olhei com a expressão mais zangada que pude, o que fez eles se darem conta do que estavam fazendo até que pararam com os olhares fulminantes. — Desculpe.
Nick riu.
- Não, tudo bem, acho que isso quer dizer que vocês precisam mesmo ir. — Ele disse. Por algum motivo, o moreno sempre parecia incrivelmente envergonhado, principalmente perto de mim. — Bom, acho que a gente se vê por aí.
- É, acho que sim.
Nick se aproximou devagar,embora eu já soubesse o que ele iria fazer porque virou um hábito nos últimos meses. Um beijo simples na bochecha, rápido mas lento. Isso era doce.
- Tchau.
- Tchau.
Me virei rápido para não precisar encará-lo por mais tempo. Esses momentos estranhos e constrangedoras viraram comuns pelo ano. Mas não o bastante para não me deixarem nervosa ou assustada.
Me despedi de Trish e Dez com apenas um abraço já que os dois estavam apressados, Trish estava feliz por ter sua mãe por perto e por ir viajar com ela mais um verão, ela precisava terminar de fazer suas quinhentas malas. Dez estava com sua família inteira e ia ter um churrasco na sua casa, ele me convidou, mas eu recusei falando que não queria atrapalhar e que já tinha planos com a minha família.
- Vamos ? — Meu pai chamou, já na porta do carro.
Entrei no banco detrás, e vi, por um instante, meus pais trocarem um olhar sigiloso.
- Vocês estão armando alguma coisa, não estão ? — Perguntei, praticamente certa disso. Minha mãe se destraiu brincando com os dedos, o que ela naturalmente fazia quando estava nervosa, constrangida, ou escondendo algo. Meu pai grunhiu, se ajeitando no banco mas não deixando de dar um risinho nervoso.
- Veremos em casa. — Mamãe disse.
Sim, eles estavam armando alguma coisa. Suspirei,me ajeitando no banco enquanto meu pai dava a partida. É, estava meio ansiosa e curiosa para saber sobre a tal surpresa. Fiquei olhando a escola se tornando pequena enquanto o carro se afastava. E é, eu tinha mesmo me formado.
Notas finais
Mas logo eles vão estar de volta, com suas safadezas e tudo o que tem direito .... #NickStayWithMe pra vocês me convencerem a colocar logo na estória a personagem que a Rai (GarotaInvisível) criou :) Espero que tenham gostado e NÃO se esqueçam de comentar, tipo, nunca, jamais, ever.
Mil beijos e Até :33
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